terça-feira, outubro 20, 2026

FRANÇA - MORTEIRO FAZ RAZIA A RECÉM-NASCIDO

Na manhã de Martes, um bebé de um ano foi hospitalizado com zumbido no ouvido após um morteiro de fogos de artifício explodir na altura do carrinho de bebé, perto do ouvido da criança, durante um bloqueio numa escola de ensino secundário em Saint-Cyr-l'École, a oeste de Paris. 
O ataque hediondo ocorreu por volta das 9h da manhã, perto do Liceu Mansart. Segundo a RMC, que citou fontes policiais, o bebé sofreu danos acústicos após a explosão do morteiro e foi levado ao hospital, com prognóstico favorável. Segundo o Le Figaro, um casal saía de casa com o seu bebé num carrinho quando um morteiro foi disparado rente ao chão na sua direcção. O pai gritou para os jovens à sua frente: “Vocês estão loucos, está aqui um bebé de um ano!” Fontes policiais disseram ao jornal que o grupo era composto por cerca de dez pessoas, todas mascaradas, e incluía duas meninas – uma usando um lenço branco e a outra uma blusa verde. Acredita-se que a menina de verde tenha accionado o dispositivo; ela fugiu na direcção oposta enquanto o morteiro ainda estava activo no solo. O bebé sofreu zumbido no ouvido devido ao barulho da explosão e, na avaliação inicial, não apresentava outros ferimentos. Os bombeiros levaram a criança para o hospital; o prognóstico, que era grave, não foi confirmado. Testemunhas descreveram uma cena caótica. Uma moradora, que tomava o pequeno-almoço na varanda, ouviu estrondos altos, desceu e viu a mãe presa entre os fogos de artifício, com o bebé a chorar muito. A suspeita foi identificada por meio de um vídeo gravado por outro jovem no local, perseguida no meio da multidão e presa, segundo relatos. A imprensa francesa informa que ela tem 16 anos e está sob custódia por “violência com uso ou ameaça de arma, resultando em incapacidade por um período não superior a oito dias”. A promotoria de Versalhes abriu uma investigação sobre o incidente. Os polícias encontraram uma balaclava e soro fisiológico entre os pertences da suspeita. 
Sonia Brau, autarca do distrito escolar de Saint-Cyr-l'École, pelo partido UDI, disse ao jornal Le Parisien que a trajectória do fogo de artifício tornava o perigo inegável: “Este morteiro foi disparado directamente ao nível do solo. À altura de um carrinho de bebé! Consegue imaginar? Alguém poderia ter sido atingido nos tornozelos.” ​​Ela acrescentou que a cidade enfrenta o que chamou de frequentes distúrbios e que a polícia apreende regularmente morteiros e outros dispositivos explosivos perto de escolas. O incidente ocorreu no contexto de grandes tumultos, em grande parte impulsionados por jovens árabes e negros de diferentes origens culturais, juntamente com agitadores de extrema-esquerda, que começaram no final de Setembro devido a problemas com o quadro de funcionários, o tamanho das turmas e as condições dos prédios escolares, e que repetidamente se tornaram violentos.
Dados oficiais citados na mesma reportagem apontam para mais de 6000 prisões desde a intensificação do movimento, com mais de 700 polícias e gendarmes feridos e cerca de 215 adolescentes feridos. Morteiros de fogos de artifício ilegais tornaram-se uma arma recorrente durante os protestos estudantis, incluindo um director que foi atingido directamente no rosto, como filmado pela Remix News. As escolas também foram alvo de incêndios criminosos generalizados, enquanto os professores foram agredidos e ameaçados de morte.
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Fonte: https://rmx.news/article/france-1-year-old-baby-in-stroller-shot-with-firework-mortar-during-paris-student-riots/

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Mais uma notícia que não passa nos grandessíssimos mé(r)dia tugas, apesar de ser prenhe de emoção e «drama humano» e assim, como está na moda... talvez valesse a pena noticiar o caso se os culpados fossem da bófia, claro...