quarta-feira, fevereiro 04, 2026

INGLATERRA - MUÇULMANO ACUSADO DE TERRORISMO QUE INCITOU À VIOLÊNCIA ANTI-SIONISTA É AGORA CANDIDATO EM ELEIÇÕES LOCAIS

Um activista muçulmano que cumpriu pena de prisão pelo seu envolvimento em plano terrorista no estrangeiro está agora a concorrer a um cargo eletivo em Birmingham, a segunda maior cidade da Grã-Bretanha, em meio à aproximação das eleições locais e ao aumento das tensões comunitárias.
Shahid Butt foi condenado por um tribunal iemenita em 1999 e sentenciado a cinco anos de prisão após ser considerado culpado de formar um grupo armado e conspirar para bombardear o consulado britânico em Aden, uma igreja anglicana e um hotel de propriedade suíça no Iémen. Na época, os promotores iemenitas disseram que o grupo tinha sido enviado para cometer actos de violência por Abu Hamza, o pregador extremista que era pai de um dos condenados.
Concorre agora como candidato pela recém-formada Aliança de Candidatos Independentes nas eleições para o Conselho Municipal de Birmingham, em 7 de Maio.
Butt mantém a sua inocência, alegando que a sua confissão foi obtida sob coacção, mediante tortura, e que as provas contra ele foram forjadas, informou o The Daily Telegraph.
Segundo o The Daily Telegraphdisputará a vaga no distrito de Sparkhill, uma área onde quase dois terços dos moradores são de origem paquistanesa.
A candidatura de Butt surge num momento em que Birmingham — lar de uma das maiores populações muçulmanas do Reino Unido — enfrenta novas tensões relacionadas com a política externa, à política identitária e à ordem pública. Estas tensões ficaram ainda mais evidentes em Novembro passado, quando o clube de futebol israelita Maccabi Tel Aviv enfrentou o Aston Villa numa partida da Liga Conferência Europa.
Antes do jogo, Butt usou as redes sociais para convocar muçulmanos de todo o país a viajarem para Birmingham para demonstrar solidariedade para com os Palestinianos e impedir que os adeptos da equipa israelita, nas suas palavras, "profanassem" e "sujassem" a cidade. Numa publicação, referiu-se aos adeptos visitantes como "assassinos de bebés das Forças de Defesa de Israel", de acordo com o  Birmingham Live.
As autoridades acabaram por proibir os adeptos do Maccabi Tel Aviv de assistirem à partida, alegando preocupações com a segurança, após terem sido planeados protestos em larga escala.
Em vídeo publicado durante um protesto relacionado à instalação, Butt fez comentários que, segundo críticos, ultrapassaram os limites do discurso político e se transformaram em apologia à violência. "Muçulmanos não são pacifistas", disse Butt no vídeo. "Se alguém vier para cima de você, você parte-lhe os dentes — esta é a minha mensagem para os jovens."
Emma Schubart, pesquisadora da Henry Jackson Society, afirmou que os acontecimentos revelam fracturas mais profundas na sociedade britânica. "Shahid Butt, um terrorista condenado, está a concorrer a uma eleição num distrito eleitoral onde cerca de 80% da população é muçulmana. Adeptos do Maccabi Tel Aviv foram proibidos de entrar na segunda maior cidade do Reino Unido, que agora tem quase um terço de sua população muçulmana", disse Schubart. "Politicamente", acrescentou ela, "estes eventos prenunciam uma provável onda sectária muçulmana nas eleições locais, já que candidatos como Butt estão prestes a corroer o domínio do Partido Trabalhista em diversas cadeiras em Birmingham."
A Aliança de Candidatos Independentes foi fundada pelos activistas Akhmed Yakoob e Shakeel Afsar, ambos candidatos que concorreram sem sucesso a cargos electivos em distritos de Birmingham durante as eleições gerais de 2024, defendendo uma plataforma pró-Gaza. O grupo pretende lançar candidatos em cerca de 20 distritos da cidade.
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Fonte:
https://www.foxnews.com/world/convicted-terrorist-who-plotted-consulate-church-bombings-run-uk-election
https://jihadwatch.org/2026/01/uk-convicted-jihad-terrorist-who-plotted-consulate-church-bombings-running-for-birmingham-city-council

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Ainda que não fosse realmente culpado de terrorismo nos casos em que diz que foi obrigado a confessar culpa sob tortura, ainda que isso que diz fosse verdade, só a maneira como politizou um evento desportivo e incitou à violência, só isso deveria ser mais que suficiente para que não se pudesse candidatar agora a eleição alguma, pelo menos desta vez, isto já para não falar no facto de ser alógeno, bem entendido. Que tenha a impunidade moral que tem mostra bem o que é a elite me(r)diática e política reinante no Ocidente.