quarta-feira, outubro 30, 2013

Sáturnes, 05 de Abril de 2778 AUC

... TERMINA OUTUBRO, MÊS DE MARTE...

 
 Estatua de guerreiro romano encontrado nas ruínas das termas romanas dos cássios em Lisboa. Reconstituição de J.Espinho segundo a descrição que se conservou e publicado por Augusto Vieira da Silva na sua obra " Epigrafia de Olisipo: (subsídios para a história da Lisboa romana)" em 1944

 
É uma coincidência no mínimo interessante que esta figura marcial não tenha a mão direita, eventualmente por acidente sofrido pela estátua, ao longo dos milénios... a imagem traz à mente que na Lusitânia se oferecia a mão direita dos guerreiros vencidos aos Deuses, talvez aos da Guerra, tal como sucedia na Cítia, outra nação indo-europeia, com laços que a ligam aos Celtas arcaicos. Na Cítia oferecia-se o braço direito dos guerreiros inimigos em sacrifício ao Deus da Guerra.
Ora na Irlanda uma das principais Divindades é Nuadu do/a Braço/Mão de Prata - Nuadu Airgedlamh - porque o dito perdeu um/a braço/mão em combate recebendo em contrapartida um/a braço/mão de prata. E, na Celtibéria, um monumento no qual aparece o teónimo «Neitin» encontram-se imagens de várias mãos direitas. Neitin é eventualmente o mesmo que Neton, Deus da Guerra celtibérico, Cujo nome tem toda a parecença com o de Net ou Neit, Deus da Guerra Irlandês. Em Conímbriga encontrou-se uma inscrição dedicada a um Netus e em Cáceres, que fazia parte da Lusitânia, outra inscrição é dedicada a um Netoni. Neton é um Deus luminoso, segundo o testemunho de Macróbio, que diz que os Accitani veneravam com a maior devoção um «Marte», portanto, um Deus da Guerra, ao Qual chamavam Neton, que parecia ornada de raios, talvez porque brilhasse. Na figura acima a ideia de brilho está presente no tronco, atrás do escudo.