terça-feira, janeiro 13, 2026

PRIMEIRO DOS HINOS SAGRADOS A JÚPITER/ZEUS


«Zeus, o único ser absolutamente incriado que está em Si mesmo,
Pai de todas as coisas, que governa todas as coisas, que em Si mesmo é todas as coisas
Contém tudo em um só e não separa nada de Si mesmo
Ele revelou cada coisa distintamente, de modo que tudo contribuiu para a Sua obra, muito completa e bela
Tanto quanto possível, para ficar completamente livre de malevolência
Mas, ó Zeus, Tu, por meio dos Teus ilustres filhos
Guia-nos também em tudo, dirigindo-nos como decidiste,
E concede-nos começar bem desde o princípio e terminar as nossas obras.»

- Georgios Gemistos Plethon

Este seria um dos hinos cantados na variedade de religião pagã descrita, em segredo, por Georgius Gemistos Plethon (Mistra 1355 - Peloponeso 1452), um filósofo e erudito grego neoplatónico, um dos pioneiros na restauração da aprendizagem dos mestres gregos no início da Renascença na Europa Ocidental.
Plethon foi consultado pelo imperador João VIII de Bizâncio a respeito da questão da unificação das igrejas oriental e ocidental e considerado por Marsílio Ficino como «um segundo Platão». Plethon era, em segredo, um politeísta convicto. A sua paganidade só foi descoberta depois da sua morte. Soube-se então que fazia secretamente a apologia da religião helénica junto dos seus alunos - e que, na escola que fundou no Peloponeso, ensinava o politeísmo, havendo alunos seus que rezavam a estátuas de Deuses pagãos....