terça-feira, junho 30, 2026

DINAMARCA - É DESTA QUE SE PROÍBE O CHAMADO ISLÂMICO À ORAÇÃO?

O governo da Dinamarca, liderado pelos social-democratas de Centro-Esquerda, anunciou mais uma vez planos para implementar uma proibição nacional da transmissão pública da chamada islâmica para a oração por meio de altifalantes. Esta é a terceira vez que o governo de Centro-Esquerda tenta proibir a chamada para a oração.
O ministro da Imigração e Integração, Morten Bødskov, afirmou que o governo está a investigar um arcaboiço legal para proibir chamadas amplificadas para a oração em mesquitas. “O chamado para a oração não deve ecoar pelos telhados dinamarqueses. Não tem lugar na Dinamarca; ninguém a andar pelo país se deveria perguntar se está num subúrbio de Islamabad”, disse ele à imprensa.
No entanto, esta é a terceira tentativa do partido governante, tendo as tentativas anteriores em 2020 e 2025 falhado. Será que a terceira vez será a de sorte?
Um dos principais obstáculos é que a lei dinamarquesa protege a liberdade religiosa, e qualquer proibição nacional generalizada de chamadas amplificadas para a oração suscita preocupações sobre a violação dos direitos dos muçulmanos. O governo precisava de investigar se tal proibição resistiria ao escrutínio legal, considerando o equilíbrio com o direito dos residentes a um ambiente tranquilo. Esforços anteriores foram paralisados ​​durante esse processo de revisão, sem avançar para uma legislação aplicável.
Além disso, muitas áreas do país já proibiram a chamada para a oração, como a maior cidade, Copenhaga. Estas áreas conseguiram isto por meio de leis locais de ruído ou regulamentos municipais existentes, reduzindo a urgência de uma lei nacional abrangente. Historicamente, isto tornou mais difícil justificar ou aprovar uma nova estrutura nacional.
Uma tentativa de proibir a chamada para a oração também teria sido interrompida pelas eleições parlamentares, o que levou a uma mudança nas prioridades do governo na altura.
A Dinamarca é provavelmente a Nação escandinava mais hostil à imigração em massa, com os partidos de Esquerda a ser considerados defensores de políticas de Direita sobre o assunto. No entanto, partidos de Direita, que defendem a remigração e medidas ainda mais rigorosas, argumentam que a imigração legal, inclusive de países do Terceiro Mundo e de maioria muçulmana, tem aumentado constantemente sob o governo social-democrata de Esquerda.
O actual ministro da Imigração, Bødskov, é considerado, na verdade, mais "brando" em relação à imigração do que os seus antecessores, como Rasmus Stoklund e Kaare Dybvad Bek, que eram conhecidos pela sua retórica mais dura contra a imigração em massa. As suas declarações públicas incisivas são frequentemente vistas como um posicionamento político necessário para se alinhar à postura rigorosa do partido em relação à imigração, adoptada sob a liderança da primeira-ministra Mette Frederiksen, e não como reflexo das suas opiniões pessoais sobre o assunto.
No entanto, permanece incerto até que ponto Bødskov está disposto a ir ou se este anúncio é apenas uma manobra política. O governo dinamarquês está a analisar a legalidade da medida, incluindo a compatibilidade com as protecções da liberdade religiosa previstas na Constituição. A iniciativa actual visa ir além das regulamentações locais sobre ruído, buscando uma proibição nacional, mas nenhum projecto de lei definitivo foi apresentado ainda, e os detalhes da implementação, como o escopo exacto e as possíveis penalidades, ainda estão em fase de discussão.
Embora este novo esforço se baseie nas políticas de imigração e integração mais rigorosas da Dinamarca, incluindo a recente proibição de véus islâmicos que cobrem todo o rosto, como o niqab e a burca, resta saber se o governo conseguirá implementar esta nova proposta.
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Fonte: https://rmx.news/article/will-denmark-really-ban-the-islamic-call-to-prayer/

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Todo o cuidado é pouco, com o pessoal de Esquerda que lava a cara em águas nacionalistas mas que se calhar não lava o resto... De qualquer modo, é um bom sintoma, em termos democráticos, quando até a Esquerda dominante tem de adoptar políticas «de Direita», deixando à Direita espaço para propor medidas ainda mais direitistas - isto é, novamente, a Democracia a levar água ao moinho do Nacionalismo, o que se traduz no seguinte: a prioridade tribal impõe-se. Sei que a maior parte dos leitores «nacionalistas» do «Movimento» não percebeu a real ponta de um caralho a partir do momento em que eu disse «novamente, a Democracia a levar água», sei muito bem disso, e a sua leitura ainda foi pior quando eu falei em «prioridade tribal», eu sinto no ar a estupidez a centenas de quilómetros de distância, é aliás por o não perceberem que o seu «Movimento» foi sempre a merda que se viu, de casa para as tertúlias com vinte ou trinta gajos num sábado à tarde (vinte ou trinta se estivesse bom tempo, mas não demasiadamente «bom», senão o pessoal ia em vez disso para a praia), das tertúlias para o café, do café para uma manifestação ocasional com vinte ou trinta gajos, os do costume, e daí não passava. Ficava-se numa posição de «vitória» moral de quem se acha superior ao «povinho» e declarava-se que «isto» só «ia lá» à lei da bala!, como no saudoso 28 de Maio!, golpe dado pelos garbosos militares portugueses!, mas ai! que o 25 de Abril também foi dado pelos garbosos militares portugueses, mas a esses chama-se «traidores!», ou seja, os militares nascidos no período mais podre da monarquia é que eram bons, enquanto os militares nascidos e criados no Estado Novo, a ouvir e a bradar «Quem manda? Salazar, Salazar, Salazar!», e a marchar na Mocidade Portuguesa, esses foram todos uns traidores, ou uns cobardes, uma vez que não houve qualquer contra-golpe militar... Claro que, com uma mentalidade destas, nunca se iria a lado nenhum (de jeito), excepto ao café da esquina, que já não é muito mau, mas não dá, só por si, para salvar a Pátria. É pela via da Democracia que se consegue o óbvio - o despertar e o convocar da atenção do Povo, como agora se está a fazer em Portugal pela via de um gajo que é de fora do «Movimento» Nacionalista, e está já a dar frutos por cá, tal como também dá frutos na Dinamarca, o que não significa que o combate tenha acabado, pelo contrário, continua, e implica vigilância a tempo inteiro, para verificar se alguns frutos não são traiçoeiros ou venenosos, como pode ser o caso em epígrafe, logo se vê.