segunda-feira, abril 10, 2017

A PEDRA NEGRA DE UM CULTO MILENAR

Imagem do culto de Cíbele, na qual está presente o crescente



Duas representações da Caaba de Meca

A mais antiga referência que existe de uma Deusa adorada como pedra em forma de cubo é da Anatólia em tempos neolíticos. O nome anatólico «Kubaba» pode significar «recipiente oco» ou «caverna», o que poderia constituir uma imagem da Deusa. Os ideogramas de Kubaba no alfabeto hitita (os Hititas eram indo-europeus da Anatólia ou Ásia Menor) são um losango ou um cubo, um machado duplo, uma pomba, um vaso e uma porta ou portal, tudo imagens associadas à Deusa na Europa neolítica.
Deidades doutras culturas que estiveram associadas a pedras negras incluem Afrodite em Pafos (pedra negra afunilada), Cíbele em Pessinus e mais tarde em Roma, Astarte em Biblos e Ártemis em Éfeso. Diz-se que a mais antiga escultura deste último santuário tinha sido esculpida a partir de um meteorito negro.
A mais antiga forma do nome de Cíbele, ou Cybele, pode ter sido Kubaba (o y em Grego antigo lia-se «ü»).
A pedra negra associada ao culto de Cíbele estava provavelmente em Pessinus ou talvez em Pérgamo ou no Monte Ida. Em 204 a.e.c. foi levada para Roma, onde o culto a Cíbele, com o nome de Magna Mater, foi oficialmente recebido pelo Estado Romano, na sequência de uma revelação oracular e do mito de que os mais antigos antepassados dos Romanos, os Troianos liderados por Eneias, teriam vindo da Ásia Menor.
Mais tarde, esta pedra sagrada perdeu-se. Coincidentemente ou não, uma pedra negra constitui o fulcro material do culto muçulmano em Meca: a caaba, cujo nome é intrigantemente semelhante ao de Kubaba...
A celebração da chegada a Roma do culto de Cíbele culminava, no antigo calendário romano, a 10 de Abril.
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Fonte: http://www.crystalinks.com/blackstoneofmecca.html

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

http://edition.cnn.com/2017/04/09/middleeast/egypt-church-explosion/

Presentes no Egito desde a era apostólica, os cristãos Coptas são uma minoria de dez milhões de pessoas. O Islão volta, assim, a demonstrar a sua natureza intolerante e violenta.

11 de abril de 2017 às 09:46:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Apesar de restrita ao uso litúrgico, a língua cóptica é uma relíquia que chegou aos nossos dias, descendente direta do idioma faraónico, e escrita numa variante do alfabeto grego.
Esta comunidade é pacífica e trabalhadora, e este trágico acontecimento é muito triste.

11 de abril de 2017 às 09:54:00 WEST  
Anonymous Belphegor said...

Sim. O Islão pode erguer quantas mesquitas quiser nos países ocidentais e não só, mas quando toca a erguer igrejas em países islâmicos, a história já é outra...

12 de abril de 2017 às 09:11:00 WEST  

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