INGLATERRA - PARTIDO DOS VERDES DECLARA QUE SIONISMO É RACISMO E QUE ISRAEL DEVE DAR LUGAR A UM «ESTADO PALESTINIANO» COM «DIREITOS IGUAIS PARA TODOS»
Os Verdes adoptaram formalmente uma política que equipara o sionismo ao racismo e defende a substituição de Israel por um único Estado Palestiniano, uma medida que encontra oposição da maioria dos deputados do partido e que deverá ser contestada judicialmente.
Zack Polanski, que lidera o Partido Verde em Inglaterra e no País de Gales e faltou à votação na conferência do partido em Brighton para fazer campanha na eleição suplementar de Holborn e St Pancras, tem sido criticado por uma suposta falta de liderança numa questão extremamente controversa.
Também houve preocupações de que a mudança na política tenha sido impulsionada principalmente por recém-chegados que têm pouco interesse no restante da plataforma do partido.
Quatro dos cinco deputados do partido opuseram-se à moção. Adrian Ramsay e Ellie Chowns disseram estar "profundamente tristes", enquanto Siân Berry e Carla Denyer afirmaram que apoiariam quaisquer membros judeus que acreditassem estar a ser alvo de discriminação em decorrência da mudança na política.
A moção política vinculativa, aprovada por 1022 votos contra 813, afirma que o Sionismo – o movimento pela criação de um Estado Judeu – deve ser “tratado como qualquer outra forma de racismo”. Ela pede que Israel seja substituído por um único Estado Palestiniano “com direitos iguais para todos”.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que a resolução "constitui um texto claramente anti-semita, de acordo com a definição da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto), pois nega o direito do Povo Judeu à auto-determinação".
O ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa'ar, decidiu declarar o líder do Partido Verde, Zack Polanski, proibido de entrar em Israel, informou o ministério, acrescentando que a decisão foi coordenada com as autoridades competentes.
Embora a opinião entre os membros judeus do Partido Verde esteja dividida, alguns expressaram preocupação de que isso signifique que poderão enfrentar medidas disciplinares por pertencerem a organizações judaicas que apoiam oficialmente o Sionismo, inclusindo sinagogas.
Após a votação, uma das apoiantes da moção, Salma Yaqoob, ex-membro do partido Respect de George Galloway e agora filiada no Partido Verde, insistiu que isso não aconteceria, afirmando: "Ninguém será removido, questionado, disciplinado ou suspenso por expressar ou articular a sua crença no Sionismo." No entanto, uma emenda apresentada, afirmando que a moção não deveria ser usada para "pressionar, proibir ou disciplinar membros com base na sua filiação a instituições da comunidade judaica", foi rejeitada.
Entende-se que alguns membros do Partido Verde estão a consultar advogados sobre a possibilidade de a política ser contestada por violar a legislação sobre igualdade.
Adam Wagner KC, o advogado que liderou um caso que concluiu que o Partido Trabalhista de Jeremy Corbyn violou as leis de igualdade em relação ao anti-semitismo, disse que um caso como este teria boas chances de sucesso: “Acredito que existe um grande risco de que a moção, da forma como foi aprovada, viole a Lei da Igualdade de 2010, que se aplica aos partidos políticos, pois discriminará e assediará pessoas que professam crenças sionistas e judeus em geral”, disse ele.
O Sionismo, quando definido no sentido amplo de apoio a um Estado-Nação judeu, "provavelmente será uma crença protegida" pela lei, afirmou ele. A moção argumenta que o Sionismo é necessariamente racista, pois “privilegia um grupo étnico com base na subjugação de outros”. Acrescenta: “Esta moção visa a ideologia e a prática política do Sionismo, tal como definido, e não a origem religiosa ou étnica daqueles que se identificam como sionistas. Nem todos os judeus são sionistas e nem todos os sionistas são judeus…”
“O Sionismo, conforme definido acima, será tratado como qualquer outra forma de racismo, e esta moção será implementada pelo grupo de trabalho de políticas anti-racistas conforme apropriado e de acordo com a sua prática habitual.”
Segundo o Instituto de Pesquisa de Políticas Judaicas, cerca de dois terços dos judeus britânicos consideram-se sionistas.
Durante o longo debate, que foi restrito aos membros, Chowns e Caroline Lucas, a antiga líder e primeira deputada dos Verdes, argumentaram contra o plano.
A moção foi impulsionada por um grupo chamado Verdes pela Palestina, que incentivou membros não partidários a filiarem-se no partido para garantir que a política fosse debatida e adoptada. Após a aprovação, os apoiantes foram para a frente do salão para se abraçarem e comemorarem. Um membro que se opôs à moção disse: "Agora existem dois partidos Verdes: os membros do dia a dia e aqueles que se juntaram por um único motivo, a Palestina, e que não têm interesse em mais nada."
Existe um descontentamento considerável entre alguns membros veteranos do Partido Verde, que consideram que Polanski, que é judeu, poderia ter adoptado uma posição mais firme sobre o assunto. O líder do partido justificou o amplo argumento da moção apontando para o número de mortos em Gaza durante o ataque israelita ao território. Questionado no sábado se acreditava que o Sionismo era racista, Polanski disse à BBC: "Bem, na moção, ele é definido como o deslocamento e o genocídio do Povo Palestiniano. Acho que isso é claramente racismo."
Após a votação, os cinco deputados do partido, juntamente com Polanski e seus dois vice-líderes, divulgaram uma declaração conjunta afirmando que o partido “nunca tolerará qualquer forma de discriminação ou assédio”, acrescentando: “Sabemos que não há conflito entre apoiar os direitos dos Palestinianos e os direitos do Povo Judeu”.
No entanto, Ramsay, Chowns, Berry e Denyer publicaram isto nas redes sociais com mensagens manifestando a sua oposição à moção.
O Movimento para o Judaísmo Progressista, uma das principais denominações judaicas no Reino Unido, condenou a votação, afirmando: “A moção é anti-semita na sua formulação e intenção. Ao adoptá-la, o Partido Verde transformou o anti-semitismo em política partidária e tornou-se num partido racista.” “A auto-determinação judaica é um direito. Declará-la racista é um ataque aos Judeus. O Partido Verde optou por rotular os judeus que defendem essa crença como racistas e condicionar a sua participação igualitária no partido à renúncia a ela.”
Adam Langleben, que coordenou as queixas do Movimento Trabalhista Judaico à Comissão para a Igualdade e os Direitos Humanos, afirmou: “Esta é, sem dúvida, a moção mais anti-semita e racista apresentada a um partido político tradicional em toda a minha vida. É o Corbynismo em esteroides e parece ainda mais susceptível a contestações judiciais.
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Fontes:
https://www.theguardian.com/politics/2026/oct/04/green-party-votes-adopt-policy-zionism-racism
https://jihadwatch.org/2026/10/uks-green-party-votes-to-equate-zionism-with-racism-calls-for-israels-replacement-by-palestinian-state
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Calha bem, desta vez, o partido chamar-se «verde», considerando que, por coincidência, o verde é a cor do Islão...
Antes de mais nada, diga-se que todo o anti-sionismo acaba por ser uma forma indirecta de anti-semitismo. Dizer que não se é contra os Judeus, que se é somente contra a existência de Israel, é como dizer que se gosta muito dos Portugueses mas que Portugal não devia existir, pelo que os Portugueses deviam emigrar todos para outros países e entregar o território português a quem o soubesse gerir melhor... Não será isto o mesmo que ser anti-português? Quer-se dizer, é um bocadito...
Significa isto que a Esquerda é anti-semita? Sim, mas apenas porque é anti-Nação - opõe-se à soberania de todas as Nações. Sendo militantemente anti-racista, quer na verdade o fim de todas as fronteiras entre os Povos; logo, é, por princípio, contrária à própria noção de Estado étnico.
Pode dizer-se que os esquerdistas são anti-semitas, sim, na medida em que também serão anti-ingleses, anti-gregos ou anti-portugueses, anti-europeus, pois que, a seu ver, não há lugar no mundo para a existência de um poder político soberano que esteja assente na ideia de soberania de uma Nação, ou seja, que dê a uma entidade étnica, só por ser étnica, um poder político independente e submetido a nenhum outro.
Não restem dúvidas que toda a Esquerda ocidental pensa exactamente isto a respeito de Israel - e de todos os Estados étnicos europeus cuja população tenha o «atrevimento» «racista» de querer o seu país só para si própria.
Não restem dúvidas que toda a Esquerda ocidental pensa exactamente isto a respeito de Israel - e de todos os Estados étnicos europeus cuja população tenha o «atrevimento» «racista» de querer o seu país só para si própria.
No essencial, é a mesma raiz moral cristã que levou a Igreja a redigir a seguinte passagem da encíclica papal «Mit Brennender Sorge» (Março de 1937):
«12. Quem remove a raça, o povo, (...) da escala terrena de valores, elevando-os à norma mais alta de todos os valores, (...), e os diviniza com adoração idólatra, distorce e falsifica a ordem das coisas (...)»
No contexto, a «Santa» Sé declarava a ilegitimidade de colocar a Raça acima de todos os outros valores - porque o Cristianismo dá por adquirido que a Raça é um valor meramente terreno, logo, não pode estar no vértice superior da escala valorativa, ou seja, não pode constituir um valor soberano em si mesmo, devendo, em vez disso, ser subalternizado a algo «mais elevado», que, na doutrina cristã, é o seu conceito universalista de Deus; ora na perspectiva moral esquerdista, herdeira secular e bastarda da Cristandade, a Raça/Etnia/Nação, quando não é pura e simplesmente negada, é vista como algo que deve estar sempre subalternizado ao universalismo moral esquerdista. Repare-se que o mui religioso e conservador Berdyaev já há cem anos declarava que o Nacionalismo era pior que o Comunismo precisamente porque este pelo menos ainda era universalista, ao passo que aquele colocava a Nação acima de tudo o resto, o que, na visão de Berdyaev, constituía nova forma de Paganismo ou Politeísmo... Em ambos os casos, tanto na mentalidade esquerdista como na cristã, a Raça/Etnia/Nação não pode ter estatuto de soberania como valor máximo, devendo em vez disso estar subordinada a um valor universalista.
Que não tenha ilusões quem pretenda dizer que «ah, mas antigamente, a Igreja respeitava a Nação!, e Portugal tornou-se Nação independente devido à Igreja!» Nada disso é verdade. Para além do facto de que a Nação em si é Sangue e Língua, e isto não foi criado por Igreja alguma, interessa dizer que, nessoutro tempo, a Nação só se tornou «soberana» ao declarar a sua subordinação ao ideal cristão. D. Afonso Henriques tornou-se rei e veio a tornar-se independente de Leão «graças à Igreja», mas apenas porque jurou que Portugal serviria para sempre a Igreja. Não foi por acaso que, ainda recentemente, há perto de vinte anos, um destacado líder do «Movimento Nacionalista» me respondeu que a Nação, sem outro valor acima de si própria, valia «pouco»...
«12. Quem remove a raça, o povo, (...) da escala terrena de valores, elevando-os à norma mais alta de todos os valores, (...), e os diviniza com adoração idólatra, distorce e falsifica a ordem das coisas (...)»
No contexto, a «Santa» Sé declarava a ilegitimidade de colocar a Raça acima de todos os outros valores - porque o Cristianismo dá por adquirido que a Raça é um valor meramente terreno, logo, não pode estar no vértice superior da escala valorativa, ou seja, não pode constituir um valor soberano em si mesmo, devendo, em vez disso, ser subalternizado a algo «mais elevado», que, na doutrina cristã, é o seu conceito universalista de Deus; ora na perspectiva moral esquerdista, herdeira secular e bastarda da Cristandade, a Raça/Etnia/Nação, quando não é pura e simplesmente negada, é vista como algo que deve estar sempre subalternizado ao universalismo moral esquerdista. Repare-se que o mui religioso e conservador Berdyaev já há cem anos declarava que o Nacionalismo era pior que o Comunismo precisamente porque este pelo menos ainda era universalista, ao passo que aquele colocava a Nação acima de tudo o resto, o que, na visão de Berdyaev, constituía nova forma de Paganismo ou Politeísmo... Em ambos os casos, tanto na mentalidade esquerdista como na cristã, a Raça/Etnia/Nação não pode ter estatuto de soberania como valor máximo, devendo em vez disso estar subordinada a um valor universalista.
Que não tenha ilusões quem pretenda dizer que «ah, mas antigamente, a Igreja respeitava a Nação!, e Portugal tornou-se Nação independente devido à Igreja!» Nada disso é verdade. Para além do facto de que a Nação em si é Sangue e Língua, e isto não foi criado por Igreja alguma, interessa dizer que, nessoutro tempo, a Nação só se tornou «soberana» ao declarar a sua subordinação ao ideal cristão. D. Afonso Henriques tornou-se rei e veio a tornar-se independente de Leão «graças à Igreja», mas apenas porque jurou que Portugal serviria para sempre a Igreja. Não foi por acaso que, ainda recentemente, há perto de vinte anos, um destacado líder do «Movimento Nacionalista» me respondeu que a Nação, sem outro valor acima de si própria, valia «pouco»...


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