domingo, maio 03, 2026

DIA DA MÃE EM MAIO, MÊS DE MAIA, DEUSA DA TERRA NA ROMA ANTIGA...


Dia da Mãe em Maio, mês de Maria... coincidentemente, Maio é o mês de Maia, antiga Deusa romana da terra, da Primavera, da Fertilidade...

8 Comments:

Anonymous Zédias said...

"Dia da Mãe em Maio, mês de Maria... "

E também possui bastantes parecenças com as divindades Mari, Amalur e Maju do panteão basco.

Panteão basco que, diga-se, não está tão bem documentado como outros panteões indoeuropeus, provavelmente pelo seu carácter não indoeuropeu:
- Mari é geralmente descrita como sendo a principal divindade, cujo reino são as montanhas e cavernas do Euskal Herria, e que foi sincretizada no cristianismo como sendo a Virgem Maria.
- Amalur seria a personificação da Máe Terra, de onde tudo surge e para onde tudo retorna e mãe de Eki/Eguzki, deusa do Sol, e de Ilargi/Ilazki, deusa da Lua.
- Maju é um dos nome associados a Sugaar ou Sugoi, consorte de Mari, que é um dragão ou serpente alada de fogo, associada aos trovões e às tempestades, e cujo símbolo é o lábaro ou lauburu (suástica basca de 4 cabeças, Lau=Quatro, Buru=Cabeça)
- Urtzi ou Ortzi seria um deus associado ao céu e aos trovões, cuja existência é especulada por alguns estudiosos.

E já que se falou na cristianização de Mari, também outras divindades bascas sofreram na pele com a vinda do cristianismo: no panteão basco havia os Jentiliak, gigantes construtores dos dólmenes e dos menires que teriam existido antes dos humanos. Um dia os Jentiliak viram uma luz a aparecer no Céu e perguntaram ao mais velho deles o que é que aquilo significava, sendo que a resposta que obtiveram foi que a luz significava a vinda de Kixmi (Cristo, representado como sendo um macaco) e o fim da raça deles. Após terem ouvido isto decidiram abandonar a superfície refugiando-se dentro de Amalur, a Mãe-Terra, para nunca mais voltar. Somente dois deles ficaram: o Basajaun, rei das florestas, e o Olentzero, sincretizado como São Nicolau/Pai Natal basco.

Da mesma maneira que São Patrício expulsou as cobras (pagãos/divindades pagãs) da Irlanda, o advento de Kixmi expulsou os Jentiliak para o subsolo basco!

https://lurkaia.com/en/dioses
https://golocalsansebastian.com/basque-mythology/
https://lurkaia.com/en/leyenda-jentiles-kixmi
https://mitologiadevasconia.amaroa.com/personajes-mitologicos-de-vasconia/mari
https://aunamendi.eusko-ikaskuntza.eus/en/kixmi/ar-54691/be-1/#

5 de maio de 2026 às 01:02:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«Jentiliak» faz lembrar «gentio», por coincidência ou não, mas é interessante essa história dos gigantes «das origens», recorda-me uma obra dos anos sessenta, «Os Gigantes e o Mistério das Origens», que se centrava precisamente na crença de que antigos Gigantes tinham construído os megálitos.
É curiosa, por outro lado, a semelhança do alegado teónimo Urtzi ou Ortzi com o nome que há poucas décadas se deu ao indivíduo pré-histórico encontrado no norte de Itália, Otzi, por vezes Ortzi em contexto noticioso, nome que lhe foi dado por ter sido encontrado nos Alpes de Ötztal, perto da fronteira entre a Áustria e a Itália. Pode tratar-se de mera semelhança superficial ou, quem sabe, não sou linguista, pertencer a um substrato linguístico ocidental europeu pré-indo-europeu, do qual o Basco é o último reduto.

Quanto ao nome de Mari, pode bem ser uma aquisição onomástica à posteriori, por mistura de folclore com novas referências cristãs, embora também seja verdade que designar a mãe como «Ma...» parece mais ou menos universal, devido talvez aos primeiros movimentos labiais das crianças.

5 de maio de 2026 às 14:13:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

Sim, a palavra Jentiliak/Jentilak (e provavelmente há mais versões de escrita do nome nos dialectos bascos) pode bem ter vindo do latim "gentilis", termo usado pelos cristãos para se referirem a populações locais não-cristãs! Provavelmente esses gigantes teriam outro nome em euskera que foi perdido quando o mito se cristianizou.
O problema da mitologia basca é precisamente este. Há muito poucos registos antigos e os que há são do tempo do cristianismo, claramente enviesados a seu favor. Os Mairuak, por exemplo, também seriam gigantes construtores de dólmenes e de círculos e poderão estar na origem das lendas das mouras e dos mouros. Depois também tens o Tartalo, que é um ciclope gigante cujo nome é bastante semelhante ao Tártaro grego onde os ciclopes foram presos.


Não conhecia essa obra, obrigado pela referência! Havia um livro também dos anos 60 ou 70, "Os Sobreviventes da Atlântida" de Juan Atienza, que mencionava os gigantes. Curiosamente o autor também reparou nessa semelhança Jentilak-Gentio, bem como nos nomes de várias localidades bascas (Loyola, por exemplo) que poderiam ter vindo de Lugh, divindade celta. Além disso ele lança a hipótese de que os dólmenes seriam não só túmulos, mas templos antigos das religiões ditas pagãs.

Quanto a Otzi, que diga-se de passagem tem como parentes mais próximos vivos os sardos, essa semelhança é um bom argumento a favor da teoria do substrato basco na Europa Ocidental. Mais ainda, há duas palavras em basco que levantam também muitas suspeitas: otso (lobo) e hartz (urso), esta última bastante parecida com arth (urso em galês). E a associação de animais como o lobo ou o urso a deuses é bem conhecida.

Em relação ao nome de Mari, sim, é uma hipótese, e para a palavra pai também acontece o mesmo.




https://goierriturismo.com/en/tag/mitologia-vasca-en/
https://en.wikipedia.org/wiki/Mairu
https://www.reddit.com/media?url=https%3A%2F%2Fi.redd.it%2Ff71v2gpojpg11.png
https://i.imgur.com/tDjKrmW.png
https://www.discovermagazine.com/otzi-the-iceman-and-the-sardinians-4878

5 de maio de 2026 às 19:21:00 WEST  
Blogger Lol said...

por isso mesmo deviam estudar os bascos sao os unicos nativos europeus pre aryas que restaram..

6 de maio de 2026 às 00:45:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Viu isto, Caturo?

https://x.com/AGDugin/status/2051760588850602469?s=20


6 de maio de 2026 às 03:06:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

Na verdade não, caro "Lol".

Do ponto de vista linguístico há outros povos, como por exemplo alguns urálicos (Sámi, Finlandeses) e muitos povos do Cáucaso (georgianos, chechenos, circassianos, abecazes, lazguinos, etc) que já viviam nas suas regiões antes dos indoeuropeus lá chegarem.
E mesmo do ponto de vista genético os bascos possuem mais dna ariano do que por exemplo os sardos, apesar de estes últimos do ponto de vista linguístico serem árias.

Lá está, lingua e genética não estão nunca correlacionadas a 100%, embora se consiga ver certos padrões. Um português e um castelhano estão geneticamente mais próximos de um basco mesmo que as línguas não sejam da mesma família do que de um russo indoeuropeu. Vale o mesmo para os húngaros, mais próximos geneticamente dos seus vizinhos indoeuropeus do que dos seus parentes linguisticos transurálicos.

E já que se falou no basco, descobri que há uma linguista chamada Juliette Blevins que propõe que o euskera e o proto-indoeuropeu teriam um antepassado linguístico comum há cerca de 10000 anos atrás. A ser verdade, isso iria justificar o facto misterioso de os bascos serem dos povos europeus com mais R1B, tantas vezes associado aos indoeuropeus.

https://www.reddit.com/media?url=https%3A%2F%2Fpreview.redd.it%2Fthe-amount-of-genetic-indo-european-yamnaya-impact-on-v0-05cijic6eec71.jpg%3Fauto%3Dwebp%26s%3D8b1a09d66e5890dd15a1624b47258f8beaa1fb39
https://www.researchgate.net/figure/Distribution-of-the-Yamnaya-genetic-component-in-the-populations-of-Europe-data-taken_fig2_318751121

7 de maio de 2026 às 00:06:00 WEST  
Blogger Lol said...

esses povos do caucaso lembram mais asiaticos idem os povos do artico..

7 de maio de 2026 às 19:08:00 WEST  
Blogger Lol said...

sim pre aryas eram boreanos igual os aryas..

7 de maio de 2026 às 19:09:00 WEST  

Enviar um comentário

<< Home