terça-feira, agosto 18, 2026

ALEMANHA - ÁRABES VIOLAM MIÚDA DE DEZ ANOS...

Um novo e chocante caso veio à tona, envolvendo três sírios que estupraram colectivamente uma menina de 10 anos, urinando nela e sujando-a com fezes. Incrivelmente, não há nenhuma reportagem pública sobre o incidente. O caso só foi revelado graças ao proeminente defensor das vítimas, Michael Kyrath, que afirmou estar a trabalhar activamente com a vítima como parte dos seus esforços de apoio. Kyrath descreveu os detalhes do caso durante uma participação no programa ServusTV, em debate com diversos palestrantes sobre imigração, crime e política, que foi publicado ontem. “Actualmente, estamos a cuidar de mais de 1000 famílias de vítimas. Estamos a apoiar 36 jovens mulheres que foram vítimas de violência sexual, incluindo os chamados estupros colectivos, que não existiam aqui há 10 ou 15 anos. A vítima mais jovem que estou a apoiar foi estuprada durante várias horas por três sírios. Eles urinaram nela, besuntaram-na com fezes, espancaram-na e pontapearam-na. Esta menina tem 10 anos de idade. 10 anos de idade!”, disse Michael Kyrath durante a sua apresentação. Ele continua, dizendo: “Esses agressores não podem ser reabilitados por meio de terapia, até porque a formação dos nossos terapeutas é voltada para a socialização da Europa Central… Isto significa que não somos capazes nem mesmo de reabilitar estas pessoas.”
Não há registo público deste caso, o que pode estar relacionado com a idade da vítima. No entanto, casos semelhantes também vieram à tona nos últimos anos, incluindo o recente julgamento envolvendo dois iraquianos que estupraram uma criança de 7 anos em Essen. Nesse caso também, a cobertura foi extremamente limitada, com o caso a vir à tona só após o início do julgamento, e apenas um veículo de comunicação noticiou os detalhes com um vídeo incrivelmente curto.
Isto levanta a questão de quantos casos de estupro de jovens vítimas na Alemanha por imigrantes não estão a ser divulgados pelos média. Embora a questão de estrangeiros a estuprar europeias se tenha mostrado politicamente explosiva, o estupro de crianças é ainda mais grave. A cada caso que vem à tona, a opinião pública pode-se inclinar ainda mais para o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), o que também pode ser um factor político para a supressão desses casos.
A própria filha de Kyrath, Ann-Marie, de 17 anos, foi esfaqueada até à morte dezenas de vezes por um imigrante palestiniano, juntamente com o seu namorado de 19 anos, Danny. Kyrath trabalha agora incansavelmente como defensor das famílias e vítimas da violência imigratória, participando frequentemente em debates de importantes redes de televisão.
Durante a entrevista, ele também discutiu o papel da imigração e da criminalidade no país. “O perfil do agressor é sempre o mesmo, a arma é quase sempre a mesma, a sequência de eventos é praticamente a mesma, os motivos são os mesmos e, durante 11 anos, ouvimos sempre as mesmas frases vazias de políticos responsáveis: que não é tão grave assim, que é preciso diferenciar, que é preciso ter cuidado, que não devemos fazer o jogo da Direita, e todas as outras coisas que ouvimos. Estão a morrer pessoas todos os dias, estão a morrer crianças todos os dias. E aqui estamos nós, a debater Direita versus Esquerda”, disse. Abordou ainda a situação da Alemanha e a chamada “luta contra a Direita”, um tema que domina as redes de média públicos. “Podemos continuar, podemos abrir completamente este assunto. Se você vier à Alemanha: as nossas escolas estão em ruínas, o sistema de saúde está falido, a segurança interna está comprometida, os comboios não cumprem os horários, os aviões não cumprem os horários. Mas o principal é: a luta contra a Direita. Você acha que algum cidadão cujos filhos são espancados na escola por comerem carne de porco se importa com a luta contra a Direita, ou com a Direita e a Esquerda? Isso já não interessa a nenhum cidadão. Lamento muito, mas eles estão muito distantes da realidade e do que os cidadãos vêem por aí.”
Kyrath observa que, no seu trabalho como mestre artesão, cada etapa é documentada e regulamentada, e, no entanto, a imigração envolvendo centenas de milhares de estrangeiros continua a ser um mistério para as autoridades alemãs, que muitas vezes não sabem de que país são esses indivíduos originários, ou mesmo o nome verdadeiro ou a data de nascimento de dezenas de milhares de imigrantes. “Não sabemos quantas pessoas em situação irregular estão neste país, onde estão, quais são seus objectivos, as suas opiniões ou se estão dispostas a respeitar o nosso modo de vida. Em vez disso, colocamo-las em vilas de contentores, damos-lhes alguns euros por mês e chamamos a isto integração bem-sucedida. Este é um exemplo completamente falso de certas pessoas que vivem numa bolha de prosperidade decadente, vangloriando-se da sua própria grandeza. Na realidade, isto não tem nada a ver com humanidade ou cristianismo”, disse ele.
As alegações de que os imigrantes são uma bênção para o mercado de trabalho também são veementemente refutadas por Kyrath. “E aqui chegamos ao tema dos trabalhadores qualificados, como você mencionou anteriormente. Como mestre artesão, posso-lhe dizer quais são os requisitos que precisamos de cumprir hoje em dia apenas para contratar alguém, com toda a documentação necessária. Lamento muito, mas 90% das pessoas que vêm aqui não podem ser contratadas por nós porque simplesmente não temos permissão, pois não atendem aos requisitos. Elas não têm a formação, o treinamento ou as verificações de antecedentes”, afirmou.
Ele até abordou um tema crescente que a Remix News tem publicado extensivamente: o facto de que a inteligência artificial e a automação estão a tornar a imigração em massa desnecessária. Como a Ásia demonstra cada vez mais, a imigração não é essencial para o sucesso económico. Na verdade, pode até ser um obstáculo, já que a mão-de-obra barata dificulta o investimento em automação. Países como Coreia do Sul, Japão e China — todos com taxas de imigração próximas de zero — estão à frente da Europa em inúmeras áreas, incluindo energia renovável, IA, robótica e o sector automotivo, priorizando a ciência em detrimento da ideologia.
Ao abordar um ponto levantado sobre a Espanha e sua incapacidade de integrar imigrantes na força de trabalho e no sistema educacional, Kyrath afirmou: “Isso também toca numa questão filosófica: como estarão as coisas daqui a 10 ou 15 anos? Com ​​a tecnologia apoiada por IA, precisaremos mesmo de humanos para esses trabalhos no futuro? Hoje, não se precisa de um médico quando se tem um Apple Watch, não se precisa de taxistas, colectores de lixo ou mesmo professores. Para onde irão todas essas pessoas daqui a 10 ou 15 anos? Como serão elas empregadas?
Em relação ao assassínio da sua filha Ann-Marie, o apresentador disse: “O autor do crime tinha várias condenações anteriores, tinha esfaqueado outro homem no pescoço no ano anterior, não tinha direito de residência e mudava-se constantemente de um Estado para outro. Vocês receberam alguma resposta dos políticos sobre como uma pessoa assim ainda estava no país?” Ao que Kyrath respondeu: “Ao nível estadual, os políticos ouviram-nos e levaram as nossas preocupações a sério. Mas ao nível federal, muito poucos se envolvem com o assunto. Convidámos o Presidente Federal, o Chanceler e os 16 governadores estaduais para um evento em Frankfurt, e recebemos recusas unânimes, alegando que não podiam comparecer a todos os eventos de pequenas associações.”
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Fonte: https://rmx.news/article/germany-3-syrians-gang-raped-and-urinated-on-a-10-year-old-girl-case-only-revealed-during-televized-debate-program/

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Mais um caso em que se confirma que a Europa não sobrevive sem o calor humano oriundo do terceiro-mundo... Pela forma de composição da notícia acima, lê-se que Kyrath fala sobre a possibilidade de reabilitação dos três árabes que fizeram o que fizeram à criança de dez anos, ora com que cara é que se fala somente em «reabilitação» dos criminosos num caso destes?, qual é a mensagem que isso passa a criminosos de similar jaez no que toca à impunidade e às «segundas oportunidades» que lhes são porventura oferecidas?, e, mais importante do que isso, qual é a mensagem que isto passa ao povo? «Os que cometem horrores contra as vossas crianças se calhar ainda podem voltar a andar por aí depois de a gente os reabilitar»? Enfim, vivêssemos nós numa sociedade primitiva da Europa Ocidental, com sacrifícios humanos, e os culpados do crime seriam queimados vivos caso fossem de pele clara, ou talvez enterrados vivos caso tivessem pele escura, imagino eu, mas isto agora não se começava a fazer assim do pé para a mão, pelo que a prisão perpétua, incluindo tratamentos punitivos, poderia facilmente alcançar a aprovação popular caso um governo nacionalista pudesse dirigir o sector da Justiça, a seu devido tempo, que ainda não está perto de acontecer, mas que já esteve mais longe.
O único obstáculo a esta justiça é o actual controlo que a elite reinante mantém sobre os países ocidentais, grosso modo. Uma elite cuja «religião» é o «anti-racismo» militante, como o texto da notícia confirma, no essencial, quando Kyrath faz notar que a prioridade moral de quem manda é, acima de todos os deveres que os governantes têm para com os governados, pois acima disso, a cruzada moral contra «a Direita»,
ou seja, traduzido, a repressão inquisitorial contra a parte do próprio Povo que se revolta contra esta «igreja» do anti-racismo:
1)o povo está farto de ser iminvadido e agredido pelo alógeno,
2)o povo reage politicamente de forma hostil para com o alógeno e para com a elite que impinge ao povo a convivência forçada com o alógeno,
3)a elite chama a isso «Direita» e tenta impedir que esta reacção possa alcançar os efeitos pretendidos pelo povo. 
Não há todavia mal que sempre dure, não há miséria que não dê em fartura, de hora em hora, Deus melhora, para citar um provérbio português que tem pelo menos quatrocentos anos, pode ser que se venha a fazer qualquer coisa de jeito a nível europeu, logo se vê.


domingo, agosto 16, 2026

GAZA - ESTUDO DA ONU MOSTRA QUE SUBNUTRIÇÃO DAS CRIANÇAS É DAS MAIS BAIXAS DO MÉDIO ORIENTE

Estatísticas da ONU indicam que Gaza está tão bem alimentada como a Alemanha e o Reino Unido. Então, por que a Alemanha e o Reino Unido estão enviando ajuda para Gaza em vez de alimentar o seu próprio povo?
Uma nova pesquisa da UNICEF mostra que não só não há fome em Gaza, como os colonos do Hamas no enclave terrorista estão entre os mais bem alimentados do Médio Oriente. A pesquisa liderada pelo UNICEF classificou a "desnutrição aguda" entre crianças menores de 5 anos na Faixa de Gaza em 0,5%. Como observou a UN Watch, este número compara-se aos dados do Banco Mundial, que mostram uma taxa de 0,4% no Reino Unido, 0,5% na Alemanha, 1,6% na Finlândia e 3,3% no Egipto. Isto significa que a desnutrição aguda é muito pior do outro lado da fronteira, no Egipto, que controlou Gaza entre 1949 e 1967, do que na própria Faixa de Gaza. E a desnutrição infantil aguda, tema de fotos falsas publicadas no New York Times mostrando crianças com deficiência, é comparável e, às vezes, até melhor do que em alguns países europeus, incluindo a Alemanha e até mesmo o Reino Unido. Então, porque estão a a Alemanha e o Reino Unido a enviar ajuda para Gaza em vez de alimentarem o seu próprio povo? 
No contexto do Médio Oriente e do mundo muçulmano, estes são alguns dos números mais baixos, colocando Gaza em primeiro lugar com uma taxa de apenas 0,5%, à frente do Líbano com 1,3%, da Turquia com 1,6%, da vizinha Jordânia com 2,3%, do Iraque com 3,0%, do Afeganistão com 3,6% e do Paquistão com 7,1%. Isto é lógico, visto que continuam a ser despendidos enormes montantes em Gaza. O Programa Mundial de Alimentos da ONU, que ajudou a fabricar e espalhar alegações falsas de fome enquanto se recusava a fornecer alimentos, está actualmente a solicitar US$426 milhões para continuar as suas operações.
A pesquisa liderada pelo UNICEF também constatou uma taxa de 3,9% de crianças menores de 5 anos a viver em assentamentos na Faixa de Gaza abaixo do peso. Esta taxa é semelhante à de muitos outros países do Médio Oriente e de maioria muçulmana, incluindo 3,7% no Egipto, Líbano (5,1%), Arábia Saudita (3,5%) e 3,9% no Iraque. Estes números ainda colocam Gaza entre os países muçulmanos com melhor alimentação, em comparação com o Paquistão (23%), o Afeganistão (18,4%) e a Indonésia (15,9%).
Por fim, a pesquisa liderada pela ONU mostra uma taxa de obesidade infantil de 4%, inferior à média dos países vizinhos, mas bem acima dos 2,5% do Paquistão, dos 2,9% do Irão e dos 4,2% de Omã, e não muito abaixo dos 4,6% da Líbia ou dos 6,1% do Iraque. E certamente não implica uma crise de saúde, já que está acima dos 3,3% da Alemanha, e a Alemanha não está certamente a passar fome.
No entanto, o relatório da ONU argumentou que "o excesso de peso também está presente, demonstrando uma dupla carga de má nutrição na população". Esta "dupla carga" consiste tanto na falta quanto no excesso de alimentos.
A ONU admitiu que 95% dos camiões de ajuda humanitária destinados a Gaza foram interceptados. As vastas quantidades de ajuda enviadas a Gaza foram desviadas pelo Hamas e vendidas em mercados para subsidiar as suas operações e prolongar a guerra. Um relatório do governo israelita constatou que “entre Outubro de 2025 e 7 de Junho de 2026, aproximadamente 1,78 milhão de toneladas de alimentos entraram na Faixa de Gaza”. E que “o volume de alimentos que entrou em Gaza excedeu em muito as necessidades avaliadas” pelo PMA (Programa Mundial de Alimentos) da ONU, “ultrapassando-as em quase três vezes no total”. Não é de se admirar que Gaza tenha sido tão superalimentada.
No Outono passado, sites de propaganda islâmica divulgavam alegações de um "gordocídio", reclamando que "Eles estão-nos a forçar a ganhar peso" porque os supermercados têm "prateleiras a transbordar de chocolate, refrigerantes e cigarros" e "farinha e vários tipos de queijo usados ​​em doces e pizzas, além de açúcar e derivados de farinha usados ​​na produção de confeitaria".
Os dados mais recentes da ONU surgem depois de a farsa da fome, assim como a farsa do genocídio, ser amplamente desmentida por estatísticas e vídeos anedóticos nas redes sociais mostrando supermercados e restaurantes em Gaza. A USAID sozinha desviou mais de US$2 biliões do dinheiro dos contribuintes para salvar Gaza de uma crise inexistente, enquanto apoiava propaganda de guerra islamista e marxista.
A ONU lucrou tanto com a farsa da fome em Gaza que tentou declarar uma fome no Afeganistão para apoiar os Talibãs e, mais recentemente, está a alertar para uma fome em Cuba para sustentar a sua ditadura comunista e expandir a sua rede de estados de bem-estar social islâmicos e marxistas.
Enquanto a ONU, os média e diversos activistas lamentavam uma fome inexistente em Gaza, negligenciavam países com problemas reais. Gaza tem uma taxa de desnutrição aguda de apenas 0,5%, enquanto Papua Nova Guiné regista uma taxa de 14,1%. Os ocupantes muçulmanos de Gaza têm uma taxa de baixo peso de apenas 3,9%, enquanto na Papua Nova Guiné esta taxa chega a 27,8%. O PMA opera em toda a Faixa de Gaza, mas nem sequer se dá ao trabalho de manter um escritório permanente em Papua Nova Guiné.
Desde os ataques de 7 de Outubro, a ONU exigiu 2,75 biliões de dólares para a "Palestina", mas gastou apenas 54 milhões de dólares nos países insulares do Pacífico ao longo de vários anos, e o último exemplo de investimento específico na Papua-Nova Guiné que encontrei foi de 1 milhão de dólares, há uma década.
Enquanto biliões de dólares eram gastos numa farsa de fome num pequeno Estado terrorista islâmico, países com escassez real de alimentos foram abandonados pelas Nações Unidas, activistas e média.
Um relatório de Junho de 2026 constatou que, na Papua Nova Guiné, “quase 47,6% das crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição crónica devido a deficiências nutricionais de longo prazo — mais que o dobro da média global”. Em Gaza, este número é bem menor, mas o pequeno Estado terrorista islâmico e seus mestres do Hamas têm recebido ajuda incessante, enquanto locais onde crianças realmente passam fome continuam a ser negligenciados, a menos que esta fome possa ser usada como arma para uma agenda política extremista.
Gaza é um dos lugares mais bem alimentados do Médio Oriente. Mas a comida sempre foi apenas mais uma arma de propaganda. E não importa quanta comida haja, continuará a ser assim.
Apesar dos números mais recentes, o PMA (Programa Mundial de Alimentos) da ONU afirma precisar de US$426 milhões porque “cerca de 900 mil pessoas sofrem de insegurança alimentar e um terço das famílias não tem condições de comprar uma dieta nutritiva” em Gaza. Quantos americanos têm condições de comprar uma “dieta nutritiva”? Quase 50 milhões não têm. E quase 42 milhões de europeus também não. Segundo o PMA, 3,1 biliões de pessoas no mundo todo não têm condições de comprar uma dieta nutritiva.
No entanto, todo este dinheiro está a ser usado para ajudar terroristas islâmicos que nos querem matar a obter uma "dieta nutritiva".
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Fonte: https://jihadwatch.org/2026/08/un-stats-show-gaza-as-well-fed-as-germany-and-the-uk

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Salienta-se em particular a acusação de «obesocídio». Não estou a brincar quando confirmo que já li esquerdistas ocidentais a defender seriamente esta narrativa. Portanto, como a treta da «fome em Gaza» já convence pouco, e começa a ser desmentida, os propagandistas não vão de modas, porque a falta de vergonha é completa e a dignidade nunca neles morou, pelo que tau!, se não é preso por ter cão, é preso por não ter, e esta expressão popular portuguesa, «preso por ter cão, preso por não ter», que expressa obviamente o absurdo de culpar alguém seja de que maneira for, acaba por ser menos extrema na sua absurdidade do que esta nova, de «genocídio por fome e por obesidade», não há mãos a medir quando é total a invertebralidade e, sobretudo, a impunidade moral. Dir-se-ia que quem atira com esta obscenamente imbecil acusação tem as costas quentes, como se soubesse que não seria sequer ridicularizada pelos grandessíssimos mé(r)dia e seus humoristas de serviço. Suponho que, se, na Mossad, algum agente se atrevesse a propor aos seus colegas e superiores esta forma de genocídio, «vamos matar uma parte de fome e outra parte de obesidade», provavelmente provocar-lhes-ia um coro de gargalhadas; caso estes percebessem que o fulano estava a falar a sério, eventualmente ficariam preocupados por o processo de selecção da Mossad não ter filtrado os seus agentes, permitindo que um doente mental ou um idiota chapado alcançasse esse cargo, mas nas fileiras do anti-sionismo há espaço para todas as aberrações mentais, como se tem visto.


sábado, agosto 15, 2026

DIANA - NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO

Diana em anel de oiro datado de 225 a.c., encontrado no Egipto

Na Religião Romana, os dias 13 e 15 de Agosto são assinalados pela Nemorália, celebração em honra de Diana no lago Nemi, em Itália. 

Na Cristandade, 15 de Agosto é dedicado à celebração de Nossa Senhora da Assunção, introduzida pelo bispo Cirilo de Alexandria no século V. A assunção de Maria foi a alegada subida de Maria, mãe de Jesus, ao céu, segundo alguns depois de morrer e, segundo outros, antes de morrer fisicamente. 
Actualmente, é feriado nacional na maioria senão em todos os países católicos, incluindo Portugal, bem como em áreas católicas/ortodoxas da Alemanha, da Suíça, da Eslovénia, da Croácia, da República do Norte da Macedónia, da Bósnia-Herzegóvina e da Roménia. O dia também é celebrado na Rússia, na Bulgária e na Chéquia.

Nalgumas versões da narrativa da assunção, esta parece ter tido lugar em Éfeso, na chamada «Casa da Virgem Maria». Mais tarde, no século V, foi também em Éfeso que a Virgem Maria ficou definitivamente consagrada como Theotokos, ou «Portadora de Deus», por ter dado Jesus à luz... 

Ora Éfeso era nem mais nem menos que a cidade onde se situava o mais famoso templo pagão da Antiguidade, uma das chamadas Sete Maravilhas do Mundo Antigo, que era o templo de Ártemis, conhecido portanto como Artemision. Ártemis, Deusa lunar da Floresta e da Caça, tinha aí uma feição notoriamente maternal e fertilizante, sendo ao mesmo tempo denominada como Virgem, note-se. A grega Ártemis é equivalente à latina Diana 

Por ser considerada como «Portadora de Deus», a Virgem Maria tem na teologia cristã o título de Rainha do Céu. 

Rainha do Céu é designação muito arcaica na história da Religião. Foi atribuída à mais antiga Deusa conhecida na história, Inana, da Suméria, e, posteriormente, à Sua equivalente semita ocidental, Astarte. 
O Antigo Testamento condena expressamente o culto à Rainha do Céu, praticado sobretudo pelas mulheres; a Bíblia censura asperamente este culto como estrangeiro, que provoca a ira de Jeová (o «Deus ciumento» que Se diz único), como se lê em Jeremias 7:18, 44:15-19 e 44:25, passagens nas quais se descreve a adoração desta Deusa com incenso, bebidas e bolos. 

Diana, ou Ártemis, é a única Deusa pagã Cujo nome se lê no Novo Testamento, mais concretamente em Actos 19, que merece especial atenção:
²¹ E, cumpridas estas coisas, Paulo propôs, em espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedónia e pela Acaia, dizendo: Depois de ter ali estado, importa-me ver também Roma.
²² E, enviando à Macedónia dois daqueles que o serviam, Timóteo e Erasto, ficou ele por algum tempo na Ásia.
²³ E, naquele mesmo tempo, houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho.
²⁴ Porque um certo ourives da prata, por nome Demétrio, que fazia de prata nichos de Diana, dava não pouco lucro aos artífices,
²⁵ Aos quais, havendo-os ajuntado com os oficiais de obras semelhantes, disse: Senhores, vós bem sabeis que deste ofício temos a nossa prosperidade;
²⁶ E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são Deuses os que se fazem com as mãos.
²⁷ E não somente há o perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também de que o próprio templo da grande Deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade Daquela que toda a Ásia e o mundo veneram.
²⁸ E, ouvindo-o, encheram-se de ira, e clamaram, dizendo: Grande é a Diana dos Efésios.
²⁹ E encheu-se de confusão toda a cidade e, unânimes, correram ao teatro, arrebatando Gaio e Aristarco, macedónios, companheiros de Paulo na viagem.
³⁰ E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lho permitiram os discípulos.
³¹ E também alguns dos principais da Ásia, que eram seus amigos, lhe rogaram que não se apresentasse no teatro.
³² Uns, pois, clamavam de uma maneira, outros de outra, porque o ajuntamento era confuso; e os mais deles não sabiam por que causa se tinham ajuntado.
³³ Então tiraram Alexandre dentre a multidão, impelindo-o os Judeus para diante; e Alexandre, acenando com a mão, queria dar razão disto ao povo.
³⁴ Mas quando conheceram que era judeu, todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos Efésios.
³⁵ Então o escrivão da cidade, tendo apaziguado a multidão, disse: Homens efésios, qual é o homem que não sabe que a cidade dos Efésios é a guardadora do templo da grande Deusa Diana, e da imagem que desceu de Júpiter?
³⁶ Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aplaqueis e nada façais temerariamente;
³⁷ Porque estes homens que aqui trouxestes nem são sacrílegos nem blasfemam da vossa Deusa.
³⁸ Mas, se Demétrio e os artífices que estão com ele têm alguma coisa contra alguém, há audiências e há pro-cônsules; que se acusem uns aos outros;
³⁹ E, se de alguma outra coisa demandais, averiguar-se-á em legítima assembleia.
⁴⁰ Na verdade até corremos perigo de que, por hoje, sejamos acusados de sedição, não havendo causa alguma com que possamos justificar este concurso.

Ora pelos vistos a multidão tinha bem razão em precaver-se contra os alógenos que ali traziam culto alógeno universalista. Com efeito, os Actos de João do século II incluem um conto apócrifo da destruição do templo: o apóstolo João orou publicamente no Templo de Ártemis, exorcizando os seus demónios e «de repente o altar de Ártemis partiu-se em muitos pedaços ... e metade do templo caiu», convertendo instantaneamente os Efésios, que choraram, oraram ou fugiram. Mais tarde, Cirilo de Alexandria viria a atribuir a destruição do templo ao arcebispo de Constantinopla, João Crisóstomo, referindo-se a ele como «o destruidor dos demónios e o destruidor do templo de Diana». Um arcebispo de Constantinopla posterior, Proclo, observou os feitos de João, dizendo «Em Éfeso, ele saqueou a arte de Midas»... Em suma, vários cristãos regozijaram-se de tal modo com a destruição do templo que até o reivindicaram orgulhosamente, cada qual à sua maneira...

O festival de Ártemis de Éfeso foi amplamente promovido na Antiguidade pagã, incluindo a época da dominação romana. Realizavam-se aí jogos, concursos e peças de teatro em nome da Deusa; Plínio o Antigo descreve a Sua procissão como uma magnífica atracção de multidões, tendo esta sido representada numa das pinturas de Apeles, que retratava a imagem da Deusa transportada pelas ruas e rodeada de donzelas.

É ainda de registar que, na Cristandade católica, o 13 de Agosto é dedicado a Hipólito de Roma, alegado mártir do século III; por coincidência, Hipólito era, antes disso, o nome de uma personagem mitológica que prestava culto a Ártemis. 
Historiadores como
CM Green, James Frazer e outros notaram paralelos entre esses dias de festa e especularam que a Igreja Católica primitiva pode ter adaptado não apenas as datas, mas também o simbolismo da Nemorália. É possível que, como originalmente celebrada, a Nemorália celebrasse uma descida de Diana ao submundo em busca de Hipólito ou Virbius, seguida pela Sua ascensão como Rainha do Céu e da lua cheia no terceiro dia. Celebrações semelhantes foram reconhecidas no mundo antigo envolvendo Deméter e Ísis, com as Quais Diana era frequentemente identificada... 

Diana foi amplamente adorada na Europa romanizada e ficou fortemente associada a diversas tradições folclóricas e locais.
Em Portugal, o templo de Évora é conhecido como Templo de Diana, talvez por influência da importância que teve o templo de Ártemis de Éfeso no mundo antigo; também em Mérida, hoje em Espanha, se diz que determinado templo romano é «de Diana».
Ainda no século VI se prestaria culto a Diana em território hoje português, a avaliar pelo que diz S. Martinho de Dume contra o culto «das Dianas», referido assim, no plural... talvez do nome de Diana derivem as Janas, espécie de espíritos femininos das florestas e das águas no folclore português, sendo nas Astúrias Xanas o Seu nome; na Occitânia (sul de França), «Jana» é «pesadelo», o que pode ter a ver com algum espírito sobrenatural; Yana é «bruxa» na Sardenha, e Diana é, também, uma Deusa das Bruxas; Zâna é, no folclore romeno, uma fada; na Albânia, é Zanë, que, além de fada, também é personagem mitológica que protege os heróis e, tal como Diana e Ártemis, tem um animal acompanhante, que, no caso, é uma javali ou uma cabra.
Na Crónica Geral de Espanha de 1344, é dito que o nome da Lusitânia deriva dos jogos celebrados por Hércules em honra de Diana (Ludi + Diana) quando por aqui passou nas suas épicas andanças...

Podem ler-se aqui mais informações sobre a Nemorália e o culto de Diana no Ocidente, incluindo Portugal: https://gladio.blogspot.com/2025/08/diana-nossa-senhora-da-assuncao.html

sexta-feira, agosto 14, 2026

BATALHA DE ALJUBARROTA - VITÓRIA DA NAÇÃO SOBRE O IMPÉRIO E A ELITE TRANSNACIONAL


No dia 14 de Agosto de 1385, a batalha iniciou-se com uma carga de cavalaria francesa a toda a brida para romper as linhas portuguesas, que falhou redondamente, devido à disposição de obstáculos no terreno, à resistência da infantaria portuguesa e à actuação dos arqueiros britânicos - ingleses e, maioritariamente, galeses - aliados dos Portugueses. As forças castelhanas propriamente ditas tardaram a chegar porque, diz-se, estavam desagradadas com a arrogância do seu aliado franciú, dado que os cavaleiros franceses, sequiosos de exibir a sua supremacia, precipitaram-se impulsivamente... O historiador francês medieval Jean Froissart conta destarte o que se passou:
«Também é verdade que a batalha começou cedo demais; mas fizeram-no para adquirir maior honra e para tornar boas as palavras que tinham dito na presença do rei. Por outro lado, segundo ouvi, os Castelhanos não tiveram grande pressa em avançar, pois os franceses não estavam em boas relações com eles e disseram: "Deixem-nos começar a luta e cansem-se: encontrarão o suficiente para fazer. Estes franceses são muito presunçosos e muito vaidosos, e o nosso rei não tem nenhuma confiança perfeita a não ser neles." Em conformidade com esta resolução, os Espanhóis mantiveram-se em grande grupo, pelo menos vinte mil, na planície, e não avançaram, o que irritou muito o rei; mas não pôde evitar, pois disseram: "Meu senhor, está tudo acabado (embora ninguém tenha regressado da batalha): estes cavaleiros franceses derrotaram os seus inimigos: a honra e a vitória do dia são deles.».[8]

As forças portuguesas lideradas no terreno por D. Nuno Álvares Pereira e D. João I acabaram depois por derrotar pesadamente as tropas castelhanas de D. Juan I. Os invasores castelhanos trouxeram, além de mais de dois mil cavaleiros franceses, um certo número de combatentes italianos; do lado de Portugal, estava, como é bom de ver, um contingente de arqueiros britânicos, com o seu então temido «longbow», ou arco longo, terror dos inimigos da velha Albion.
Nesta ocasião, todo o povo se levantou pela causa nacional, tendo, na quase lendária padeira de Aljubarrota, um símbolo assaz significativo: mulher forte, guerreira, lutando ao lado dos homens, fazendo lembrar referências às antigas mulheres celtas, que alegadamente combatiam por vezes ao lado dos maridos. Coincidentemente, até o seu nome próprio, Brites, recorda a antiga celticidade.
Pode ler-se mais sobre a batalha aqui
Para saber mais sobre a efeméride, e sobre actuais actividades a seu respeito, aceder a esta página.

Perdura doravante o exemplo de uma Nação em armas que, pela sua independência, enfrentou um oponente cuja superioridade numérica ganha laivos de inverosimilhança quando se sabe que perdeu a batalha; entretanto, os Portugueses, é bom lembrar, tinham boa parte da elite do seu próprio país contra si, uma vez que o grosso da nobreza e do alto clero de Portugal estavam por Castela. 

Esta foi pois uma vitória do povo, até mesmo ao nível do aspecto técnico-militar, uma vez que parece ter-se tratado de uma das primeiras ocasiões na história medieval militar da Europa em que uma massa de combatentes a pé - em princípio de origem plebeia - conseguiu, mesmo contra números esmagadores, levar de vencida a cavalaria. 

Uma vitória que só pôde acontecer porque, quem parecia estar na iminência da derrota, insistiu em manter livre a Nação, conseguindo assim fazer história que ainda não estava feita, permitindo que brilhassem os defensores da Nacionalidade em todos os níveis sociais, do mestre de Avis que, mesmo sendo bastardo lutou pelo seu poder, e também de D. Nuno Álvares Pereira, sempre inspirado na pérola da cultura tradicional europeia que é a literatura arturiana - mais concretamente na figura de Galaaz ou Galaaz, cavaleiro do Graal, modelo pessoal do Condestável - à padeira de Aljubarrota, Brites, figura emblemática, como que telúrica, talvez ecoando a presença de antigas Deusas da Guerra Cujo sopro move a Grei.  

Avançava do lado oposto o irmão de D. Nuno Álvares Pereira - D. Pedro Álvares Pereira, que liderou tropas castelhanas contra Portugal, ou não fosse frequente no seio da nobreza a traição à Nação, que a essa nobreza interessava inequivocamente menos do que as suas linhagens e relações transfronteiriças, daí a incompatibilidade, tarde ou cedo, entre um regime autenticamente nacionalista e uma sociedade hierarquizada em que os membros da classe dirigente devem mais lealdade aos seus homólogos estrangeiros do que à sua própria Nação. A vitória de Aljubarrota não é «o nascimento» de uma Nação, que nesta altura já tinha séculos de história, mas sim uma vitória da Nacionalidade sobre os princípios tradicionais medievais de aristocracia.

quinta-feira, agosto 13, 2026

DIANA, NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO


Dia 13 de Agosto é marcado pela celebração da Nemorália (também conhecido como «Festival das Tochas»), mais tarde adoptado pelos católicos como Festa da Assunção.

Este festival é realizado ou no dia 13 ou no dia 15 de Agosto ou na Lua Cheia de Agosto, em honra de Diana.

Neste dia colocavam-se cornos de vaca - símbolo de Hércules - na parte da frente do templo da Deusa.

Ovídio (século I a.c. ou VI A.U.C.) descreve esta celebração do seguinte modo:

«No vale Ariciano,
Há um lago rodeado de florestas com sombra,
Consideradas sagradas por uma religião dos tempos antigos...
Numa longa cerca, pendem muitas peças de novelos feitos de fios de linho entrelaçados,
E muitas tábuas estão lá colocadas
Como ofertas de gratidão à Deusa.
Muitas vezes, uma mulher cujas preces foram por Diana respondidas,
Com uma grinalda de flores coroando-lhe a cabeça,
Vai a pé desde Roma carregando uma tocha ardente...
Lá, uma corrente flui, sussurando, do seu leito rochoso...
»


Durante a celebração, os adoradores formavam uma luminosa procissão de tochas e velas à volta das escuras águas do Lago Nemi, ao qual se chamava «Espelho de Diana». As luzes das suas velas juntavam-se às da Lua, dançando, reflectindo-se sobre a superfície da água.

O festival é levado a cabo à maneira grega, isto é, Grecu Ritu, de cabeça descoberta. Centenas de adoradores juntavam-se perto do lago, usando grinaldas de flores.
De acordo com Plutarco, parte do ritual (antes da procissão em torno do lago) consiste na lavagem do cabelo e na sua decoração com flores.
É um dia de descanso para mulheres e para escravos. Os cães também são honrados e adornados com flores. Os viajantes entre os bancos do norte e do sul do lago são transportados em pequenos barcos iluminados por lanternas. Candeias similares eram usadas pelas vestais e foram encontradas imagens da Deusa em Nemi, por isso Diana e Vesta são por isso, algumas vezes, consideradas como sendo a mesma Deusa.

Um poeta do primeiro século d.c. (oitavo século A.U.C.), Propertius, que não foi ao festival mas que o observou de fora, disse, a alguém que amava:

«Ah, se tu ao menos pudesses andar por lá nas tuas horas de ócio.
Mas não nos podemos encontrar hoje,
Pois que te vejo exaltada com uma tocha ardente
Em direcção ao bosque de Nemi foste tu
Levando uma luz em honra da Deusa Diana
»


Pedidos e ofertas a Diana podiam incluir:

- pequenas mensagens escritas em laços atados ao altar ou a uma árvore;
- pequenas estatuetas feitas de barro cozido ou de pão, representando partes do corpo que precisem de cura; pequenas imagens de barro de mãe e filho;
- finas esculturas de veados; dança e canto;
- fruta, como, por exemplo, maçãs.

Faziam-se oferendas de alho à Deusa da Lua Negra, Hécate, durante o festival.



Era proibido matar ou caçar qualquer animal durante a Nemorália.
Entretanto, Estácio escreve na sua obra «Silvae», 3.1.52-60, o seguinte:
«É a estação em que a região mais escaldante do céu toma conta da terra e a afiada estrela canina Sirius, tantas vezes atingida pelo sol de Hipérion, queima os campos ofegantes. Este é o dia em que o bosque arício de Trivia, conveniente para reis fugitivos, fica enfumaçado, e o lago, tendo conhecimento culpado de Hipólito, brilha com o reflexo de uma multidão de tochas; A própria Diana enfeita os cães de caça merecedores e lustra as pontas das flechas e permite que os animais selvagens sigam em segurança, e em lares virtuosos toda a Itália celebra os Idos Hecateus».

Diana é uma Deusa Itálica celestial e luminosa. O Seu nome parece provir da palavra «Dius», que expressa a ideia de brilho relacionado com o céu. Diana tem um carácter nocturno e lunar, não sendo no entanto o mesmo que a Lua, como mais tarde veio tantas vezes a ser identificada. Há também aqui uma relação etimológica com os teónimos Janus (Deus dos Inícios) e Anna Perena, outras Duas Deidades latinas. Esta última pode estar relacionada com um monte hindu de nome Anna Purna. «Anna Perena» significaria «Anna Que fornece».

É possível que Anna e Diana, sendo teónimos de certo modo «pan-indo-europeus», fossem originalmente genéricos entre os Ítalos e agrupassem Deidades de distintos santuários como se Estas fossem aspectos diferentes da mesma Divindade, havendo espaço para importações, sincretismos, etc..

É, desde cedo, uma Deidade protectora da virgindade e das meninas, embora também pudesse presidir aos partos, sob o nome de Diana Lucina, isto é, «Diana Que faz vir à luz», tendo este epíteto, Lucina, em comum com Juno.


Diana pode ter sido em tempos a parceira de Júpiter; todavia, na época histórica conhecida, a esposa deste Deus é Juno.


Apesar de, por ter sido considerada equivalente à helénica Ártemis, ter adquirido, na mente dos adoradores, um aspecto florestal, de caçadora, nunca perdeu o Seu carácter propriamente lunar, o qual a própria Ártemis também possui. Tal como Ártemis, exibe uma faceta violenta e sanguinária, vingativa, embora Se notabilize pelo Seu lado mais pacífico e protector. 
Os Seus santuários mais antigos ficavam em Cápua - onde é conhecida como Diana Tifatina, ou Diana de Tifata, montanha situada a norte de Cápua, e onde Lhe é consagrada uma corça, símbolo de longevidade, garante da existência da cidade, o que traz repentinamente à memória o facto de que o romano Sertório conseguiu a estima e a admiração dos Lusitanos ao afirmar que se comunicava com uma corça mágica, e é de notar que a Deusa Diana foi das Deidades mais adoradas na Lusitânia - e em Arícia, povoação vizinha de Roma. Nesta última localidade, o Seu templo estava situado mais precisamente no bosque de Nemus. O facto de este local de culto estar associado a escravos pode ter a ver com a total liberdade de que estes gozavam no dia 13 de Agosto.

Aqui, no bosque de Nemus, onde Lhe chamam Diana Nemorensis, a Sua dimensão florestal é talvez mais notoriamente marcada, pois que «Nemus» significa «bosque», com sentido sagrado, o que se torna particularmente interessante se se tiver em conta que «Nem», nas línguas célticas, significa ao mesmo tempo «Sagrado» e «Céu», estando na raiz da palavra «Nemeton», a qual por sua vez significa precisamente «Bosque Sagrado». Esta semelhança etimológica não surpreende quando se sabe que o Latim e o Celta são da mesma origem: partem do grande ramo Celto-Italiota da família Indo-Europeia ocidental. Em território hoje português, pouco a norte do Douro, viveram os Nemetati. Na Galiza registou-se a existência de «Nemetóbriga», já nos tempos da Romanização. Na Ásia Menor, actual Turquia, existiu uma povoação com o nome de Drunemeton.

O santuário de Nemi, de origem latina, perto de Roma, teria sido, de acordo com a tradição romana, fundado por Egerius Baebius ou Laevius, ditador latino que representava várias povoações, tais como Aricia, Tusculum, Tibur e Lanuvium, entre outras. Outro possível fundador poderá ter sido Manius Egerius. Entretanto, uma tradição estrangeira atribuía o surgimento do santuário ao herói helénico Orestes, o qual, depois de matar o rei Thoas do Queroneso Táurico (Crimeia), fugira com a sua irmã para Itália, trazendo consigo o culto de Diana Táurica. Em Nemi havia uma outra Deidade, associada a Diana, que era Vírbio – e Vírbio tinha com Diana uma relação similar à de Hipólito e Ártemis: um Deus jovem e moribundo e uma Deusa Mãe telúrica que O ressuscita, esquema assaz conhecido e divulgado no Mediterrâneo Oriental, classicamente representado pelo mito de Cíbele e Átis, Osíris e Ísis, Afrodite e Adónis… Aparentemente, os Romanos achavam que Vírbio era o mesmo que Hipólito.

Segundo Estrabão e Ovídio, vivia nos montes da floresta de Nemi um sacerdote-rei (Rex Nemorensis) que, em determinadas circunstâncias, tinha de lutar com quem o desafiasse, isto porque quem quisesse ocupar o lugar deste monarca tinha de o matar, golpeando-o com um ramo arrancado de certa árvore. Pode haver aqui uma semelhança com mitos célticos.

O templo de Diana mais importante foi o do monte Aventino, edificado antes de 509 a.c. ou 244 A.U.C. pelos Romanos com o intuito de colocar a confederação das cidades do Lácio sob a protecção da Deusa

A igreja tentou abafar o Seu culto com a instituição da Assunção de Maria, no dia 15 deste mês - mas Diana permaneceu viva nas tradições populares dos povos meridionais onde a Romanidade deixou vestígios.


Nas colónias ou províncias imperiais o culto de Diana assumiu diferentes formas.


Na obra «Guia Arqueológica de España», pode ler-se o seguinte a respeito da origem do nome de Saldanha, em Mogadouro, Trás-os-M0ntes:

«Os Romanos conquistaram a povoação e chamaram-lhe Saltus Dianae, ou Santuário de Diana, mas na escavação arqueológica do local não se encontrou até ao momento nenhum templo, apenas inscrições e moedas romanas.»

É possível que o topónimo Font Janina (em Catalão) ou Ribagorza Fonchanina (em Castelhano), seja vestígio da Deusa, visto que se encontra nessa zona uma montanha com silhueta de mulher.


E que dizer do caso português?


A Crónica Geral de Espanha, texto medieval, dá a conhecer um mito segundo o qual o nome «Lusitânia» deriva do facto de Hércules ter por aqui passado e resolvido dedicar jogos à Deusa Diana (Ludi + Diana = Lusitânia).

Entretanto, o templo de Évora é popularmente conhecido como o «templo de Diana», apesar de provavelmente ter sido local de culto imperial. 

Voltando agora ao concreto e sabido, registam-se em várias da Europa Meridional algumas palavras que derivam de Diana, não apenas em etimologia, mas também, de certo modo, em significado:


Janas: espécie de espíritos femininos da Floresta, usualmente referidos no plural (diz-se «Jãs» no Algarve);

Xanas: o mesmo que Janas, mas nas Astúrias e estando aí ligadas às fontes e nascentes, como as Camenas latinas, que eram também adoradas em Roma no dia XIII de Agosto;
Jana: pesadelo, em Occitano (língua do sul de França);
Yana: bruxa, en Sardo logudorês (língua da Sardenha);
Zâna: fada, em Romeno;
Zanë: fada, em Albanês; é também uma personagem mitológica albanesa que protege os heróis e, tal como Diana e Ártemis, tem um animal acompanhante, que, no caso, é uma javali ou uma cabra.

 Xana, Jana ou Jã


O folclore europeu situa as Janas em locais como este

É de lembrar que na Antiguidade tardia ou nos primórdios da Idade Média, um certo evangelizador, S. Martinho de Braga, denunciava o culto das Dianas...
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Parte deste artigo deriva de um texto apresentado no forum religioso da organização norte-americana Nova Roma, da autoria de Arnamentia Moravia Aurelia, Sacerdos Dianae (Sacerdotisa de Diana) e de Lucia Modia Lupa, Sacerdos Dianae, duas modernas sacerdotisas de Diana.

quarta-feira, agosto 12, 2026

ECLIPSE SOLAR E CHUVA DE ESTRELAS...

Depois do eclipse solar quase total, cambada, há chuva de estrelas mais logo, a partir da meia-noite, mas com maior visibilidade lá para as três, força nas vistas...

TURISTA SUECA FERIDA POR TIROTEIO NA BAIXA - O ÚNICO DETIDO, DETENTOR DE ARMA ILEGAL, JÁ ESTÁ SOLTO...

Um indivíduo suspeito de envolvimento no desacato ocorrido na Lues na Baixa de Lisboa, onde uma mulher foi baleada, e que foi detido num processo de violência doméstica, ficou sujeito a apresentações bi-semanais, adiantou fonte policial. Fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) indicou à Lusa que o indivíduo, após ter sido detido no âmbito de um mandado de detenção fora de flagrante delito por violência doméstica, foi presente a juiz para primeiro interrogatório. O homem ficou sujeito à medida de coacção de apresentações bi-semanais no posto policial da área de residência.
Fonte da PSP tinha adiantado na Martes que o suspeito foi identificado após recurso às imagens de video-vigilância e aos depoimentos das testemunhas oculares que assistiram ao momento em que uma mulher, uma turista sueca de cerca de 40 anos, foi baleada na Lues na Baixa de Lisboa. Segundo a PSP, a turista foi atingida por uma bala perdida após "um desacato entre dois grupos que se dedicam à venda de louro prensado", tendo um deles feito um disparo com uma arma de fogo. Posteriormente, dois suspeitos colocaram-se em fuga numa viatura, dos quais um foi detido no âmbito de um mandado de detenção fora de flagrante delito por um processo de violência doméstica, indicou fonte da PSP, sem adiantar detalhes.
Segundo a mesma fonte, a polícia estava ainda a proceder à identificação de outras pessoas que poderão estar envolvidas no desacato e a verificar o envolvimento de cada um na acção, sem adiantar qual a totalidade dos possíveis suspeitos. Fonte da PSP referiu esta noite à Lusa que continuam a decorrer diligências para apurar qual foi o papel deste homem detido no disparo da arma de fogo. "Temos fortes suspeitas de que esteve envolvido e estamos ainda a apurar qual foi o envolvimento", frisou.
Sobre a turista atingida por um disparo de arma de fogo, fonte da PSP tinha adiantado também que a mulher ficou com a bala alojada na zona do tórax, foi transportada para o Hospital de São José, em Lisboa, já foi operada e encontra-se "fora de perigo".
De acordo com a PSP, foi encontrado apenas um invólucro no local do desacato. Na sequência desta situação, o Ministério da Administração Interna (MAI) informou na Martes que a PSP e a Polícia Municipal estão a reforçar o policiamento e fiscalização de actividades ilícitas na baixa e outras zonas turísticas de Lisboa.
O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), considerou “inaceitável” a decisão judicial de libertação, sujeito a apresentações bi-semanais, de um dos suspeitos detido após o desacato na Lues na Baixa de Lisboa, onde uma mulher foi baleada: “É inaceitável esta decisão! Além do exemplo socialmente reprovável que se transmite é também um sinal de falta de autoridade para as nossas forças de segurança”, expressou o social-democrata Carlos Moedas, numa publicação nas suas redes socais, após notícia de que saiu em liberdade o homem detido por suspeitas de envolvimento no desacato ocorrido na Baixa de Lisboa, sendo que a detenção ocorreu no âmbito de um processo de violência doméstica.
Sem reconhecer a presunção de inocência, Carlos Moedas afirmou: “Como presidente da capital de Portugal, repudio em absoluto terem libertado um criminoso! Não é só a imagem de Lisboa que fica em causa. É a imagem de Portugal!”
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Fonte: https://cnnportugal.iol.pt/turista/ferida/e-inaceitavel-esta-decisao-suspeito-de-desacato-que-feriu-turista-em-lisboa-libertado-em-processo-de-violencia-domestica/20260812/6a7c18cdd34ed0733ba7f5c4?fbclid=IwY2xjawTp_P9wZG9mAWV4dG4DYWVtAjEwAGJyaWQRMDhjc1d0UlFrdkhXaGJBZTBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeAbNI2MLVOQwMi6geSy_ZGGzZnoYpBbW9wKT4eUpwRPKvth1cU-fd51wslRY_aem_GvoJG_nECDB9T2zNAejRiQ
Mais: as autoridades apreenderam uma caçadeira ilegal em sua casa. [1, 2, 3, 4, 5]

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Claro que é a imagem de Portugal que fica em causa, claro que a rápida soltura do meliante envolvido nos disparos é mau sinal para o turismo, para além de, evidentemente, constituir um insulto para a população portuguesa, podia pelo menos ficar em prisão preventiva por ter estado envolvido e por ter uma arma ilegal, mas nem isso, e claro que estes grandessíssimos mé(r)dia continuam sem fornecer informação sobre a origem étnica dos envolvidos que, suspeito, por ouvir dizer e, também, por conhecer a área, que eram ciganos, pelo menos alguns deles, mas não sei, fica só no ar a suspeita...