A RESPEITO DE NETON, DEUS DA GUERRA CELTIBÉRICO
https://www.youtube.com/watch?v=KSfzK1_y_Z8
Um vídeo sucinto e muito valioso sobre Neton, Deus da Guerra adorado na antiga Celtibéria e provavelmente também na Lusitânia e na Galécia. Refere com algum desenvolvimento os Seus paralelos, quando não identificações, com outros Deuses da Guerra da antiga Europa indo-europeia, nomeadamente o Nuadu da Irlanda e o Tyr da Germânia/Escandinávia, na medida em que nestes três casos - celtibérico, irlandês e germânico - há o tema da mão/braço direita/o ritual e/ou miticamente salientada/o: Tyr perde a mão direita na boca do lobo Fenrir, Nuadu perde um braço em combate, passando a designar-se como Nuadu Airgedlam ou Nuadu do Braço de Prata, enquanto, no norte da Hispânia, os Lusitanos/Galaicos/Ástures/Celtíberos? sacrificavam «aos Deuses» (segundo Estrabão) as mãos direitas dos guerreiros inimigos. Mais fascinante ainda é o facto de na antiga Cítia - onde é hoje a Ucrânia e o sul da Rússia, grosso modo - o Deus da Guerra receber o sacrifício dos braços direitos dos guerreiros inimigos, segundo conta Heródoto... Acresce que este Deus cita, Cujo nome Heródoto não teve a amabilidade de escrever, era representado com uma espada sobre uma rocha, e, coincidência ou não, a espada é a arma de Nuadu por excelência. Mais interessante se torna este paralelo pelo facto de que, na tradição mitológica irlandesa, duas das mais relevantes tribos sobrenaturais, a dos Filhos de Nemed e a dos Filhos de Mil, serem remotamente originárias da Cítia... com passagem, no segundo caso - Filhos de Mil ou Milesianos, também chamados Miles Easpáin - pelo Egipto, onde, por mais uma extraordinária coincidência, havia uma outra Deidade da Guerra denominada Neith, neste caso uma Deusa... daí, os Milesianos passaram então à Ibéria e, depois, à Irlanda...
O autor do vídeo sugere que seria então ao referido Tyr que os Godos sacrificavam armas penduradas em árvores - de acordo com Jordanes, que todavia não refere o nome do Deus - o que seria uma conexão mais ousada, passar de braços a armas, embora talvez não deva ser posta de parte.
O autor do vídeo sugere que seria então ao referido Tyr que os Godos sacrificavam armas penduradas em árvores - de acordo com Jordanes, que todavia não refere o nome do Deus - o que seria uma conexão mais ousada, passar de braços a armas, embora talvez não deva ser posta de parte.
A coincidência mais fabulosa, entretanto, é que, no século XX, a maior indústria militar portuguesa esteve sediada, não no norte do país, onde se localizava a maior parte da indústria, mas sim numa zona lisbonense que se chama precisamente Braço de Prata, devendo este nome ao facto de o seu original proprietário ter perdido um braço em combate...

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