terça-feira, outubro 17, 2017

DEZASSEIS MORTOS COMO RESULTADO DE UM ATAQUE ISLAMISTA A UMA ESQUADRA DE POLÍCIA EM MOÇAMBIQUE

Suleiman Abdel Mane, 42 anos, residente em Mocímboa da Praia, norte de Moçambique, deu de caras com homens armados à porta de casa na madrugada em que um grupo atacou os postos de polícia da vila.
«Tinham catana, faca e metralhadora e um disse para eu não ter medo porque eles só andavam atrás da polícia», recorda.
Quatro elementos deste grupo chegaram à esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Mocímboa no início da madrugada de quinta-feira, 05 de outubro, vestidos de túnica, fingindo que iam entregar um ladrão de bairro - dois deles seguravam um outro.
Quando o agente de serviço puxava a cadeira para iniciar o registo da ocorrência, houve um que levantou a roupa e puxou por uma catana que trazia escondida, desferindo um golpe na cara do polícia - enquanto os outros três imobilizaram o resto dos elementos que estavam na esquadra.
Na altura em que outros agentes, em missão nos bairros, tentaram socorrer os colegas, já tiveram que enfrentar o fogo das metralhadoras.
Era cerca da 01:00 da madrugada e tinha início uma série de confrontos na vila e arredores, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, que se prolongaria de forma intermitente por 48 horas e que obrigaria à mobilização de reforços.
Os acessos à vila foram fechados pelas autoridades, instituições e serviços (como escolas e bancos) não trabalharam e a população ou fugiu para o mato ou escondeu-se em casa, opção esta de Suleiman e família.
«Foram dois dias sem ir buscar comida à rua» e em que ele, a mulher e dois filhos, remediaram-se como puderam.
Segundo os números oficiais, morreram dois polícias e 14 atacantes - sendo o mesmo grupo armado suspeito da morte de mais quatro homens das autoridades num outro confronto ocorrido na Joves, em Maculo, aldeia a norte, em que terão sido também abatidos sete agressores.
Só o tempo dirá o que o mato esconde, mas a promessa feita à população de não lhe fazer mal quebrou-se, com a morte de um secretário de aldeia e com ferimentos causados noutras pessoas, relata o administrador do governo de Mocímboa da Praia, Rodrigo Puruque.
O filme dos acontecimentos foi pela primeira vez revelado ao público em detalhe por aquele responsável num discurso, no final de uma marcha de repúdio contra a violência, realizada na vila, no dia 12.
A população tem testemunhado dizendo que `os bandidos´ são jovens islâmicos que frequentavam uma mesquita em construção no bairro de Nanduadue, em Mocímboa da Praia, onde já mais ninguém ia, senão eles, dada a postura insurgente dos sermões que ali se ouviam.
Costumavam `insultar o administrador [do distrito] e o presidente´ do município, defendendo uma visão radical do Islão que se devia sobrepor à autoridade do Estado, recorda Suleiman, morador nas imediações.
«As pessoas já tinham medo de ali passar», acrescenta.
Apesar de se autointitularem Al-Shabaab, aparentemente não têm ligação com o grupo terrorista do sul da Somália - o nome, uma alusão a juventude, em Árabe, é usado por vários movimentos no mundo - e a polícia, que anunciou já ter feito 52 detenções, apresenta-os como moçambicanos.
A liderança continua a ser uma incógnita.
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Fonte: https://www.abola.pt/africa/Noticias/Ver/696962

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Donde será que tantos muçulmanos tiram a ideia que a «religião da paz» lhes manda violar a lei dos Estados seculares e impor o seu credo pela força, ele há com cada coincidência...

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

https://www.jn.pt/mundo/interior/diretor-do-mi5-classifica-ameaca-terrorista-como-a-pior-que-ja-viveu-8851979.html

A policia secreta Britanica tem que vigiar e investigar dezenas de milhares de pessoas ligadas ao extremismo do culto ao Allah...concerteza que isto nao tem nada haver com imigracao.

17 de outubro de 2017 às 21:35:00 WEST  

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