domingo, dezembro 18, 2022

EPONALIA, ASUNA, ÉGUA DA VELHA BRANCA... MARI LWYD...

Hoje, dia em que no calendário religioso latino se celebra a Eponália, ou festival de Epona, Deusa Equina (talvez da batalha, dos mortos, do caminho para o Outro Mundo), Divindade céltica adoptada pelos Romanos, é o melhor dia do ano para falar de uma Entidade da tradição popular portuguesa, que, por coincidência ou não, existe precisamente na região onde há milhares de anos, ainda antes do tempo dos Romanos, a Deusa Epona poderá ter sido adorada, como aqui já foi referido: http://gladio.blogspot.pt/2016/12/deusa-celtica-adorada-em-s-bartolomeu.html. Eis o texto simples e conciso que se pode encontrar na Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Velha_da_%C3%A9gua_branca):
"A Velha da Égua Branca, um ser mítico do folclore português, é uma alma penada que surge no Algarve nas noites de lua cheia. Traz na cabeça um toucado branco com muitas fitas encarnadas que parecem relâmpagos do inferno e na mão esquerda uma faca. Segundo Teófilo Braga "a velha é evidentemente a personificação da noite". «Aparece nas noites de luar montada n'uma égua branca, fazendo um barulho infernal pelos campos, e soltando os bois que ruminam debaixo das alpenduradas. Todo o barulho é feito com tachos e panelas de arame. — É a Velha da Égua Branca o terror da meia noite em pino.»"

Que em Gales haja precisamente nesta época do ano uma tradição que inclui a visita feérica algo caótica, aos domicílios, tendo por pendão uma caveira equina (Mari Lwyd) ajuda a fortalecer a ideia de que esta Divindade fosse adorada um pouco por toda a parte do Ocidente Céltico nesta altura do ano