Partido líder na intenção de voto e político que mais confiança gera nos Portugueses para exercer o cargo de primeiro-ministro. O mês de Outubro arranca com ventos muito favoráveis para o Chega e André Ventura, de acordo com o último barómetro DN/Aximage, cujo trabalho de campo decorreu nos dias 6 e 7 deste mês (Martes e Mércores), contando com 501 entrevistas, uma taxa de resposta de 93,30% e…
Os dados mostram que, feita a distribuição de indecisos, o Chega ultrapassou o PS na intenção de voto para as legislativas, somando agora 30,7% contra os 28,9% dos socialistas.
O trabalho de campo desse estudo de opinião teve lugar a 14 e 15 de Setembro, o que quer dizer que os últimos vinte dias foram fundamentais para o Chega ganhar pontos nas preferências dos eleitores que declararam a intenção de votar nas próximas legislativas (73% do total de inquiridos).
Neste período de tempo, o partido de André Ventura centrou grande parte da sua acção política na tentativa de agendar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves, algo que acabou por acontecer esta Mércores, após reunião da Conferência de Líderes parlamentares (o arranque da CPI é já a 14 de Outubro).
Já o PS, além de várias críticas ao acordo entre PSD e Chega para a revisão da lei do arrendamento, procurou centrar atenções na necessidade de garantir estabilidade política ao país, preocupação que, no entender do secretário-geral, José Luís Carneiro, passará pela abstenção dos socialistas no Orçamento do Estado para 2027, apresentado esta Joves pelo Governo.
Estes focos dos partidos parecem ter sido bem acolhidos junto das suas bases, já que o barómetro de Outubro mostra que 98,9% dos eleitores que votaram no Chega em Maio de 2025 voltariam a fazê-lo agora (eram 91,6% em Setembro) e 89,4% dos socialistas votariam em Carneiro (86,1% no mês passado).
Por seu turno a AD, coligação entre PSD e CDS que garante o apoio parlamentar ao Governo de Luís Montenegro, continua a dar sinais de desgaste, tendo agora 21,7% das preferências dos eleitores, menos 0,2 p.p. do que em Setembro e menos 1,5 p.p. do que em Julho.
Quebra ainda mais acentuada regista-se na Iniciativa Liberal, que em Outubro fica com 5,6% das intenções de voto, quando em Setembro tinha 6,3% e em Julho 7,4%.
Ventura distancia-se de Carneiro na escolha para PM
As boas notícias para André Ventura também surgem nos indicadores sobre que político merece mais confiança dos inquiridos para exercer o cargo de primeiro-ministro. O presidente do Chega já liderava em Setembro (27,4%), mas agora reforçou esse estatuto com uma subida de 0,6 p.p., aumentando a distância em relação a José Luís Carneiro que caiu 2,1 p.p. em relação a Setembro (de 27,1% para 25%).
Luís Montenegro, o actual líder do executivo, mantém-se como a terceira escolha, com 21%, o que ainda assim mostra uma recuperação face a Setembro quando só tinha 19% das preferências.
FICHA TÉCNICA
Objetivo do Estudo: Sondagem de opinião realizada pela Aximage, Lda., para o DN relativa a barómetro político e temas da atualidade.
Universo: Indivíduos maiores de 18 anos eleitores e residentes em Portugal.
Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género (2), grupo etário (4) e região (4). A amostra consiste em entrevistas efetivas: 501 entrevistas CAWI; 245 homens e 256 mulheres; 107 entre os 18 e os 34 anos, 133 entre os 35 e os 49 anos, 140 entre os 50 e os 64 anos e 121 para os 65 e mais anos; Norte 175, Centro 108, Sul e Ilhas 78, Área Metropolitana de Lisboa 140.
Técnica: Aplicação online – CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) – de um questionário estruturado, devidamente adaptado ao suporte utilizado, a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas. O trabalho de campo decorreu entre 06 e 07 de outubro de 2026. Taxa de resposta: 93,30%.
Margem de erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervIntervalo de confiança de 95% é de aproximadamente ±4,4%.
Estudo realizado pela Aximage, Lda., sob a supervisão técnica de Ana Carla Basílio.
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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia:
https://sapo.pt/artigo/barometro-dn-aximage-chega-passa-a-liderar-intencao-de-voto-e-ve-ventura-reforcado-na-confianca-para-pm-6ac81309c1802de9f37e7bfe
https://eco.sapo.pt/2026/10/09/sondagem-coloca-chega-a-frente-do-ps-e-ventura-lidera-confianca-para-primeiro-ministro/
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Então mas atão... atão afinal a Democracia dá cada vez mais força ao Nacionalismo? Atão mas agora um partido «facho», inventado há sete anos, não só não se foi abaixo, e não só já se tornou no líder da oposição, como ainda por cima lidera agora as sondagens, à frente tanto da Esquerda toda como do maior partido «à Direita»?
E a Iniciativa Liberal, não prometia tal e coisa?
Atão o real caralho do «povinho» vota cada vez mais num partido que nasceu de uma declaração «racista!!!!!!!!!!!!» ?????
Atão onde é que estão agora as legiões de comentadeiros e especialistas e veteranos da política que andaram uma caralhada de décadas a jurar pela puta da mãezinha que em Portugal a Extrema-Direita não tinha hipótese porque «o Estado Novo ainda é muito recente» e porque o «povinho» era mui anti-racista e amigo da miscigenação e tal?...
E os mui fiéis bardamerdas que lideraram o «Movimento Nacionalista» desde a década de setenta, grandes arautos do ideal anti-democrático, que garantiam a incompatibilidade entre o Nacionalismo e a Democracia, e eu explicava-lhes por A+B,
- pela teoria
e
- pela prática
que a Democracia é aliada natural do Nacionalismo,
e quando eu explica, via expressões faciais de quem não percebia a real ponta de um chavelho do que eu estava a dizer porque, naquelas mioleiras, procuravam algo de parecido que tivesse sido dito pelos «mestres» e, como não encontravam (porque só liam e ouviam merda entre o Fascismo e o Conservadorismo), e como para eles o «Nacionalismo» significa andar no rebanho do chefe «nacionalista», optavam então por nem pensar no que estavam a ouvir, depois quando eu lhes chapava nos cornos com as evidências dos números eleitorais da Extrema-Direita no estrangeiro, respondiam mui doutamente «ah, mas isso é lá fora, a mentalidade cá é diferente...» e «ah, mas isso é das circunstâncias...» (claro - o «povinho» não vota na merda da «nossa» proposta anti-democrática, o «povinho» só quer é libertar-se da imigração, mas isso para nós conta pouco, o que a gente realmente quer é destruir a Democracia, acabar com as liberdades libertinas do 25 de Abril e meter este povinho na ordem, caladinho e obediente, ah!, e Angola é nossa!!!...) ou então «ah, mas esses partidos estão comprados pelo sistema, não valem nada...», pois claro que não valem nada, um partido que já conseguiu alterar a lei da Nacionalidade e travar relativamente a iminvasão, e lançar no debate público a matéria da imigração e, talvez, da Remigração, isso não vale nada, são «peanuts», ou «piners», como diria Jorge Jesus, o que vale muito é andar quatro décadas a arrastar o cu pelas esquinas em tertúlias de sábado à tarde a garantir que a culpa «disto tudo» é dos Judeus e dos maçons e do lóbi LGBT, evidentemente, assim é que era bom...
Talvez seja tarde para travar a iminvasão. Se for já demasiadamente tarde, a culpa disso nunca será do povo mas sim de quem, por fanatismo, imbecilidade ou desonestidade, não soube apresentar ao povo um projecto político verdadeira e democraticamente nacionalista.