8 DE MAIO - DIA DOS MOTORHEAD
Parido foi o grupo em férrea forja sonora da psicadélica e metalífera década de setenta, marco do rock, muitas vezes rotulado como metaleiro. O gajo que fundou a banda é o da esquerda, Ian Fraser Kilmister, mais conhecido como Lemmy, que numa entrevista declarou que não apreciava Heavy Metal e que a sua música era rock, e que até estava mais próxima do Punk que do Metal. Ao centro está o baterista original, «Philty Animal» Taylor; à direita, o guitarrista original, «Fast» Eddie.
Vê-se aqui o trio original deste gangue sonoro em trajes de aparência notoriamente saxónica, a corresponder, intencionalmente ou não (provavelmente não) à raiz étnica deles todos, embora as suas letras e estilo raramente abordassem tal tema (ou só uma vez, ou se calhar nem isso).
Já quinaram os três da foto, esticaram o pernil cada qual a seu tempo, a banda está hoje quase como se não existisse, recentemente morreu mais outro dos posteriores membros da banda, acho que o último membro, o mais recente baterista, ainda é vivo, mas, de qualquer forma, enquanto as gerações pela banda movidas não forem também para o galheiro, há-de perdurar neste mundo o eco festivamente pétreo da sua música, ou se calhar até depois disso. Os seus brados e marteladas musicais ecoam, destarte, por entre as rochas (ou rocks) da brumosa Albion, como convém a fantasmas britânicos.
O primeiro concerto que ouvi desta banda é de 1981; ouvi-o provavelmente em Outubro ou Novembro de 1987, numa cassete de um amigo, ora cá vai, começa logo com a mais famosa cantiga, ex-líbris da banda, com letra a ilustrar com crueza e frieza quase cínica um espírito livre de jogador que aprecia a liberdade em si como se nada tivesse a perder, o que é muito jeitoso como entretenimento, politicamente é que nem por isso, mas nem tudo tem de ser directamente político, cá vai então, sem mais delongas:
https://www.youtube.com/watch?v=VLC5itS0THQ&list=RDVLC5itS0THQ&start_radio=1


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