terça-feira, março 10, 2026

SOBRE O MAIS ANTIGO TEMPLO CONHECIDO



Sobre uma colina conhecida como Göbekli Tepe (“colina barriguda”, em Turco), no sudeste da Turquia, ergue-se uma das descobertas arqueológicas mais surpreendentes das últimas décadas.
Não se trata de uma cidade, mas sim de um conjunto de estruturas monumentais construídas há mais de 11000 anos, durante o Neolítico pré-cerâmico, que revolucionou tudo o que sabíamos sobre as origens da civilização.
As escavações arqueológicas na Turquia começaram sob a direcção do arqueólogo alemão Klaus Schmidt, que o descreveu como o primeiro templo do mundo, um lugar de culto muito anterior às pirâmides do Egipto ou a Stonehenge, em Inglaterra.
Para Schmidt e outros especialistas, Göbekli Tepe demonstra que a espiritualidade e a organização ritual precederam a agricultura e a vida sedentária, invertendo a lógica que até então era aceite.
O sítio é formado por círculos concêntricos de enormes pilares de pedra calcária em forma de “T”, alguns com até cinco metros de altura e mais de 10 toneladas de peso.
Estas colunas impressionam tanto pelo seu tamanho como pelos relevos esculpidos, que representam animais como raposas, javalis, abutres e serpentes, bem como símbolos abstractos.
Acredita-se que estas imagens tinham um significado ritual ou mitológico, embora a sua interpretação continue a ser alvo de debate entre os especialistas.
O mais desconcertante é que, numa época em que ainda não existiam ferramentas de metal nem a roda, comunidades de caçadores-recolectores conseguiram mover, talhar e erguer estes blocos de pedra com uma planificação e cooperação social extraordinárias.
Por essa razão, Göbekli Tepe revela que os vínculos espirituais e religiosos poderão ter sido o motor que levou os primeiros grupos humanos a organizarem-se e, em última instância, a lançar as bases da civilização.
As escavações demonstraram que Göbekli Tepe nunca foi usado como espaço doméstico: não há vestígios de habitações permanentes, mas há evidências de banquetes coletivos, rituais e sacrifícios.
Os arqueólogos acreditam que poderá ter funcionado como um santuário de encontro para diferentes grupos nómadas da região, um local de peregrinação onde se reforçavam os laços sociais e se partilhavam crenças comuns.
O sítio encerra ainda um mistério adicional: por volta de 8000 a.C., as estruturas foram enterradas intencionalmente sob toneladas de terra e detritos. Desconhece-se o motivo, mas este acto foi o que permitiu a sua conservação excepcional até à redescoberta moderna. 
Actualmente, apenas uma parte foi escavada; estima-se que mais de 80% do local permaneça por explorar, prometendo futuras revelações.
O seu valor patrimonial reside não apenas na antiguidade, mas também no impacto que teve na compreensão da pré-história. Antes de Göbekli Tepe, acreditava-se que os templos surgiram após a consolidação das sociedades agrícolas. Esta descoberta inverte a hipótese: foram os espaços rituais que impulsionaram a cooperação em grande escala e, com ela, o desenvolvimento de comunidades mais estáveis.
Reconhecido pela UNESCO e declarado Património da Humanidade em 2018 por ser um testemunho excepcional da criatividade e espiritualidade humanas, Göbekli Tepe tornou-se um ponto de referência mundial. 
Além disso, a Turquia protegeu o local com estruturas modernas de conservação e um centro de visitantes que aproxima o público do fascínio destas pedras ancestrais.
Para além da arqueologia, Göbekli Tepe desperta uma atracção cultural e quase mítica. O espaço tem sido descrito como “o lugar onde nasceu a religião” e “o berço dos Deuses”, reforçando a ideia de que foi nesta colina que começou um novo capítulo da humanidade: a transição de simples grupos nómadas para comunidades organizadas por um propósito comum.
*
Fonte: https://www.msn.com/pt-pt/financas/casas/o-mist%C3%A9rio-de-g%C3%B6bekli-tepe-o-templo-que-mudou-a-hist%C3%B3ria-da-humanidade/ar-AA1RZfhV?ocid=msedgdhp&pc=U531&cvid=a66f998501c646b3fa3c8ef90294945f&ei=62&fbclid=IwY2xjawQdh9xleHRuA2FlbQIxMABzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeKhXR_4bR__vksXL_zTiCQOl5M2a70scztvH7IR0X2CJukn9ie6VCJKzWFK0_aem_jvE4JaFv2v6LR-l42OQjFA#image=6#comments

* * *

Quanto mais se sabe do passado, mais se confirma o que disse Plutarco há mil e novecentos anos: «Se viajarmos pelo mundo, é possível encontrar cidades sem muralhas, sem escrita, sem reis, sem riqueza, sem moeda, sem escolas e sem teatros; mas uma cidade sem um templo, ou que não pratica culto religioso, oração ou algo análogo, nunca ninguém viu.»

De notar que é desta grande região, a Ásia Menor ou Anatólia, uma das três principais componentes genéticas da população europeia, a dos chamados Agricultores do Neolítico Anatólicos, constituindo, ao que tudo indica, cerca de cinquenta por cento da composição genética dos Portugueses.
Nota - não são turcos, evidentemente, que os Turcos só por lá se impuseram há meros quinhentos anos...


18 Comments:

Blogger Lol said...

na verdade 95% do dna turco ou mais e pre turaniano so poucos % e dna de escravos negros e elite turaniana invasora o substrato arya e forte la..

11 de março de 2026 às 13:58:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

Partido Chega contra a Substituição Populacional na Futurália:

https://x.com/franciscotrad_/status/2032101116519895195
https://www.youtube.com/watch?v=rNrsNpMkRl8

12 de março de 2026 às 18:46:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

Fui com vontade de estudar o básico de turco após ver essa publicação. Devo ser maluco mesmo

16 de março de 2026 às 18:24:00 WET  
Anonymous Zédias said...

Não são turcos, mas também não serão árias. E também não me parece que fossem sumérios, talvez falassem uma língua das inúmeras famílias que se extinguiram na Anatólia, como Hurro-Urarta, Kaskian, Kassita, Hattita ou Gutian, que curiosamente há quem as tente ligar a famílias contemporâneas como a do Georgiano ou do Circassiano ou até mesmo do Checheno.

Por falar em turcos, Caturo, sabias que os Bashkir que são parentes dos Turcos mas que vivem na zona do Volga/Urais têm uma percentagem maior de R1B do que a dos grupos étnicos vizinhos que os rodeiam? É como os arménios. E já agora, sabias que há uma teoria que os liga aos bascos (basco terá originado bashkir???) que foram supostamente o povo no qual o R1B se originou.

https://mixedgenes.eu/wp-content/uploads/2017/08/haplogroup-R1b.jpg

17 de março de 2026 às 16:22:00 WET  
Blogger Caturo said...

«sabias que os Bashkir que são parentes dos Turcos mas que vivem na zona do Volga/Urais têm uma percentagem maior de R1B do que a dos grupos étnicos vizinhos que os rodeiam?»

Pode ser o resultado de conquistas relativamente recentes... os próprios turcos da Turquia são maioritariamente de constituição genética não turca e sim anatólica...


«É como os arménios.»

Sim, mas esses são indo-europeus, atenção, é natural que tenham muito R1B.


«E já agora, sabias que há uma teoria que os liga aos bascos (basco terá originado bashkir???) que foram supostamente o povo no qual o R1B se originou»

Isso é que já é magna complicação. O R1B tem sido dado como a linhagem tipicamente indo-europeia ocidental mas os Bascos não são indo-europeus.

17 de março de 2026 às 18:56:00 WET  
Blogger Lol said...

wokes vao alegar que eram negros pois o gene claro so surgiu ha mil anos e magicamente se espalhou ou nunca existiu visto que brancos sao uma ilusao de otica so existem negros e so eles sao diversos..

17 de março de 2026 às 19:07:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

*Fiquei

17 de março de 2026 às 20:02:00 WET  
Anonymous Zédias said...

"Sim, mas esses são indo-europeus, atenção, é natural que tenham muito R1B."

Linguisticamente sim, geneticamente nem tanto. Vê este mapa: https://www.reddit.com/r/illustrativeDNA/comments/1lm5rx0/global_map_of_all_indo_european_dna/

Aliás no comentário das 16:22 falei dos Urartus e o Reino de Urartu situava-se precisamente no território que hoje é a Arménia. E o seu desaparecimento coincide com o aparecimento da Satrapia da Arménia. Ou seja, dá ideia que houve uma espécie de "language switch" com os Urartus a adotarem uma certa lingua indoeuropeia e a transformarem-na no arménio (e hoje os arménios ainda consideram os urartus como seus ancestrais, um pouco à semelhança dos turcos com os hititas).
E se fores a ver não é caso raro esses tipos de "language switch":
- o castelhano tem a mesma fonética do basco (5 vogais) e terá surgido na Região de La Rioja (faz fronteira com o Euskadi) após os habitantes terem adoptado a variante latina da época e terem-na transformado no castelhano com algumas influências do basco (a palavra izquierda vez do basco esker)
- o azeri que se fala hoje no Azerbaijão é uma variante turca imposta pelos Otomanos, que por sua vez substituiu o antigo azeri que era uma língua irânica indoeuropeia
- os malteses falam uma língua afroasiática, descendente do árabe, mas com muita mistura de léxico italiano. Mas não são descendentes de árabes que se estabeleceram na ilha, apenas adotaram a língua deles e são muito semelhantes aos sicilianos do ponto de vista genético.

"O R1B tem sido dado como a linhagem tipicamente indo-europeia ocidental"

Pois é. Eu vi em tempos uma teoria que explicava o R1B como tendo sido introduzido pelos celtas na Ibéria pela linha patrilinear há 4000 anos, quando houve um genocídio na Península no qual os homens autóctones morreram todos e as mulheres sobreviveram: https://www.nationalgeographic.com/science/article/ancient-iberians-dna-from-steppe-men-spain

Ou seja, homens celtas casaram-se com mulheres iberas/bascas (ainda está por determinar a relação entre o ibero e o basco/aquitano mas sinceramente acho que serão no mínimo da mesma família) o que levaria a que houvesse a tal percentagem elevada de R1B nos homens bascos. E também explicaria a teoria da vasconização tardia, que sugere que as zonas de Bilbao, Gasteiz, Donostia teriam sido habitadas primeiro por celtas e depois por bascos vindos de Navarra e da Aquitânia.

"mas os Bascos não são indo-europeus."

Nem linguisticamente nem geneticamente, de acordo com o mapa do link acima. E é precisamente por causa deles e dos arménios que digo que o R1B tem mesmo de ser basco.
O R1B predomina na Europa Ocidental atingindo o pico nos Bascos. Depois seguem-se os povos celtas também com alta %, e vai diminuindo à medida que nos afastamos para os Balcãs e para a Europa de Leste. Só tem aqueles episódios esporádicos nos Bashkir e nos Arménios, porque de resto é muito pouco nos outros povos.

18 de março de 2026 às 00:36:00 WET  
Anonymous Zédias said...

(cont)

"Isso é que já é magna complicação."

Verdade. É que genética e língua nem sempre estão correlacionadas a 50%, quanto mais a 100%. Já se viu o caso dos turcos e também poderia indicar o dos húngaros, que em nada se assemelham aos seus parentes trans-urálicos Khanty e Mansi, ou dos indianos árias mas com forte influência genética dravidiana.

Eu até tenho uma teoria que poderá explicar isso do R1B: há cerca de 40000 anos atrás houve uma erupção dos Campos Flégreos em Itália que terá provocado a extinção dos Neandertais e um aquecimento do planeta, em especial da Europa. O mar subiu, o gelo derreteu e puderam haver migrações da Eurásia para a Europa de portadores do haplogrupo R.
Mas 5000 anos depois o clima voltou a esfriar e há 30000 anos atrás as geleiras voltaram a cobrir a Europa e isso coincide com a separação do R1B e do R1A: o R1B ficou confinado à Ibéria, o R1A ficou pelas estepes da Rússia e Ucrânia. Por sua vez o haplogrupo I (aparentemente o original da Europa) ficou-se pelos Balcãs e Península Itálica (que naquele tempo estavam ligados) , o haplogrupo G (comum nos georgianos) terá ficado confinado ao Cáucaso/Anatólia e o haplogrupo N (proveniente da Sibéria e comum aos povos urálicos) ou terá migrado de volta para a Ásia ou coexistiu com o R1A.

Quando a Idade do Gelo acabou, recolonizou-se a Europa. Povos vindos da Ibéria falantes de ibero/basco colonizaram a Europa Ocidental (o que explicaria a teoria do substrato basco nas línguas celtas), povos vindos dos Balcãs e Itália colonizaram a Europa do Norte (teoria do substrato germânico) , enquanto que os povos das estepes (R1A e N) ocuparam a zona do Báltico e da Europa de Leste.

Aliás, se fores a ver os nórdicos germânicos, os albaneses, os bósnios, os sérvios e os sardos falam todos uma língua indoeuropeia mas têm haplogrupo I. E os sardos são dos menos indoeuropeus da Europa do ponto de vista genético.

E isso explica também porque é que a nível de aparência os portugueses, os galegos, os castelhanos, os catalães, os franceses, os occitanos estão mais próximos dos bascos do que dos russos e dos ucranianos.

https://en.wikipedia.org/wiki/Vasconic_substrate_hypothesis
https://en.wikipedia.org/wiki/Germanic_substrate_hypothesis
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f8/Human_Y-DNA_phylogeny_and_haplogroup_distribution.png

18 de março de 2026 às 00:43:00 WET  
Anonymous Zédias said...

E esta questão toda do R1B lembrou-me que a realeza egípcia também possuía esse haplogrupo. E se tivermos em conta que os celtas, grandes possuidores de R1B, estiveram no Egipto como mercenários, e que há lendas como a da princesa Scota, descendente de faraós que migrou para a Irlanda e é considerada como uma ancestral dos Gaélicos, isso não é de estranhar.

18 de março de 2026 às 00:49:00 WET  
Blogger Caturo said...

«a realeza egípcia também possuía esse haplogrupo.»

Pode ter a ver com um contacto com os Hititas e uma troca de filhos ao mais alto nível, ou, mais provavelmente, com o tempo em que os de Mitani e os Hicsos estiveram no norte do Egipto. Consta, entretanto, que pode ter havido contaminação no laboratório suíço onde isso se descobriu, cuidado.
Atenção que os Celtas são muito posteriores.

18 de março de 2026 às 13:48:00 WET  
Blogger Caturo said...

«dá ideia que houve uma espécie de "language switch" com os Urartus a adotarem uma certa lingua indoeuropeia»

Sim, mas essa mudança fez-se com migrações, logo, populações. O elemento genético dito indo-europeu não é maioritário na Arménia, tal como, aparentemente, também não é maioritário na Europa meridional (se ainda for identificado apenas com os migrantes das estepes, o que é discutível, o Colin Renfrew dizia que o Indo-Europeu começou a entrar na Europa desde o Neolítico, com os agricultores da Anatólia), mas, no mapa que trouxeste, onde está praticamente ausente é na Geórgia, enquanto é relativamente abundante logo a leste, no Daguestão (que também não é linguisticamente indo-europeu).

O que dizes do Castelhano é muito curioso, dá ideia de que achas que, na origem, seriam Bascos que adoptaram a língua latina, ao passo que os outros Bascos continuaram fiéis ao idioma pré-romano, não indo-europeu. Aparentemente, o cerne de Castela é a Bardúlia, ou terra dos Várdulos, os quais seriam basicamente célticos, mas também há forte possibilidade de que fossem uma secção dos Bascos, sim. Todavia, algo os deve ter feito mudar de idioma, provavelmente uma ocupação romana mais abundante do que a leste.

Quanto aos Malteses, são de uma região tipicamente mediterrânica e, considerando que não houve extermínio populacional na ilha, não surpreende que tenha afinidade genética com a Sicília, mas, novamente, o idioma não cai do céu nem se escolhe ao acaso, deve ter lá havido forte influência árabe, tal como na Turquia também houve grande poderio dos Turcos propriamente ditos antes de serem absorvidos pela população greco-romano-lídio-frígio-hitita, etc..

Não deixa de ser verdade que a língua nem sempre corresponde à genética, sendo disso outro exemplo, ou mais um par de exemplos gritantes, a Finlândia e a Estónia, que, não sendo indo-europeias em termos linguísticos, são entretanto dois dos Povos da Europa com mais contributo genético dito das estepes, o indo-europeu, ainda que, por outro lado, está por averiguar o que é de facto o indo-europeu, se o Povo das Estepes é a mistura dos Caçadores-Recolectores do Cáucaso (CRC) com os Caçadores-Recolectores do Leste (CRL), ou talvez com os Antigos Eurasianos do Norte (AEN), e parece que afinal o idioma indo-europeu propriamente dito vem do Cáucaso, e se calhar o que Finlandeses e Estónios mais têm é do outro lado, dos CRL, ou dos AEN.

18 de março de 2026 às 16:46:00 WET  
Blogger Caturo said...

«E é precisamente por causa deles e dos arménios que digo que o R1B tem mesmo de ser basco.»

Como assim, se o Arménio está mui longe do Basco e no entanto também tem R1B?
Repara nisto - não apenas na área do Cáucaso mas também no leste da Rússia europeia, ou já para além dos Urais:
https://es.wikipedia.org/wiki/Haplogrupo_R1b_del_cromosoma_Y#/media/Archivo:Haplogrupo_R1b_(ADN-Y).png

18 de março de 2026 às 16:50:00 WET  
Anonymous Zédias said...

(Resposta ao comentário do Egipto)

Não sabia dessa da contaminação.


(Resposta ao comentário de 18 de março de 2026 às 16:46:12 WET)

Sim, eu já vi duas teorias sobre a origem dos árias, Anatólia ou Rússia/Ucrânia.

Sobre o Daguestão e a Geórgia, a Geórgia está entrincheirada entre o Cáucaso Norte e o Cáucaso Sul o que lhes confere algum isolamento. O Daguestão e a Chechénia estão acima do Cáucaso Norte e eram fáceis de invadir pelo Norte pelos árias, daí haver mais miscigenação. Aliás não é por acaso que dos vários povos do Cáucaso pertencentes à Rússia Soviética, nenhum acima do Cáucaso Norte se conseguiu libertar dos russos.

Quanto ao castelhano, é exatamente isso que penso. E nessa lógica o nosso português tem mais sons que o castelhano porque terá surgido a partir da adoção do latim por parte de povos celtas que viviam na Galiza e nas Astúrias (onde a presença basca ou ibera fora inexistente ou extinta há muito).

Sobre os Várdulos, provavelmente seriam celtas que foram invadidos por bascos vindos da Aquitânia/Navarra de acordo com a Teoria da Vasconização Tardia. Agora se os bascos (que mais uma vez mantenho que ou eram iberos ou eram primos linguísticos destes) já viviam lá antes dos Várdulos e foram escorraçados por estes, é a grande questão.

Os Malteses e os Turcos concordo, foi a elite invasora que impôs a sua língua.

Também concordo com isso da língua e da genética que disseste, e sobre os Estónios e os Finlandeses isso em teoria podia sugerir que entre os árias e os urálicos houve miscigenação muito cedo. Aliás, o povo com maior % de cabelos loiros é o Finlandês e o povo com maior % de cabelos ruivos são os Udmurtes, que são urálicos vizinhos dos Bashkir.


(Resposta ao comentário de 18 de março de 2026 às 16:50:19 WET)

O R1B arménio poderá ter surgido de migração de iberos. Aliás, naquela zona havia uma região que era conhecida como a Ibéria do Cáucaso e ainda hoje há quem teorize que bascos, georgianos e arménios têm ligação histórica. Da mesma maneira que os árias entraram na Ibéria após o degelo, os iberos podem ter saído de lá para outra regiões, como a dos Bashkir ou a Arménia.

De qualquer forma foi provada a existência de uma cultura que existia na Ibéria e no Atlas (a cultura iberomaurusiana) que terá surgido na Ibéria e que se expandiu para o Norte de África e talvez para outros sítios. Por exemplo, nesse teu mapa existe uma enorme quantidade de R1B perto do Lago Chade que provavelmente poderá ter vindo dessa cultura que referi que ao atravessar o Sahara (verde naquela época) lá chegou. E daí podem ter migrado também para a Arménia.

Aliás, uma outra coisa que me leva a teorizar o R1B como sendo basco é o sangue rh negativo. O rh negativo é muito comum na Europa Ocidental e nos Berberes do Atlas não arabizados, e há medida que nos aproximamos da África Subsahariana e da Ásia-Pacifico vai diminuindo até ser inexistente. Os povos celtas e berberes possuem uma % acima da média, mas os recordistas são mesmo os bascos. Ou seja, precisamente nos territórios da teoria do substrato basco ou povoados pelos povos iberomaurusianos.


LINK CABELO RUIVO UDMURTES
https://www.exploreyourdna.com/article/72/the-udmurts-the-red-haired-finno-ugric-people-bridging-east-and-west

LINK IBÉRIA CÁUCASO
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_da_Ib%C3%A9ria

LINK CULTURA IBEROMAURUSIANA
https://en.wikipedia.org/wiki/Iberomaurusian

LINK BERBERES CELTAS E BASCOS
https://www.nature.com/articles/hdy19522.pdf

18 de março de 2026 às 21:15:00 WET  
Blogger Lol said...

mas esses povos aryas tinham haplogrupo r se estavam numa zona j eram so uma elite guerreira se fosse o povao arya teria mudado o y..

19 de março de 2026 às 17:31:00 WET  
Blogger Caturo said...

«não é por acaso que dos vários povos do Cáucaso pertencentes à Rússia Soviética, nenhum acima do Cáucaso Norte se conseguiu libertar dos russos.»

Bem visto, de facto tem sido assim.


«Quanto ao castelhano, é exatamente isso que penso. E nessa lógica o nosso português tem mais sons que o castelhano porque terá surgido a partir da adoção do latim por parte de povos celtas que viviam na Galiza e nas Astúrias (onde a presença basca ou ibera fora inexistente ou extinta há muito).»

É engraçado que há um vídeo muito interessante no YouTube de um galês a falar exactamente nisso, diz ele que o Português tem um forte substrato celta, que se vê nos sons da língua, enquanto o Castelhano não recebeu, segundo ele, a mesma influência celtizante.

20 de março de 2026 às 16:35:00 WET  
Blogger betoquintas said...

Quase perfeito, se não fosse o enorme tropeço ao falar que não são turcos. Bom... dificilmente eram indo-europeus. E como eu fico falando... engraçado como gente que se diz pagão fala em estirpe se ignora história...🤭😏

21 de março de 2026 às 16:06:00 WET  
Blogger Caturo said...

«o enorme tropeço ao falar que não são turcos»

E o antirra favelado que não viesse com o habitual asneiredo. Para ele, só há turcos e indo-europeus, não existe mais nada... mas o que ele não queria era que se dissesse que este Povo arcaico não era turco, porque era melhor poder dizer que «os turcos são muitos antigos e têm o primeiro templo do mundo!!!!», porque isso calhava melhor com a agenda antirra de quem se diz pagão mas é moralmente cristão, ou seja, anti-racista, porque não só ignora História como até ignora... lógica...



22 de março de 2026 às 01:56:00 WET  

Enviar um comentário

<< Home