segunda-feira, setembro 14, 2026

IRLANDA DO NORTE, ALBA E CYMRU ASSINAM MEMORANDO DE ENTENDIMENTO EM DIRECÇÃO À SOBERANIA DAS SUAS NAÇÕES


Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte exigem de Londres uma maior autonomia
A imprensa britânica chama-lhe a “aliança celta”, formada por movimentos de três das quatro nações do Reino Unido – na Escócia e no País de Gales, a favor da independência de Londres e, na Irlanda do Norte, por uma reunificação com a Irlanda. Os representantes destes três partidos independentistas, reforçados pelo que dizem ser o "novo ímpeto" dado aos seus movimentos, assinaram nesta Lues, em Cardiff, um memorando de entendimento no qual dizem acreditar que "uma mudança constitucional para breve" que abra caminho à realização de novos referendos.
Em várias eleições realizadas em Maio, o independentista Plaid Cymru (O Partido do País de Gales) venceu pela primeira vez no Senedd (Parlamento galês), até então dominado pelo Partido Trabalhista. Na mesma data, John Swinney renovou o domínio no Parlamento escocês do independentista Partido Nacional Escocês, partido que lidera. Isto depois de, em 2022, o Sinn Féin, partido nacionalista irlandês, ter sido o mais votado nas eleições para a Assembleia de Belfast, pela primeira vez desde 1921, com direito a indicar a pessoa a liderar o Executivo. A pessoa escolhida para primeira-ministra do Governo de partilha de poder na Irlanda do Norte foi Michelle O’Neill.
“O panorama político nas ilhas está a mudar”, argumentaram os três líderes, em representação dos respectivos partidos, para apelar ao Governo britânico que “prepare, planeie e facilite a mudança constitucional” em cada uma destas três nações do Reino Unido para permitir a realização de referendos.
"Nenhum Governo de Westminster tem o direito de bloquear a democracia ou pôr em causa o poder dos nossos povos a decidirem o seu próprio futuro", declararam. E embora o Plaid Cymru tenha excluído a realização de um referendo sobre a independência do País de Gales, durante o seu primeiro mandato, essa é a vontade de alguns dos seus governantes, à semelhança do que pretendem a Escócia e a Irlanda do Norte, explicou o jornal The Guardian. Estudos de opinião, citados por este jornal, indicam que o apoio à independência na Escócia não passa dos 45% a 50% desde o referendo de 2014 enquanto essa opção tem ganhado adeptos na Irlanda do Norte e no País de Gales.
A primeira-ministra do Governo de partilha de poder na Irlanda do Norte, Michelle O’Neill, reconheceu que as três nações são "distintamente diferentes", mantendo cada uma as suas prioridades. Mas acrescentou: "A causa comum aqui é que Westminster não serve e não servirá bem os nossos povos." O poder executivo em Belfast é partilhado com o Partido Unionista Democrático (DUP), com Emma Little-Pengelly no cargo de vice-primeira-ministra, que acusou Michelle O’Neill de tentar “usar a função de primeira-ministra como uma arma”. Também de Londres, o Labour acusou o Plaid Cymru de usar a sua posição no País de Gales para "desmembrar o Reino Unido".
O diário escocês The Scotsman lembra que os governos do Reino Unido têm sido “de forma consistente” contra a realização de referendos sobre a secessão desde o referendo sobre a independência da Escócia de 2014, e que qualquer eventual entusiasmo que pudesse existir foi refreado na semana passada com quando foi esclarecida a posição do primeiro-ministro Andy Burnham. Na semana passada, Burnham dirigiu-se a Swinney, dizendo que um novo referendo sobre a independência da Escócia estava “fora de questão”.
O primeiro-ministro “acredita profundamente na união”, disse o porta-voz de Burnham, em reacção à assinatura do acordo, acrescentando que este tem as prioridades políticas centradas na economia e no alívio do poder de compra das famílias, e não na entrada em “debates constitucionais ou mais referendos”.
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A bem de uma Europa das Nações Livres e a bem da Justiça...
Entretanto, facilmente se pergunta, cá, o que temos nós, Portugueses, a ver com a luta independentista de Nações do noroeste europeu, a milhares de quilómetros de distância. 
Temos a ver com isso, sim, temos um bocado a ver com isso.
Como Estado-Nação de dimensão média à escala europeia, Portugal é obviamente mais pequeno e fraco que os grandes potentados europeus - Espanha, França, Alemanha, Reino Unido. Quem diz Portugal diz vários outros países europeus, muitos deles mais pequenos que Portugal: Grécia, Bélgica, Holanda, Croácia, Eslovénia, Eslováquia, Chéquia, Áustria, Lituânia, Letónia, Dinamarca, para citar menos de metade deles. Ora grande parte dos conflitos dentro da UE deve-se à discrepância de poderio e influência entre países grandes e países pequenos. Mais igualdade entre os países traria mais harmonia entre as Nações. Mais igualdade entre países menos grandes reforçaria também a sua necessidade de aliança e fortalecimento de laços entre si. A UE tornar-se-ia ainda mais coesa, em confronto com a pressão externa dos grandes gigantes não europeus, mormente a China e a Rússia e, em muito menor medida, os EUA (que, supostamente, ainda são aliados dos Europeus, por assim dizer...), e agora, mais recentemente, diante da nova «NATO dos muçulmanos» (Turquia, Arábia Saudita, Paquistão). 
É consabido o ódio que se tem votado à Alemanha no seio da UE, acusada de querer submeter os demais países, é também de recordar os conflitos que se geraram entre o Reino Unido e outros países europeus, que ajudou ao Brexit. Faria bem à UE o retorno ao seu seio do Reino Unido? Em vez de voltar a levar com este pequeno império lá dentro, a UE teria muito mais a ganhar com a reunificação da Irlanda e com a adição da Escócia e de Gales, e, depois, possivelmente, de Inglaterra.
Outro tanto se poderá um dia efectivar com as possíveis soberanias futuras da Galiza, das Astúrias, da Catalunha, de Euskadi, da Bretanha, da Occitânia, da Bavária ou Baviera, enfim, sonhar é fácil mas tudo começa pelo sonho.

ALEMANHA - CHANCELER ACUSA ULTRA-DIREITA DE QUERER FAZER «LIMPEZA ÉTNICA!»

O chanceler alemão, Friedrich Merz, acusou esta quarta-feira o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema-direita, de querer promover uma “limpeza étnica” através da sua política anti-imigração.
O confronto político aconteceu no Bundestag, a câmara baixa do parlamento alemão, durante uma sessão em que Merz respondeu às críticas da líder da AfD, Alice Weidel, sobre imigração, economia e apoio à Ucrânia.
A troca de acusações ocorre poucos dias depois da vitória da AfD nas eleições regionais de Soles na Saxónia-Anhalt, onde o partido obteve 43,8% dos votos. “O termo ‘remigração’ não é mais do que um sinónimo de ‘limpeza étnica’ baseada na origem e na cor da pele”, afirmou Merz. O chanceler referia-se à proposta apresentada pela AfD na Saxónia-Anhalt para lançar uma ofensiva de deportações em massa de refugiados, incluindo cidadãos provenientes da Ucrânia. O partido utiliza o termo “remigração” para designar esta política.
Durante a intervenção no Bundestag, Alice Weidel criticou a política de imigração do Governo e defendeu a deportação de pessoas cujos pedidos de asilo tenham sido recusados. “A Alemanha é, depois da Colômbia, o país que mais refugiados acolheu em todo o mundo, com 2,7 milhões”, afirmou a líder da AfD. Weidel acrescentou que existem na Alemanha mais de um milhão de refugiados cujos pedidos de asilo foram recusados mais do que uma vez e questionou por que razão essas pessoas permanecem no país. Deviam ser deportadas!”, defendeu.
O conceito de remigração passou a ser utilizado pela AfD depois de, em 2023, vários políticos do partido, entre os quais Ulrich Siegmund, então candidato na Saxónia-Anhalt, terem participado numa polémica reunião de extremistas de direita em Potsdam. Na ocasião, o activista austríaco de extrema-direita Martin Sellner apresentou propostas para expulsar do país o maior número possível de estrangeiros e de cidadãos alemães com raízes estrangeirasDesde então, o termo foi incorporado nos programas da AfD. Na campanha para as eleições na Saxónia-Anhalt, foi utilizado para defender a deportação de imigrantes em situação irregular e requerentes de asilo, incluindo ucranianos.
Friedrich Merz contrapôs que uma política de deportações em massa teria consequências graves para a economia alemã. “Se aqueles que trabalham na Alemanha tivessem de abandonar o país devido à ‘remigração’, o sector das manufacturas na Alemanha deixaria de funcionar, nenhum lar de idosos poderia continuar a funcionar, nenhum hospital do país poderia funcionar”, afirmou o chanceler.
O confronto foi destacado pela imprensa alemã. O diário Süddeutsche Zeitung considerou que Merz parece ter alterado a sua estratégia política e procurado “desmontar os argumentos da AfD”.
Alice Weidel aproveitou também a intervenção para defender que a vitória eleitoral da AfD representa uma mudança no panorama político alemão. Na Saxónia-Anhalt, a formação de extrema-direita conseguiu 43,8% dos votos, enquanto a CDU de Merz obteve 17,2%, o pior resultado de sempre dos democratas-cristãos naquela região. “As pessoas querem finalmente uma mudança política”, afirmou Weidel, defendendo que chegou ao fim a coligação entre conservadores e sociais-democratas.
Merz respondeu que o verdadeiro objectivo da AfD — alcançar uma maioria dos lugares — não foi conseguido.
A política económica e energética alemã foi outro dos temas centrais do confronto parlamentar. Weidel afirmou que a Alemanha está a perder cerca de 12 mil empregos industriais por mês e defendeu a retoma do fornecimento de gás russo através de gasodutos. A líder da AfD criticou ainda o Governo alemão pela destruição dos gasodutos Nord Stream e defendeu que deveriam ser criadas condições para uma eventual retoma do fornecimento através das infraestruturas que permanecem intactas. Merz reconheceu que foram cometidos “erros” na política energética alemã, mas garantiu que o Governo está a trabalhar para corrigir decisões anteriores e assegurar o abastecimento energético do país. O chanceler criticou igualmente Weidel por não ter dedicado qualquer referência à resistência da Ucrânia à invasão russa. A líder da AfD defendeu que Berlim deveria seguir a posição da administração norte-americana de Donald Trump e apostar nas negociações de paz. “Opte de uma vez por todas pelas negociações de paz, como fazem os Estados Unidos”, afirmou. A posição da AfD voltou a ser criticada pelo ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, do SPD, que acusou o partido de estar disposto a “entregar a Alemanha a Moscovo” e considerou “traiçoeiras” as suas ligações à extrema-direita.
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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: https://sol.iol.pt/internacional/noticias/merz-acusa-afd-de-querer-promover-limpeza-etnica-com-politica-de-remigracao/20260909/6aa195f80cf2f6a1a1e773f7?utm_campaign=ed-sol&utm_medium=social&utm_source=facebook&utm_content=comment&fbclid=IwdGRjcAUPgwhjbGNrBQ-DBHBkb2YFZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMzUwNjg1NTMxNzI4AAEeikGVTbsBqhQz0uzy8a-3hvZk9Uxz3XZcYCV9jPOra4BZHQG5I2EMkn32z4k_aem_MnwQAqEyo7mxViLHXwZDuw   (Artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico de 1990 mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa)

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Lamentável é a posição da AfD relativamente à Ucrânia, e talvez ainda mais no que se refere à Rússia - admiração por impérios é sempre mau sinal - como já aqui foi dito, o que não pode servir para desviar a atenção da imundice despudorada vocalizada por Merz, que, como típico representante da elite reinante neste tema, ajudou o país a ficar carregado de alógenos e agora faz chantagem com os Nacionalistas: «já conseguimos construir uma economia baseada na imigração, agora já não podemos mandar embora os imigrantes, ou então morremos todos de fome.»
Ao olhar nacionalista, isto só significa uma coisa - todo o mal económico que o país possa vir a sofrer com deportações em massa deverá ser pago pelo grande capital que ajudou à iminvasão, o que justifica, só por si, uma rápida semi-nacionalização das grandes empresas, de maneira a que os seus proprietários, conquanto continuem a geri-las, não possam retirá-las do país ou esconder capitais em países estrangeiros. Situações drásticas exigem medidas drásticas, que devem ser tomadas de acordo com as prioridades - e, acima de qualquer direito individual de propriedade, está a salvaguarda da Nação e a qualidade de vida das classes populares.


SUÉCIA - QUEM FEZ O PARTIDO DOS DEMOCRATAS SUECOS PERDER DEPUTADOS?

O que diz a IA sobre a perda eleitoral dos SD ontem à noite na Suécia:
Porque perdeu o SD assentos?
  • Desgaste político (Apoio ao Governo): Nos últimos quatro anos, o SD apoiou formalmente a coligação de centro-direita do Primeiro-Ministro Ulf Kristersson a partir de fora do gabinete. Esse papel de suporte obrigou o partido a fazer concessões políticas, gerando algum descontentamento na sua base eleitoral mais firme. [1, 2]
  • Voto táctico da oposição: Analistas políticos apontam que a queda se deveu principalmente ao voto estratégico. Eleitores da oposição de centro-esquerda mobilizaram-se em massa para travar o avanço da extrema-direita, concentrando votos no bloco liderado pelos Social-Democratas de Magdalena Andersson. [1, 2]
  • Eficácia das medidas migratórias actuais: A própria coligação de governo que o SD apoiava já tinha implementado restrições severas à imigração e ao asilo (reduzindo-as para mínimos de 40 anos). Isto esvaziou parte do discurso de urgência do SD, fazendo com que eleitores conservadores moderados regressassem aos partidos tradicionais de direita. [1]
  • Rejeição do passado do partido: Dirigentes do SD reconheceram publicamente que uma parte dos eleitores concorda com as suas políticas actuais, mas continua a ter dificuldades emocionais em aceitar o partido devido às suas raízes históricas associadas à extrema-radicalidade branca. [1]
Quem pode votar na Suécia?
Nas eleições de ontem, estrangeiros sem cidadania não puderam votar para o Parlamento. Cidadãos estrangeiros residentes na Suécia têm apenas permissão para votar em eleições locais (municipais e regionais), uma lei que já vigora há décadas e não sofreu alterações recentes que pudessem impactar o resultado nacional. [1, 2]

Quantos estrangeiros adquiriram cidadania sueca nos últimos vinte anos?
Nos últimos 20 anos, mais de 1,1 milhão de estrangeiros adquiriram a cidadania sueca. Os dados oficiais do Statistics Sweden (SCB) e do Migrationsverket (Agência de Migração Sueca) apontam um aumento drástico nas concessões a partir da década de 2010, impulsionado pelas crises humanitárias e migratórias globais. [1]
📊 Evolução por Décadas
  • Década de 2000 a 2010: A Suécia concedia uma média estável de 30000 a 40000 cidadanias por ano.
  • Década de 2010 a 2020: O ritmo acelerou substancialmente com a chegada em massa de refugiados (sobretudo da Síria, Iraque e Afeganistão). Em anos de pico, como 2021 e 2022, a Suécia chegou a naturalizar cerca de 80000 e 92000 novos cidadãos por ano, respectivamente. [1, 2, 3]
📉 A Queda Recente (Contexto Actual)
Em resposta ao sentimento público e político (influenciado pelo crescimento do partido SD mencionado anteriormente), o governo sueco endureceu severamente as regras nos últimos anos: [1]
  • Em 2024: Foram concedidas cerca de 65600 cidadanias. [1]
  • Em 2025: O número despencou 41%, fixando-se em apenas 38800 concessões, reflexo de controlos de segurança e de identidade muito mais rigorosos introduzidos pela Agência de Migração. [1]
  • Mudança na lei (2026): Para conter ainda mais este crescimento, a Suécia aumentou oficialmente o tempo de residência obrigatório para pedir a nacionalidade de 5 para 8 anos, além de exigir testes de língua e de cultura cívica. [1, 2]
Principais Origens
A grande maioria dos novos cidadãos suecos das últimas duas décadas é originária da Síria, Iraque, Somália, Afeganistão e Eritreia, além de cidadãos de outros países da União Europeia que se mudaram por motivos profissionais. [1, 2]

Podem todos esses 1,1 milhão votar já nas eleições suecas?
Não, nem todos os 1,1 milhão de novos cidadãos podem votar. Embora tenham adquirido a nacionalidade sueca, existem critérios obrigatórios que impedem uma parte deste grupo de exercer o direito de voto nas eleições nacionais (Riksdag). [1, 2]
Os principais motivos pelos quais nem todos podem votar são:
1. Critério de Idade (O mais importante)
Para votar na Suécia, é obrigatório ter pelo menos 18 anos de idade no dia da eleição. [1]
  • Uma fatia muito significativa desses 1,1 milhão de naturalizados nos últimos vinte anos chegou ao país em vagas de refugiados compostas por crianças e menores de idade, ou tiveram filhos que obtiveram a nacionalidade automaticamente.
  • Aqueles que ainda não atingiram a maioridade civil permanecem excluídos dos cadernos eleitorais. [1]
2. Emigração e Falecimentos
O número de 1,1 milhão é um dado bruto acumulado de concessões ao longo de duas décadas. Durante este período:
  • Muitos novos cidadãos idosos já faleceram.
  • Outros decidiram emigrar da Suécia após obter o passaporte europeu (deslocando-se para outros países da União Europeia ou regressando às suas terras natais). Embora os suecos no estrangeiro mantenham tecnicamente o direito de voto, precisam de estar ativamente registados no recenseamento eleitoral a cada 10 anos, algo que muitos não fazem. [1, 2]
Portanto, apenas os novos cidadãos que completaram 18 anos e que continuam devidamente registados no registo de população da Suécia (ou ativamente recenseados no estrangeiro) é que puderam votar no sufrágio nacional. [1, 2]


Quantos foram os que puderam votar?
Nas eleições gerais suecas realizadas ontem, cerca de 8 milhões de cidadãos tinham o direito de votar (eleitores elegíveis) para o Parlamento (Riksdag). [1]
Deste universo global, a taxa de participação eleitoral na Suécia é tradicionalmente muito elevada (costuma superar os 80%), o que significa que mais de 6,5 milhões de pessoas exerceram efectivamente o seu voto. Inclusive, estas eleições registaram um recorde histórico de voto antecipado, com cerca de 3,6 milhões de suecos a votarem antes do próprio dia oficial. [1, 2]
Quantos eram os novos cidadãos (ex-estrangeiros) elegíveis?
Embora a Autoridade Eleitoral Sueca (Valmyndigheten) não separe oficialmente os cadernos de voto por etnia ou origem dos votantes para proteger o anonimato democrático, os dados demográficos e estatísticos cruzados revelam o seguinte cenário:
  • Cerca de 650000 a 750000 pessoas: Estima-se que, do total de 1,1 milhão de estrangeiros que obtiveram a cidadania nas últimas duas décadas, esta seja a fatia que cumpria cumulativamente todos os requisitos (maiores de 18 anos, vivos e a residir ativamente na Suécia). [1]
  • A fatia excluída: Os restantes (cerca de 350000 a 450000) correspondem a menores de idade que ainda não atingiram os 18 anos, pessoas que faleceram ao longo destes 20 anos ou novos cidadãos que emigraram da Suécia após obterem o passaporte. [1, 2]
Em termos de impacto, estes novos cidadãos elegíveis representam menos de 10% do total de eleitores do país (cerca de 8-9% do eleitorado). A grande maioria dos 8 milhões de potenciais votantes de ontem continua a ser composta por cidadãos suecos nativos de várias gerações. [1]


Dez por cento já é suficiente para aumentar o poderio eleitoral da Esquerda.
Sim, essa é uma observação matematicamente correcta e central no debate político sueco. Num sistema parlamentar fragmentado e altamente competitivo como o da Suécia, uma fatia de 8% a 9% do eleitorado é mais do que suficiente para desequilibrar a balança de poder e garantir vitórias tangenciais. [1, 2]
O impacto desta demografia nas eleições deste domingo reflete-se em três pontos cruciais:
1. Margens de vitória extremamente curtas
As projeções oficiais de apuramento mostram que o bloco de centro-esquerda liderado por Magdalena Andersson obteve uma vantagem mínima de apenas 3 assentos (176 contra 173 do bloco de direita). Numa eleição decidida por uma diferença tão estreita de votos (cerca de 20000 votos a nível nacional), qualquer grupo demográfico que vote predominantemente num dos lados dita, na prática, quem governa o país. [1, 2, 3]
2. A tendência de voto da população naturalizada
Diversos estudos sociológicos das universidades suecas (como os relatórios de comportamento eleitoral da Universidade de Gotemburgo) demonstram historicamente que:
  • Cidadãos suecos com origens fora da Europa (especialmente de origens integradas nas grandes vagas de asilo) tendem a votar de forma esmagadora em partidos do bloco de esquerda, sobretudo nos Sociais-Democratas (Socialdemokraterna) e no Partido da Esquerda (Vänsterpartiet). [1, 2]
  • Este comportamento eleitoral deve-se à rejeição natural à retórica anti-imigração da direita radical (SD) e a uma maior preferência por políticas de forte protecção social e subsídios estatais promovidos pela esquerda. [1]
3. Concentração Geográfica e Distritos Chave
Estes 700000 novos eleitores não estão distribuídos uniformemente pelo território. Estão fortemente concentrados nas periferias das grandes áreas urbanas (como os subúrbios de Estocolmo, Gotemburgo e Malmö). O sistema eleitoral sueco distribui os deputados proporcionalmente por círculos eleitorais, fazendo com que a forte mobilização nestes distritos urbanos populosos anule com frequência as maiorias que a direita alcança nas zonas rurais e pequenas cidades. [1]
Por esta razão, a demografia eleitoral derivada das naturalizações é vista pela direita sueca como um factor de "desvantagem estrutural", justificando a sua insistência em fechar as fronteiras, aumentar os prazos de naturalização para 8 anos e dificultar o acesso à cidadania plena.


Houve algum partido de Direita a aumentar a sua votação?
Sim, o Partido Moderado (Moderaterna), de centro-direita, aumentou a sua votação nas eleições de ontem. [1]
De acordo com os resultados preliminares divulgados a 14 de Setembro de 2026, o partido liderado pelo actual Primeiro-Ministro Ulf Kristersson obteve as seguintes conquistas: [1, 2]
  • Crescimento nas urnas: Os Moderados subiram para 19,9% dos votos (um aumento de quase um ponto percentual em relação aos 19,1% obtidos em 2022). [1]
  • Recuperação do 2.º lugar: Com a queda drástica dos Democratas Suecos (SD) para os 17,6%, os Moderados conseguiram recuperar o estatuto de segunda maior força política da Suécia e o maior partido dentro do bloco de direita. [1, 2]
  • Canibalização de votos: Analistas apontam que o aumento de votos dos Moderados deveu-se precisamente à migração de eleitores conservadores e de direita que, descontentes com o SD ou satisfeitos com as medidas migratórias já aplicadas pelo governo, decidiram "votar útil" no partido do Primeiro-Ministro. [1]
Apesar desta subida individual dos Moderados, o colapso do SD acabou por arrastar o bloco de direita como um todo. O bloco governamental obteve preliminarmente 173 assentos, ficando ligeiramente atrás dos 176 assentos projectados para a oposição de centro-esquerda. [1]

Quando demografia é destino, democracia é luta de sobrevivência.
Pode um Povo voluntariamente escolher a morte? Dificilmente. Já se provou que os Suecos não escolheram a morte, uma vez que deram aos Democratas Suecos fortes votações ao longo da última década até ontem.
Pode uma elite corrupta levar o Povo à degeneração e, eventualmente, à morte? Pode seguramente levá-lo à degeneração.
Como se lê no Wiktionary,
«degeneração» vem do latim «de + genus», que significa
«para fora de» + «Gente, Povo».
Ou seja, a descendência a afastar-se da sua própria gente.
Foi o que aconteceu objectivamente aos Europeus por obra das suas elites, a partir do dealbar da Idade Média, quando estas elites acabaram por abandonar a sua religião nacional e aceitar a conversão a um culto alógeno, como se viu no processo da cristianização. Não foi decisão das populações, as quais resistiram como puderam a esta substituição etno-religiosa, muitas vezes com rebeliões sangrentas que, em certos casos, tiveram consequência genocida, como se viu no caso prussiano. A cristianização, ou imposição aos Povos do culto a um Judeu Crucificado como Deus único e proibição do culto a todos os Deuses Nacionais, foi talvez a primeira grande brecha de morte - todo o Povo integral é sangue, língua e religião, pelo que se um destes pilares é eliminado, ou substituído, a diluição étnica já está a acontecer.
Do mesmo modo, quando uma elite importa milhares, milhões de alógenos e lhes dá nacionalidade, está evidentemente a diluir o valor étnico da nacionalidade. É assim que uma elite corrupta, moralmente corrupta, ideologicamente corrupta, abissalmente corrupta na sua sensibilidade, está a levar um Povo inteiro à morte.
Pode o Povo reagir? Pode, tem-no feito. Sucede que, em Democracia, há sempre avanços e recuos. Neste momento, e já depois das eleições, o partido dos Democratas Suecos tem ainda sessenta e dois deputados (sim, 62), constituindo-se assim como o terceiro maior partido do Riksdag ou parlamento sueco.