ESPANHA - SERVIÇO ANTI-TERRORISTA INDICA QUE VÁRIOS ISLAMISTAS PODEM TER REENTRADO EM ESPANHA ATRAVÉS DA INVASÃO DE CEUTA
Pelo menos uma dúzia de imigrantes ilegais que entraram em Ceuta na semana passada já tinham sido investigados por terrorismo jihadista em Espanha antes de serem deportados para Marrocos, segundo o jornal EL ESPAÑOL. Especialistas do Comissariado Geral de Informações da Polícia Nacional e da Sede de Informações da Guarda Civil identificaram os suspeitos após analisarem imagens de câmaras de vigilância, imagens dos média e vídeos publicados nas redes sociais na última semana. Alguns já tinham sido presos ou condenados por terrorismo antes de serem expulsos de Espanha. Teriam agora reentrado no país e podem estar entre os milhares de imigrantes que ainda não retornaram ao Marrocos. O jornal espanhol relata que a investigação ainda está em fase inicial e que os agentes anti-terroristas esperam que o número de suspeitos identificados com ligações jihadistas aumente à medida que mais imagens forem analisadas.
As autoridades espanholas já tinhiam alertado que jihadistas estavam a utilizar rotas de imigração ilegal para entrar no país. Três membros de uma célula acusada de planear um ataque com metralhadora entraram em Espanha de barco, atravessando o Estreito de Gibraltar, antes que o plano fosse frustrado em 2021.
Dados do Ministério do Interior publicados em 2022 mostraram que pelo menos 15 suspeitos de terrorismo islâmico utilizaram redes de tráfico humano para entrar em Espanha. Oito por cento dos 191 islamitas radicais presos entre 2018 e 2022 eram imigrantes indocumentados.
As estratégias de segurança nacional de Espanha têm identificado repetidamente as rotas de imigração ilegal como uma potencial vulnerabilidade. Relatórios oficiais alertam que indivíduos ligados ao terrorismo podem explorar os fluxos migratórios para chegar à Europa e que actores hostis podem instrumentalizar a imigração irregular em massa para pressionar Espanha.
As autoridades estão agora a investigar se o fluxo migratório da semana passada para Ceuta foi explorado exactamente dessa maneira.
O especialista espanhol em imigração Rubén Pulido afirmou: “Desde o início do ataque marroquino a Ceuta, tenho vindo a alertar sobre esta questão. O cenário que se desenrolou na cidade autónoma é um vector para a infiltração de jihadistas e militares.”
Diversos políticos do partido de direita Vox comentaram o relatório, alegando ser o exemplo mais recente de negligência por parte do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez. “Jihadistas entre os invasores de Ceuta, a máfia transportando-os para a costa da Andaluzia e Pedro Sánchez de férias”, escreveu Manuel Gavira, presidente do Vox Andalusia. “As suas concessões a Marrocos e as suas políticas suicidas de imigração transformaram as nossas fronteiras num filtro.”
“Intolerável”, acrescentou o deputado do Vox, Ignacio Hoces Íñiguez. “É um golpe directo na Defesa Nacional. A sua traição ataca a nossa segurança, integridade territorial, soberania e paz.”
O relatório causou grande repercussão na Europa, com o líder do partido francês de direita Rassemblement National, Jordan Bardella, a comentar também a notícia e a afirmar que justificava os apelos para a suspensão do acordo de livre circulação de Schengen: “Deixar as nossas fronteiras abertas significa permitir a entrada em nossa casa de inimigos da nossa civilização: a brecha aberta em Ceuta pela ingenuidade da esquerda é uma brecha na segurança de todos os Europeus”, escreveu ele. “Se não fizermos nada, os autores de futuros ataques que atingirão inocentes na Europa terão entrado em nossa casa por Ceuta.”
*
Fonte: https://rmx.news/article/at-least-a-dozen-suspected-jihadists-previously-deported-from-spain-re-entered-during-ceuta-migrant-surge-counterterrorism-police-say/


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home