terça-feira, novembro 03, 2026

CARACTERÍSTICAS ESSENCIALMENTE ETNICISTAS DA PRIMEIRA DEMOCRACIA

Só filhos de atenienses podiam ter cidadania ateniense, outros gregos não, mesmo que fossem plenamente gregos.

Sim, está absolutamente correcto. Esse é um dos aspetos mais marcantes e exclusivistas da política na Grécia Antiga: o conceito de "nacionalidade" grega (partilhar a mesma língua, religião e cultura) não conferia qualquer direito político fora da sua cidade-estado natal.
O sistema de cidadania em Atenas funcionava sob regras muito rígidas:

1. As Regras de Sangue
Antes de 451 a.C.: Para ser cidadão, bastava que o pai fosse um cidadão ateniense livre. A mãe podia ser uma estrangeira (grega de outra cidade ou mesmo não grega), desde que o casamento fosse legítimo. O próprio Clístenes, o "pai da democracia ateniense", era filho de uma princesa da cidade de Sicião.
A Lei de Péricles (451 a.C.): Péricles endureceu radicalmente as regras. Ele aprovou uma lei que determinava que a cidadania só seria concedida a homens cujos ambos os pais (pai e mãe) fossem cidadãos atenienses nativos. Se um ateniense casasse com uma mulher de outra cidade grega, os filhos desse casamento eram considerados ilegítimos (nothoi) e perdiam todos os direitos políticos e de herança.
2. O Estatuto dos Outros Gregos: Os Metecos
Os gregos de outras cidades que se mudavam para Atenas para trabalhar ou fazer comércio passavam a ser metecos (metoikoi). Embora fossem culturalmente helénicos, eles:
Tinham de pagar um imposto especial de residência (metoikion).
Precisavam de um patrocinador ateniense (prostates) para os representar perante os tribunais.
Não podiam possuir terras ou propriedades em território ateniense.
Não podiam votar nem participar nas decisões da democracia.
Figuras brilhantes e profundamente integradas na vida cultural de Atenas — como o filósofo Aristóteles (que era da cidade de Estagira) ou o historiador Heródoto (de Halicarnasso) — viveram e ensinaram em Atenas durante anos com este estatuto de estrangeiros, sem nunca poderem votar.
A cidadania ateniense era, por isso, um clube de sangue extremamente fechado, e as exceções concedidas a estrangeiros (mesmo gregos) eram raríssimas e exigiam uma votação em massa muito especial na Assembleia.
Gostaria de saber mais sobre as excepções históricas em que Atenas concedeu cidadania a estrangeiros (como após uma famosa batalha) ou prefere explorar as consequências sociais da lei de Péricles?



Péricles, considerado o pai da Democracia, foi portanto um legislador «racialista» ou etnicista, nacionalista pelo menos. Quais as excepções históricas em que Atenas concedeu cidadania a estrangeiros?
Analisar Péricles sob a óptica moderna permite, de facto, traçar paralelos com o etnicismo ou um nacionalismo cívico radical. Embora o "pai da democracia" seja habitualmente associado a Clístenes (que criou as instituições democráticas), Péricles foi quem a consolidou e a tornou mais participativa para os cidadãos. No entanto, a sua lei de 451 a.C. visava proteger os privilégios da "tribo" ateniense. O direito à terra, o pagamento por exercer cargos públicos e o poder de voto eram exclusivos de quem tinha sangue puramente ateniense, excluindo qualquer outro grego.
Apesar desta rigidez extrema, a história de Atenas regista momentos de desespero ou de excepção geopolítica em que a cidadania foi concedida em massa ou individualmente a estrangeiros.
As principais excepções históricas foram:
1. A Excepção da Batalha de Arginusas (406 a.C.)
Esta é a concessão em massa mais famosa da história de Atenas, ocorrida durante a fase final da Guerra do Peloponeso contra Esparta.
O Contexto: Atenas estava financeiramente esgotada e sem homens suficientes para tripular as suas galés (triremer).
A Medida Desesperada: Para conseguir montar uma última frota, a Assembleia aprovou uma lei sem precedentes: prometeu a cidadania ateniense plena a todos os escravos e metecos (estrangeiros residentes) que aceitassem remar e lutar na batalha.
O Resultado: Atenas venceu a Batalha Naval de Arginusas. Os escravos sobreviventes foram imediatamente libertados e integrados na cidadania, recebendo direitos políticos iguais aos dos cidadãos nativos, uma quebra absoluta na tradição de sangue.
2. A Aliança com os Habitantes de Plateias (427 a.C.)
Plateias era uma pequena cidade-estado na Beócia e a aliada mais fiel de Atenas desde as Guerras Médicas.
O Cerco: Durante a Guerra do Peloponeso, Plateias foi cercada e destruída pelos espartanos e tebanos. Os sobreviventes fugiram para Atenas.
A Recompensa: Em reconhecimento à sua lealdade inabalável, Atenas concedeu a cidadania ateniense em massa a todos os refugiados de Plateias. Eles foram distribuídos pelas tribos atenienses, embora com uma pequena restrição: não podiam candidatar-se ao cargo de Arconte (magistrado supremo) ou pertencer a certas linhagens sacerdotais antigas.
3. Concessões Individuais por Mérito Geopolítico (Proxenia)
Atenas também concedia a cidadania a indivíduos estrangeiros de elite como uma ferramenta diplomática (chamada politeia honorária). Nestes casos, o título era dado a reis ou generais estrangeiros que financiavam ou protegiam os interesses atenienses:
Sadoco, Príncipe da Trácia (431 a.C.): Péricles, ironicamente, promoveu a concessão de cidadania a Sadoco, filho do rei Sitalces da Trácia, para garantir uma aliança militar crucial no início da Guerra do Peloponeso.
Evágoras de Chipre (410 a.C.): Rei de Salamina, em Chipre, recebeu a cidadania ateniense após ajudar a frota de Atenas e acolher generais atenienses exilados.
Dionísio I de Siracusa (368 a.C.): O famoso tirano da Sicília recebeu a cidadania ateniense honorária quando as duas cidades formaram uma aliança militar contra Tebas.
Para que estas concessões individuais ou colectivas fossem aprovadas, era necessária uma sessão especial da Assembleia (Eclésia) onde pelo menos 6000 cidadãos tinham de votar a favor por voto secreto, o que demonstra o quão extraordinários eram estes eventos.
Se quiser, posso detalhar o que aconteceu às famílias dos cidadãos que perderam a cidadania quando a lei de Péricles entrou em vigor, ou explicar como os espartanos lidavam com os seus próprios estrangeiros. Como prefere continuar?

segunda-feira, novembro 02, 2026

ALEMANHA - AUTARCA DE ESQUERDA REVELOU EM PRIVADO TER MEDO DE MEMBROS ISLAMISTAS DO SEU PRÓPRIO PARTIDO

Elif Eralp, principal candidata do Partido da Esquerda de Berlim à autarquia, expressou em notas internas, acidentalmente divulgadas pela revista Der Spiegel, receio de figuras ligadas ao Hamas e próximas do seu partido, o que levanta sérias dúvidas sobre a sua capacidade de liderar a segurança da capital.
As anotações, parte de um rascunho autorizado de entrevista enviado esta semana com comentários internos visíveis, mostram Eralp a escrever que ela e o marido têm “medo dessas pessoas”. Ela pediu à sua equipa que retirasse uma pergunta e sua própria resposta sobre o activista Ibrahim Ibrahim, explicando: “Não posso colocar a mim e a minha família em perigo por causa da Der Spiegel. O que fazemos agora? Podemos cancelar a entrevista inteira?”. Ela acrescentou que “nunca deveria ter concordado com esta entrevista”.
Eralp citou recomendações anteriores do Departamento de Polícia Criminal do Estado de Berlim (LKA) para não nomear indivíduos específicos, observando que as orientações anteriores diziam respeito ao crime organizado e "agora trata-se de pessoas com ligações ao Hamas".
Ibrahim, um activista de longa data ligado à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) — um grupo designado como organização terrorista pela UE e pelos Estados Unidos — compareceu à festa de comemoração da vitória eleitoral do Partido da Esquerda em Berlim-Neukölln, após as eleições estaduais de 20 de Setembro. Ele foi descrito como alguém que elogiou o líder do Hamas, Yahya Sinwar, chamando-lhe "herói mártir" e ocupa cargos no Comité Nacional Palestino Unido, que o serviço de inteligência interna de Berlim classificou como extremista por apoiar o Hamas. Parte da base do Partido da Esquerda em Neukölln e alguns políticos mantiveram contacto com esse meio; Ibrahim viajou posteriormente para a Turquia para um encontro com figuras ligadas ao Hamas.
O Partido da Esquerda emergiu como a força mais expressiva, com 25,7% dos votos nas últimas eleições em Berlim. Eralp busca uma coligação com os Social-Democratas (SPD) e os Verdes. O seu gabinete afirmou que ela enfrenta ameaças e insultos diários, e as autoridades de segurança aconselharam a não divulgar nomes de indivíduos específicos em certos contextos.
Os partidos da oposição aproveitaram a revelação. Kristin Brinker, presidente do grupo parlamentar da AfD em Berlim e principal candidata do partido, afirmou: “O facto de Elif Eralp, ainda que involuntariamente, admitir o seu medo dos clãs criminosos lança uma luz gritante sobre o estado da segurança interna na nossa cidade. Se nem mesmo uma política de alto escalão se sente segura, o que podem dizer os berlinenses comuns, que, em caso de emergência, não têm protecção pessoal à disposição?” Acrescentou que as anotações de Erlap esclarecem a situação do partido, ligando-o a conexões clânicas além dos casos conhecidos envolvendo um membro do Bundestag e um “anti-semitismo desenfreado”. Brinker concluiu que a Esquerda está “longe de qualquer capacidade de governar”. Brinker instou os Verdes e o SPD a encerrarem imediatamente as negociações com a Esquerda para formar um governo em Berlim. “Este partido e esta mulher não devem, em hipótese alguma, ter a responsabilidade pela nossa cidade”, alertou Brinker.
Em conferência de imprensa na Joves, Eralp recusou comentar directamente as notas da revista Spiegel, alegando que eram privadas e internas. Afirmou que não se deixaria intimidar e prometeu garantir a segurança social e individual de todos os berlinenses, declarando que agiria “com todos os meios contra o crime organizado, contra o terrorismo, contra tudo”, inclusivamente contra aqueles que glorificam a violência.
Em entrevista ao jornal alemão Junge Freiheit, o vice-presidente do grupo parlamentar da AfD, Sebastian Münzenmaier, afirmou: “A revolução está a devorar os seus próprios filhos. Durante anos, a Esquerda difamou as críticas ao crime organizado, à imigração em massa e à glorificação do terror pelo Islão, rotulando-as de racistas. Agora, de repente, ela tem medo dos fantasmas que invocou.”
O líder da CDU Berlim, Stefan Evers, questionou: “Como poderá Elif Eralp garantir a segurança de milhões de pessoas como autarca se ela própria teme o ambiente islamista do seu partido?” Ele afirmou que as revelações aumentam a preocupação com um governo liderado pela Esquerda e instou “os sensatos entre os Verdes e o SPD” a “finalmente puxarem o freio de emergência”, alertando que o medo dos islamistas não deve influenciar as decisões políticas.
Referindo-se a clãs e ao crime organizado, o autarca cessante Kai Wegner (CDU) afirmou que um governo “nunca deve condicionar a suas acções a essas estruturas — e certamente não deve temê-las”.
Figuras do SPD também reagiram criticamente. O autarca do distrito de Neukölln, Martin Hikel, afirmou que o episódio demonstra
“o quão fortemente essas forças anti-semitas e que glorificam o terrorismo estão enraizadas na Esquerda e como desejam chegar ao poder com a ajuda da Esquerda”. O principal candidato do SPD, Steffen Krach, descreveu a situação como chocante e declarou que nenhum simpatizante do Hamas deve circular livremente pela cidade.
*
Fonte: https://rmx.news/article/scandal-after-left-party-candidate-for-mayor-admits-she-fears-islamists-and-hamas-linked-milieu/

* * *


Qualquer que tenha sido o motivo pelo qual a turca Elif Eralp, muçulmana (?) secular, resolveu dizer o que disse, ou porque estava realmente a falar a sério, ou porque quis que algo assim fosse dito para poder proceder a algum afastamento de militantes partidários de credo muçulmano, do que não há dúvida é que a óbvia incompatibilidade entre a Esquerda e o Islão acaba por vir à tona. Para já, acredito no valor facial do que está exposto e, a confirmar-se, não surpreende muito, ainda que pareça inacreditável que já haja um poderio muçulmano destes num país onde os muslos ainda são «só» 8,5% da população total - inacreditável mas não impossível, dando aparentemente razão aos que dizem que as hostes do Islão começam cedo a impôr-se devido à sua galvanização, relativa união e determinação, sobretudo no contexto das forças políticas de Esquerda, particularmente no caso do Die Linke (A Esquerda). A turca contou com o apoio dos militantes islamistas anti-sionistas e próximos do Hamas, agora queixa-se. Na área onde em tempos os Sêmnones, subdivisão dos Suevos, prestavam culto a um terrível Deus (Wotan?) na tenebrosa floresta local, ergue-se agora um terror inédito nessas terras, para aí levado por uma elite que sonha destruir todas as fronteiras e nutre um ódio de princípio à sua própria estirpe. Ora uma facção da população que odeia a própria população e chama alógenos do escuro sul para a ajudar a implantar as suas ideias?, onde é que já se viu tal coisa?, na Hispânia visigótica, quando uma facção dos Visigodos chamou em seu auxílio as tropas muçulmanas do norte de África, e depois estes últimos, os Mouros, acabaram por ficar porque eram os mais fortes em cena... Algo de semelhante se passou mais a norte, quando na Britânia pós-romana os Bretões chamaram em seu auxílio os Saxões para que estes travassem as incursões oriundas da Escócia e depois os Saxões e os seus irmãos e vizinhos Anglos tiveram força para ir ficando, até hoje, pois que a Inglaterra é a primeira Nação anglo-saxónica... Quem mais força tem, com mais força se vai impondo, como se viu amplamente desde há mais de cem anos na aliança entre Esquerda e Islão, que corre sempre mal e dá sempre para o torto, pois que, em cada caso, o lado mais forte acaba sempre por engolir o outro, e a Esquerda perdeu quase sempre...

Independentemente disso, quase aposto que muito esquerdalhame acaba por preferir o domínio islamista em vez do ocidental, pois que, para essa maralha, toda a força policial ou militar é «opressiva» e, opressão por opressão, prefere que não sejam os «brancos racistas!» a mandar.

Depois ajeita-se ao poder local, de algum novo senhor feudal, ou dono de bairro, que seja de origem turca ou doutra orientalidade qualquer. A minoria LGBT (3% da população) vai para o galheiro ou volta ao tempo da clandestinidade, as mulheres dividem-se entre as que amocham e as ingénuas que vão pensar que ainda podem refilar, e os marmanjos de Esquerda alinham pela lei do mais forte, do mesmíssimo modo que, nos bairros, preferem o domínio dos gangues de «««jovens»»» do que da polícia.


domingo, novembro 01, 2026

... COMEÇA O MÊS DE DIANA...

                            

«A Deusa Diana»
por Cirilo Machado, fim do século XVIII, Palácio Nacional

Começa Novembro, mês consagrado a Diana, Deusa Lunar da Floresta; pode ler-se aqui http://gladio.blogspot.pt/2015/12/diana-e-as-tres-marias.html algo sobre vestígios de culto desta Divindade na Lusitânia. Diana é Deusa luminosa, da Lua e da Floresta, na tradição religiosa latina. Diana é a raiz das Janas, ou Jãs, espécie de espíritos femininos das matas, ou das casas; noutras regiões romanizadas da Europa tem outros tantos nomes e versões, entre a fada e a bruxa: Xanas (fada das águas) na Galiza e nas Astúrias, Jana (pesadelo) na Occitânia, Yana (bruxa) na Sardenha, Zâna (fada) na Roménia, Zanë (fada, ou heroína) na Albânia. 
Diz a «Crónica Geral de Espanha de 1344» que o nome da Lusitânia deriva dos Jogos que Hércules mandou realizar aqui em honra de Diana.

CROUGA - POR NÓS