quarta-feira, janeiro 07, 2026

PARADOXO FATAL DA EUROPA - SUICÍDIO ÉTNICO DOS EUROPEUS


DINAMARCA - PRIMEIRA-MINISTRA DIZ NO DISCURSO DE ANO NOVO AOS IMIGRANTES HOSTIS: «NÃO QUEREMOS CÁ A VOSSA CULTURA DE DOMINAÇÃO»


A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, anunciou planos de reforma das deportações com o objectivo de expulsar mais estrangeiros condenados por crimes graves. No seu discurso de Ano Novo, ela argumentou que
a Dinamarca deve priorizar a segurança pública e as vítimas, mesmo que isto signifique contrariar as convenções internacionais. 
“O governo apresentará em breve uma reforma abrangente das deportações”, disse Frederiksen. “Isto significa que ainda mais estrangeiros criminosos terão de ser deportados da Dinamarca.
Ela traçou uma distinção clara entre os imigrantes que, nas suas palavras, abraçaram a Dinamarca e aqueles que cometem crimes. “Você pode ser dinamarquês mesmo que o seu prato favorito não seja almôndegas ou sanduíches de cavala, por exemplo. Nós, Dinamarqueses, não somos todos iguais. Nem deveríamos ser. Mas devemos amarmo-nos.”
O tom de Frederiksen endureceu ao abordar as questões actuais relativas à criminalidade e à integração. “Na Dinamarca, quando democracia e religião entram em conflito, é Deus quem tem a palavra final”, disse ela, antes de acrescentar: “Portanto, às pessoas que vieram para cá e estão a cometer crimes: vocês não deveriam estar aqui. Não queremos a vossa loucura e a vossa cultura de dominação. Vocês estão a destruir o país mais belo do mundo e não deveriam ter permissão para fazer isso.
Ela citou casos específicos para sublinhar o que descreveu como falhas sistémicas: "Ninguém consegue entender porque não se pode deportar um iraquiano condenado por agredir brutalmente uma pessoa inocente com um taco de golfe", disse Frederiksen. "Nem porque é que um homem do Kosovo, já condenado por abusar dos seus filhos e cônjuge durante vários anos, pode ter permissão para ficar aqui."
Segundo a proposta do governo, estrangeiros seriam deportados se cometessem crimes graves e recebessem uma pena de prisão de pelo menos um ano, independentemente do tempo de permanência ou dos laços pessoais com a Dinamarca. “Isto estabelece um ponto de partida muito claro”, disse Frederiksen. “Se você for condenado por, por exemplo, estupro, agressão qualificada ou outro crime grave, a sua permanência na Dinamarca estará encerrada.
Frederiksen afirmou que a Dinamarca já deporta muitos estrangeiros criminosos devido ao que descreveu como uma política de imigração rigorosa que vai “ao limite das convenções”. Ela argumentou que o governo poderia agora ir além, pois a Dinamarca, juntamente com a Itália, conseguiu, antes do Natal, reunir o apoio de 27 países para uma nova interpretação da Convenção Europeia dos Direitos Humanos. “Agora, antes de mais nada, devem ser as populações – e as vítimas – que devem ser protegidas. E não o agressor”, disse ela. “Em vez de esperar vários anos para que isso entre em vigor na prática judicial, estamos a tomar a iniciativa e a implementar legislação antes do Verão.”
Em Outubro do ano passado, um relatório do governo revelou que quase três quartos dos condenados sob a chamada "cláusula de gangues" da Dinamarca têm origem imigrante em países não ocidentais. Dados divulgados pelo Ministério da Justiça mostraram que, entre 2018 e 2025, 213 pessoas foram condenadas com base no Artigo 81a do Código Penal, que permite aos tribunais dobrar as penas para crimes que possam incitar violência de gangues. Destes condenados, 54 eram de origem dinamarquesa, 36 eram imigrantes de países não ocidentais e 117 eram descendentes de imigrantes não ocidentais, o que significa que 72% tinham raízes não ocidentais. O porta-voz conservador para assuntos de imigração, Frederik Bloch Münster, descreveu o número como "notavelmente alto".
A Dinamarca já tomou medidas para endurecer as regras de deportação. Em Dezembro de 2024, o governo anunciou planos para abolir o chamado sistema de progressão, que limita a deportação com base na gravidade do crime e no tempo de permanência do infractor no país. A reforma proposta permitiria a deportação de qualquer estrangeiro condenado a uma pena de prisão sem possibilidade de liberdade condicional, a menos que isso viole as obrigações internacionais da Dinamarca.
“Infelizmente, os estrangeiros na Dinamarca estão sobrerrepresentados nas estatísticas de criminalidade e, com muita frequência, cometem crimes graves — como os relacionados com actividades de gangues. Não podemos tolerar isto. É preciso agir com ainda mais rigor”, afirmou o Ministro da Imigração e Integração, Kaare Dybvad Bek, na altura. “Portanto, queremos endurecer as regras para que possamos deportar ainda mais estrangeiros criminosos. Cada estrangeiro criminoso deportado pela Dinamarca é uma vitória para a comunidade jurídica e uma vitória para o nosso país.
A onda de deportações faz parte de um endurecimento mais amplo da abordagem da Dinamarca em relação à imigração e à identidade nacional. Desde 1º de Janeiro de 2025, é ilegal hastear bandeiras estrangeiras sem autorização especial, em decorrência de uma nova legislação aprovada pelo Parlamento dinamarquês (Folketing) após uma decisão da Suprema Corte que anulou uma proibição de 1915. A nova regra restabeleceu as restrições, ao mesmo tempo que permite excepções para bandeiras nórdicas, da Alemanha, da Groenlândia, das Ilhas Faroé e em contextos específicos, como eventos desportivos, manifestações ou autorizações especiais concedidas pela polícia ou pelo Ministro da Justiça.
Em Dezembro passado, o Ministro da Justiça, Peter Hummelgaard, defendeu a medida, afirmando: “A Dannebrog é o símbolo nacional mais importante que temos na Dinamarca. Um símbolo que une os Dinamarqueses como Povo e que deve gozar de um estatuto muito especial na Dinamarca.”
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Fonte: https://rmx.news/denmark/we-dont-want-your-culture-of-dominance-denmark-to-ramp-up-deportations-of-criminal-foreigners-pm-frederiksen-says-in-new-years-address/

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Mette Frederiksen a brilhar mais uma vez como grande líder europeia, quase a par de Giorgia Meloni. É pena que o gordo loiro do outro lado do Atlântico esteja a fazer merda da grossa contra o país dos Daneses, o que só nobilita a primeira-ministra dinamarquesa na medida em que esta saiba dar resposta firme - nenhuma cultura de dominação pode ser aceite na Europa, nem a do terceiro-mundo nem a dos bullies, mesmo que sejam brancos, e que, de resto, pactuam com império multirracial contra uma Nação autenticamente europeia como é a Ucrânia.

A Dinamarca mostra, com o que diz Frederiksen, que está na linha da frente europeia na defesa prática das mais autênticas fronteiras europeias em todos os sentidos, a começar pelo primeiro, o propriamente nacional, étnico, e Frederiksen fá-lo formalmente em nome da liberdade europeia, ferindo indirecta mas fatalmente a abjecta construção ideológica esquerdista da «interseccionalidade», o que se revela particularmente saboroso na medida em que a governante é de um partido de Esquerda liberal, o social-democrata da Dinamarca.


ESTUDANTE DE DOUTORAMENTO EM CRIMINOLOGIA QUERIA PROVAR O ALEGADO FACTO DE QUE «O SISTEMA É RACISTA CONTRA OS NEGROS»... FOI ASSASSINADA À FACADA POR UM NEGRO


Uma mulher esfaqueada até à morte no Loop no fim de semana era uma estudante de pós-graduação de Maryland que estava a tirar o doutoramento em Criminologia e Justiça Criminal. Anat Kimchi, de 31 anos, caminhava na quadra 400 da South Wacker Drive por volta das 16h de Sáturnes quando um homem a esfaqueou nas costas, segundo a polícia de Chicago. Ela foi declarada morta no Northwestern Memorial Hospital.
"Anat já era uma académica notavelmente talentosa, mas, mais importante ainda, era uma mulher extraordinária, amada por amigos e familiares", disse Gary D. LaFree, chefe do Departamento de Criminologia e Justiça Criminal da Universidade de Maryland.
Na manhã de Lues, a polícia não tinha relatado nenhum suspeito e não divulgou nenhuma descrição do agressor.
Kimchi obteve o seu mestrado em Criminologia e Justiça Criminal pela Universidade de Maryland em 2017 e também possui diplomas de bacharel em Psicologia e Criminologia. Segundo a Choice Research Associates, onde trabalhou como consultora nos últimos anos, Kimchi tinha interesse em tribunais, sentenças e sistema prisional. Um dos seus projectos consistia em avaliar a disparidade nas sentenças de liberdade condicional e o impacto da custódia de jovens suspeitas do sexo feminino.
Em comunicado aos alunos do departamento de Criminologia e Justiça Criminal, LaFree disse que a morte de Kimchi "parece ter sido um ataque aleatório. Ainda não temos detalhes."
Durante o fim de semana, o superintendente de polícia David Brown disse à imprensa que os investigadores estavam a analisar imagens de câmaras policiais que poderiam ter registado o agressor. Embora as imagens fossem granuladas, Brown disse que pelo menos uma testemunha estava a cooperar com os investigadores.
O superintendente disse que o agressor era provavelmente um morador de rua e mencionou um acampamento de moradores de rua próximo, abaixo do viaduto da Interestadual 290, que fica no quarteirão. Brown disse que o suspeito pode ter-se escondido na vegetação alta e surpreendido Kimchi. "Esta área é bastante isolada, descer esta rampa não é uma área muito movimentada, fica ao lado de um acampamento de moradores de rua", disse ele.
O ataque ocorreu a cerca de um quarteirão da Willis Tower, em área próxima também do antigo Correio Central de Chicago e da Union Station. Mas Brown afirmou que "o maior fluxo turístico e de pedestres fica longe dessa área".
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Fonte: https://www.fox32chicago.com/news/doctoral-student-stabbed-to-death-in-loop-was-working-on-degree-in-criminal-justice

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A notícia é de 2021, mas recentemente voltou à ribalta, e com razão. Nunca é demais lembrar que também os ingénuos podem ser vitimados pela sua própria ingenuidade, ainda que seja só mesmo ingenuidade e não um odiozito à sua própria gente, como é frequente no seio das Esquerdas wokes.
Ainda mais grave e triste é quando casos destes acontecem a pessoas que sabem o perigo que correm pelo simples facto de andarem na rua em zonas perigosas carregadas de «««jovens»»» de determinadas minorias mas mesmo assim não o podem evitar, ou por não conseguirem viver noutro local ou por motivos laborais. Essas vítimas anónimas nunca mereceram ser conduzidas ao matadouro por ingénuos de todos os tipos, incluindo aqueles que, pela sua actuação, contribuem para a impunidade moral de certas minorias e para o enfraquecimento das forças da autoridade quando lidam com essas mesmas minorias. Já basta de alienação anti-racista. 




SOBRE O NOSSO NATAL, QUE HOJE CULMINA, E AS DECLARAÇÕES DO PATRIARCADO DE LISBOA NO MÊS PASSADO

«(...) Hoje, em alguns contextos da nossa sociedade, procura-se apagar ou silenciar o Natal no espaço público – nas escolas, em instituições civis – com o argumento de não ferir sensibilidades de quem não partilha a fé cristã. A intenção pode parecer inclusiva. Mas é preciso dizê-lo com clareza e serenidade: esvaziar o Natal é esvaziar a própria matriz humanista que tornou Portugal uma terra de acolhimento, de dignidade e de oportunidades.
Portugal não é procurado apenas pelo seu clima ou pela sua geografia. É procurado porque, ao longo dos séculos, se estruturou sobre valores profundamente enraizados na fé cristã: o cuidado da fragilidade; o reconhecimento da dignidade de cada pessoa; a centralidade da família; a opção preferencial pelos pobres; a convicção de que ninguém é descartável.
Estes valores não são uma ameaça a quem chega; são precisamente a razão pela qual tantos chegam. Retirar do espaço comum o presépio de Belém – símbolo do acolhimento da vida frágil, da família pobre, do Deus que Se faz próximo – é correr o risco de transformar Portugal num território funcional, mas sem alma; eficiente, mas sem coração; organizado, mas incapaz de ser porto de abrigo. (...)»
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Fonte: https://www.patriarcado-lisboa.pt/site/index.php?id=13394&fbclid=IwY2xjawPMYgRleHRuA2FlbQIxMABicmlkETB2VG1ScXBrNFp0QUlKZm1Ec3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHpr5V5pYtezyP8sL7_I0CUUdNYOuqqw3T5eaNlXvWDr4JqW9Q9ZXOPsaqe0i_aem_ZeqOOUnrro1xx-TWyX5XMA
Agradecimento a quem aqui trouxe esta notícia de há umas quantas semanas: https://www.reddit.com/r/portugueses/comments/1pvj2yj/cardial_patriarca_de_lisboa_n%C3%A3o_podemos_nos/

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Alguns nacionalistas ingénuos, órfãos mentais, sempre em busca ou de um paizinho ou de um líder ou de uma estrutura que os defenda, gostam muito de declarações eclesiásticas pronunciadas em prol da «nossa» cultura. Mas qual «nossa» cultura? O padralhame não se engana sobre isto e é sempre coerente - a «nossa» cultura de que fala não é «a nossa Europa branca!» que os nacionalistas adoram mas sim a Cristandade, que a Igreja quer poder continuar a identificar com o Ocidente de maneira a manter ou, aliás, a recuperar os Ocidentais para o seu rebanho, sempre são setecentos milhões na Europa e mais quinhentos milhões, grosso modo, do outro lado do Atlântico, a habitar a maior parte das potências mundiais: EUA, RU, França, Itália, Alemanha, não é coisa pouca. Queriam, aliás, ter a UE em peso sob a sua égide, mas os gajos que fizeram o Tratado da UE nunca lá incluíram qualquer referência ao Cristianismo como fundamento da sua união - Grécia e Roma, sim, Jesus na cruz é que não, para incómodo do beatame, a começar pelo papa João Paulo II, que falhou nessa campanha.
Ora este credo é, como já foi aqui dito e comprovado à saciedade, é, como agora diz o patriarcado de Lisboa, a raiz do universalismo militante que traz toneladas de imigrantes para a Europa. Isto está, como é bom de ver, nas antípodas vitais, mentais, espirituais, intestinais, figadais, pancreatais, coracionais, uteronais & prostatais, nas antípodas totais do que é o mais crucial interesse nacionalista europeu. Quando a Igreja proclama por isso a urgência de defender a «nossa» tradição «europeia», está precisamente a fazê-lo em nome de um ideal diametralmente contrário e absolutamente inimigo do Nacionalismo. É, de resto, uma brutal ironia histórica que seja precisamente esta mentalidade cristã que forma a raiz moral da actual sanha imigracionista das elites ocidentais, inclusivamente, afinal, da própria ICAR. A diferença entre os imigracionistas laicos e os imigracionistas cristãos é que estes dizem «imigração sim, mas com vocês todos a perceberem que isto acontece por causa de Cristo e que é Cristo quem manda aqui!», o que pode afinal não vir a suceder, uma vez que o Islão é se calhar mais sedutor para muitos imigrantes do que a doutrina do Crucificado, mas, seja qual for o resultado das suas conversões, a verdadeira Europa nada tem com isso e só pode ficar a perder com a permanência de tudo isso no espaço europeu. 

Natal sim, mas o verdadeiro, o original, o da raiz - igualdade, fraternidade e abundância em nome de Saturno, Deus da Idade de Oiro e da Agricultura, com verduras iluminadas e decorativas, muitos presentes e muita comezaina em família e amigos. O resto que fique para lá das fronteiras continentais europeias.


RÚSSIA - MUFTI DECLARA QUE «UM TERÇO DO PAÍS SERÁ MUÇULMANO DAQUI A QUINZE ANOS»

O grão-mufti da Rússia previu que cerca de 30% da população russa praticará o Islão nos próximos 15 anos, citando tendências demográficas.
As regiões da Rússia com maioria muçulmana, incluindo as repúblicas do Cáucaso do Norte e a república do Tartaristão, são conhecidas por terem as maiores taxas de natalidade do país, reflectindo tendências semelhantes em todo o mundo. Diversas estimativas indicam que a população muçulmana actual na Rússia varia entre 14 milhões e 20 milhões de pessoas, ou entre 10% e 14% da população total da Rússia , que era de 146,8 milhões em 2018.
“Segundo especialistas, a população [muçulmana] da Rússia aumentará para 30% em década e meia”, disse Ravil Gainutdin, presidente do Conselho de Muftis, um grupo religioso que representa a comunidade muçulmana da Rússia.
As mudanças demográficas significam que "dezenas" de novas mesquitas precisarão de ser construídas nas maiores cidades da Rússia, disse Gainutdin em fórum organizado pela Duma Estatal na Lues.
O arquipreste Dmitry Smirnov, um oficial da Igreja Ortodoxa Russa, concordou com a previsão de Gainutdin e previu que "já não haverá russos em 2050". “É tarde de mais”, disse ele à rádio Govorit Moskva quando questionado se a tendência demográfica poderia ser revertida.
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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: https://www.themoscowtimes.com/2019/03/05/russia-will-be-one-third-muslim-in-15-years-chief-mufti-predicts-a64706

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A notícia é de 2019... pode ser que, com a guerra, muitos dos jovens muslos da Rússia tenham sido atirados para a Ucrânia e lá ficado como carne para canhão, mas provavelmente também lá morreram jovens russos, enquanto as crianças muçulmanas em solo russo parecem estar a multiplicar-se.
Só por ingenuidade ou desonestidade se pode fazer crer que a Rússia está em condições de salvar a Europa seja do que for, excepto, claro está, da paz e da Democracia, e aqui é que bate o ponto para a infecta putinaria que aí anda pelas esquinas das redes sociais a expressar ódio à Ucrânia e a dizer que o ex-KGB é que a leva direita... é que os putineiros o que querem realmente é ver o fim do poderio democrático do e no Ocidente, o resto são aldrabices e «argumentos» descaradamente invertebrados, já se sabe como é.


UM BRANCO PRESUMIVELMENTE «ARIANO» NA MONGÓLIA DE HÁ MAIS DE CINCO MILÉNIOS





Reconstrução facial de um indivíduo que viveu há 5100 anos no seio da cultura Afanasieva, na Mongólia, com ADN autossómico (auDNA) semelhante ao da cultura Yamnaya. A reconstituição baseia-se em restos esqueléticos.
Tinha o haplogrupo J1a2b do cromossoma Y e o haplogrupo U5a1 do mtDNA. A sua linhagem materna, associada aos caçadores-recolectores europeus, estava disseminada entre os indo-europeus. A sua linhagem paterna, J1a2b, já tinha sido detectada na cultura de Khvalynsk; um ramo descendente deste haplogrupo domina também o cromossoma Y da cultura Kura-Araxes, sugerindo possivelmente uma dispersão do J1a2b do Cáucaso para a estepe, onde um ramo relacionado persistiu e se tornou no principal haplogrupo da cultura Kura-Araxes.
O homem, pertencente ao tipo paleo-euroide/proto-euroide, tinha aproximadamente 180 cm de altura (498 mm de comprimento do fémur) e possuía um crânio notavelmente maciço e robusto, com um comprimento craniano muito longo de 193 mm, uma largura craniana maciça de 151 mm e uma largura da maçã do rosto muito larga de 147 mm.
Na Ásia Interior, a Idade do Bronze começa com o aparecimento da cultura Afanasievo, que se espalhou por vastas regiões do Sul da Sibéria e da Ásia Central. Os seus sítios arqueológicos são conhecidos no oeste e centro da Mongólia, leste do Cazaquistão, Bacia de Dzungária e até mesmo no Médio Zarafshan, embora a maior concentração seja no Altai e na Bacia de Minusinsk. As datações por radiocarbono AMS situam o horizonte Afanasievo entre 3300 e 2500 a.C.. Tanto as evidências antropológicas como as de ADN antigo indicam que a cultura Afanasievo surgiu de uma migração de populações do Leste Europeu, especificamente da esfera cultural Yamnaya (Solodovnikov et al. 2023).
Os indivíduos Afanasievo de Altai estão entre as populações antigas mais altas da Eurásia (Solodovnikov et al. 2018). Uma estatura igualmente elevada é observada entre os indivíduos Afanasievo da Mongólia central, com base em material limitado do cemitério de Shatar-Chuluu (onde o indivíduo reconstruído foi encontrado), perto da cordilheira de Khangai (Tumen 1978; Solodovnikov, Erdene 2022).
Dois indivíduos Afanasievo publicados foram identificados como familiares de quinto grau. Um foi sepultado em Inskaya Dol, no noroeste de Altai (I11752, BARN-039) [Narasimhan et al. 2019], e o outro no cemitério de Shatar-Chuluu, na Mongólia central (SHT002, AT-25 (I6221, o indivíduo reconstruído)) [Jeong et al. 2020; Ringbauer et al. 2023]. Embora estes locais estejam a 1410 km de distância um do outro, ambos os indivíduos partilham o perfil genético característico de Afanasievo/Yamnaya e agrupam-se estreitamente com outras amostras de Afanasievo. O seu parentesco biológico implica que pelo menos um antepassado na sua linhagem familiar deve ter viajado várias centenas de quilómetros durante a sua vida.
  • A imagem foi criada por Ancestral Whispers, uma organização especializada em tais reconstituições.
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Fonte: https://x.com/Sulkalmakh/status/1996144455372382600

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Reconstituição hipotética de um cenário típico da cultura de Afanasievo, na Sibéria, exposta no Museu Nacional da República do Altai (ou Museu Anokhin)


A maior parte dos vestígios genéticos desta cultura indica um predomínio do haplogrupo R1B, que é o mais típico dos Indo-Europeus da Europa Ocidental. É por isso altamente provável que esta cultura de Afanesievo fosse de raiz indo-europeia, levada para a região por migrantes da cultura de Yamnaya, raiz dos Indo-Europeus, segundo se pensa actualmente.
A cultura Afanasievo é creditada por vários autores como a origem da tradição pastoril na Mongólia e da cultura metalúrgica na China.

Movimentos dos migrantes portadores das línguas indo-europeias a partir da estepe euro-asiática que é hoje a Ucrânia e o sul da Rússia (já agora, e no que nos diz respeito, as culturas indo-europeias ocidentais de Germanos, Celtas e Italiotas são provavelmente provenientes da cultura da Cerâmica Cordada, ou Corded Ware, e, mais directamente, da cultura do Vaso Campaniforme ou Bell Beaker culture)


Ora este indivíduo, sendo do haplogrupo I1a2b, teria entretanto ancestrais de populações arcaicas do Cáucaso, que depois estariam na origem de grande parte senão da maioria das gentes semitas e não só:



ANIVERSÁRIO DO MAIS FAMOSO LOIRO DO ESPAÇO


A sete de Janeiro de 1934 foi publicada nos EUA a primeira história de Flash Gordon, o heróico e loiro ianque, sóbrio e tranquilo, que, no longínquo planeta Mongo, está rodeado de amigos, como a sua amada Dale Arden e o velhote Dr. Zarkov, e aliados, como o príncipe Thun e o príncipe Barin, enquanto lidera uma revolta de diversas Nações bem diferenciadas contra um tirânico asiático imperialista que as traz submetidas, o sofisticadamente malévolo Ming, cuja caprichosa e petulante filha, princesa Aura, vem a tornar-se aliada de Gordon, mais tarde...

Com o tempo, esta oposição civilizacional entre o Ocidente democrático e um Oriente despótico, que já Aristóteles e outros gregos tinham observado, nomeadamente no confronto com o Império Persa, acabou por se esbater na história da personagem norte-americana - na série mais recente o «mau da fita» até é branco... 
Flash Gordon, actualmente um bocado esquecido, não deixa de constituir uma das referências básicas da ficção científica «pop», modelo, em grande medida, da chamada «space opera». Com efeito, o tema do herói que reúne e galvaniza um grupo de rebeldes para agitar os Povos de maneira a que se revoltem contra um poder imperial galáctico constitui fundamento de obras como «Guerra das Estrelas» e «Blake's 7», mais «prudentes» e convencionais na sua estética do que o flamejantemente barroco universo cultural em que Gordon se movia, entre a orientalmente requintada e uniformizada capital do império e as florestas algo medievais de Arbória, entre a cerúlea cidade-Estado dos Homens-Gavião e as álgidas estepes da «Frígia», entre os hirsutos bárbaros quase «Vikings», ou leoninos, do príncipe Thun e muitos outros mundos que foram surgindo nas subsequentes sagas...

Para ler mais pormenores e ver umas imagens catitas, aceder a estas páginas:
http://gladio.blogspot.pt/2009/01/flash-gordon.html
http://gladio.blogspot.pt/2011/01/o-aniversariante-flash-gordon.html





DO QUE PRECISA A EUROPA? DE ARMAS NUCLEARES


Não basta fazerem-se mais armas convencionais ou gastar mais com a sua manutenção. Urge que a União dos Europeus possa verdadeiramente garantir a sua segurança e a protecção dos Estados Europeus que a queiram, como é o caso da Ucrânia, o que só se faz por completo com a posse de armamento de vasta destruição.
É escusado vir-se falar da «saúde, dos salários!, da educação!!!!» e de tanta pomba assassinada para desviar a conversa. Podeis bem cagar de alto em todas as vossas conquistas civilizacionais se não as puderdes proteger. Se, no nosso dia-a-dia, não nos acontecer nada de especial nas ruas ou nos bairros onde andamos quotidianamente, não é porque «não nos metemos com ninguém», é porque existe polícia, mesmo que não esteja à vista, e basta fazer constar que em tal parte não há bófia para de imediato se começar a exercer aí o poder do mais forte.
Aplica-se exactamente o mesmo na política internacional quando há grandes Estados que só respeitam a força e colocam as suas pretensões «multipolares» acima das fronteiras dos países mais fracos, ou seja, quando os impérios estão de volta, sejam quais forem as narrativas que disseminam para explicarem ao mundo porque é que outros Povos se devem submeter ao seu poder. A UE, neste contexto histórico, afigura-se quase como um milagre, na medida das possibilidades - uma associação de países estabelecida, não com base no poderio de um sobre os outros todos, como sempre foram todos os impérios, mas sim tendo por base uma procura de bem comum em condições de tendencial igualdade pacífica, quando qualquer pequeno e pobre país europeu pode falar de igual para igual com Estados cujo poder militar é avassaladoramente superior mas que de modo algum irão utilizá-lo para silenciar ou subjugar o país mais fraco. É, já se vê, uma invenção europeia, muito europeia, e ninguém fora da Europa percebe uma coisa destas, aliás, muitos na Europa não percebem e, sobretudo, não gostam que as coisas possam ser assim, dado que a visão do mundo de tal gente é hierarquizante por princípio. Não deve permitir-se que tal minoria saudosa de impérios e sequiosa de «homens fortes» possa minar o esforço de defesa da Europa dos Europeus Livres.

... ORIGENS PAGÃS DA CELEBRAÇÃO DOS REIS-MAGOS...



(...) Da mesma forma que nos festejos carnavalescos se preserva a figura do respectivo Rei que cabia outrora àquele que no bolo encontrasse a fava ou o feijão dourado, sendo como tal tratado durante o ano inteiro.
Por seu turno, os romanos introduziram tal prática por ocasião das Saturnais que eram as festividades que se realizavam em 25 de Dezembro, em celebração do solstício de Inverno, também eles elegendo um rei da festa escolhido á sorte pelo método da fava. À semelhança do que se verifica com a Coroa do Advento, a sua forma circular remete para antigos ritos solares perfeitamente enquadrados nas festividades solsticiais e nas saturnais romanas.
Com vista à conversão dos povos do Império Romano que preservavam em geral as suas crenças pagãs, o Cristianismo passou a identificar o “bolo-rei” com a celebração da Epifania e, consequentemente, aos Reis Magos. E, assim, aos seus enfeites e condimentos passaram a associar-se as prendas simbólicas oferecidas ao Messias ou seja, a côdea, as frutas secas e cristalizadas e o aroma significam respectivamente o ouro, a mirra e o incenso. Apesar disso e atendendo a que eram três os reis magos, esta iguaria não passou a ser identificada como “bolo dos reis”, conservando apenas a sua designação como “bolo-rei” ou seja, contrariando a sua própria conversão.
Durante a Idade Média, este costume enraizou-se na Europa devido à influência da Igreja a tal ponto que passou a ser celebrado na própria corte dos reis de França e a ser conhecido como Gâteau des Rois. Porém, com a revolução francesa, o mesmo veio a ser proibido em virtude da sua alusão á figura real, o mesmo tendo sucedido entre nós, imediatamente após a instauração da República, tendo alguns republicanos passado a designá-lo por “bolo-presidente” e até “bolo Arriaga”, em homenagem ao então Presidente da República.
Quanto aos seus condimentos e método de confecção, é usual associar-se à tradição da pastelaria francesa a sul do Loire, o que parece corroborar com a informação de que foi a Confeitaria Nacional a primeira casa que em Portugal produziu e vendeu o bolo-rei a partir de uma receita trazida de França, por volta de 1870. Resta-nos saber, até que ponto, também esta não terá buscado inspiração no tradicional bolo inglês. (...)
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Fonte: http://www.folclore-online.com/textos/carlos_gomes/origens-pagas-bolo-rei.html#.VSbYuNzF-9U
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Mais: na celebração da Compitália (usualmente de três a cinco de Janeiro), festividade em honra dos Lares Compitales (espíritos das encruzilhadas), os Romanos ofereciam bolos de mel redondos e dourados, talvez a evocar a ascensão solar; escassos dias mais tarde, na Agonália de Janeiro, celebrada em honra de Jano, Deus dos Inícios, ofereciam-se bolos em forma circular e de cor dourada. A popularidade do costume valeu a Janus a designação de «Deus dos bolos»; ao bolo chamava-se por sua vez «janual». De notar que Jano, além de Deus dos Inícios, é também Deus da Idade de Ouro, época mítica em que Divindades e homens viviam juntos em plena harmonia.
Consta ainda que este dia era o culminar do Iule ou Yule nórdico, celebração de doze noites em que Odin percorria os céus acompanhado pelas Valquírias e pelos Einherjar (guerreiros mortos em combate).
Quanto aos reis magos em si, discute-se se eram persas da religião dos Magos - Magi - sacerdotes que prestavam culto a Ahura Mazda na esteira do profeta Zaratustra ou Zoroastro, ou se eram babilónios, ou judeus, ou se um vinha da Arábia (Baltazar), outro da Pérsia (Melchior) e outro da Índia... 
Certo é que um historiador do Cristianismo, Sebastian Brock, diz o seguinte: «Foi sem dúvida dos conversos oriundos do Zoroastrismo que... se desenvolveram certas lendas em torno dos Magos dos Evangelhos.» Isto pode até indicar que houvesse da parte dos conversos persas ao Cristianismo - isto é, seguidores da religião de Zoroastro que se converteram à de JC - algum intento propagandístico, como que a dizer que o destino final dos «Magos» persas era o de reconhecerem a Divindade suprema do judeu Ieshu...
Outro investigador, Anders Hultgård, afirma que a história dos Reis Magos tem origem numa lenda iraniana a respeito dos Magi e uma estrela, ligada a uma crença persa sobre o erguer de uma estrela a anunciar o nascimento de um líder, além dos mitos que descrevem a manifestação de uma figura divina em fogo e luz.
É por outro lado curioso que a composição do Testamento de Mateus, em que os reis magos são referidos, tenha tido lugar pouco depois do ano 66 da era comum, quando o rei arménio Tiridates I foi a Roma com os seus magos prestar homenagem ao imperador Nero...

terça-feira, janeiro 06, 2026

UM GENERAL RUSSO HERÓI DE GUERRA FALA SOBRE O ACTUAL ESTADO DA RÚSSIA

«O general russo reformado Leonid Ivashov, após assistir ao discurso de Ano Novo de Putin, demonstrou uma clara compreensão da situação da Rússia:
“- Ouçam, sou professor, general e investigador geopolítico com décadas de experiência. Assisti a este espectáculo de quatro horas e não vi um líder, nem um comandante, nem um defensor do povo. Vi apenas um homem a viver num conto de fadas enquanto o resto do país luta para sobreviver com 16000 rublos por mês.”
Ivashov opôs-se à invasão da Ucrânia desde o início e, nesta entrevista, reiterou a sua discordância com os acontecimentos recentes na Rússia. Aqui estão algumas das suas outras declarações notáveis:
“Mesmo antes da chamada ‘operação militar especial’, alertei para as consequências. Os últimos quatro anos confirmaram a precisão e a gravidade destas avaliações”.
“Não obtivemos um único sucesso a nível tático ou operacional e, a nível estratégico, sofremos derrotas em todas as frentes.”
“Todos os ramos da indústria foram destruídos.”
“A ciência está em estado crítico e a educação entrou em colapso total.”
“O aumento dos preços é um sinal alarmante: o povo russo está cada vez mais pobre.”
“O sistema de saúde está em ruínas. Todas as regiões estão a cortar nas despesas com medicamentos.”
“A qualidade dos alimentos está a deteriorar-se; o óleo de palma está por todo o lado; os alimentos na Rússia estão a tornar-se tóxicos”.
“A única área em que a Rússia é ‘líder’ no mundo são os indicadores demográficos. Lideramos na taxa de DESAPARECIMENTO. Mesmo sem a guerra — e a guerra só se intensifica — o número de homens está a diminuir rapidamente.”
“Restam-nos apenas aliados como a Coreia do Norte e a Bielorrússia, mas não nos podem ajudar: só podem drenar as nossas finanças — e as nossas finanças estão a esgotar-se.”
“Trabalhei com os chineses durante muitos anos, e a China não é nossa aliada; isso é uma invenção e propaganda do Kremlin.”
“Um fracasso estratégico (na guerra com a Ucrânia) pode muito bem levar ao colapso da Rússia.”»
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Fontes: 
https://www.facebook.com/photo?fbid=25726127887024934&set=a.136574409740300
https://www.youtube.com/watch?v=dP_hAbpehMM

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Óptimo, se for verdade. Óptimo a curto prazo, bem entendido. Se um dia for preciso contar com a Rússia para fazer frente à China, aí é que pode ser mais chato.