terça-feira, março 10, 2026

ALEMANHA - AFRICANO DADO COMO «IMIGRANTE MODELO» CORTA ESPOSA AOS BOCADOS

O imigrante eritreu acusado de esquartejar a sua companheira e mãe da sua filha foi, há 10 anos, considerado um "imigrante modelo" por diversos jornais alemães. Estes jornais relataram que ele era um exemplo de como a "integração" poderia funcionar.
Hoje, Asmerom G., de 41 anos, é acusado de ter assassinado brutalmente a própria esposa. Aliás, as autoridades ainda não encontraram a cabeça dela.
Em 2016, os média alemães ainda o elogiavam. O homem da Eritreia tinha conseguido um emprego como auxiliar de electricista numa empresa em Rheinbach, na Renânia do Norte-Vestfália, e concedeu entrevistas sobre ter deixado o seu país natal três anos antes para escapar da perseguição política.
Ele queria cidadania alemã, disse. O seu chefe na altura não hesitou em descrever Asmerom G. como talentoso, confiável e “capaz de tudo”, segundo o jornal Bild.
No entanto, a realidade bateu à porta. Em menos de um ano, Asmerom G. envolveu-se com a justiça. Uma luta resultou em condenação por lesão corporal grave no Tribunal Distrital de Siegburg, que lhe rendeu uma pena suspensa de seis meses.
Ele saiu de Rheinbach e começou a trabalhar como motorista de camião de carga. Em algum momento dessa jornada, fez uma viagem de volta ao seu país de origem — por razões ainda obscuras — e retornou à Alemanha com uma mulher chamada Weghata A., de 31 anos, sua esposa perante a lei da Eritreia. Em 26 de Julho de 2025, ela deu à luz a filha do casal. Três meses depois, Weghata A. estava morta.
O que aconteceu em seguida foi notícia em toda a Alemanha.
A 17 de Novembro, na Autobahn 45, perto de Olpe, uma motorista disse ter visto algo na beira da estrada. Ao investigarem, os polícias encontraram duas mãos femininas decepadas. As equipas forenses compararam as impressões digitais com as de Weghata A., que já tinha sido dada como desaparecida do seu alojamento para solicitantes de asilo em Bona, onde vivia sozinha com a sua filha pequena. Dias depois, o torso de Weghata A. foi recuperado, mas a sua cabeça continua desaparecida.
O bebé foi encontrado no dia anterior, vivo e ileso, abandonado num carrinho de bebé em Hesse, nos arredores do mosteiro de Kröffelbach, em Waldsolms. Um monge encontrou a criança e dois bilhetes manuscritos contendo apenas o seu nome e data de nascimento.
Embora os investigadores tenham identificado rapidamente Asmerom G. como o principal suspeito, ele já tinha embarcado num voo para a Etiópia. Foi preso lá no final de Novembro.
No início de Fevereiro, foi extraditado de volta para a Alemanha, onde agora está em prisão preventiva.
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Fonte: https://rmx.news/article/german-media-labeled-him-a-model-migrant-and-integration-success-but-now-he-is-accused-of-chopping-his-wife-into-pieces/