terça-feira, novembro 03, 2015

A AUTOMATIZAÇÃO DO TRABALHO AMEAÇA DEITAR POR TERRA A CAUSA DA IMIGRAÇÃO EM MASSA...

Não é ficção científica: os ‘robots’ de todos os tipos estão a chegar em força às economias mais avançadas do mundo. A indústria robótica foi o segmento empresarial que mais cresceu percentualmente em 2014, e estão a ser desenvolvidas novas máquinas todos os dias. Face a esta realidade, fará sentido o Ocidente continuar a apostar nas velhas políticas imigratórias e a receber milhões de trabalhadores sem qualificação?
O Japão e a Coreia do Sul incorreram na ira das hostes do “politicamente correcto” quando, neste mês de Outubro, os respectivos governos informaram que não tinham a menor intenção de receber vagas imigratórias como as que estão a inundar a Europa: antes de mais, porque não precisavam; depois, porque os cidadãos nunca as aceitariam.
No Ocidente, e especialmente na tonta União Europeia, as “cabeças pensantes” ficaram chocadas: afinal, tanto japoneses como coreanos debatem-se com um problema demográfico bastante mais severo do que Portugal, que já é considerado um caso preocupante. Como podiam recusar uma “injecção” populacional e um potencial auxílio em mão-de-obra?
De facto, a Coreia do Sul é, entre os países ricos do mundo, aquele que está a envelhecer mais rapidamente, com uma esperança média de vida extremamente elevada e uma idade de reforma muito baixa: um sul-coreano pode-se reformar, por inteiro, aos 58 anos, mas, em média, as empresas preferem oferecer a reforma aos seus trabalhadores aos 54 anos. Entretanto, do outro lado do mar do Japão, estima-se que um quarto da população japonesa já tem mais de 65 anos, número que continua a subir. E, contudo, embora tenham aplicado consideráveis recursos em políticas de estímulo à natalidade, nem o Japão nem a Coreia do Sul estão demasiado preocupados com o declínio populacional ou com o elevado número de pensionistas. Porquê? Simples: porque consideram que o futuro está na “automatização” da sociedade.
No dia 15 de Maio, o popular primeiro-ministro nipónico Shinzo Abe declarou que é necessário “disseminar o uso de robots desde as grandes fábricas a todos os cantos da nossa economia e sociedade”. No Ocidente foi ridicularizado, mas no Japão só recebeu aplausos. A indústria japonesa encontra-se extremamente avançada neste segmento. Se durante muito tempo as empresas e o Estado resistiram à automatização, para não criar mais desemprego (no caso do Estado) e para não desmantelar o poder de compra dos cidadãos (no caso das empresas), agora que a população activa está a diminuir o caminho parece claro: formação profissional e superior para os jovens, e ‘robots’ para substituir a mão-de-obra não qualificada.

Fábricas inteligentes
Segundo uma associação japonesa de promoção da robotização, integrada por 200 empresas, entre as quais a Mitsubishi, os ‘robots’ “têm o potencial para resolver problemas sociais, tais como a escassez de mão-de-obra e o excesso de horas de trabalho”, notando também que os ‘robots’ podem vir a melhorar drasticamente a produtividade nos sectores “industrial, de serviços médicos e cuidados à terceira idade, agricultura, construção e manutenção de infra-estrutura”.
A Coreia do Sul, sempre receosa dos comunistas (compreensível, tendo em conta o seu vizinho), anunciou no dia 21 deste mês que assinou um protocolo de 14 mil milhões de euros com a empresa Samsung para substituir todos os trabalhadores que emprega na China por ‘robots’ na própria Coreia. Os ‘robots’ terão de estar prontos até 2018, meta que a empresa espera alcançar. “Assim que robots a preços razoáveis cheguem ao mercado, podem ser usados como base para ‘fábricas inteligentes’ que vão inovar completamente o sector industrial”, anunciou o ministro do Comércio, Indústria e Energia sul-coreano.
O espectro do desemprego não preocupa qualquer dos dois países, pois o exigente sistema de ensino de ambos criou uma população extremamente qualificada em termos tecnológicos, e o trabalho criativo não será afectado pelos ‘robots’. Mais de 70% dos jovens coreanos e japoneses, por poucos que sejam, frequentam o ensino superior, estando a nova geração preparada para a revolução tecnológica.

Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana [é da semana anterior].

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Fonte: http://jornaldiabo.com/internacional/robotizacao-imigracao/

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Recordo-me de, quando ainda aprendia as primeiras letras, passar as vistas por uma espécie de enciclopédia infantil do corpo humano que previa um futuro em que as pessoas trabalhassem cada vez menos e tivessem cada vez mais lazer... parece que ainda demora, a concretização de tal idílio... mas, a avaliar pela teoria exposta no artigo acima, já não deverá demorar muito. Isto se a robotização for por diante, bem entendido, porque a verdade é que na actualidade há quem insista que por exemplo o Japão precisa de imigrantes porque sim, porque a sua economia o exige e tal, é a tal conversa dos «mercados» ou uma versão similar da mesma treta de quem usa a Economia como fantoche representativo de uma realidade «objectiva» para através dele dar como adquirido que é preciso fazer isto e aquilo, um pouco como os vendedores de banha da cobra espiritual que dizem que falam com o além e que o além manda que dêem ao médium x e y em dinheiro... A polémica acende-se no país, estando a área política etnicista a opor-se veementemente à iminvasão, como aqui se pode ler: http://www.japantoday.com/category/have-your-say/view/opponents-of-immigration-in-japan-particularly-political-conservatives-and-members-of-right-wing-groups-argue-that-japan-is-a-single-ethnic-group-and-cannot-easily-absorb-people-from-other-cultures

Percebe-se assim com mais nitidez o que aqui tenho dito ao longo dos últimos anos a respeito da demografia no Ocidente - a relativamente baixa taxa de natalidade dos Europeus em si não é nenhum bicho de sete cabeças, como a elite reinante, por um lado, e os nacionalistas mais ingénuos, por outro, querem fazer crer. 

O verdadeiro problema demográfico da Europa não é os Europeus reproduzirem-se pouco, é os não europeus reproduzirem-se muito... 

Há quem diga que a Natureza é sábia. Os Europeus propriamente ditos cada vez precisarão menos de se reproduzir em alta escala porque viverão cada vez mais tempo e em melhores condições, podendo trabalhar cada vez até mais tarde. É por isso natural que, inconscientemente ou não, sejam hoje menos dados a ter muitos filhos do que outrora. De resto, revela-se absolutamente óbvio que o espaço na Terra não estica, os recursos muito menos, pelo que a população não pode aumentar indefinidamente. Por outro lado o número de europeus já foi muito menor do que é hoje e a Europa não morreu. 
A Natureza se calhar é realmente sábia - certa minoria privilegiada da humanidade é que pelos vistos não, ou está-se pura e simplesmente borrifando para o bem geral, porque continua a apostar em meter pelo mundo civilizado adentro - Ocidente mas também Japão - toneladas e toneladas de gente do terceiro-mundo, em vez de no terceiro-mundo intervir para controlar as altíssimas e já caóticas taxas de natalidade, como já se comentou aqui: http://gladio.blogspot.com/2010/11/sobre-o-terceiro-mundo-e-o-seu-desastre.html: , isto porque se calhar à grande plutocracia mundial o que realmente interessa é que haja uma grande massa de mão-de-obra quase escrava e pouco exigente em matéria de salários e direitos laborais...

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

http://pt.euronews.com/2015/11/03/alemanha-lider-do-pegida-compara-ministro-da-justica-ao-nazi-joseph-goebbels/

3 de novembro de 2015 às 18:40:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

"O verdadeiro problema demográfico da Europa não é os Europeus reproduzirem-se pouco, é os não europeus reproduzirem-se muito... "

Ora nem mais

10 de dezembro de 2015 às 15:08:00 WET  

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