terça-feira, setembro 15, 2026

DIA INTERNACIONAL DA DEMOCRACIA

Dia 15 de Setembro é o Dia Internacional da Democracia. Celebra-se por todo o mundo mais influenciado pela cultura europeia, visto ser a Democracia uma das maiores criações culturais da Europa. O politólogo de Esquerda Norberto Bobbio fez notar que, de todas as exportações ideológicas dos Europeus, a Democracia foi a que teve menos sucesso fora da Europa e mais sucesso dentro dela, o que é muito sintomático no que respeita à diferença civilizacional entre o Ocidente, regido pela lei acima da força, e o resto do mundo, onde vigora a hierarquização social assente na força.

Democracia é «demos» + «cracia», ou seja, «povo» + «poder» - o poder está no povo. 
Em Democracia, o cidadão nacional é respeitado como adulto que sabe o que quer mesmo que não tenha qualificações específicas em matéria alguma - e não precisa sequer de ser aprovado por um grupo de intelectuais para poder votar - basta-lhe que seja filho de autóctones. Por este motivo, a Democracia é por natureza o regime étnico por excelência, porque a pertença à Nação/Etnia do País constitui o único critério de acesso ao poder político, ou seja, a única condição necessária para se poder votar e ser eleito. 

Não admira que a Democracia seja igualmente o regime que mais potencial de crescimento oferece ao Nacionalismo - sendo o Nacionalismo a tendência ideológica que coloca a Nação/Povo acima de tudo o resto, declarando implícita e explicitamente «Nós em Primeiro lugar», e sendo igualmente verdade que a tendência natural mais forte em qualquer comunidade humana diferenciada é dar preferência ao seu próprio grupo acima de todos os outros, afigura-se logicamente necessário e inevitável que, quanto mais voz se der ao povo, mais o grupo étnico dominante será defendido e promovido pelo regime. Por isso mesmo é que, por toda a Europa, os partidos nacionalistas são os que mais crescem, enquanto os seus habitantes ainda são maioritariamente europeus, alcançando já vitórias aqui e ali, mesmo quando têm contra si o grosso da elite mediática e política - com efeito, quanto mais o povo ordena, mais a sociedade é democrática, pelo que se torna, por isso mesmo, igualmente mais nacionalista.

HOSPITAL AMADORA-SINTRA: «HÁ MUITAS PESSOAS QUE CHEGAM AO AEROPORTO E VÊM PARA AQUI. JÁ TÊM FAMILIARES NA ZONA E VÊM»

O hospital Amadora-Sintra voltou a estar debaixo dos holofotes nas últimas semanas devido aos elevados tempos de espera dos doentes que se deslocaram às urgências de uma das unidades de saúde mais pressionadas em todo o país. Os tempos de espera estiveram a rondar as 24 horas, mas o Observador contava recentemente a história de “João”, um doente de 70 anos que passou 36 horas naquele serviço desde o momento em que ali chegou, ao início da tarde de Sáturnes, transportado pelos bombeiros, até ter recebido a alta clínica, já na madrugada de Lues.
Em entrevista ao Observador, a presidente do Conselho de Administração, que assumiu funções há cerca de seis meses, reconhece que os actuais tempos de espera “não são aceitáveis”. Sandra Cavaca explica que o hospital foi perdendo clínicos das urgências e que não tem sido possível repor esses profissionais. E estuda, neste momento, a possibilidade de criar um Centro de Responsabilidade Integrada — no fundo, um modelo de funcionamento com incentivos financeiros para os profissionais de saúde que permita colmatar os baixos níveis de atractividade que têm dificultado o reforço — ou, sequer, a reposição — de recursos humanos.
Sandra Cavaca tem em mente outras soluções para reduzir a pressão sobre o Amadora-Sintra: um Centro de Atendimento Clínico na Amadora, com consultas marcadas para o próprio dia, a abrir em Outubro; gabinetes de tele-consulta para utentes sem médico; e o reforço, a curto prazo, da urgência do hospital de Sintra, em Algueirão Mem-Martins.
Mas, ao mesmo tempo, a presidente do Conselho de Administração do Amadora-Sintra não esconde que há factores externos que aumentam ainda mais a pressão sobre o hospital. Criado para servir uma população de 300 mil pessoas, o Fernando Fonseca responde actualmente a uma população que é cerca do dobro da que foi apontada como limite há quase 30 anos.
Em grande parte, essa pressão sobre o hospital resulta da procura das urgências por parte de uma população que não tem médico de família atribuído (cerca de 200 mil pessoas) e que vê nos serviços de urgência uma porta de entrada para o acesso a cuidados de saúde. “A pressão é grande e a imigração tem um papel importante”, aponta Sandra Cavaca, que recorre a uma imagem ilustrativa do dia a dia naqueles serviços: “No hospital, comunica-se muito através do Google Tradutor.”

Há utentes que esperam 23 e 24 horas para serem vistos por um médico na urgência do hospital Amadora-Sintra. Acha isso aceitável? O que é que está a falhar?
Aceitável não é. Nenhum de nós gosta de prestar um serviço que não cumpra a referenciação do Protocolo de Manchester. A verdade é que enfrentamos muita falta de profissionais. Saíram 11 médicos da equipa fixa da urgência, que é a equipa que mantém grande parte do serviço a funcionar, e temos tido dificuldade em repô-los. Além disso, também saiu o diretor da urgência e estamos a procurar alguém com o perfil adequado para promover mudanças.

Quantos médicos tem neste momento a equipa fixa da urgência?
Temos 8/9 médicos na equipa fixa. Tudo o resto é composto por prestadores [de serviço] e depois temos a equipa móvel, que é constituída essencialmente pelos nossos médicos que fazem uma parte da urgência, de forma rotativa.

Para ter a urgência funcional de uma forma normal, sem todos estes constrangimentos, precisaria de quantos médicos na equipa fixa?
Cerca de 30.

Por que é que não foi possível evitar a saída desses 11 médicos da urgência, que correspondem a mais de metade da equipa?
Penso que houve uma tentativa de mudar alguma coisa, por parte do anterior Conselho de Administração, mas as mudanças têm que se fazer com os profissionais.

O anterior Conselho de Administração tentou implementar mudanças nos turnos da equipa fixa, que trabalha das 8h às 16h, criando turnos intermédios que abarcassem o final da tarde e noite, mas teve a oposição dos médicos. As saídas estiveram relacionadas com a questão do horário dos médicos?
Sim, não houve uma tentativa de chegar a um acordo. Dar apenas uma ordem para ser cumprida não vai funcionar. Temos que trazer os profissionais para junto de nós.

Mas reconhece que há um problema no atendimento da urgência durante a noite, em que o atendimento é mais lento?
Há, porque há médicos que nos prestam serviço de 24 horas e que têm de descansar. As equipas durante a noite são sempre mais desfalcadas do que durante o dia. Mas estamos agora a monitorizar a produtividade para tentarmos perceber se podemos ir um pouco mais além. O que temos de garantir é que a equipa fixa, que está um pouco desfalcada, veja os doentes que entram durante o dia e que esses doentes fiquem tratados. Quanto mais vazão dermos, melhor — aí, os doentes que teremos durante a noite já não serão tantos.

O anterior director da urgência saiu em Abril e não foi substituído ainda. Porquê?
Tínhamos identificado uma pessoa que viria do Barreiro, e a quem foi feito um convite. Entre aceitar, não aceitar, passaram dois ou três meses, e a pessoa depois acabou por dizer que não. Identificámos depois uma segunda pessoa, muito conhecida. A pessoa tem determinadas exigências, e a verdade é que também ainda não aceitou e estamos num processo negocial. A solução poderá até passar por uma substituição interna.

A ausência de um director prejudica o funcionamento da urgência?
Com certeza. Neste momento, quem está a assegurar a direcção da urgência é o próprio director clínico, porque não delegou em nenhum dos adjuntos da direcção clínica. É muito pesado.

Olhando para o futuro, que mudanças tem esta nova administração pensadas para melhorar o funcionamento da urgência e baixar os tempos de espera?
Queremos fazer um CRI [Centro de Responsabilidade Integrada], que já está desenhado, mas queríamos fazê-lo com o novo director ou directora da urgência. O CRI poderá ajudar a captar mais recursos, através de incentivos financeiros. Embora esta seja uma urgência muito difícil. Mesmo em termos de médicos prestadores de serviços, é muito difícil quererem vir trabalhar para aqui.

Mas tem o aval financeiro por parte da tutela para criar o CRI? Porque essa foi uma queixa do anterior Conselho de Administração, que nunca conseguiu avançar com o projeto.
Com o valor que temos disponível, conseguimos encaixar. Mas claro que o projeto tem de ser submetido à Direção Executiva, e depois seguir as autorizações todas. Tenho todo o apoio da tutela para fazer estas mudanças e, portanto, acredito que vou ter esse aval.

O Verão está a caminhar para o fim e daqui a poucos meses estaremos no Inverno. Pode garantir que este Inverno será melhor que o último, no que diz respeito à urgência geral?
Gostaríamos que fosse melhor, por isso estamos a tomar medidas a montante. O que é que queremos? Queremos que essas pessoas nem cheguem cá. Por isso, queremos abrir um Centro de Atendimento Clínico, tal e qual como existe em Sete Rios (ligado ao hospital de Santa Maria), por exemplo, mas na Amadora. Já estamos em conversações com o presidente da Câmara da Amadora, já encontrámos o espaço, a Câmara está a fazer uma pequena requalificação para nos transferirmos. O objectivo é oferecer um atendimento das 8h às 22h todos os dias da semana [para casos não urgentes]. Vamos começar com 100 atendimentos por dia com consulta marcada através do SNS24 e do ‘Ligue Antes, Salve Vidas’. É a ULS Amadora-Sintra que dá as vagas ao SNS24.

Portanto, se na triagem a Linha SNS24 considerar que é uma situação em que não há necessidade de um atendimento na urgência hospitalar, o utente é encaminhado para o CAC com consulta marcada?
Sim, é marcado um horário para a pessoa ser vista no CAC da Amadora, num período de 24 horas. Quero acreditar que teremos o CAC a funcionar durante o mês de Outubro. O objectivo é conseguirmos desviar os doentes menos graves para deixar espaço para as pulseiras amarelas. Isto nunca foi implementado na urgência geral, embora tenhamos o ‘Ligue Antes, Salve Vidas’, porque ainda não tínhamos o sistema de informação actualizado [algo que já foi feito]. O objectivo é que a pessoa chegue à urgência e, depois de triada com pulseira verde ou azul, lhe seja oferecida uma consulta no dia ou no dia seguinte neste CAC ou num centro de saúde.

E os utentes têm escolha? Ou seja, podem vir à urgência mesmo não sendo encaminhados pela linha SNS24 ou sendo aconselhados a ir a uma consulta num centro de saúde?
Podem. Nunca vedamos o acesso. Um outro mecanismo que temos na urgência, desde julho, é a video-consulta, para doentes triados com pulseira azul e verde. As pessoas não gostam muito da video-consulta, é uma população que tem as suas características especiais. Ainda assim, temos tido alguma adesão. Temos uma contratação com uma empresa que nos presta o serviço com médicos externos. Os nossos enfermeiros encaminham o utente e fazem algum acompanhamento que seja preciso, medir tensão, coisas básicas, e monitorização de sintomas e, portanto, ajudam o médico à distância. E é bom para o doente, que espera menos tempo.

A urgência do hospital Amadora-Sintra acaba por ser, muitas vezes, a porta de entrada de muitos utentes, uma vez que um terço da população abrangida pela ULS Amadora-Sintra não tem médico. São cerca de 200 mil pessoas. O actual Conselho de Administração tem um plano para mitigar esta situação?
Sim, temos cerca de 200 mil pessoas sem médico. Temos a descoberto centros de saúde muito difíceis: Agualva, Olival, Mira-Sintra, Monte Abraão, São João das Lampas, Algueirão Mem-Martins. É aqui que existe maior concentração de pessoas sem médico de família. Estas unidades têm enfermeiros, mas não têm médicos. E o que estamos a fazer? Vamos criar seis gabinetes de tele-consulta, com especialistas em Medicina Geral e Familiar, para dar algum tipo de resposta a estas pessoas. Temos obrigação de lhes dar cuidados.

Mas esses centros de saúde que referiu não têm nenhum médico?
Têm um ou outro médico indiferenciado. Há dificuldade de atrair médicos de família — este ano, ainda assim, conseguimos atrair 17 (para 60 vagas), quando, no ano passado, tinham sido 9. Os centros de saúde estão muito degradados e os médicos mais jovens, quando nos visitam, referem que não gostam das instalações. Estamos a tentar ver, com o apoio das câmaras municipais, se conseguimos requalificar alguns destes centros de saúde.

Voltemos à realidade hospitalar. Sabe-se que o hospital Amadora-Sintra está subdimensionado, nomeadamente no que diz respeito ao internamento. Quantas camas é que faltam à ULS neste momento?
Precisávamos de mais umas 100 camas. Nós temos 0,8 camas por 1000 habitantes. A média nacional é 3,7 camas por mil habitantes. Estamos muito abaixo. Temos que ter uma rotação elevada de altas, porque quanto mais depressa dermos as altas, melhor. Temos feito um esforço neste sentido, porque senão já tínhamos colapsado. O défice de camas é muito elevado. Andamos sempre num sufoco, não conseguimos internar, temos macas nos corredores.

A ULS continua a contratualizar dezenas de camas noutras instituições porque não tem camas disponíveis.
Exactamente. Se não fosse isso, já teríamos colapsado mesmo. Quando cheguei, tínhamos 56 camas com pessoas à espera de uma vaga num lar. Agora, temos 90. Conseguimos escoar estas pessoas para dar respostas àqueles que realmente precisam. Temos depois, na área dos cuidados continuados, 12 camas de longa duração e 30 camas de convalescença. E depois camas de cuidados paliativos. No total, 147 camas. A população cresceu e o hospital não cresceu. E o plano estratégico que apresentámos passará por isso. Queremos criar um novo edifício para internamento, que terá um custo de 41,42 milhões. Estamos à procura de fundos externos, de mecenas.

Tem ideia de quando poderá abrir esse edifício?
Não, mas gostava que fosse nos três anos que faltam de mandato [do atual CA]. Vamos ver o que é possível fazer, porque não conseguimos fazer o edifício com os fundos do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência]. Tenho pena de não ter chegado cá mais cedo, porque os fundos que tínhamos — 70 milhões de euros — chegariam para fazer o novo edifício.

Mas houve desperdício de fundos europeus nesta ULS?
Sim, tínhamos 70 milhões para vários projectos, mas quando chegámos tínhamos 13 milhões executados. O PRR está cá desde 2020. Ainda conseguimos executar até aos 40 milhões, mas não houve tempo para mais, porque envolve lançar procedimentos, adjudicar. Conseguimos fazer a nova farmácia e a imagiologia. A obra no edifício da psiquiatria está parada, conseguimos já fazer a parte burocrática toda. Isto teve impacto no hospital, porque tivemos de tirar 30 camas à ortopedia para conseguirmos colocar a psiquiatria dentro do hospital. O último Conselho de Administração mudou os projectos, e quando se muda projectos a meio do campeonato é um problema.

E o novo edifício será suficiente para suprir o défice de camas?
Sem dúvida.

Em dois anos, a ULS Amadora-Sintra teve três Conselhos de Administração diferentes. Isto traz muita instabilidade?
É verdade. Claro que sim. Até para as equipas, porque um conselho chega e diz uma coisa, outro vem e diz outra e portanto as pessoas já olham com alguma desconfiança. Pensam ‘bom, será que estes também vão ficar algum tempo mais?’

Mas tem havido uma má gestão por parte da tutela?
Acho que não. Tem de se dar alguma estabilidade.

Está à espera de completar o mandato?
Estou. Há dias difíceis, mas tenho de ter capacidade de automotivação. É muito difícil ser gestor na área da saúde.

40% dos utentes da área da obstetrícia da ULS Amadora-Sintra são estrangeiros
Está no cargo há seis meses. Sente que a pressão sobre a ULS continua a aumentar? E relaciona isso com o aumento da população migrante?
A pressão é grande e a imigração tem um papel importante. Na obstetrícia, a maior parte dos nossos nascimentos são de pessoas estrangeiras. Temos utentes de 150 nacionalidades.

Que percentagem de utentes da ULS são estrangeiros?
Penso que será à volta de 40%. [A percentagem global é de 18%, informou depois a ULS Amadora-Sintra, sendo que aumenta para os 40% na área da obstetrícia]

Há outro fenómeno que tem vindo a agravar-se nos últimos anos, que é o chamado turismo de saúde, ou seja, pessoas que vêm a Portugal só para acederem a cuidados de saúde. É um problema para esta ULS?
É difícil. As pessoas vêm e não podemos negar assistência a ninguém. Há muitas pessoas que chegam ao aeroporto e vêm para aqui. Já têm familiares na zona e vêm. É um problema. Vem muita gente à urgência, muitas pessoas vão aos cuidados primários. As pessoas sabem que basta esperarem 90 dias e podem ter acesso aos cuidados primários. E acredito que não seja só aqui. Nesta ULS nota-se muito porque aqui à volta a imigração é muita. Aliás, no hospital comunica-se muito através do google tradutor. Muitas pessoas não falam Inglês. Isso é também muito exigente para os profissionais, e temos bons profissionais, resilientes. É muito improviso, mas funciona. Sei que a Constituição diz que temos de prestar cuidados. Mas, se formos a outros países — à Suíça, por exemplo, ou aos EUA —, se precisar de cuidados, tem de os pagar. Não há urgências em que não se paga. Nós prestamos os cuidados, somos obrigados a prestá-los, mas depois cobramos a quem? Sabemos a quem prestamos os cuidados, o problema é depois fazer o rastreamento e saber quem vai pagar. Se a pessoa não desconta… Portugal tem uma política diferente, e não estou a dizer que está errada.

Na Obstetrícia há pessoas que vêm propositadamente para acederem a cuidados e terem o parto no SNS?
Não tenho dúvidas. Vêm.

E estão em curso estratégias para aliviar a pressão assistencial sobre o hospital? Por exemplo, referenciar parte da população para outras ULS?
Sim, está a ser equacionado, nomeadamente a possibilidade de a população de algumas freguesias poder ser encaminhada para outras unidades. A pressão aqui é muita.

O Amadora-Sintra registou, entre o primeiro semestre do ano passado e o primeiro semestre de 2026, uma diminuição do número de cirurgias. Como se explica?
Teve a ver com a quebra na produção adicional. Quando saiu a portaria [com as novas regras para a produção adicional], isso gerou reticências nas equipas cirúrgicas e tivemos uma paragem. Neste momento, já retomámos as cirurgias adicionais em duas especialidades (oftalmologia e ortopedia). Tem sido difícil. Vamos ver se conseguimos recuperar. Se não conseguirmos, poderemos sempre enviar produção para fora, porque o aumento das listas de espera é preocupante. Vamos com alguma acumulação de atraso.

Houve imprudência do Ministério da Saúde ao publicar a portaria naqueles termos?
Não me faça essa pergunta…

Mas os médicos tinham razão quando decidiram parar em protesto contra a portaria?
Acho que não, porque, de acordo com as contas que fizemos, vão ganhar o mesmo ou até um pouco mais.

Em relação aos médicos, há alguma especialidade que tenha identificado como estando particularmente carenciada e que seja necessário reforçar a curto prazo?
A ortopedia e a medicina interna. Não tivemos ninguém a escolher ortopedia no último concurso. É pesado e fomos perdendo ortopedistas.

A Sandra Cavaca foi nomeada para gerir a ULS Amadora-Sintra, que é das mais complexas do país, mas não tem nenhuma experiência prévia em gestão hospitalar. Isso é um handicap [desvantagem]?
Não, acho que é até uma vantagem. Eu giro muito bem pessoas — é o meu ponto forte. Daquilo que me tenho apercebido, as pessoas não têm sido ouvidas neste hospital e, portanto, se não fizermos mudanças com as pessoas que cá temos, não fazemos nenhuma mudança. O ambiente na ULS melhorou nos últimos meses.

Há quem refira que a Sandra Cavaca gere, em determinados períodos, a ULS a partir de Moçambique e que isso pode prejudicar a gestão da ULS. Sente isso?
Vou três vezes por ano a Moçambique, em períodos de 6/7 dias, porque tenho lá o meu marido, mas tiro das minhas férias. Nunca achei que prejudicasse nada e tento sempre assistir às reuniões de Conselho. Não estou a gerir à distância.

Falemos um pouco sobre o hospital de Sintra, que está subaproveitado, em várias áreas. O que tem falhado?
Têm falhado recursos humanos, que são poucos. Espero que a tutela nos ajude e penso que o PDO [Plano de Desenvolvimento Organizacional, instrumento que serve para dar mais autonomia aos hospitais] vai ser aprovado, para termos alguma capacidade para reforçar a enfermagem. O hospital abriu, mas abriu com algumas reticências em termos de licenciamento, nomeadamente na urologia. Só agora é que vamos ter esse licenciamento, que vai servir para termos lá mais algumas especialidades a fazer [cirurgias de] ambulatório.
Mas temos um problema. Os recursos humanos já são poucos e não consigo dividi-los e tê-los no Amadora-Sintra e lá [no hospital de Sintra]. Os recursos humanos não são ilimitados. Faltam enfermeiros para abrir as camas de internamento, que são 60. Neste momento, só temos 10 camas ocupadas. Queremos passar para lá 12 camas de paliativos até Outubro e 20 a 30 camas de convalescença [cuidados continuados] até final do ano. Já encontrámos três médicos que se disponibilizam para abrir estas camas de convalescença. Depois, queremos também contratar, até Outubro, um internista 24 sobre 24 horas para o hospital de Sintra, para trabalhar na urgência básica e que nos permitirá ter alguma diferenciação e podermos depois dinamizar o internamento. Para conseguirmos ter cuidados durante a noite. Neste momento, a urgência só tem médicos indiferenciados. E vamos continuar com eles. Ninguém vai dispensar coisa nenhuma. Mas entendemos que este internista, 24 sobre 24 horas, poderá reter algumas das pessoas que se dirigem à urgência básica e que são encaminhadas para o Amadora-Sintra.


Fonte: https://observador.pt/especiais/presidente-do-amadora-sintra-ha-pessoas-que-chegam-ao-aeroporto-e-vem-para-aqui/?utm_medium=Social&utm_source=Facebook&fbclid=IwY2xjawUV6LtwZG9mAWV4dG4DYWVtAjExAGJyaWQRMHk2UnRGRmdVSnp6cUxXUzNzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEegXtSJxv-TSosgdZfJBiE6uy4zsTNIul9YlxmQ7_gvm9jjZ-PfrxIanvJRY0_aem_bYRXIjSm_LflQEdlcvULyg#Echobox=1789370475

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O turismo de saúde já de si mete nojo aos cães, num país em que os pacientes podem ter de esperar vinte e quatro horas numa urgência. Ora o que está aqui a noticiar-se é ainda pior do que turismo de saúde - é o aproveitamento da saúde pública para fomentar ainda mais a iminvasão. Não bastava que o paciente português visse a limitação dos seus próprios cuidados de saúde na sua terra - tinha esta limitação de ser entretanto mais uma ferramenta para que visse o seu país a ser iminvadido, de modo a que à desgraça se adicionasse o insulto.
Mais uma confirmação de que a iminvasão imposta pelas elites ao povo é em tudo inimiga da Nação, em rigorosamente tudo, ameaçando a saúde dos nacionais de todas as maneiras que imaginar se possa.

AGRESSÕES «POR UM CIGARRO» EM ZONA DE LISBOA

Na Ajuda, Lisboa, 3 «««jovens»»» (magrebinos?) agridem um idoso e seu filho com pontapés na cabeça porque o referido filho não lhes quis dar dois cigarros em vez de só um. Só se surpreende com este grau de violência quem não souber o que é a rua em zonas com mais «««jovens»»». Já ouvi pessoal que, quando um «««jovem»»» lhe pede um cigarro, responde «Não tenho, não fumo». Ou seja, sente-se na necessidade de se justificar, como que a dizer «Não tenho culpa de não ter cigarros, eu não fumo...» Isto é assim há décadas, simplesmente nunca se discute nos grandessíssimos média, depois vêem-se agora chocados com a «novidade» que eventualmente nunca precisaram de conhecer.
Certos «««jovens»»» dão por adquirido que são os reizinhos da «sua zona» e, por isso, não admitem que se lhes recuse um cigarro. Não lhes passa pela cabeça que muita gente não fume, tampouco lhes interessam tais «excepções». Respeitam simplesmente a lei do mais forte, motivo pelo qual não há solução para o problema que representam senão o fortalecimento policial com aumento significativo da autoridade dos agentes para ministrar os devidos correctivos físicos que se justificarem e, tanto quanto possível, a detenção permanente e, eventual e idealmente, a sua deportação, sempre que for caso disso.
Em doentia oposição ao dever óbvio de qualquer tribunal, os agressores estão em liberdade - e, ou muito me engano, ou a espécie de «juristas» que ditou esta sentença é daquela que depois se surpreende muito por o «povinho» votar cada vez mais na Ultra-Direita. Numa sociedade justa e saudável, estes juristas também não ficariam impunes.

segunda-feira, setembro 14, 2026

IRLANDA DO NORTE, ALBA E CYMRU ASSINAM MEMORANDO DE ENTENDIMENTO EM DIRECÇÃO À SOBERANIA DAS SUAS NAÇÕES


Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte exigem de Londres uma maior autonomia
A imprensa britânica chama-lhe a “aliança celta”, formada por movimentos de três das quatro nações do Reino Unido – na Escócia e no País de Gales, a favor da independência de Londres e, na Irlanda do Norte, por uma reunificação com a Irlanda. Os representantes destes três partidos independentistas, reforçados pelo que dizem ser o "novo ímpeto" dado aos seus movimentos, assinaram nesta Lues, em Cardiff, um memorando de entendimento no qual dizem acreditar que "uma mudança constitucional para breve" que abra caminho à realização de novos referendos.
Em várias eleições realizadas em Maio, o independentista Plaid Cymru (O Partido do País de Gales) venceu pela primeira vez no Senedd (Parlamento galês), até então dominado pelo Partido Trabalhista. Na mesma data, John Swinney renovou o domínio no Parlamento escocês do independentista Partido Nacional Escocês, partido que lidera. Isto depois de, em 2022, o Sinn Féin, partido nacionalista irlandês, ter sido o mais votado nas eleições para a Assembleia de Belfast, pela primeira vez desde 1921, com direito a indicar a pessoa a liderar o Executivo. A pessoa escolhida para primeira-ministra do Governo de partilha de poder na Irlanda do Norte foi Michelle O’Neill.
“O panorama político nas ilhas está a mudar”, argumentaram os três líderes, em representação dos respectivos partidos, para apelar ao Governo britânico que “prepare, planeie e facilite a mudança constitucional” em cada uma destas três nações do Reino Unido para permitir a realização de referendos.
"Nenhum Governo de Westminster tem o direito de bloquear a democracia ou pôr em causa o poder dos nossos povos a decidirem o seu próprio futuro", declararam. E embora o Plaid Cymru tenha excluído a realização de um referendo sobre a independência do País de Gales, durante o seu primeiro mandato, essa é a vontade de alguns dos seus governantes, à semelhança do que pretendem a Escócia e a Irlanda do Norte, explicou o jornal The Guardian. Estudos de opinião, citados por este jornal, indicam que o apoio à independência na Escócia não passa dos 45% a 50% desde o referendo de 2014 enquanto essa opção tem ganhado adeptos na Irlanda do Norte e no País de Gales.
A primeira-ministra do Governo de partilha de poder na Irlanda do Norte, Michelle O’Neill, reconheceu que as três nações são "distintamente diferentes", mantendo cada uma as suas prioridades. Mas acrescentou: "A causa comum aqui é que Westminster não serve e não servirá bem os nossos povos." O poder executivo em Belfast é partilhado com o Partido Unionista Democrático (DUP), com Emma Little-Pengelly no cargo de vice-primeira-ministra, que acusou Michelle O’Neill de tentar “usar a função de primeira-ministra como uma arma”. Também de Londres, o Labour acusou o Plaid Cymru de usar a sua posição no País de Gales para "desmembrar o Reino Unido".
O diário escocês The Scotsman lembra que os governos do Reino Unido têm sido “de forma consistente” contra a realização de referendos sobre a secessão desde o referendo sobre a independência da Escócia de 2014, e que qualquer eventual entusiasmo que pudesse existir foi refreado na semana passada com quando foi esclarecida a posição do primeiro-ministro Andy Burnham. Na semana passada, Burnham dirigiu-se a Swinney, dizendo que um novo referendo sobre a independência da Escócia estava “fora de questão”.
O primeiro-ministro “acredita profundamente na união”, disse o porta-voz de Burnham, em reacção à assinatura do acordo, acrescentando que este tem as prioridades políticas centradas na economia e no alívio do poder de compra das famílias, e não na entrada em “debates constitucionais ou mais referendos”.
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A bem de uma Europa das Nações Livres e a bem da Justiça...
Entretanto, facilmente se pergunta, cá, o que temos nós, Portugueses, a ver com a luta independentista de Nações do noroeste europeu, a milhares de quilómetros de distância. 
Temos a ver com isso, sim, temos um bocado a ver com isso.
Como Estado-Nação de dimensão média à escala europeia, Portugal é obviamente mais pequeno e fraco que os grandes potentados europeus - Espanha, França, Alemanha, Reino Unido. Quem diz Portugal diz vários outros países europeus, muitos deles mais pequenos que Portugal: Grécia, Bélgica, Holanda, Croácia, Eslovénia, Eslováquia, Chéquia, Áustria, Lituânia, Letónia, Dinamarca, para citar menos de metade deles. Ora grande parte dos conflitos dentro da UE deve-se à discrepância de poderio e influência entre países grandes e países pequenos. Mais igualdade entre os países traria mais harmonia entre as Nações. Mais igualdade entre países menos grandes reforçaria também a sua necessidade de aliança e fortalecimento de laços entre si. A UE tornar-se-ia ainda mais coesa, em confronto com a pressão externa dos grandes gigantes não europeus, mormente a China e a Rússia e, em muito menor medida, os EUA (que, supostamente, ainda são aliados dos Europeus, por assim dizer...), e agora, mais recentemente, diante da nova «NATO dos muçulmanos» (Turquia, Arábia Saudita, Paquistão). 
É consabido o ódio que se tem votado à Alemanha no seio da UE, acusada de querer submeter os demais países, é também de recordar os conflitos que se geraram entre o Reino Unido e outros países europeus, que ajudou ao Brexit. Faria bem à UE o retorno ao seu seio do Reino Unido? Em vez de voltar a levar com este pequeno império lá dentro, a UE teria muito mais a ganhar com a reunificação da Irlanda e com a adição da Escócia e de Gales, e, depois, possivelmente, de Inglaterra.
Outro tanto se poderá um dia efectivar com as possíveis soberanias futuras da Galiza, das Astúrias, da Catalunha, de Euskadi, da Bretanha, da Occitânia, da Bavária ou Baviera, enfim, sonhar é fácil mas tudo começa pelo sonho.

ALEMANHA - CHANCELER ACUSA ULTRA-DIREITA DE QUERER FAZER «LIMPEZA ÉTNICA!»

O chanceler alemão, Friedrich Merz, acusou esta quarta-feira o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema-direita, de querer promover uma “limpeza étnica” através da sua política anti-imigração.
O confronto político aconteceu no Bundestag, a câmara baixa do parlamento alemão, durante uma sessão em que Merz respondeu às críticas da líder da AfD, Alice Weidel, sobre imigração, economia e apoio à Ucrânia.
A troca de acusações ocorre poucos dias depois da vitória da AfD nas eleições regionais de Soles na Saxónia-Anhalt, onde o partido obteve 43,8% dos votos. “O termo ‘remigração’ não é mais do que um sinónimo de ‘limpeza étnica’ baseada na origem e na cor da pele”, afirmou Merz. O chanceler referia-se à proposta apresentada pela AfD na Saxónia-Anhalt para lançar uma ofensiva de deportações em massa de refugiados, incluindo cidadãos provenientes da Ucrânia. O partido utiliza o termo “remigração” para designar esta política.
Durante a intervenção no Bundestag, Alice Weidel criticou a política de imigração do Governo e defendeu a deportação de pessoas cujos pedidos de asilo tenham sido recusados. “A Alemanha é, depois da Colômbia, o país que mais refugiados acolheu em todo o mundo, com 2,7 milhões”, afirmou a líder da AfD. Weidel acrescentou que existem na Alemanha mais de um milhão de refugiados cujos pedidos de asilo foram recusados mais do que uma vez e questionou por que razão essas pessoas permanecem no país. Deviam ser deportadas!”, defendeu.
O conceito de remigração passou a ser utilizado pela AfD depois de, em 2023, vários políticos do partido, entre os quais Ulrich Siegmund, então candidato na Saxónia-Anhalt, terem participado numa polémica reunião de extremistas de direita em Potsdam. Na ocasião, o activista austríaco de extrema-direita Martin Sellner apresentou propostas para expulsar do país o maior número possível de estrangeiros e de cidadãos alemães com raízes estrangeirasDesde então, o termo foi incorporado nos programas da AfD. Na campanha para as eleições na Saxónia-Anhalt, foi utilizado para defender a deportação de imigrantes em situação irregular e requerentes de asilo, incluindo ucranianos.
Friedrich Merz contrapôs que uma política de deportações em massa teria consequências graves para a economia alemã. “Se aqueles que trabalham na Alemanha tivessem de abandonar o país devido à ‘remigração’, o sector das manufacturas na Alemanha deixaria de funcionar, nenhum lar de idosos poderia continuar a funcionar, nenhum hospital do país poderia funcionar”, afirmou o chanceler.
O confronto foi destacado pela imprensa alemã. O diário Süddeutsche Zeitung considerou que Merz parece ter alterado a sua estratégia política e procurado “desmontar os argumentos da AfD”.
Alice Weidel aproveitou também a intervenção para defender que a vitória eleitoral da AfD representa uma mudança no panorama político alemão. Na Saxónia-Anhalt, a formação de extrema-direita conseguiu 43,8% dos votos, enquanto a CDU de Merz obteve 17,2%, o pior resultado de sempre dos democratas-cristãos naquela região. “As pessoas querem finalmente uma mudança política”, afirmou Weidel, defendendo que chegou ao fim a coligação entre conservadores e sociais-democratas.
Merz respondeu que o verdadeiro objectivo da AfD — alcançar uma maioria dos lugares — não foi conseguido.
A política económica e energética alemã foi outro dos temas centrais do confronto parlamentar. Weidel afirmou que a Alemanha está a perder cerca de 12 mil empregos industriais por mês e defendeu a retoma do fornecimento de gás russo através de gasodutos. A líder da AfD criticou ainda o Governo alemão pela destruição dos gasodutos Nord Stream e defendeu que deveriam ser criadas condições para uma eventual retoma do fornecimento através das infraestruturas que permanecem intactas. Merz reconheceu que foram cometidos “erros” na política energética alemã, mas garantiu que o Governo está a trabalhar para corrigir decisões anteriores e assegurar o abastecimento energético do país. O chanceler criticou igualmente Weidel por não ter dedicado qualquer referência à resistência da Ucrânia à invasão russa. A líder da AfD defendeu que Berlim deveria seguir a posição da administração norte-americana de Donald Trump e apostar nas negociações de paz. “Opte de uma vez por todas pelas negociações de paz, como fazem os Estados Unidos”, afirmou. A posição da AfD voltou a ser criticada pelo ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, do SPD, que acusou o partido de estar disposto a “entregar a Alemanha a Moscovo” e considerou “traiçoeiras” as suas ligações à extrema-direita.
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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: https://sol.iol.pt/internacional/noticias/merz-acusa-afd-de-querer-promover-limpeza-etnica-com-politica-de-remigracao/20260909/6aa195f80cf2f6a1a1e773f7?utm_campaign=ed-sol&utm_medium=social&utm_source=facebook&utm_content=comment&fbclid=IwdGRjcAUPgwhjbGNrBQ-DBHBkb2YFZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMzUwNjg1NTMxNzI4AAEeikGVTbsBqhQz0uzy8a-3hvZk9Uxz3XZcYCV9jPOra4BZHQG5I2EMkn32z4k_aem_MnwQAqEyo7mxViLHXwZDuw   (Artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico de 1990 mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa)

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Lamentável é a posição da AfD relativamente à Ucrânia, e talvez ainda mais no que se refere à Rússia - admiração por impérios é sempre mau sinal - como já aqui foi dito, o que não pode servir para desviar a atenção da imundice despudorada vocalizada por Merz, que, como típico representante da elite reinante neste tema, ajudou o país a ficar carregado de alógenos e agora faz chantagem com os Nacionalistas: «já conseguimos construir uma economia baseada na imigração, agora já não podemos mandar embora os imigrantes, ou então morremos todos de fome.»
Ao olhar nacionalista, isto só significa uma coisa - todo o mal económico que o país possa vir a sofrer com deportações em massa deverá ser pago pelo grande capital que ajudou à iminvasão, o que justifica, só por si, uma rápida semi-nacionalização das grandes empresas, de maneira a que os seus proprietários, conquanto continuem a geri-las, não possam retirá-las do país ou esconder capitais em países estrangeiros. Situações drásticas exigem medidas drásticas, que devem ser tomadas de acordo com as prioridades - e, acima de qualquer direito individual de propriedade, está a salvaguarda da Nação e a qualidade de vida das classes populares.


SUÉCIA - QUEM FEZ O PARTIDO DOS DEMOCRATAS SUECOS PERDER DEPUTADOS?

O que diz a IA sobre a perda eleitoral dos SD ontem à noite na Suécia:
Porque perdeu o SD assentos?
  • Desgaste político (Apoio ao Governo): Nos últimos quatro anos, o SD apoiou formalmente a coligação de centro-direita do Primeiro-Ministro Ulf Kristersson a partir de fora do gabinete. Esse papel de suporte obrigou o partido a fazer concessões políticas, gerando algum descontentamento na sua base eleitoral mais firme. [1, 2]
  • Voto táctico da oposição: Analistas políticos apontam que a queda se deveu principalmente ao voto estratégico. Eleitores da oposição de centro-esquerda mobilizaram-se em massa para travar o avanço da extrema-direita, concentrando votos no bloco liderado pelos Social-Democratas de Magdalena Andersson. [1, 2]
  • Eficácia das medidas migratórias actuais: A própria coligação de governo que o SD apoiava já tinha implementado restrições severas à imigração e ao asilo (reduzindo-as para mínimos de 40 anos). Isto esvaziou parte do discurso de urgência do SD, fazendo com que eleitores conservadores moderados regressassem aos partidos tradicionais de direita. [1]
  • Rejeição do passado do partido: Dirigentes do SD reconheceram publicamente que uma parte dos eleitores concorda com as suas políticas actuais, mas continua a ter dificuldades emocionais em aceitar o partido devido às suas raízes históricas associadas à extrema-radicalidade branca. [1]
Quem pode votar na Suécia?
Nas eleições de ontem, estrangeiros sem cidadania não puderam votar para o Parlamento. Cidadãos estrangeiros residentes na Suécia têm apenas permissão para votar em eleições locais (municipais e regionais), uma lei que já vigora há décadas e não sofreu alterações recentes que pudessem impactar o resultado nacional. [1, 2]

Quantos estrangeiros adquiriram cidadania sueca nos últimos vinte anos?
Nos últimos 20 anos, mais de 1,1 milhão de estrangeiros adquiriram a cidadania sueca. Os dados oficiais do Statistics Sweden (SCB) e do Migrationsverket (Agência de Migração Sueca) apontam um aumento drástico nas concessões a partir da década de 2010, impulsionado pelas crises humanitárias e migratórias globais. [1]
📊 Evolução por Décadas
  • Década de 2000 a 2010: A Suécia concedia uma média estável de 30000 a 40000 cidadanias por ano.
  • Década de 2010 a 2020: O ritmo acelerou substancialmente com a chegada em massa de refugiados (sobretudo da Síria, Iraque e Afeganistão). Em anos de pico, como 2021 e 2022, a Suécia chegou a naturalizar cerca de 80000 e 92000 novos cidadãos por ano, respectivamente. [1, 2, 3]
📉 A Queda Recente (Contexto Actual)
Em resposta ao sentimento público e político (influenciado pelo crescimento do partido SD mencionado anteriormente), o governo sueco endureceu severamente as regras nos últimos anos: [1]
  • Em 2024: Foram concedidas cerca de 65600 cidadanias. [1]
  • Em 2025: O número despencou 41%, fixando-se em apenas 38800 concessões, reflexo de controlos de segurança e de identidade muito mais rigorosos introduzidos pela Agência de Migração. [1]
  • Mudança na lei (2026): Para conter ainda mais este crescimento, a Suécia aumentou oficialmente o tempo de residência obrigatório para pedir a nacionalidade de 5 para 8 anos, além de exigir testes de língua e de cultura cívica. [1, 2]
Principais Origens
A grande maioria dos novos cidadãos suecos das últimas duas décadas é originária da Síria, Iraque, Somália, Afeganistão e Eritreia, além de cidadãos de outros países da União Europeia que se mudaram por motivos profissionais. [1, 2]

Podem todos esses 1,1 milhão votar já nas eleições suecas?
Não, nem todos os 1,1 milhão de novos cidadãos podem votar. Embora tenham adquirido a nacionalidade sueca, existem critérios obrigatórios que impedem uma parte deste grupo de exercer o direito de voto nas eleições nacionais (Riksdag). [1, 2]
Os principais motivos pelos quais nem todos podem votar são:
1. Critério de Idade (O mais importante)
Para votar na Suécia, é obrigatório ter pelo menos 18 anos de idade no dia da eleição. [1]
  • Uma fatia muito significativa desses 1,1 milhão de naturalizados nos últimos vinte anos chegou ao país em vagas de refugiados compostas por crianças e menores de idade, ou tiveram filhos que obtiveram a nacionalidade automaticamente.
  • Aqueles que ainda não atingiram a maioridade civil permanecem excluídos dos cadernos eleitorais. [1]
2. Emigração e Falecimentos
O número de 1,1 milhão é um dado bruto acumulado de concessões ao longo de duas décadas. Durante este período:
  • Muitos novos cidadãos idosos já faleceram.
  • Outros decidiram emigrar da Suécia após obter o passaporte europeu (deslocando-se para outros países da União Europeia ou regressando às suas terras natais). Embora os suecos no estrangeiro mantenham tecnicamente o direito de voto, precisam de estar ativamente registados no recenseamento eleitoral a cada 10 anos, algo que muitos não fazem. [1, 2]
Portanto, apenas os novos cidadãos que completaram 18 anos e que continuam devidamente registados no registo de população da Suécia (ou ativamente recenseados no estrangeiro) é que puderam votar no sufrágio nacional. [1, 2]


Quantos foram os que puderam votar?
Nas eleições gerais suecas realizadas ontem, cerca de 8 milhões de cidadãos tinham o direito de votar (eleitores elegíveis) para o Parlamento (Riksdag). [1]
Deste universo global, a taxa de participação eleitoral na Suécia é tradicionalmente muito elevada (costuma superar os 80%), o que significa que mais de 6,5 milhões de pessoas exerceram efectivamente o seu voto. Inclusive, estas eleições registaram um recorde histórico de voto antecipado, com cerca de 3,6 milhões de suecos a votarem antes do próprio dia oficial. [1, 2]
Quantos eram os novos cidadãos (ex-estrangeiros) elegíveis?
Embora a Autoridade Eleitoral Sueca (Valmyndigheten) não separe oficialmente os cadernos de voto por etnia ou origem dos votantes para proteger o anonimato democrático, os dados demográficos e estatísticos cruzados revelam o seguinte cenário:
  • Cerca de 650000 a 750000 pessoas: Estima-se que, do total de 1,1 milhão de estrangeiros que obtiveram a cidadania nas últimas duas décadas, esta seja a fatia que cumpria cumulativamente todos os requisitos (maiores de 18 anos, vivos e a residir ativamente na Suécia). [1]
  • A fatia excluída: Os restantes (cerca de 350000 a 450000) correspondem a menores de idade que ainda não atingiram os 18 anos, pessoas que faleceram ao longo destes 20 anos ou novos cidadãos que emigraram da Suécia após obterem o passaporte. [1, 2]
Em termos de impacto, estes novos cidadãos elegíveis representam menos de 10% do total de eleitores do país (cerca de 8-9% do eleitorado). A grande maioria dos 8 milhões de potenciais votantes de ontem continua a ser composta por cidadãos suecos nativos de várias gerações. [1]


Dez por cento já é suficiente para aumentar o poderio eleitoral da Esquerda.
Sim, essa é uma observação matematicamente correcta e central no debate político sueco. Num sistema parlamentar fragmentado e altamente competitivo como o da Suécia, uma fatia de 8% a 9% do eleitorado é mais do que suficiente para desequilibrar a balança de poder e garantir vitórias tangenciais. [1, 2]
O impacto desta demografia nas eleições deste domingo reflete-se em três pontos cruciais:
1. Margens de vitória extremamente curtas
As projeções oficiais de apuramento mostram que o bloco de centro-esquerda liderado por Magdalena Andersson obteve uma vantagem mínima de apenas 3 assentos (176 contra 173 do bloco de direita). Numa eleição decidida por uma diferença tão estreita de votos (cerca de 20000 votos a nível nacional), qualquer grupo demográfico que vote predominantemente num dos lados dita, na prática, quem governa o país. [1, 2, 3]
2. A tendência de voto da população naturalizada
Diversos estudos sociológicos das universidades suecas (como os relatórios de comportamento eleitoral da Universidade de Gotemburgo) demonstram historicamente que:
  • Cidadãos suecos com origens fora da Europa (especialmente de origens integradas nas grandes vagas de asilo) tendem a votar de forma esmagadora em partidos do bloco de esquerda, sobretudo nos Sociais-Democratas (Socialdemokraterna) e no Partido da Esquerda (Vänsterpartiet). [1, 2]
  • Este comportamento eleitoral deve-se à rejeição natural à retórica anti-imigração da direita radical (SD) e a uma maior preferência por políticas de forte protecção social e subsídios estatais promovidos pela esquerda. [1]
3. Concentração Geográfica e Distritos Chave
Estes 700000 novos eleitores não estão distribuídos uniformemente pelo território. Estão fortemente concentrados nas periferias das grandes áreas urbanas (como os subúrbios de Estocolmo, Gotemburgo e Malmö). O sistema eleitoral sueco distribui os deputados proporcionalmente por círculos eleitorais, fazendo com que a forte mobilização nestes distritos urbanos populosos anule com frequência as maiorias que a direita alcança nas zonas rurais e pequenas cidades. [1]
Por esta razão, a demografia eleitoral derivada das naturalizações é vista pela direita sueca como um factor de "desvantagem estrutural", justificando a sua insistência em fechar as fronteiras, aumentar os prazos de naturalização para 8 anos e dificultar o acesso à cidadania plena.


Houve algum partido de Direita a aumentar a sua votação?
Sim, o Partido Moderado (Moderaterna), de centro-direita, aumentou a sua votação nas eleições de ontem. [1]
De acordo com os resultados preliminares divulgados a 14 de Setembro de 2026, o partido liderado pelo actual Primeiro-Ministro Ulf Kristersson obteve as seguintes conquistas: [1, 2]
  • Crescimento nas urnas: Os Moderados subiram para 19,9% dos votos (um aumento de quase um ponto percentual em relação aos 19,1% obtidos em 2022). [1]
  • Recuperação do 2.º lugar: Com a queda drástica dos Democratas Suecos (SD) para os 17,6%, os Moderados conseguiram recuperar o estatuto de segunda maior força política da Suécia e o maior partido dentro do bloco de direita. [1, 2]
  • Canibalização de votos: Analistas apontam que o aumento de votos dos Moderados deveu-se precisamente à migração de eleitores conservadores e de direita que, descontentes com o SD ou satisfeitos com as medidas migratórias já aplicadas pelo governo, decidiram "votar útil" no partido do Primeiro-Ministro. [1]
Apesar desta subida individual dos Moderados, o colapso do SD acabou por arrastar o bloco de direita como um todo. O bloco governamental obteve preliminarmente 173 assentos, ficando ligeiramente atrás dos 176 assentos projectados para a oposição de centro-esquerda. [1]

Quando demografia é destino, democracia é luta de sobrevivência.
Pode um Povo voluntariamente escolher a morte? Dificilmente. Já se provou que os Suecos não escolheram a morte, uma vez que deram aos Democratas Suecos fortes votações ao longo da última década até ontem.
Pode uma elite corrupta levar o Povo à degeneração e, eventualmente, à morte? Pode seguramente levá-lo à degeneração.
Como se lê no Wiktionary,
«degeneração» vem do latim «de + genus», que significa
«para fora de» + «Gente, Povo».
Ou seja, a descendência a afastar-se da sua própria gente.
Foi o que aconteceu objectivamente aos Europeus por obra das suas elites, a partir do dealbar da Idade Média, quando estas elites acabaram por abandonar a sua religião nacional e aceitar a conversão a um culto alógeno, como se viu no processo da cristianização. Não foi decisão das populações, as quais resistiram como puderam a esta substituição etno-religiosa, muitas vezes com rebeliões sangrentas que, em certos casos, tiveram consequência genocida, como se viu no caso prussiano. A cristianização, ou imposição aos Povos do culto a um Judeu Crucificado como Deus único e proibição do culto a todos os Deuses Nacionais, foi talvez a primeira grande brecha de morte - todo o Povo integral é sangue, língua e religião, pelo que se um destes pilares é eliminado, ou substituído, a diluição étnica já está a acontecer.
Do mesmo modo, quando uma elite importa milhares, milhões de alógenos e lhes dá nacionalidade, está evidentemente a diluir o valor étnico da nacionalidade. É assim que uma elite corrupta, moralmente corrupta, ideologicamente corrupta, abissalmente corrupta na sua sensibilidade, está a levar um Povo inteiro à morte.
Pode o Povo reagir? Pode, tem-no feito. Sucede que, em Democracia, há sempre avanços e recuos. Neste momento, e já depois das eleições, o partido dos Democratas Suecos tem ainda sessenta e dois deputados (sim, 62), constituindo-se assim como o terceiro maior partido do Riksdag ou parlamento sueco.