PORQUE É QUE O ESTADO NOVO NÃO RECONHECEU ISRAEL - PORQUE ERA CAPACHO DA IGREJA E ESTAVA DEBAIXO DO UNIVERSALISMO CRISTÃO
O Estado Novo (ES) nunca reconheceu Israel. Claro - o ES era capacho da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), e a ICAR não reconhecia Israel, e não reconhecia Israel porque a ICAR é universalista e não queria reconhecer aos Judeus um Estado só seu na SUA terra ancestral.
A ICAR era (e se calhar ainda é...) por isso objectivamente inimiga de um Estado Nacionalista, porque o Sionismo mais não é do que o nacionalismo judaico na modernidade.
O papa Pio X disse-o abertamente a Theodor Herzl (pai do Sionismo) numa visita deste judeu ao Estado Papel em 1904:
«Não podemos impedir os Judeus de irem para Jerusalém - mas nunca o poderemos aprovar. O solo de Jerusalém, não foi sempre sagrado, mas foi santificado pela vida de Jesus Cristo. Como líder da Igreja, não lhe posso dizer nada a não ser isto. Os Judeus não reconheceram o nosso Senhor, portanto não podemos reconhecer o Povo Judaico. Assim, se forem para a Palestina e lá se estabelecerem, teremos igrejas e padres prontos para vos baptizarem a todos.»
Houve mais disto. A 22 de Junho de 1943, a ICAR enviou os seguintes pontos à sua delegação apostólica em Washington: «Se a maior parte da Palestina for entregue ao povo judeu, isso representa um duro golpe para os laços religiosos dos católicos com esta terra. Ter o povo judeu como maioria interferiria no exercício pacífico dos direitos na Terra Santa já garantidos aos católicos.»
Mesmo após a fundação de Israel em 1948, o jornal oficial do Vaticano insistiu: «O Israel moderno não é o verdadeiro herdeiro do Israel bíblico. [...] Portanto, a Terra Santa e seus locais sagrados pertencem ao Cristianismo, o verdadeiro Israel.»
Em 1964, durante a histórica visita do Papa Paulo VI a Jerusalém, ele recusou pronunciar publicamente a palavra "Israel", e até mesmo a sua carta de agradecimento ao então presidente Zalman Shazar foi enviada para Telavive, para evitar ser acusado de reconhecer a soberania de Israel em Jerusalém.
Ou seja - em nome de um ideal visceralmente universalista, nega-se a um Povo o direito ao seu território ancestral.
Isto era como se os Portugueses quisessem um dia, daqui a uns séculos, recuperar Portugal só para si mesmos, e algum estrangeiro lhes dissesse: «O quê, o país é vosso?, isso é que era bom!, desde que São Francisco Louçã andou pelos bairros de Lisboa e declarou que a terra portuguesa pertencia ao mundo inteiro!, desde essa altura que o País não é só vosso!»
Depois da queda do Estado Novo, a Esquerda tornou Portugal ainda mais hostil a Israel. Melo Antunes, ministro dos Negócios Estrangeiros, assumiu publicamente posições críticas face à política israelita. Em 1975, Portugal votou favoravelmente uma resolução da ONU a equiparar o sionismo ao racismo – um gesto que o distanciou de muitos países ocidentais e que viria a ser considerado um momento controverso da diplomacia portuguesa.
Só depois é que começou a haver aproximação entre Portugal e Israel, porque o Estado Judaico também tinha um governo socialista nessa altura... e, provavelmente, porque a Esquerda e a Direita democráticas portuguesas queriam revigorar o lugar de Portugal no Ocidente. De uma maneira ou doutra, fez-se alguma justiça.
Continua, todavia, a haver quem ache que Israel deve desaparecer porque sim, porque é mau, e porque «matou Cristo»...
Diante deste veneno espiritual universalista, fortalece-se hoje o apelo étnico mais vital, o da Tribo, que, logicamente, reconhece a um Povo o seu direito étnico anterior e superior a qualquer decreto de cariz anti-étnico.
Por este motivo, todo o nacionalista coerente reconhece aos Judeus a posse integral do território que agora ocupam no Próximo Oriente.
Acresce que o Nacionalista Europeu tem especial interesse ideológico em que Israel continue a existir no sítio onde está hoje - serve de barreira à hoste islamista e pode até servir para democratizar o Irão, Nação ariana, puxando-o assim para o lado ocidental contra os oponentes do Ocidente, além de também poder vir a ser instrumental numa futura libertação nacional dos Curdos, outra Nação ariana, cujo futuro Estado soberano poderia constituir mais um bom aliado do Ocidente contra os inimigos da democracia ocidental.


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