Em juízo, os dois réus demonstraram pouco remorso. O comportamento deles após o acidente só agravou a situação — ambos cometeram novas infracções de trânsito durante o período em que estavam em liberdade condicional, apesar de estarem proibidos de conduzir. Um deles acumulou sete multas por excesso de velocidade desde a morte de Estelle Roaux.
A acusação não poupou críticas. Philippe Courtois, advogado dos sogros da vítima, chamou-lhes “irresponsáveis” e “imbecis”. Embora reconhecendo que nenhum dos dois homens tinha a intenção de causar uma morte, o Ministério Público argumentou que eles “adoptaram intencionalmente um comportamento extremamente perigoso em relação a outros usuários da via”. O facto de o motorista sem carteira de habilitação francesa válida não ter sido o responsável pelo atropelamento não o absolveu — afinal, são precisos dois para correr. Este raciocínio levou a promotora Lucile Babin a solicitar a mesma pena de 3 anos de prisão para ambos os homens, com suspensão condicional da pena.
A defesa pediu aos magistrados que “não julgassem com o coração”. O tribunal acabou por proferir sentenças de três anos de prisão, incluindo dois anos suspensos com liberdade condicional por três anos, juntamente com a obrigação de procurar tratamento e manter um emprego.
A pena branda para este tipo de corrida de rua contrasta fortemente com casos semelhantes em outros países, como o da Alemanha, onde Faraz A. recebeu uma sentença de prisão perpétua pelo assassínio de Janine W., de 22 anos.
Em 2019, o então procurador de Berlim, Andreas Winkelmann, foi entrevistado pelo jornal Welt após uma corrida de rua ilegal que resultou em morte e a introdução de uma nova lei para combater a crescente onda de acidentes fatais desse tipo: “A maioria dos autores dos crimes são homens, na faixa dos 20 anos, e têm histórico de migração”, disse ele.
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Fonte: https://rmx.news/article/they-took-my-only-child-my-princess-two-men-with-a-migration-background-killed-frenchwoman-brigitte-roaux-during-deadly-street-race-given-mostly-suspended-sentences/
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Mais um caso em que a expansividade e o calor humano do sul global dá emoção ao quotidiano europeu, nomeadamente a infelicidade dos pais da rapariga assassinada pela negligência criminosa dos «««jovens»»», cuja expulsão ou extradição parece nem sequer ter sido considerada como hipótese...