UE - COMITÉ DO PARLAMENTO EUROPEU VOTA LINHA MAIS RIGOROSA COM ENTRADA DE ALÓGENOS
A Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos do Parlamento Europeu votou na Lunes pela adopção de uma linha mais rigorosa em relação aos requerentes de asilo.
O comité votou por 41 a 32, com uma abstenção, a favor da implementação de um quadro único para lidar com nacionais de países terceiros que se encontram ilegalmente em Estados-membros da União Europeia.
A maioria foi formada pelo Partido Popular Europeu (PPE) juntamente com grupos de Direita, incluindo os Conservadores e Reformistas Europeus (ECR), os Patriotas pela Europa (PfE) e o grupo Europa das Nações Soberanas (ESN).
Parlamentares dos grupos Socialistas e Democratas, Renovar a Europa, Verdes e da Esquerda opuseram-se à medida.
A regulamentação proposta introduziria o reconhecimento em toda a UE das decisões de retorno, o que significa que os imigrantes que recebessem ordem de deixar um Estado-Membro poderiam ser deportados por outro. Também ampliaria o uso da detenção enquanto as deportações são organizadas, permitindo períodos de detenção de até 24 meses.
Além disso, o texto abre a possibilidade de centros de deportação em países terceiros, ao abrigo de acordos com os Estados da UE, e introduz proibições de entrada e medidas de fiscalização mais rigorosas.
A eurodeputada francesa Marion Maréchal saudou a votação, afirmando: “A UE está finalmente a retomar o controlo da sua política migratória. Hoje, o Parlamento Europeu votou na Comissão das Liberdades Cívicas a sua posição sobre o regulamento de retorno, o que facilitará consideravelmente a detenção e a expulsão de imigrantes ilegais ou de requerentes de asilo rejeitados.”
Maréchal acrescentou que a votação demonstrou que uma nova coligação de Direita foi decisiva na definição da política migratória da UE. "Mais uma vez, a coligação de Direita, incluindo o nosso grupo ECR, é a força fundamental, que também inclui o PPE, os Patriotas e os Soberanos, e prevaleceu sobre a Esquerda."
O eurodeputado sueco Charlie Weimers afirmou que a votação poderá levar a uma aplicação mais rigorosa das decisões de deportação. "Em breve, mais deportações de pessoas que não pertencem à Europa tornar-se-ão uma realidade", disse ele.
Em comunicado de imprensa da ECR após a votação, Weimers citou dados da Comissão Europeia que revelaram que apenas 20% dos requerentes de asilo rejeitados, "que recebem uma decisão de retorno, são de facto devolvidos". “Durante muito tempo, o debate europeu concentrou-se em procedimentos ineficazes em vez de alcançar resultados. Um sistema de retorno que funcione na prática é essencial para manter a confiança pública no sistema de asilo europeu”, acrescentou.
A eurodeputada polaca Ewa Zajączkowska-Hernik também celebrou o resultado. "Que alegria depois da votação da comissão do Parlamento Europeu a favor de regulamentos que permitem um retorno mais eficaz de imigrantes ilegais da UE", afirmou. “O ‘Regulamento que estabelece um sistema comum para o regresso de nacionais de países terceiros que se encontrem ilegalmente na UE’ é mais uma vitória da Direita no Parlamento Europeu. A segurança dos cidadãos é primordial”, acrescentou.
A medida seguirá agora para votação no Parlamento Europeu, antes que as negociações possam começar com o Conselho Europeu.
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Fonte: https://rmx.news/article/european-parliament-committee-backs-tougher-asylum-return-rules-in-right-wing-migration-win/
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Confirma-se: quanto mais Democracia na UE, mais travão à entrada de alógenos, porque quanto mais democrática for a sociedade, mais faz a vontade popular, e a vontade popular é contrária à imigração.
A Democracia é por isso aliada do Nacionalismo.


13 Comments:
E ainda existem alguns, supostamente do meio nacional/identitário que querem que Portugal saia da UE, se calhar gostam é de ainda mais ligações à CPLP.
«Confirma-se: quanto mais Democracia na UE, mais travão à entrada de alógenos, porque quanto mais democrática for a sociedade, mais faz a vontade popular, e a vontade popular é contrária à imigração.
A Democracia é por isso aliada do Nacionalismo.»
É isto, no essencial. É por isso que umas das grandes batalhas do nacionalitas europeus deve ser conceder ainda mais poder ao PE. Tornar o PE mais poderoso blindará a UE no seu todo contra os antidemocratas imigracionistas.
Caturo, tens algum comentário a fazer á ultima ação do Afonso Gonçalves no Martim Moniz com a bandeira? Presumo que já viste.
Cheira-me que o rapaz não vai estar muito mais tempo em liberdade, os maçons e simpatizantes não vão continuar a permitir que um rapazinho denuncie a traição.
https://iranwire.com/en/news/150521-new-york-post-us-intelligence-says-mojtaba-khamenei-likely-gay/
«Presumo que já viste»
Penso que sim, que vi esse, e acho que é um bom trabalho.
Claro que é bem possível aparecer algum «abaixo-assinado» para o silenciar, mas logo se vê, enquanto o pau vai e vem, folgam as costas, e talvez o Chega se mova caso isso aconteça, e a elite tem medo do barulho que o Chega possa fazer, porque sabem que chega ao povo...
«É por isso que umas das grandes batalhas do nacionalitas europeus deve ser conceder ainda mais poder ao PE.»
Muito bem visto. Agora explicar isso ao pessoal militantemente anti-UE não será rigorosamente nada fácil, para usar um eufemismo...
« se calhar gostam é de ainda mais ligações à CPLP.»
Podes ter a certeza de que alguns gostam mesmo disso, e nem sequer o escondem muito. Há nesses meios, por exemplo, muito mais simpatia por Bolsonaro do que por Marine Le Pen, não é por acaso, mas sim por todos os motivos e mais alguns. A mentalidade anti-democrática que ainda existe nesse meio cria muito mais proximidade para com uma «Direita» terceiro-mundista do que para com um movimento nacionalista democrático europeu.
Outros gostariam mais de uma ligação à Rússia, e se Portugal se transformasse numa Bielorrússia, Estado-fantoche de Putin, isso não os incomodaria muito, até gostavam...
«explicar isso ao pessoal militantemente anti-UE não será rigorosamente nada fácil, para usar um eufemismo...»
Tens toda a razão neste capítulo. Eu próprio tenho tentado alterar o meu discurso, ao criticar a Comissão, para não misturar CE com PE. É preciso deixar bem claro aos críticos da UE que o problema não é a UE em si, mas sim a forma como a UE opera neste momento. A UE é inteiramente desejável. No caso de um país pequeno como Portugal, é até imprescindível. Num mundo onde a China e a Índia ameçam rivalizar com os EUA, não é realista pensar que Portugal poderia sobreviver muito tempo fora da UE.
marine le pen bozo trump essa direita do hemisferio e muito fraquinha ate o bukele e mais forte nem jus soli eles atacam..
« nem jus soli eles atacam»
A Marine Le Pen não apoia o Ius Soli, pelo contrário.
como anglo jews sao espertos acusar homofobicos de serem gays enrustidos uma tatica bem woke..
«não é realista pensar que Portugal poderia sobreviver muito tempo fora da UE.»
Exactamente. Nem para a Alemanha e para a França é realista, quanto mais para Portugal...
Aliás, alguns dos anti-UE sabem disso e o que querem mesmo é juntar Portugal aos PALOPS, ou a um Brasil bolsonarista, ou então uma ligação (subordinação) à Rússia putineira. Esse pessoal até com a China preferia estar ligado se pudesse escolher entre Bruxelas e Pequim.
e achas certo haia julgar o duterte por combater drogados enquanto o obama ganhou nobel da paz por matar pessoas em outros continentes?
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