
Embora possa parecer óbvio para alguns que existam europeus de origem europeia que constituem uma população autóctone que habita a Europa há milénios, muitos na esquerda querem negar até mesmo a existência destes grupos. Numa aparição na televisão francesa, a eurodeputada francesa Marion Maréchal defendeu a ideia de que não só existem franceses de origem francesa, como também que estes têm o direito de serem defendidos: “Não entendo porque se sentiria alguém constrangido em dizer que também existem franceses de origem francesa. Isto não significa que não existam franceses de outras origens”, disse ela durante a sua participação num painel da BFMTV. Referindo-se à sua própria família, disse: “Estou a falar dos meus bisavós. Estes franceses são os que construíram a França, através da dor, das lágrimas e das dificuldades. Venho de uma família de pescadores, agricultores e trabalhadores rurais. Eram famílias que tinham de 11 a 14 filhos. Tenho dois bisavôs que estiveram em Verdun durante a Primeira Guerra Mundial. Eles têm o direito de existir, nós temos o direito de respeitá-los, nós temos o direito de falar sobre eles.”
Em particular, disse que, embora outros franceses de origem estrangeira tenham tido as suas próprias conquistas, os franceses étnicos têm "o direito de não serem sistematicamente reduzidos a um povo — desculpem por dizer isto de forma tão grosseira — de bastardos, colonizadores, colaboradores e escravistas, aos quais é dito o dia todo que foi a imigração que lhes trouxe a civilização, e aos quais é dito para aceitarem que serão superados em número e que a sua cultura desaparecerá".
O debate gira em torno da questão de se grupos como Alemães, Franceses, Ingleses e outros constituem grupos étnicos ou se este termo é inteiramente determinado pelo passaporte. Para alguns, a questão é se esses grupos nativos realmente existem, com alguns revisionistas de esquerda e activistas de extrema-esquerda a afirmar que não.
Um elemento importante de muitas ideologias de esquerda — a promoção e a protecção de grupos étnicos indígenas — vacilaria se reconhecessem que os Povos Europeus também podem ser categorizados como “indígenas”. Para estes críticos, reconhecer que pessoas brancas na Europa podem-se enquadrar nesta categoria abriria caminho para todas as narrativas incómodas que a esquerda não quer considerar em relação à imigração em massa.
Muitos na esquerda afirmam, em vez disso, que qualquer pessoa com passaporte pode declarar-se alemã, francesa ou inglesa de um dia para o outro, e que o argumento não pode ir além disso. Simplesmente não existem grupos étnicos nativos nestas Nações europeias, apenas portadores de passaporte.
O que Maréchal propõe é que existe uma espécie de meio-termo. Embora alguém possa obter a cidadania francesa, isto não significa que esta pessoa seja de etnia francesa. Afirmar o contrário é um ataque directo ao facto de que os europeus étnicos existem, representam um Povo e uma cultura que, por vezes, existem há mais de mil anos, e merecem reconhecimento e representação política.
Ela também observa que as pessoas que são "francesas" em França são rotineiramente demonizadas e ouvem dos defensores do multiculturalismo que, mesmo que existam, não possuem uma cultura que valha a pena preservar ou celebrar. “Porque, com a promoção constante do multiculturalismo, explicamos que estas pessoas [francesas], portadoras desta cultura de referência à qual os outros se devem assimilar, acabam por perder toda a sua importância no meio das demais. E eu digo, é isto que estou tentando transmitir nesta história”, disse a eurodeputada francesa.
Maréchal está particularmente preocupada com o partido França Insubmissa, liderado por Jean-Luc Mélenchon, que, segundo ela, nutre “um ódio implacável pelos franceses nativos”. Mélenchon tem promovido abertamente a Grande Substituição, afirmando: “No nosso país, uma em cada quatro pessoas tem um avô ou avó estrangeiro(a). 40% da população fala pelo menos duas línguas. Estamos destinados a ser uma nação crioula, e isso é óptimo! Que a jovem geração seja a grande substituta da velha geração.”
Maréchal destaca o que a elite ideológica do Ocidente não quer admitir: que em cada Nação europeia existe um Povo indígena que construiu os seus respectivos países século após século. Lutaram e morreram pelas suas pátrias, trabalharam em condições precárias no mar, na agricultura e nas fábricas. Sangraram, choraram e presenciaram desastres e triunfos.
É claro que houve "grandes mentes" e artistas de ascendência europeia que criaram maravilhas arquitectónicas, pintaram obras-primas, inventaram medicamentos revolucionários, escreveram literatura que perdurará através dos tempos e idealizaram muitas das inovações tecnológicas que impulsionam o mundo moderno. Também é verdade que a grande maioria jamais alcançou tais alturas, mas, colectivamente, estes diferentes Povos Europeus construíram as Nações onde imigrantes do mundo todo desejam agora viver, mesmo que muitos ainda nutram ressentimento contra estes europeus brancos.
É importante destacar que a Europa continua a ser um bastião dos direitos humanos, mesmo que ainda apresente algumas deficiências, enquanto muitas regiões do mundo ainda sofrem com abusos generalizados contra mulheres e crianças, patriarcados, violência e corrupção desenfreadas, e até mesmo milhões de escravos modernos. Ao mesmo tempo, a Europa e os Estados Unidos continuam a impulsionar grande parte da inovação mundial. Isto não significa que continentes como África, que ainda apresentam níveis extremamente altos de pobreza e desespero, devam ser menosprezados. Significa, porém, que os Povos Europeus podem-se orgulhar da sua cultura, das suas conquistas e do que muitos consideram as melhores sociedades do mundo para se viver, assim como outros Povos ao redor do mundo se orgulham das suas próprias culturas e povos.
Negar a existência de franceses de origem francesa deveria ser considerado uma mentira vulgar, assim como afirmações semelhantes sobre o resto da Europa. No entanto, esta crença é exactamente o que a ideologia dominante exige. Se estes "europeus" são sequer mencionados, é apenas nos termos mais negativos: colonialistas, escravistas, privilegiados, etc. Enquanto isso, pessoas que chegaram à Europa apenas nas últimas décadas, ou mesmo no último ano, são celebradas pela esquerda pelas suas culturas, muitas das quais, de facto, são marcadas por séculos de escravidão, falta de direitos humanos, ausência de democracia e regimes linha-dura e anti-progressistas.
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Fonte: https://rmx.news/commentary/french-mep-marechals-defense-of-ethnic-french-people-shows-the-absurd-situation-europeans-are-facing-in-their-own-homelands/
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Negar a própria existência da identidade étnica europeia é um dos sintomas mais óbvios da anti-racistite aguda, verdadeira nova «religião» das elites - e, do mesmo modo que os legisladores destas mesmas elites afirmam que, por exemplo, negar um genocídio deve ser proibido e punido por lei, porque essa negação é alegadamente parte de um processo que visa eliminar o dever de punir culpados por esse crime em especial, pois do mesmíssimo modo se conclui que os que negam a existência de uma identidade étnica europeia devem ser devidamente investigados e eventualmente levados a tribunal pela intenção de darem como nula uma identidade étnica, primeiro passo da sua eliminação física, isto de acordo com o próprio raciocínio destas elites, o que serve para demonstrar o significado dessa declaração, de acordo com a sua própria lógica.
Independentemente da intenção, este niilismo étnico é consequência óbvia do universalismo militante das elites, que elege como guia moral, desde sempre, a cartilha da abolição final das fronteiras entre os Povos - ora a definição étnica de um Povo constitui a maior das fronteiras, a que não pode ser contornada com uma mera declaração burocrática, e é exactamente por isto que as elites apátridas, visceralmente totalitárias, tanto a querem ignorar ou diluir. Com um papel escrito, pode-se declarar que fulano tal é ou passa a ser português, luxemburguês ou sudanês, mas não se pode proclamar que, doravante, passa a ser branco ou negro. Lançam por isso mil e uma campanhas de propaganda ou evangelização para deitar abaixo toda e qualquer noção de raça, se não vai de uma maneira vai doutra, por isso dizem tudo e o seu contrário, é a ver qual pega melhor com diferentes indivíduos: ou as raças não existem «porque a ciência diz que não!», ou existem mas não no caso dos Europeus, ou se existem mesmo, não interessam nada porque não devem interessar, porque há o dever de vivermos todos juntos e dizer o contrário é ser mal formado. Também existem quando se trata de culpar os Europeus por racismo, claro, ainda que, nessas alturas, já haja a esperteza saloia de dizer que as alegadas vítimas de «racismo» são pessoas «racializadas», ou seja, é o malandro do Europeu que lhes atribui raça, porque sem essa determinação europeia, elas não teriam raça alguma, porque as raças não existem, os racistas europeus é que as inventaram...
Por cá, atira-se à cara do Zé Povinho que «somos descendentes dos esclavagistas e também dos escravos!», o que, note-se, significa «somos culpados de nascença por sermos brancos mas também somos mestiços, motivo pelo qual não podemos ter qualquer orgulho racial branco!», tau!, lá está, ou vai de uma maneira ou vai doutra, preso por ter cão e por não ter, mesmo que seja as duas coisas ao mesmo tempo, preso por já ter tido cão e preso por agora não o ter, vale tudo, reforçando-se neste processo a carga emocional sobre o indivíduo, como se o zé povo nem devesse atrever-se a pensar racionalmente porque o peso do pecado ultrapassa a racionalidade...
O discurso das elites reinantes está pois, cada vez mais, como que a concretizar a voz de «são» Paulo: «em Cristo não há nem judeu nem grego», bem como a concretização de Justino o Mártir, um século depois, «Nós que antes vivíamos afastados uns dos outros devido às nossas diferenças de raça, vivemos agora todos juntos devido à vinda de Cristo»... Isto pega é cada vez menos com as classes populares, que, ontem e hoje, nunca foram profundamente evangelizadas na sua moral...