quinta-feira, novembro 05, 2026

HÉLADA - CULTO DO DEUS DA FORÇA NO BERÇO DO OCIDENTE


Culto de Hércules por parte do Conselho Supremo da Religião Nacional da Grécia, no templo oficial em Atenas.
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Fonte: https://www.facebook.com/YSEEHELLAS/posts/pfbid08zhSr4C2epj3x96S1cZhQ9zHYV45dFzoyfXrXeuS8u688nu5FyusnZpgiGohZm6fl

quarta-feira, novembro 04, 2026

ITÁLIA - PRIMEIRA-MINISTRA REAFIRMA DETERMINAÇÃO EM APOIAR A DEFESA MILITAR DA UCRÂNIA


A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, fez uma declaração firme no meio de crescentes debates sobre a assistência militar a Kiev, o aumento do custo de vida e o aumento das despesas com a defesa. 
Numa entrevista para o novo livro do jornalista Bruno Vespa, História da Segunda República, com lançamento previsto para 2 de Novembro, a primeira-ministra italiana reconheceu que apoiar a Ucrânia poderia custar-lhe alguns eleitores: “Percebo perfeitamente que o nosso apoio à Ucrânia possa ter um custo político. Que mesmo entre os nossos próprios eleitores, há pessoas que discordam disto. Mas não tenho qualquer intenção de mudar a minha posição”.
Meloni enfatizou que as suas decisões são orientadas principalmente pelos interesses nacionais de Itália: “Apoio a Ucrânia não simplesmente pelo bem dos ucranianos. Faço-o pela Itália.” Segundo Meloni, uma ordem internacional em que a força militar, por si só, determina o que é certo, representa uma séria ameaça para o seu país.
Ela pediu às pessoas que considerassem as consequências de uma possível derrota ucraniana: “Se tivéssemos permitido que a Ucrânia fosse facilmente conquistada, poderíamos realmente ter a certeza de que Moscovo se ficaria por aí em vez de avançar ainda mais?” Meloni abordou ainda a possibilidade de a Rússia atacar um Estado-membro da NATO. Neste cenário, explicou ela, os aliados da NATO enfrentariam uma escolha entre responder militarmente e, na prática, abandonar os seus compromissos de defesa colectiva, o que poderia ameaçar a própria existência da Aliança.
“Apoio a Ucrânia porque todos os outros cenários são potencialmente ainda mais assustadores”, afirmou a primeira-ministra.
Elogiou também a resistência da sociedade ucraniana, descrevendo-a como uma expressão de patriotismo: “Há um povo, uma história, uma identidade que se recusam a ser destruídos. Eu chamar-lhe-ia patriotismo. E como mulher de Direita, não posso deixar de o admirar.”
As suas declarações ocorrem no meio de divergências dentro da coligação governista italiana. Matteo Salvini, líder do partido Liga, já tinha apelado ao fim de qualquer assistência militar e financeira à Ucrânia, enquanto Meloni continua a insistir em apoiar Kyiv.
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Fonte: https://www.facebook.com/photo/?fbid=974541802394575&set=a.474250932423667

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A primeira-ministra italiana continua pois a salvar a honra, a dignidade, a face do Nacionalismo político europeu, sem margem para qualquer dúvida. Quanto mais Meloni diz o óbvio, maior é o contraste que faz com a putinagem «de Direita», pelo que mais nojo metem os poucos mas visíveis habitantes da Europa Ocidental que, dizendo-se «nacionalistas», são hoje putinetes de diversas ordens.
Sublinhe-se entretanto a lucidez com que diz que uma situação mundial em que reine a lei do mais forte não é favorável ao seu país - nem ao seu país nem ao nosso, tenha-se isto em mente, nem a nenhum outro país da Europa Ocidental, que, por si só, não pode fazer frente aos grandes potentados militares que agora se agigantam. Acrescente-se que o grau de bem-estar burguês e relativamente plácido alcançado na UE não predispõe os seus habitantes a pôr-se de armas na mão diante da morte em massa dos seus jovens. Na eventualidade em que a Rússia invada por exemplo a Estónia e haja tropas da OTAN a serem enviadas para o Báltico, dificilmente a população ocidental aguenta sequer três meses de conflito a partir do momento em que sacos pretos com corpos de jovens ocidentais comecem a chegar a casa, rapidamente se enchem as capitais europeias com manifestações a exigir a paz e a bater na polícia, e depois é claro que os bardamerdas putineiros vão aproveitar para guinchar insultos à OTAN «em nome da paz!!!!!!!!!!» e de que se faça a vontade a Putin, que até nem queria fazer mal a ninguém, os «russófobos» é que o obrigaram a isso. É por isso fundamental garantir uma superioridade militar tal que os bullies do Kremlin não pensem sequer que podem lançar-se ao combate sem correrem o risco de serem pesadamente derrotados e, quem sabe, executados, ou por agentes ocidentais ou pela população russa em revolta.
Meloni cumpre por isso seu dever como nenhum outro líder ocidental tem feito.

ESPECIALISTAS PUTINEIROS - «NÃO SE PREOCUPEM QUE A RÚSSIA NÃO VAI INVADIR A UCRÂNIA...»

O que tem sido mui doutoralmente declarado pelos «especialistas» que por acaso são pró-putineiros:

Em Fevereiro de 2022, vozes ocidentais pró-Rússia como Mearsheimer, Galloway, Blumenthal, Maté e outros asseguravam ao mundo que não haveria invasão.

🟨 "[Putin] não tinha qualquer intenção de invadir a Ucrânia. [...] Como ele certamente sabe, quando se ocupa um país no mundo moderno, isso leva invariavelmente a uma enorme resistência e a todo o tipo de problemas. Putin é certamente suficientemente inteligente para saber que invadir a Ucrânia [...] seria uma receita para enormes problemas. [...] Não creio que a vá invadir."
– John Mearsheimer, 15 de Fevereiro de 2022

🟨 "Vocês disseram que a Rússia estava prestes a invadir a Ucrânia. Eu disse que não ia. Vocês estavam enganados. Eu tinha razão. Mais uma vez. Mostrem um pouco de humildade. Principalmente se nem sequer vos estão a pagar para agirem como idiotas."
– George Galloway, 14 de Fevereiro de 2022

🟨 "Em caso algum a Rússia vai invadir a Ucrânia num futuro próximo. Não há literalmente nada para a Rússia ganhar com isso. [...] É do conhecimento geral na Rússia que podem esmagar a Ucrânia como um insecto a qualquer momento que quiserem. [...] Mas a Rússia não quer isso porque, digamos que derrotaram a Ucrânia. Que tal? Seria um desastre para a Rússia."
– Scott Ritter, 2 de Fevereiro de 2022

🟨 "A Rússia não tem planos para fazer qualquer incursão no que é considerado território ucraniano."
– Max Blumenthal, 14 de Fevereiro de 2022

🟨 "Todos os dias, os EUA dão-nos um novo eufemismo para a sugestão de que a Rússia está prestes a invadir [chamando-lhe] "iminente"..."
– Aaron Maté, 14 de Fevereiro de 2022

🟨 "A histeria da guerra [...] chegou como uma onda gigante nas últimas semanas e meses [...]. Os Russos estão a chegar. A Rússia é pior do que má. Putin é maligno, 'um nazi como Hitler' [...]. A Ucrânia está prestes a ser invadida pela Rússia – esta noite, esta semana, na próxima semana. [...] Uma xenofobia estatal e mediática é desencadeada à mera menção da "Rússia".
– John Pilger, 17 de Fevereiro de 2022

🟨 "Todos os dias vemos coisas como 'analistas' a afirmar que Putin quer definitivamente uma guerra em grande escala. [...] Nada é exageradamente histérico." [...] Portanto, estão simplesmente a produzir todas estas histórias cheias de buracos no enredo sobre hordas de tropas russas prestes a invadir a Ucrânia em grande escala."
– Caitlin Johnstone, 1 de Fevereiro de 2022

🟨 "As alegações sobre [a invasão] vêm exclusivamente do lado ocidental. Os Russos dizem 'não vamos invadir a Ucrânia'. [...] Se estivermos a falar de uma acumulação de forças maciças na fronteira que sugere que há um plano definido para uma invasão nos próximos meses [...] não estou convencido de que seja esse o caso."
– Alexander Mercouris, 2 de Fevereiro de 2022

🟨 "O governo dos EUA e os seus representantes nos meios de comunicação social têm alertado incessantemente que uma invasão russa da Ucrânia é “iminente” — que pode acontecer literalmente a qualquer momento." [...] O principal efeito do governo e dos media dos EUA durante todo este episódio foi semear um pânico que não teria existido de outra forma."
– Michael Tracey, 17 de Fevereiro de 2022

🟨 "Bem, a Rússia não vai 'invadir a Ucrânia', se não por outro motivo, porque não quer suportar os custos. Mas esmagará as forças ucranianas se estas invadirem a LDNR (República Democrática Popular de Lugansk e Donetsk)."
– Patrick Armstrong, 7 de Fevereiro de 2022

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Salienta-se em particular a converseta do imundo Galloway, que há décadas se notabiliza pelo condão de meter nojo aos cães em rigorosamente tudo o que diz... e é muito sintomático que um extremo-esquerdista, apologista do anti-racismo e da imigração, esteja de pedra e cal ao lado da Rússia de Putin, faz todo o sentido, mercê do seu ódio ao Ocidente e da sua preferência por sociedades «multiculturais» que combatem continuamente o Nacionalismo, ou seja, o princípio da soberania da Nação...
Quanto aos demais, são da mesma água que os comentadeiros putineiros de cá, a apostar na «racionalidade» e no pacífico bom senso burguês para enganarem o público burguês ocidental, eles sabem que o estilo é eficiente, enquanto nem comentam o facto de que a lógica de Putin é bem outra.

ALEMANHA - JOVENS ENVOLVIDOS EM «PROTESTOS» DIZEM O QUE REALMENTE QUEREM FAZER

Após confrontos com a polícia e saques durante os protestos da Geração Z na noite de Halloween na Alemanha, um entrevistador tentou conversar com um grupo de jovens imigrantes na cidade de Leipzig sobre a sua motivação para protestar. Durante o vídeo, eles admitem abertamente que querem assaltar lojas, lutar com a polícia e "foder Leipzig" — não por melhores escolas ou acções climáticas, como alegam os organizadores. Em vídeo gravado nas ruas pelo jornalista Aron Morhoff, jovens imigrantes durante os protestos em todo o país declararam os seus motivos com clareza. Um deles disse: "Só queremos roubar lojas". Outro declarou: "Queremos lutar com os polícias", acrescentando: "Toda a gente está a mentir. Queremos lutar com os polícias". Ele fez este comentário depois de outro jovem afirmar que eles estavam lá por melhores escolas. Um terceiro gritou: "Queremos f**** Leipzig!"
Os jovens também relacionaram os protestos com a Palestina e a Faixa de Gaza, afirmando diversas vezes que queriam "Libertar Gaza".
Os motivos para os protestos também não parecem ser muito diferentes dos observados em entrevistas recentes com jovens imigrantes na Bélgica, após os tumultos ocorridos naquele país, onde os entrevistados disseram que não sabiam porque estavam a protestar e que estavam lá simplesmente para "destruir tudo".
Estas admissões coincidem com a rápida escalada dos protestos de 31 de Outubro de 2026, intitulados “Gen Z regelt” (“A Geração Z assume o controle”). O que começou como marchas diurnas, em grande parte pacíficas, em cerca de 30 a 34 cidades, atraindo dezenas de milhares de pessoas, deteriorou-se após o anoitecer, quando grupos mascarados tomaram o controle.
Barricadas em chamas surgiram enquanto manifestantes atiravam pedras, fogos de artifício, garrafas e coqueteis Molotov contra a polícia. A rua comercial Zeil, em Frankfurt, foi palco de alguns dos piores casos de violência e saques na Alemanha.
No início deste ano, a Remix News publicou uma reportagem especial sobre o estatuto de Frankfurt como a cidade mais diversa da Alemanha e os problemas associados a essa situação, inclusivamente para o principal distrito comercial de Frankfurt.
Só em Frankfurt, mais de 1300 polícias foram mobilizados e mais de 100 ficaram feridos, incluindo um gravemente ferido após ser atingido no rosto por uma pedra, o que lhe causou a perda de vários dentes. Dezessete lojas foram danificadas e cinco saqueadas. Os manifestantes também quebraram as vitrines de uma loja de armas e duas armas foram apreendidas após a polícia prender suspeitos. Cinquenta e quatro pessoas com idades entre 13 e 29 anos foram detidas. O Ministro do Interior de Hesse, Roman Poseck (CDU), classificou as cenas como "excessos horríveis de violência", observou que cerca de 100 extremistas de Esquerda claramente identificados tinham-se infiltrado no evento e afirmou que os grupos violentos eram, na sua maioria, de origem imigrante, acrescentando que "não deve haver falsos tabus".
Em Berlim, 27 polícias sofreram ferimentos leves causados ​​por ovos, garrafas, pedras e fogos de artifício durante uma marcha nocturna, e dezenas foram detidos.
Em Hanover, houve um ferido leve causado por um fogo de artifício, enquanto em Hamburgo jovens incendiaram barricadas. Colónia também presenciou confrontos perto da famosa Catedral de Colónia.
O ministro do Interior federal, Alexander Dobrindt (CSU), afirmou que alguns saques ocorreram diante de câmaras ao vivo, que os autores seriam identificados e que esperava "penalidades severas". Ele culpou "grupos violentos de Esquerda e agitadores de comunidades imigrantes" por sequestrarem os protestos pacíficos da tarde.
O ministro do Interior da Renânia do Norte-Vestfália, Herbert Reul (CDU), condenou os tumultos, afirmando que os protestos foram cooptados por extremistas de Esquerda e grupos de jovens violentos que deliberadamente intensificaram a situação: “Qualquer pessoa que atire pedras e fogos de artifício contra polícias, use fogos de artifício e promova tumultos pelas ruas não tem nenhuma agenda política. Pessoas que se disfarçam não querem dialogar ou convencer. Elas querem confusão e violência. Isso não pode ser justificado por nada.”
Os organizadores dos protestos juvenis exigiam mais verbas para escolas, apoio a dependentes químicos e psicoterapia; medidas contra o aumento do custo de vida e para habitação acessível; acções climáticas mais robustas; oposição a cortes no sector social e à expansão da vigilância; e rejeição dos planos de serviço militar obrigatório.
Posteriormente, o grupo distanciou-se da violência, afirmando não ter controle sobre o que aconteceu após o término dos eventos oficiais, e anunciou novas acções.
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Fonte: 
https://rmx.news/article/we-want-to-fk-leipzig-migrant-youth-explain-that-robbing-and-fighting-police-are-their-real-motives-for-protesting-in-germany/

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Só quem não percebesse a ponta de um real corno do que é a juventude, sobretudo a do terceiro-mundo, é que se surpreenderia fosse com o que fosse que este texto noticioso diz.

SOBRE UMA CONSEQUÊNCIA DE A UCRÂNIA AINDA RESISTIR À INVASÃO PUTINEIRA

Representa a Rússia uma ameaça para a NATO?

A resposta é: a Rússia não representa uma ameaça imediata porque a Ucrânia optou por combatê-la. Se a Ucrânia tivesse acolhido a Rússia, como Putin esperava, e se lhe tivesse juntado, os políticos da UE já estariam em pânico.
Provavelmente, a Moldávia cairia rapidamente, com um exército activo de menos de 10000 soldados. Os Estados Bálticos não resistiriam por muito tempo. O exército polaco tinha planos de contingência para recuar para trás do rio Vístula e manter as defesas caso perdesse 40% do seu território. Putin poderia até ter exigido a Alemanha de Leste (uma vez que fazia parte da União Soviética).
A História não funciona com hipóteses. Se alguém tivesse evitado o 11 de Setembro implementando antecipadamente verificações de segurança nos aeroportos, não seria aclamado como herói; em vez disso, seria provavelmente criticado pelo incómodo. Da mesma forma, ninguém teria elogiado alguém por ter impedido a ascensão dos nazis ao poder na Alemanha, pois os horrores do Holocausto seriam desconhecidos. Isto acontece porque não reconhecemos o que foi evitado se nunca vemos as suas consequências.
Portanto, embora não saibamos o que teria acontecido se a Ucrânia tivesse recebido as forças russas de braços abertos em vez de com resistência, conhecemos as intenções da Rússia, que foram articuladas muitas vezes e estão enraizadas na sua cultura (já viram aqueles autocolantes "Para Berlim" em carros russos? Eles falam a sério). Temos uma memória histórica dos genocídios que cometeram e podemos esperar que pretendam repeti-los.
Se a Ucrânia cair, muito provavelmente a Rússia levará vários anos para reconstruir a sua força, reeducar e fazer lavagem cerebral aos Ucranianos, e então as forças combinadas dos dois países continuarão a sua expansão na Europa.
"Oh, mas isso nunca poderia acontecer."
Pense novamente. Há apenas 35 anos, as tropas soviéticas, incluindo as forças ucranianas, estavam estacionadas na Alemanha de Leste. Os chechenos lutaram bravamente contra a Rússia na década de 1990, mas agora são forçados a lutar no exército russo contra a Ucrânia. Da mesma forma, ucranianos de territórios ocupados desde 2014 foram recrutados à força para o exército russo e enviados para brutais "ataques de carne".
Se os Russos conquistarem a Ucrânia, virão atrás de vós a seguir.
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Fonte: https://www.facebook.com/photo/?fbid=10163910007187549&set=a.10150500205492549

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Se acontecer, não será por falta de aviso.

Nota: a Alemanha de Leste nunca foi parte da União Soviética, como diz erradamente o texto, mas foi por outro lado membro fiel do Pacto de Varsóvia, pelo que, para o efeito, vai dar ao mesmo.

SOBRE A PRODUTIVIDADE EM PORTUGAL NUMA EMPRESA ALEMÃ


Não sei qual a credibilidade do estudo, nem sei se, por exemplo, a fábrica em Emden, na Alemanha, está carregada de imigrantes do terceiro-mundo, mas, para já, a diferença dá que pensar sobre a produtividade de trabalhadores portugueses a trabalhar nas mesmas condições (?) que trabalhadores do país europeu com mais fama de eficiência. Há uma diferença, não na capacidade da mão-de-obra braçal, mas sim nas capacidades de liderança? Fica por averiguar, aparentemente.

PELA SALVAGUARDA DE UMA NAÇÃO BRANCA ÚTIL AO OCIDENTE


SOBRE AS VACINAS DA PFIZER

Uma vez que circulam amplamente teorias de conspiração a respeito das vacinas anti-covid19, aqui fica um desmentido sobre uma delas, já basta de haver aldrabices destas a contaminar o meio nacionalista:



As afirmações apresentadas na imagem são inteiramente falsas e carecem de base científica ou factual. Embora o homem retratado seja de facto Michael Yeadon (um antigo cientista que trabalhou na Pfizer), as suas alegações sobre a pandemia e as vacinas foram repetidamente desmentidas por agências de saúde globais e agências independentes de verificação de factos. [1, 2]

O conteúdo da imagem baseia-se em várias alegações incorrectas:
Estatuto na Pfizer: Michael Yeadon não foi "vice-presidente da Pfizer" a nível global corporativo. Ele foi vice-presidente e cientista-chefe da divisão de investigação de alergias e vias respiratórias numa unidade específica da empresa no Reino Unido, tendo saído da farmacêutica em 2011 — quase uma década antes do aparecimento do SARS-CoV-2. Ele não teve qualquer envolvimento no desenvolvimento ou supervisão das vacinas contra a COVID-19. [1]
Existência da Pandemia: A ocorrência da pandemia de COVID-19 é um facto amplamente documentado por hospitais, institutos de investigação, universidades e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo sido apoiada por evidências biológicas (isolamento e sequenciação do vírus), genéticas e epidemiológicas em todo o mundo.
Segurança das Vacinas: A afirmação de que as vacinas contêm uma "substância intencionalmente perigosa" é uma teoria da conspiração comum. As vacinas contra a COVID-19 (incluindo a da Pfizer) passaram por extensos ensaios clínicos e rigorosa monitorização pós-comercialização por reguladores como a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA. [1, 2]
Número de Mortes: A alegação de que as vacinas mataram "mais de 17 milhões de pessoas" é estatisticamente falsa. Pelo contrário, estudos epidemiológicos globais demonstram que a vacinação em massa salvou dezenas de milhões de vidas, prevenindo formas graves da doença e o colapso dos sistemas de saúde. Os efeitos secundários graves existem, mas são monitorizados de perto e considerados extremamente raros pela comunidade científica médica. [1]
Ao avaliar informações sobre saúde, é recomendável verificar dados em fontes oficiais e canais independentes de verificação de factos.


EUROPA, OTAN X RÚSSIA EM TERMOS DE CAPACIDADES MILITARES





Contará esta aparente vantagem ocidental relativamente pouco se, do lado contrário, a determinação for muito maior e a sensibilidade diante das mortes de jovens do seu povo, da sua família, muito menor for.
Falta só explicar às populações ocidentais em que é que se vai investir mais dinheiro, se a superioridade em material militar ocidental é, neste momento, uma evidência. É em Democracia vital explicar estas coisas às pessoas, algo que não está a ser feito.

terça-feira, novembro 03, 2026

ITÁLIA - CRIMES SEXUAIS ALÓGENOS NA NOITE DAS BRUXAS

Uma série de agressões sexuais ocorridas durante o fim de semana do Halloween evidencia a crescente insegurança das mulheres na Itália devido à imigração em massa. Uma jornalista italiana descreveu a libertação judicial de um imigrante africano que perseguia e agredia sexualmente uma jovem como um exemplo de como a civilização está a chegar ao fim em Itália.
Nas primeiras horas do 1º de Novembro de 2026, dois casos de agressão sexual ocorreram com poucas horas de diferença no centro de Roma, ambos envolvendo homens estrangeiros e resultando em prisões rápidas, segundo o jornal italiano La Repubblica. Uma menina de 13 anos que caminhava com a mãe pela Via di San Francesco a Ripa, em Trastevere, por volta das 2h30 da manhã, foi repentinamente abordada e apalpada nas partes íntimas por um etíope de 69 anos, que tentou fugir. Polícias da esquadra de Trastevere, que estavam nas proximidades, intervieram imediatamente e prenderam-no.
Pouco depois, por volta das 4h da manhã, na Piazza San Vincenzo Pallotti, uma italiana de 31 anos que caminhava com amigos foi abordada e molestada sexualmente da mesma maneira por um tunisino de 31 anos. As patrulhas responderam rapidamente e prenderam-no, de acordo com as mesmas informações do RomaToday.
Naquele mesmo fim de semana de Halloween em Cagliari, dois argelinos de 20 anos, ambos hóspedes do centro de acolhimento extraordinário (CAS) em Monastir, foram presos após seguirem, apalparem e agredirem uma jovem na Via Roma, no centro da cidade, segundo o jornal La Nuova Sardegna. Durante o incidente, ela gritou, conseguiu-se libertar e fugiu dos homens, o que chamou a atenção de quem estava por perto. A polícia italiana localizou os homens nas proximidades com base em descrições, e eles foram identificados pela vítima e por testemunhas antes de serem detidos sob acusação de violência sexual. Segundo o Casteddu Online, a vítima declarou posteriormente à imprensa local que não tinha simplesmente fugido: “Eu não fugi… Os Carabinieri foram super eficientes e rápidos; em seis minutos, com a minha ajuda, encontraram dois dos três homens.” 
O centro de acolhimento de imigrantes já tinha chamado a atenção anteriormente por distúrbios internos, incluindo um confronto violento entre residentes argelinos e afegãos envolvendo paus e barras de ferro.
Embora outro incidente não tenha ocorrido durante o Halloween, só veio à tona após a publicação de uma reportagem no fim de semana. O jornal italiano Il Giorno noticiou o caso de um africano de 17 anos que se tinha mudado para Brianza com os pais alguns anos antes e frequentava o ensino secundário. Ele é acusado de violência sexual e perseguição contra uma menina de 15 anos que conheceu em comboios e nas estações de Villasanta e Monza. Os diversos incidentes começaram com um beijo na bochecha da garota e convites para encontros pelas redes sociais. No entanto, a situação evoluiu para tentativas de beijá-la na boca, insultos, ameaças e agressões físicas, apesar das repetidas recusas. O incidente mais grave alegado ocorreu numa passagem subterrânea em Monza, utilizada por estudantes, onde ele tentou beijá-la à força, momento em que ela gritou por socorro. O africano de 17 anos foi detido em Maio de 2025. Uma avaliação psiquiátrica declarou-o semi-incapaz mentalmente e não considerado socialmente perigoso, levando o juiz do tribunal de menores de Milão a suspender o julgamento. O africano de 17 anos permanece em prisão domiciliar, com a condição de frequentar a escola acompanhado, desde que mantenha distância da vítima. Em resposta ao caso, a jornalista italiana Frances Totolo escreveu: “Itália, ano de 2026, o fim da nossa civilização. 'Incapaz de ser julgado por ter sido declarado mentalmente semi-incapacitado e não considerado socialmente perigoso.' O africano de 17 anos tinha aterrorizado uma menina de 15 anos durante meses, assediando-a sexualmente, agredindo-a e ameaçando-a.”
Estes casos de agressão sexual surgem num contexto de longo debate em Itália sobre a proporção de crimes sexuais atribuíveis a estrangeiros. Totolo, autora do livro “Women's Lives Matter: When Immigration Kills” (As Vidas das Mulheres Importam: Quando a Imigração Mata), citou repetidamente dados do governo que indicam que estrangeiros, que representam cerca de 9% da população residente, são responsáveis ​​por uma parcela substancialmente maior de agressões sexuais. Estatísticas oficiais do Ministério do Interior (Viminale) para 2025 mostram que estrangeiros representaram 43,4% dos casos de violência sexual denunciados ou detidos, segundo reportagens de veículos de imprensa italianos como o jornal La Verità.
As estatísticas oficiais sobre crimes em Itália e em vários outros países europeus mostram há muito tempo uma sobre-representação de certos grupos de imigrantes não ocidentais em crimes sexuais e violentos em relação à sua participação na população, um padrão documentado em dados policiais e judiciais mesmo após o controle de variáveis ​​como idade e outros factores.
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Fonte: https://rmx.news/article/the-end-of-our-civilization-series-of-sexual-assaults-over-halloween-weekend-in-italy-highlights-danger-of-mass-immigration/

FRANÇA - REPRESENTANTES DE ESQUERDA QUEREM CRIMINALIZAR REFERÊNCIA À «GRANDE SUBSTITUIÇÃO»

Na sequência de um tiroteio mortal em Trappes, a Esquerda, incluindo o autarca da cidade, está a fazer pressão para criminalizar discussões sobre mudanças demográficas, a teoria da "Grande Substituição" ou "remigração". Se tiverem sucesso, cidadãos e políticos franceses poderão enfrentar até três anos de prisão por descreverem a Grande Substituição.
Os críticos, incluindo o líder do partido Reconquête, Éric Zemmour, e outros, consideram as medidas um ataque autoritário à liberdade de expressão, que busca proibir a observação de mudanças populacionais bem documentadas, e não apenas teorias da conspiração.
A Esquerda está a tentar tirar proveito de um tiroteio ocorrido a 23 de Outubro de 2026 em Trappes e na cidade vizinha de La Verrière. Kevin T. matou Pengo Bossio Wangi e feriu outras sete pessoas, supostamente visando pessoas de aparência muçulmana, africana ou norte-africana. Ele disse aos investigadores que não mais suportava ser "invadido".
O autarca Ali Rabeh – do partido Génération.s e que possui dupla cidadania marroquina e francesa – respondeu na France Inter argumentando que as actuais regras contra discurso de ódio, previstas na lei de imprensa de 1881, são insuficientes. Ele propôs a alteração do Artigo 24 para punir aqueles que apresentam grupos, “em razão da sua origem ou pertença a uma religião, etnia ou suposta raça”, como agentes de um processo de substituição de um “suposto Povo Francês branco nativo” por imigrantes ou descendentes de imigrantes.
Rabeh associou explicitamente a linguagem do atirador à Grande Substituição, descrita inicialmente por Renaud Camus. Afirmou que a Reunião Nacional tinha “armado ideologicamente” o agressor. Sugeriu ainda que, se necessário, a própria Constituição deveria ser emendada.
No mesmo dia, os deputados do Partido Verde, Sabrina Sebaihi e Steevy Gustave, apresentaram um projecto de lei na Assembleia Nacional, e um texto paralelo foi apresentado no Senado por Akli Mellouli. As propostas especificariam que a incitação à discriminação, ao ódio ou à violência pode surgir de comentários que invoquem “a substituição de uma população por outra ou a necessidade de remigração” quando designam um grupo como ameaça devido à sua origem ou pertença étnica ou nacional, real ou presumido.
As penas seriam agravadas para funcionários eleitos ou candidatos, podendo resultar em até três anos de prisão e multa de €75000.
Sebaihi disse isto assim no X:

A reacção da Direita foi aguçada, com Éric Zemmour a escrever:

Outras vozes argumentaram que as propostas criminalizam a realidade demográfica em vez de uma suposta “conspiração”.
Comentaristas observaram que os dados do INSEE mostram uma participação substancial de estrangeiros e imigrantes em Trappes, em torno de 30%. No entanto, a proporção de franceses étnicos é muito menor do que os dados sugerem, visto que o INSEE se recusa a publicar estatísticas sobre imigrantes de segunda geração com cidadania francesa. Na realidade, a maioria dos relatórios indica que os franceses étnicos são uma minoria significativa na cidade.
Constitucionalistas como Benjamin Morel e Anne-Charlène Bezzina alertaram que os textos correm o risco de restringir desproporcionalmente a liberdade de expressão, e que as disposições existentes sobre incitação ao ódio já abrangem casos claros. Morel também escreve que o Conselho Constitucional ou o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos provavelmente invalidariam tal medida devido à liberdade de expressão na Europa.

Renaud Camus, o escritor que cunhou a expressão, continua a insistir que o fenômeno subjacente é real e observável, distinguindo-o de alegações infundadas de conspiração.
Em entrevista publicada na semana passada no jornal alemão Welt, ele afirmou que a Grande Substituição “não é uma teoria, mas o nome de um fenômeno que considero o mais importante do nosso tempo. Com essa cronologia, podemos descrever nossa era do início do século XXI, caracterizando-o como o da Grande Troca Populacional, comparável à Primeira Guerra Mundial, à Grande Depressão e à Grande Peste”.
Ele afirmou ainda: “Meus oponentes podem rejeitar o termo, mas admitem o fato. Até Jean-Luc Mélenchon fala em crioulização. Todos admitem que a composição da população na França mudou.”
Os defensores da remigração veem a iniciativa legislativa como uma confirmação de que as autoridades preferem suprimir a discussão sobre a dimensão e as consequências da migração pós-guerra em vez de abordar as falhas de integração, as questões de segurança ou a opinião pública. Eles salientam que as mesmas forças políticas, em outras ocasiões, falaram positivamente da “crioulização” demográfica ou da “nova França”.
A Grande Substituição não é apenas uma "teoria elevada" discutida por um grupo seleto de direitistas, mas sim um fenômeno amplamente reconhecido pelo público francês. Pesquisas mostram que 60% dos franceses acreditam que a Grande Substituição está ocorrendo, envolvendo a substituição de franceses étnicos por pessoas da África, Ásia e outros países.
De acordo com essa lei, até mesmo o escritor mais famoso da França, Michel Houellebecq, poderia ser preso se voltasse a chamar a Grande Substituição de "facto", como fez em 2022.
Resta incerto se as propostas para criminalizar discussões sobre a Grande Substituição avançarão de fato em uma Assembleia Nacional fragmentada. O que é certo é que a Esquerda está a preparar ativamente tais medidas e, caso chegue ao poder, muitos cidadãos, incluindo políticos, poderão ser presos simplesmente por descreverem uma realidade estatística clara e inegável que ocorre em toda a Europa.
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Fonte: https://rmx.news/article/prison-time-for-discussing-the-great-replacement-french-left-wing-lawmakers-push-for-new-draconian-law/

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A isto se chega, a este grau de imundície, se chega, quando a elite reinante impinge o universalismo militante como dogma obrigatório. Se o Fascismo fez e aconteceu, originou crimes assim e assado, pois então o anti-racismo está a fazer isto aos Europeus: iminvasão, violência criminal a rodos, altos níveis de homicídios e violações de europeus em sua própria casa e, cereja no topo do bolo de quem está mesmo a pedi-las e depois queixa-se, «gente» que, alcandorada em cargos políticos, ou jurídicos (ou ambos...), tem o despautério de querer impedir os Europeus de dizerem o que quiserem em sua própria casa diante do que lhes está a acontecer, «talvez» para não deixar que o alarme circule, que é exactamente uma das coisas que se faz em estado de guerra, tenta-se sabotar a comunicação no seio das tropas inimigas. Tal como os invasores persas sabotaram a comunicação entre as tropas gregas em terra e a marinha de guerra grega, de maneira a que os Gregos, que estavam à defesa, não se pudessem coordenar, também as elites reinantes no Ocidente não querem que o povo autóctone possa reagir à iminvasão e é por isso que precisam de impedir a divulgação daquilo a que chamam «incitação ao ódio!» 
Fosse a França dirigida por uma elite saudável, e o mouro Rabeh já estava em tribunal para prestar contas sobre o uso da expressão «suposto Povo Francês branco» - «suposto», diz o mouro... então se negar um genocídio é crime porque, supostamente, é tentativa de destruir a memória das vítimas, e lança as bases ideológicas para novo genocídio, então negar uma identidade étnica é o quê?, pela mesmíssima lógica, é lançar as bases para negar a existência de um Povo, para assim poder depois diluí-lo; isto mesmo confirma-se formalmente no caso do partido «parente» do deste mouro, o partido «França Insubmissa», que diz textualmente, não apenas que os Franceses nativos, os «
Français de souche», são «um mito» como Povo, mas também que se deve fazer a chamada «crioulização», ou seja, a miscigenação final, diluição do Povo «que não existe» numa caldeirada de lama racial.

CARACTERÍSTICAS ESSENCIALMENTE ETNICISTAS DA PRIMEIRA DEMOCRACIA

Só filhos de atenienses podiam ter cidadania ateniense, outros gregos não, mesmo que fossem plenamente gregos.

Sim, está absolutamente correcto. Esse é um dos aspetos mais marcantes e exclusivistas da política na Grécia Antiga: o conceito de "nacionalidade" grega (partilhar a mesma língua, religião e cultura) não conferia qualquer direito político fora da sua cidade-estado natal.
O sistema de cidadania em Atenas funcionava sob regras muito rígidas:

1. As Regras de Sangue
Antes de 451 a.C.: Para ser cidadão, bastava que o pai fosse um cidadão ateniense livre. A mãe podia ser uma estrangeira (grega de outra cidade ou mesmo não grega), desde que o casamento fosse legítimo. O próprio Clístenes, o "pai da democracia ateniense", era filho de uma princesa da cidade de Sicião.
A Lei de Péricles (451 a.C.): Péricles endureceu radicalmente as regras. Ele aprovou uma lei que determinava que a cidadania só seria concedida a homens cujos ambos os pais (pai e mãe) fossem cidadãos atenienses nativos. Se um ateniense casasse com uma mulher de outra cidade grega, os filhos desse casamento eram considerados ilegítimos (nothoi) e perdiam todos os direitos políticos e de herança.
2. O Estatuto dos Outros Gregos: Os Metecos
Os gregos de outras cidades que se mudavam para Atenas para trabalhar ou fazer comércio passavam a ser metecos (metoikoi). Embora fossem culturalmente helénicos, eles:
Tinham de pagar um imposto especial de residência (metoikion).
Precisavam de um patrocinador ateniense (prostates) para os representar perante os tribunais.
Não podiam possuir terras ou propriedades em território ateniense.
Não podiam votar nem participar nas decisões da democracia.
Figuras brilhantes e profundamente integradas na vida cultural de Atenas — como o filósofo Aristóteles (que era da cidade de Estagira) ou o historiador Heródoto (de Halicarnasso) — viveram e ensinaram em Atenas durante anos com este estatuto de estrangeiros, sem nunca poderem votar.
A cidadania ateniense era, por isso, um clube de sangue extremamente fechado, e as exceções concedidas a estrangeiros (mesmo gregos) eram raríssimas e exigiam uma votação em massa muito especial na Assembleia.
Gostaria de saber mais sobre as excepções históricas em que Atenas concedeu cidadania a estrangeiros (como após uma famosa batalha) ou prefere explorar as consequências sociais da lei de Péricles?



Péricles, considerado o pai da Democracia, foi portanto um legislador «racialista» ou etnicista, nacionalista pelo menos. Quais as excepções históricas em que Atenas concedeu cidadania a estrangeiros?
Analisar Péricles sob a óptica moderna permite, de facto, traçar paralelos com o etnicismo ou um nacionalismo cívico radical. Embora o "pai da democracia" seja habitualmente associado a Clístenes (que criou as instituições democráticas), Péricles foi quem a consolidou e a tornou mais participativa para os cidadãos. No entanto, a sua lei de 451 a.C. visava proteger os privilégios da "tribo" ateniense. O direito à terra, o pagamento por exercer cargos públicos e o poder de voto eram exclusivos de quem tinha sangue puramente ateniense, excluindo qualquer outro grego.
Apesar desta rigidez extrema, a história de Atenas regista momentos de desespero ou de excepção geopolítica em que a cidadania foi concedida em massa ou individualmente a estrangeiros.
As principais excepções históricas foram:
1. A Excepção da Batalha de Arginusas (406 a.C.)
Esta é a concessão em massa mais famosa da história de Atenas, ocorrida durante a fase final da Guerra do Peloponeso contra Esparta.
O Contexto: Atenas estava financeiramente esgotada e sem homens suficientes para tripular as suas galés (triremer).
A Medida Desesperada: Para conseguir montar uma última frota, a Assembleia aprovou uma lei sem precedentes: prometeu a cidadania ateniense plena a todos os escravos e metecos (estrangeiros residentes) que aceitassem remar e lutar na batalha.
O Resultado: Atenas venceu a Batalha Naval de Arginusas. Os escravos sobreviventes foram imediatamente libertados e integrados na cidadania, recebendo direitos políticos iguais aos dos cidadãos nativos, uma quebra absoluta na tradição de sangue.
2. A Aliança com os Habitantes de Plateias (427 a.C.)
Plateias era uma pequena cidade-estado na Beócia e a aliada mais fiel de Atenas desde as Guerras Médicas.
O Cerco: Durante a Guerra do Peloponeso, Plateias foi cercada e destruída pelos espartanos e tebanos. Os sobreviventes fugiram para Atenas.
A Recompensa: Em reconhecimento à sua lealdade inabalável, Atenas concedeu a cidadania ateniense em massa a todos os refugiados de Plateias. Eles foram distribuídos pelas tribos atenienses, embora com uma pequena restrição: não podiam candidatar-se ao cargo de Arconte (magistrado supremo) ou pertencer a certas linhagens sacerdotais antigas.
3. Concessões Individuais por Mérito Geopolítico (Proxenia)
Atenas também concedia a cidadania a indivíduos estrangeiros de elite como uma ferramenta diplomática (chamada politeia honorária). Nestes casos, o título era dado a reis ou generais estrangeiros que financiavam ou protegiam os interesses atenienses:
Sadoco, Príncipe da Trácia (431 a.C.): Péricles, ironicamente, promoveu a concessão de cidadania a Sadoco, filho do rei Sitalces da Trácia, para garantir uma aliança militar crucial no início da Guerra do Peloponeso.
Evágoras de Chipre (410 a.C.): Rei de Salamina, em Chipre, recebeu a cidadania ateniense após ajudar a frota de Atenas e acolher generais atenienses exilados.
Dionísio I de Siracusa (368 a.C.): O famoso tirano da Sicília recebeu a cidadania ateniense honorária quando as duas cidades formaram uma aliança militar contra Tebas.
Para que estas concessões individuais ou colectivas fossem aprovadas, era necessária uma sessão especial da Assembleia (Eclésia) onde pelo menos 6000 cidadãos tinham de votar a favor por voto secreto, o que demonstra o quão extraordinários eram estes eventos.
Se quiser, posso detalhar o que aconteceu às famílias dos cidadãos que perderam a cidadania quando a lei de Péricles entrou em vigor, ou explicar como os espartanos lidavam com os seus próprios estrangeiros. Como prefere continuar?