quinta-feira, novembro 05, 2026
quarta-feira, novembro 04, 2026
ITÁLIA - PRIMEIRA-MINISTRA REAFIRMA DETERMINAÇÃO EM APOIAR A DEFESA MILITAR DA UCRÂNIA
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, fez uma declaração firme no meio de crescentes debates sobre a assistência militar a Kiev, o aumento do custo de vida e o aumento das despesas com a defesa. Numa entrevista para o novo livro do jornalista Bruno Vespa, História da Segunda República, com lançamento previsto para 2 de Novembro, a primeira-ministra italiana reconheceu que apoiar a Ucrânia poderia custar-lhe alguns eleitores: “Percebo perfeitamente que o nosso apoio à Ucrânia possa ter um custo político. Que mesmo entre os nossos próprios eleitores, há pessoas que discordam disto. Mas não tenho qualquer intenção de mudar a minha posição”.
Sublinhe-se entretanto a lucidez com que diz que uma situação mundial em que reine a lei do mais forte não é favorável ao seu país - nem ao seu país nem ao nosso, tenha-se isto em mente, nem a nenhum outro país da Europa Ocidental, que, por si só, não pode fazer frente aos grandes potentados militares que agora se agigantam. Acrescente-se que o grau de bem-estar burguês e relativamente plácido alcançado na UE não predispõe os seus habitantes a pôr-se de armas na mão diante da morte em massa dos seus jovens. Na eventualidade em que a Rússia invada por exemplo a Estónia e haja tropas da OTAN a serem enviadas para o Báltico, dificilmente a população ocidental aguenta sequer três meses de conflito a partir do momento em que sacos pretos com corpos de jovens ocidentais comecem a chegar a casa, rapidamente se enchem as capitais europeias com manifestações a exigir a paz e a bater na polícia, e depois é claro que os bardamerdas putineiros vão aproveitar para guinchar insultos à OTAN «em nome da paz!!!!!!!!!!» e de que se faça a vontade a Putin, que até nem queria fazer mal a ninguém, os «russófobos» é que o obrigaram a isso. É por isso fundamental garantir uma superioridade militar tal que os bullies do Kremlin não pensem sequer que podem lançar-se ao combate sem correrem o risco de serem pesadamente derrotados e, quem sabe, executados, ou por agentes ocidentais ou pela população russa em revolta.
Meloni cumpre por isso seu dever como nenhum outro líder ocidental tem feito.
ESPECIALISTAS PUTINEIROS - «NÃO SE PREOCUPEM QUE A RÚSSIA NÃO VAI INVADIR A UCRÂNIA...»
ALEMANHA - JOVENS ENVOLVIDOS EM «PROTESTOS» DIZEM O QUE REALMENTE QUEREM FAZER
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Só quem não percebesse a ponta de um real corno do que é a juventude, sobretudo a do terceiro-mundo, é que se surpreenderia fosse com o que fosse que este texto noticioso diz.
SOBRE UMA CONSEQUÊNCIA DE A UCRÂNIA AINDA RESISTIR À INVASÃO PUTINEIRA
Nota: a Alemanha de Leste nunca foi parte da União Soviética, como diz erradamente o texto, mas foi por outro lado membro fiel do Pacto de Varsóvia, pelo que, para o efeito, vai dar ao mesmo.
SOBRE A PRODUTIVIDADE EM PORTUGAL NUMA EMPRESA ALEMÃ
SOBRE AS VACINAS DA PFIZER
O conteúdo da imagem baseia-se em várias alegações incorrectas:
Estatuto na Pfizer: Michael Yeadon não foi "vice-presidente da Pfizer" a nível global corporativo. Ele foi vice-presidente e cientista-chefe da divisão de investigação de alergias e vias respiratórias numa unidade específica da empresa no Reino Unido, tendo saído da farmacêutica em 2011 — quase uma década antes do aparecimento do SARS-CoV-2. Ele não teve qualquer envolvimento no desenvolvimento ou supervisão das vacinas contra a COVID-19. [1]
Existência da Pandemia: A ocorrência da pandemia de COVID-19 é um facto amplamente documentado por hospitais, institutos de investigação, universidades e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo sido apoiada por evidências biológicas (isolamento e sequenciação do vírus), genéticas e epidemiológicas em todo o mundo.
Segurança das Vacinas: A afirmação de que as vacinas contêm uma "substância intencionalmente perigosa" é uma teoria da conspiração comum. As vacinas contra a COVID-19 (incluindo a da Pfizer) passaram por extensos ensaios clínicos e rigorosa monitorização pós-comercialização por reguladores como a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA. [1, 2]
Número de Mortes: A alegação de que as vacinas mataram "mais de 17 milhões de pessoas" é estatisticamente falsa. Pelo contrário, estudos epidemiológicos globais demonstram que a vacinação em massa salvou dezenas de milhões de vidas, prevenindo formas graves da doença e o colapso dos sistemas de saúde. Os efeitos secundários graves existem, mas são monitorizados de perto e considerados extremamente raros pela comunidade científica médica. [1]
Ao avaliar informações sobre saúde, é recomendável verificar dados em fontes oficiais e canais independentes de verificação de factos.
EUROPA, OTAN X RÚSSIA EM TERMOS DE CAPACIDADES MILITARES
Falta só explicar às populações ocidentais em que é que se vai investir mais dinheiro, se a superioridade em material militar ocidental é, neste momento, uma evidência. É em Democracia vital explicar estas coisas às pessoas, algo que não está a ser feito.
terça-feira, novembro 03, 2026
ITÁLIA - CRIMES SEXUAIS ALÓGENOS NA NOITE DAS BRUXAS
FRANÇA - REPRESENTANTES DE ESQUERDA QUEREM CRIMINALIZAR REFERÊNCIA À «GRANDE SUBSTITUIÇÃO»
A reacção da Direita foi aguçada, com Éric Zemmour a escrever:
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A isto se chega, a este grau de imundície, se chega, quando a elite reinante impinge o universalismo militante como dogma obrigatório. Se o Fascismo fez e aconteceu, originou crimes assim e assado, pois então o anti-racismo está a fazer isto aos Europeus: iminvasão, violência criminal a rodos, altos níveis de homicídios e violações de europeus em sua própria casa e, cereja no topo do bolo de quem está mesmo a pedi-las e depois queixa-se, «gente» que, alcandorada em cargos políticos, ou jurídicos (ou ambos...), tem o despautério de querer impedir os Europeus de dizerem o que quiserem em sua própria casa diante do que lhes está a acontecer, «talvez» para não deixar que o alarme circule, que é exactamente uma das coisas que se faz em estado de guerra, tenta-se sabotar a comunicação no seio das tropas inimigas. Tal como os invasores persas sabotaram a comunicação entre as tropas gregas em terra e a marinha de guerra grega, de maneira a que os Gregos, que estavam à defesa, não se pudessem coordenar, também as elites reinantes no Ocidente não querem que o povo autóctone possa reagir à iminvasão e é por isso que precisam de impedir a divulgação daquilo a que chamam «incitação ao ódio!»
Fosse a França dirigida por uma elite saudável, e o mouro Rabeh já estava em tribunal para prestar contas sobre o uso da expressão «suposto Povo Francês branco» - «suposto», diz o mouro... então se negar um genocídio é crime porque, supostamente, é tentativa de destruir a memória das vítimas, e lança as bases ideológicas para novo genocídio, então negar uma identidade étnica é o quê?, pela mesmíssima lógica, é lançar as bases para negar a existência de um Povo, para assim poder depois diluí-lo; isto mesmo confirma-se formalmente no caso do partido «parente» do deste mouro, o partido «França Insubmissa», que diz textualmente, não apenas que os Franceses nativos, os «Français de souche», são «um mito» como Povo, mas também que se deve fazer a chamada «crioulização», ou seja, a miscigenação final, diluição do Povo «que não existe» numa caldeirada de lama racial.
CARACTERÍSTICAS ESSENCIALMENTE ETNICISTAS DA PRIMEIRA DEMOCRACIA
Só filhos de atenienses podiam ter cidadania ateniense, outros gregos não, mesmo que fossem plenamente gregos.
Sim, está absolutamente correcto. Esse é um dos aspetos mais marcantes e exclusivistas da política na Grécia Antiga: o conceito de "nacionalidade" grega (partilhar a mesma língua, religião e cultura) não conferia qualquer direito político fora da sua cidade-estado natal.
O sistema de cidadania em Atenas funcionava sob regras muito rígidas:
Antes de 451 a.C.: Para ser cidadão, bastava que o pai fosse um cidadão ateniense livre. A mãe podia ser uma estrangeira (grega de outra cidade ou mesmo não grega), desde que o casamento fosse legítimo. O próprio Clístenes, o "pai da democracia ateniense", era filho de uma princesa da cidade de Sicião.
A Lei de Péricles (451 a.C.): Péricles endureceu radicalmente as regras. Ele aprovou uma lei que determinava que a cidadania só seria concedida a homens cujos ambos os pais (pai e mãe) fossem cidadãos atenienses nativos. Se um ateniense casasse com uma mulher de outra cidade grega, os filhos desse casamento eram considerados ilegítimos (nothoi) e perdiam todos os direitos políticos e de herança.
Os gregos de outras cidades que se mudavam para Atenas para trabalhar ou fazer comércio passavam a ser metecos (metoikoi). Embora fossem culturalmente helénicos, eles:
Tinham de pagar um imposto especial de residência (metoikion).
Precisavam de um patrocinador ateniense (prostates) para os representar perante os tribunais.
Não podiam possuir terras ou propriedades em território ateniense.
Não podiam votar nem participar nas decisões da democracia.
A cidadania ateniense era, por isso, um clube de sangue extremamente fechado, e as exceções concedidas a estrangeiros (mesmo gregos) eram raríssimas e exigiam uma votação em massa muito especial na Assembleia.
Gostaria de saber mais sobre as excepções históricas em que Atenas concedeu cidadania a estrangeiros (como após uma famosa batalha) ou prefere explorar as consequências sociais da lei de Péricles?
Apesar desta rigidez extrema, a história de Atenas regista momentos de desespero ou de excepção geopolítica em que a cidadania foi concedida em massa ou individualmente a estrangeiros.
Esta é a concessão em massa mais famosa da história de Atenas, ocorrida durante a fase final da Guerra do Peloponeso contra Esparta.
O Contexto: Atenas estava financeiramente esgotada e sem homens suficientes para tripular as suas galés (triremer).
A Medida Desesperada: Para conseguir montar uma última frota, a Assembleia aprovou uma lei sem precedentes: prometeu a cidadania ateniense plena a todos os escravos e metecos (estrangeiros residentes) que aceitassem remar e lutar na batalha.
O Resultado: Atenas venceu a Batalha Naval de Arginusas. Os escravos sobreviventes foram imediatamente libertados e integrados na cidadania, recebendo direitos políticos iguais aos dos cidadãos nativos, uma quebra absoluta na tradição de sangue.
Plateias era uma pequena cidade-estado na Beócia e a aliada mais fiel de Atenas desde as Guerras Médicas.
O Cerco: Durante a Guerra do Peloponeso, Plateias foi cercada e destruída pelos espartanos e tebanos. Os sobreviventes fugiram para Atenas.
A Recompensa: Em reconhecimento à sua lealdade inabalável, Atenas concedeu a cidadania ateniense em massa a todos os refugiados de Plateias. Eles foram distribuídos pelas tribos atenienses, embora com uma pequena restrição: não podiam candidatar-se ao cargo de Arconte (magistrado supremo) ou pertencer a certas linhagens sacerdotais antigas.
Atenas também concedia a cidadania a indivíduos estrangeiros de elite como uma ferramenta diplomática (chamada politeia honorária). Nestes casos, o título era dado a reis ou generais estrangeiros que financiavam ou protegiam os interesses atenienses:
Sadoco, Príncipe da Trácia (431 a.C.): Péricles, ironicamente, promoveu a concessão de cidadania a Sadoco, filho do rei Sitalces da Trácia, para garantir uma aliança militar crucial no início da Guerra do Peloponeso.
Evágoras de Chipre (410 a.C.): Rei de Salamina, em Chipre, recebeu a cidadania ateniense após ajudar a frota de Atenas e acolher generais atenienses exilados.
Dionísio I de Siracusa (368 a.C.): O famoso tirano da Sicília recebeu a cidadania ateniense honorária quando as duas cidades formaram uma aliança militar contra Tebas.
Se quiser, posso detalhar o que aconteceu às famílias dos cidadãos que perderam a cidadania quando a lei de Péricles entrou em vigor, ou explicar como os espartanos lidavam com os seus próprios estrangeiros. Como prefere continuar?







