terça-feira, outubro 20, 2026

ALEMANHA - POLÍCIA DE BREMEN ACONSELHA MULHERES A VOMITAR PARA EVITAREM SER VIOLADAS

Foi revelado que a polícia da cidade de Bremen, no norte da Alemanha, há mais de uma década aconselha os participantes de seminários de segurança no trabalho que induzir o vómito deliberadamente pode ser uma forma de interromper uma tentativa de agressão sexual ou estupro.
Franka Haedke, porta-voz da polícia de Bremen, afirmou que a orientação faz parte de um programa mais amplo de instrução em auto-defesa oferecido pela Unidade Central de Prevenção Policial do departamento.
“Numa emergência, como uma tentativa de estupro, defenda-se com todos os meios disponíveis”, disse Haedke ao jornal Kreiszeitung. “Vomitar também pode ser uma forma eficaz de repelir um crime sexual.” Os instrutores do seminário dizem aos participantes que eles podem provocar o reflexo de vómito colocando um dedo na garganta. A repulsa resultante, segundo a polícia, tem o objectivo de interromper as acções do agressor. Haedke descreveu a sugestão como uma opção entre outras, e não como uma resposta prescrita. As sessões, que acontecem há mais de 10 anos, são realizadas em empresas, repartições públicas e instalações médicas. Funcionários de empresas de transporte público, bombeiros, centros de emprego e organizações de assistência social também podem participar. Os temas incluem reconhecimento e prevenção de perigos, desescalonamento de conflitos, intervenção de terceiros e conduta específica durante uma agressão sexual. Os participantes são convidados a descrever as suas próprias experiências para que as orientações possam ser adaptadas às situações que vivenciaram.
Haedke afirmou que os cursos ajudam as pessoas a “reconhecer perigos precocemente, gerir conflitos e agir com ponderação”. Ela acrescentou que os seminários “contribuem para a prevenção do crime e devem ser activamente promovidos e realizados de forma recorrente, do ponto de vista policial”.
Notoriamente, a polícia parece impotente para lidar com uma das principais questões que impulsionam o aumento de estupros e agressões sexuais na Alemanha: o aumento alarmante do número de estrangeiros. Desde 2018, houve um aumento de 72% nos estupros no país. Bremen, onde a polícia aconselha mulheres a vomitarem para evitar um estupro, a cidade foi considerada a "cidade mais perigosa da Alemanha". Além disso, Bremen tem a maior proporção de imigrantes entre todas as cidades alemãs. É também um local onde 49% de todos os estupros foram cometidos por estrangeiros, embora a população estrangeira oficial seja de 23%.
A orientação de Bremen não é a primeira dica de auto-protecção pouco convencional da polícia alemã a atrair a atenção do público. O Remix News já tinha relatado que, em Berlim, polícias listavam o canto como uma forma de irritar um agressor, conselho que permaneceu visível no site da polícia mesmo após a revisão de materiais internos. Uma captura de tela da recomendação viralizou nas redes sociais em 2024 e foi amplamente ridicularizada. Mais tarde, a polícia de Berlim afirmou que a denúncia tinha sido obtida por meio de associações profissionais de psiquiatria e não correspondia à experiência operacional. “Uma captura de tela da nossa página inicial tem circulado há alguns dias, na qual recomendamos que, em caso de ataque, você irrite o agressor com um comportamento inesperado, como cantar”, declarou a polícia de Berlim. “Esta recomendação é feita por associações profissionais de psiquiatria, entre outras. No entanto, esta orientação não corresponde à nossa experiência policial e, portanto, já não faz parte das nossas recomendações desde 2023. O folheto já foi actualizado e agora o nosso site também.” A polícia declarou que a sugestão não se referia a ataques terroristas, tumultos ou agressões armadas, incluindo aquelas com facas, onde a prioridade é proteger a vida.
Após os ataques sexuais em massa ocorridos em Colónia na véspera de Ano Novo de 2015-16, a autarca Henriette Reker — embora não fosse uma autoridade policial — também deu conselhos que foram amplamente condenados. Reker disse que as mulheres deveriam manter “uma certa distância, superior ao comprimento de um braço”, de homens desconhecidos e evitar comportamentos que pudessem ser “mal interpretados”. Depois de milhares de mulheres alemãs serem agredidas sexualmente e até mesmo estupradas por imigrantes norte-africanos, as declarações foram amplamente criticadas, inclusive pelo ministro da Justiça da Alemanha.
A polícia sueca também já aconselhou mulheres a não saírem sozinhas. Antes da imigração em massa, a Suécia era um dos países mais seguros do mundo para mulheres. No entanto, quase simultaneamente com os ataques sexuais em massa em Colónia, a polícia sueca emitiu um alerta semelhante. Em Östersund, em 2016, após uma série de agressões e uma tentativa de estupro, o chefe de polícia Stephen Jerand aconselhou as mulheres que se quisessem locomover à noite, a combinar uma boleia ou a caminhar em grupo. Ele classificou o alerta como factual, e não como uma proibição de sair sozinha. A polícia alemã deu conselhos semelhantes sobre a importância de correr em dupla após ataques contra corredoras. Em 2017, após o estupro de uma mulher no parque Rosental, polícias de Leipzig disseram que seria melhor correr em dupla ou garantir que houvesse alguém por perto, e olhar para trás ao passar por outras pessoas. O autarca da cidade criticou a polícia por restringir a liberdade das mulheres. Após um ataque no Jardim Inglês de Munique em 2016, a polícia da cidade orientou as corredoras a escolherem rotas movimentadas e iluminadas após o anoitecer, correrem pelo menos em dupla ao entardecer, não usarem fones de ouvido e carregarem um apito ou alarme pessoal. Embora o conselho tenha sido menos controverso do que o de outras autoridades, críticos observam que as mulheres estão cada vez mais inseguras na Europa ao exercitarem-se ou frequentarem espaços públicos.
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Fonte: https://rmx.news/article/german-police-advise-women-vomit-to-stop-rape-attacks/

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Será que violadores oriundos do terceiro-mundo param mesmo de violar uma mulher se ela se puser a vomitar?... Talvez os que dão este conselho estejam a sobrestimar os níveis de higiene dos violadores...

Numa perspectiva muito geral, até faz sentido - o que o poder está a dizer às mulheres do País é essencialmente simples: «Importámos toneladas de iminvasores violadores, agora olha, vomitem...»


FRANÇA - MANIFEIROS INCENDEIAM ESQUADRA E TENTAM IMPEDIR A SAÍDA DOS AGENTES POLICIAIS NO SEU INTERIOR

Um eurodeputado francês e ex-comissário de polícia pediu, nesta Joves [8 de Outubro], a acusação de tentativa de homicídio após manifestantes mascarados terem incendiado a entrada de uma esquadra de polícia em Bordéus, impedindo a saída dos agentes e deixando o edifício tomado pela fumaça. Matthieu Valet, agora filiado na Reunião Nacional, disse que os agressores bloquearam a porta principal da esquadra de Capucins e atearam fogo a latas de lixo empilhadas contra ela enquanto os polícias ainda estavam lá dentro. “Trata-se de um acto criminoso de extrema gravidade; poderíamos ter tido um massacre”, escreveu o eurodeputado Valet no X. “Os autores devem ser encontrados e processados ​​por tentativa de homicídio. Dez anos após o atentado de Viry-Châtillon, em que polícias foram queimados vivos enquanto estavam presos na sua viatura, nada mudou.”
O procurador de Bordéus, Renaud Gaudeul, afirmou que um grupo de cerca de 10 indivíduos encapuzados empilhou deliberadamente caixotes do lixo na entrada da estação por volta das 16h e ateou-lhes fogo durante uma manifestação estudantil. O fogo alastrou-se rapidamente por parte da fachada. Três agentes da Polícia Nacional que se encontravam no interior da estação conseguiram escapar por uma saída de emergência nos fundos. Não houve feridos, mas os agentes teriam sofrido inalação de fumo.
Os promotores abriram uma investigação por destruição de propriedade por meios perigosos para pessoas, cometida em razão da condição das vítimas como funcionários públicos, e por participação em grupo formado para incitar violência ou danos materiais durante uma manifestação pública. Estes crimes podem acarretar pena de até 20 anos de prisão. Até ao momento, as autoridades não apresentaram acusações de tentativa de homicídio.
Esta não é a primeira vez que manifestantes são acusados ​​de incendiar prédios e bloquear saídas. No início desta semana, manifestantes atearam fogo à entrada da Escola Secundária Vauquelin, em Paris, e bloquearam a saída com 100 alunos e funcionários dentro. Um vídeo angustiante da BFMTV registou o momento.
Uma pichação com os dizeres "Vingança para o Éden" foi encontrada na parede da estação, em referência a um estudante gravemente ferido por um lança-granadas da polícia durante os protestos na região de Paris.
O ataque ocorreu à margem de bloqueios e marchas estudantis em todo o país, em protesto contra a escassez de professores e as más condições das escolas, que já duram há três semanas. Uma escola secundária na cidade vizinha de Lormont foi vandalizada na mesma manhã. Em toda a França, os protestos resultaram em milhares de detenções desde o final de Setembro, além do uso repetido de fogos de artifício, morteiros, pedras e barricadas em chamas.
O caso Viry-Châtillon de 2016, em que polícias morreram carbonizados dentro da sua viatura durante distúrbios nos arredores de Paris, continua a ser uma referência frequente nos debates franceses sobre ataques contra a polícia. Autoridades do Ministério do Interior defenderam tácticas recentes, ao mesmo tempo em que anunciaram a suspensão temporária de certas granadas de efeito moral depois de alguns menores as agarrarem e elas explodirem, arrancando-lhes as mãos.
Nas últimas semanas, ocorreram cenas horríveis em todo o país, incluindo mulheres a ser atacadas com lança-chamas caseiros, professores espancados nas ruas, incêndios criminosos em escolas, professores e funcionários encharcados com gasolina e polícias espancados até ficarem inconscientes. Em praticamente todos os vídeos, minorias raciais e étnicas, principalmente negros e árabes, são vistas como as principais responsáveis ​​pelos distúrbios e pela violência física.
Os dados mais recentes do Ministério do Interior indicam que 761 polícias ficaram feridos nos distúrbios em curso, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, em audiência realizada a 7 de Outubro perante a Comissão de Legislação da Assembleia Nacional.
A contagem abrange os feridos desde 28 de Setembro.
Somente na Joves, 8 de Outubro, o Ministério do Interior registou mais 48 polícias e gendarmes feridos. Nuñez afirmou que o número de prisões e detenções chegou a 6629 até à noite de 6 de Outubro.
De acordo com o ministro da Educação, Édouard Geffray, cerca de 65 professores e funcionários da educação ficaram feridos nos distúrbios.
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Fonte: https://rmx.news/article/we-could-have-had-a-massacre-french-mep-demands-attempted-murder-charge-after-protesters-burn-police-station-and-block-exit/

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Mais uma achega para a guerra civil (ainda) não declarada que está a anunciar-se no solo de um dos países mais influentes da Europa, graças precisamente à iminvasão oriunda do terceiro-mundo. É, também, mais um crime de ódio - ódio verdadeiro - que os grandessíssimos mé(r)dia cá do burgo ou não noticiam ou não comentam.


DONDE VÊM OS PUTINETES QUE DESPREZAM A UCRÂNIA E ODEIAM O OCIDENTE


segunda-feira, outubro 19, 2026

ITÁLIA - MELONI DIANTE DA IMINVASÃO

Conversa com a IA sobre o que se passa em Itália no que respeita ao actual estado da iminvasão e sua relação com o cerne da doutrina religiosa que ainda guia as consciências italianas ou talvez já não:


A imigração foi reduzida ou aumentada em Itália desde que Meloni chegou ao poder?
05:23
Os dados oficiais indicam uma realidade dupla desde que Giorgia Meloni assumiu o poder em Outubro de 2022: a imigração ilegal por via marítima foi drasticamente reduzida, mas a imigração legal para fins laborais aumentou significativamente por iniciativa do próprio Governo, de forma a colmatar a grave crise demográfica do país. [1, 2]
Após uma subida inicial nos primeiros anos de mandato, as políticas migratórias de Meloni — focadas no reforço de fronteiras, deportações e parcerias com países terceiros (como a Albânia e a Tunísia) — provocaram uma alteração acentuada no panorama migratório: [1, 2, 3]
Redução da Imigração Irregular (Por via marítima)
  • Queda nos desembarques: De acordo com os dados avançados pelo executivo italiano, o número de imigrantes que chegaram ao país por via marítima em 2026 fixou-se em cerca de 21,6 mil até meados de Setembro. No mesmo período de 2025, tinham sido registadas mais de 48 mil chegadas, o que representa uma redução superior a 50%. [1]
  • Tendência de quebra: Em termos homólogos globais, o Governo de Roma reportou em Agosto de 2026 que a imigração ilegal caiu 82% desde 2023. [1]
Aumento da Imigração Regular (Canais Legais)
  • Abertura ao mercado de trabalho: Em contraste com o discurso tradicional de oposição à imigração, a crise demográfica e a escassez severa de mão-de-obra na indústria e na agricultura forçaram o Governo de coligação a adoptar uma postura pragmática. [1, 2]
  • Autorizações formais: O executivo de Meloni aprovou medidas para permitir a entrada e integração legal de quase 500000 imigrantes de fora da União Europeia, criando canais formais de recrutamento para sustentar a economia italiana. [1]
Gostaria de saber mais sobre o modelo de centros de processamento na Albânia ou prefere analisar o impacto da crise demográfica no mercado de trabalho italiano? [1, 2]


Deu nacionalidade aos 500000 imigrantes?

Está Meloni a implementar a automatização do trabalho?
05:25
Não, Giorgia Meloni não deu nacionalidade aos 500000 imigrantes, nem o seu governo está a implementar a automatização para substituir esse trabalho. [1, 2]^
A realidade por trás destas duas questões baseia-se em decisões estritamente económicas e demográficas:
1. Sobre os 500000 imigrantes: Vistos de trabalho, não nacionalidade
O número de 500000 refere-se a vistos legais de trabalho (através do mecanismo conhecido como Decreto Flussi) aprovados pelo governo de Meloni para o período entre 2026 e 2028. [1, 2]
  • Apenas autorização de emprego: Estes cidadãos estrangeiros (vindos de fora da União Europeia) recebem uma permissão de residência temporária e legal para preencher a grave falta de mão-de-obra em sectores como a agricultura, turismo e construção. [1, 2]
  • Posição firme contra a nacionalidade: O partido de Meloni (Irmãos de Itália) opõe-se firmemente à facilitação do acesso à cidadania. A primeira-ministra mantém a exigência estrita de 10 anos de residência legal contínua antes que um imigrante possa sequer solicitar a nacionalidade italiana, recusando qualquer alteração à lei actual. [1, 2]
2. Está a implementar a automatização do trabalho?
Não como uma política governamental para substituir imigrantes. Embora a Itália apoie a modernização tecnológica das suas indústrias através de fundos europeus, a automatização e a inteligência artificial não conseguem resolver o problema imediato do país:
  • Crise Demográfica Extrema: A Itália enfrenta um inverno demográfico, com uma das populações mais envelhecidas do mundo e uma taxa de natalidade baixíssima. [1, 2]
  • Trabalho não automatizável a curto prazo: Grande parte das vagas abertas para os imigrantes destina-se a funções de esforço físico e sazonal — como a colheita agrícola manual, hotelaria, restauração e cuidados domésticos/apoio a idosos. Actualmente, a robótica e a automatização ainda não são avançadas ou baratas o suficiente para substituir estas funções à escala necessária. [1, 2, 3]
Por esta razão, o governo de Meloni adopta uma postura dupla: mantém um discurso muito duro e restritivo contra a imigração ilegal, mas actua de forma pragmática ao abrir as portas à imigração legalizada para evitar o colapso financeiro das empresas italianas. [1, 2]
Gostaria de saber como funciona o processo de candidatura a estes vistos de trabalho (Decreto Flussi) ou quer entender os detalhes do referendo sobre a nacionalidade que a oposição tentou promover em Itália? [1, 2]


Dá prioridade a imigrantes europeus?
Indianos?
19 de Outubro de 2026
O Governo de Giorgia Meloni aplica regras substancialmente diferentes a estes dois grupos, impulsionado pelas diretrizes do mercado laboral e pela legislação europeia:
Prioridade a Imigrantes Europeus?
Não existe uma "quota" ou prioridade especial do Governo Meloni na contratação de cidadãos de outros países da Europa (fora da UE), com uma grande exceção geográfica: a Albânia. Devido ao acordo assinado para a criação de centros de processamento de imigrantes em solo albanês, o executivo italiano tem fortalecido as relações bilaterais e facilitado a cooperação económica com este vizinho balcânico. [1, 2]
No que toca a cidadãos da União Europeia, o conceito de "prioridade" nem sequer se aplica, uma vez que o Tratado de Livre Circulação garante a qualquer cidadão da UE o direito de viver e trabalhar em Itália sem necessidade de vistos ou autorizações governamentais.
Prioridade a Imigrantes Indianos?
Sim, os cidadãos indianos estão no topo das prioridades para a atribuição de vistos de trabalho legais em Itália.
A Meta de Meloni para o período entre 2026 e 2028 (que prevê a entrada regulada de quase 500000 novos trabalhadores estrangeiros) transformou-se numa oportunidade massiva para a mão-de-obra vinda da Índia. Isto deve-se a dois factores principais: [1, 2]
  • Acordos de Migração e Mobilidade: A Itália e a Índia assinaram acordos de cooperação específicos bilaterais que facilitam as vias seguras e legais para que trabalhadores indianos qualificados e sazonais entrem em Itália para suprir falhas no mercado de trabalho. [1]
  • Foco no Combate às Redes Ilegais: Em troca do envio organizado de mão-de-obra indiana (sobretudo para a agricultura, indústria e o sector tecnológico), o governo de Nova Deli comprometeu-se a cooperar activamente com Roma no combate à imigração ilegal e ao tráfico humano. [1]
O executivo de Meloni distingue de forma cirúrgica a imigração: enquanto combate fortemente a entrada ilegal vinda do Mediterrâneo, beneficia de forma explícita países como a Índia através de canais formais e controlados de recrutamento. [1, 2]
Gostaria de saber que profissões ou sectores específicos em Itália estão a recrutar mais trabalhadores indianos através destes novos vistos ou prefere analisar os detalhes do acordo com a Albânia?



Diminui a de África e aumenta a da Índia?
05:27
Sim, essa é precisamente a tendência matemática do modelo migratório implementado por Giorgia Meloni. [1, 2]
A estratégia do governo italiano diferencia de forma muito clara a origem e o estatuto (legal ou ilegal) dos fluxos, resultando numa alteração profunda da balança geográfica de quem entra no país:
1. A imigração vinda de África diminuiu drasticamente
A esmagadora maioria da imigração oriunda de África para a Itália fazia-se por via irregular, através de barcos cruzando o Mar Mediterrâneo a partir da Tunísia e da Líbia. [1]
  • Bloqueio nas rotas: Através de acordos financeiros milionários e diplomáticos com os governos do Norte de África, Meloni conseguiu que as autoridades locais travassem as partidas de barcos. [1, 2]
  • A queda nos números: As chegadas por via marítima (maioritariamente de cidadãos africanos) caíram de cerca de 158000 em 2023 para apenas 19500 nos primeiros oito meses de 2026, registando um corte superior a 60% nas entradas irregulares desta região. [1, 2]
2. A imigração vinda da Índia aumentou significativamente
Por outro lado, o governo italiano abriu canais formais e de recrutamento legal para trazer trabalhadores de fora da União Europeia, de forma a combater a grave falta de mão-de-obra nas indústrias e agricultura locais. [1, 2]
  • Vistos prioritários: A Índia tornou-se num dos principais parceiros beneficiados pelo plano plurianual de Meloni (o Decreto Flussi), que prevê a integração de quase 500000 imigrantes legais. [1, 2]
  • Entradas em massa: Os cidadãos indianos passaram a estar posicionados na linha da frente para o preenchimento destas quotas formais, fazendo com que o número de trabalhadores vindos da Índia com contractos e vistos autorizados pelo Estado italiano tenha subido de forma acentuada. [1]
A política de Meloni resume-se, portanto, a uma substituição de fluxos: fechar as rotas marítimas ilegais de África e, em simultâneo, abrir as portas dos aeroportos à imigração laboral regulada vinda da Índia e de outros países asiáticos. [1, 2, 3]
Gostaria de saber que outros países fora da Europa (além da Índia) também ganharam quotas especiais nestes novos vistos de trabalho legais?


Sim.
05:28
Além da Índia, o governo de Giorgia Meloni distribuiu quotas e abriu canais excepcionais de vistos de trabalho legais direccionados para dois grupos muito específicos de países fora da Europa: Nações de forte imigração com acordos de cooperação Portale Integrazione Migranti e um grupo restrito de sete países com grandes comunidades de descendentes de italianos - Público.
As quotas especiais e as novas regras de facilitação dividem-se assim:
1. Países com Quotas Especiais por Acordo Laboral e de Controlo
Para obter mão-de-obra e garantir que os governos de origem ajudam a travar as redes de imigração ilegal, a Itália atribui quotas reservadas a países estratégicos. O principal destaque vai para:
  • Tunísia: O governo de Meloni assinou um Memorando de Entendimento específico Portale Integrazione Migranti que reserva uma quota fixa anual de milhares de entradas exclusivas para trabalhadores tunisinos no sector do trabalho não sazonal, servindo de recompensa pelo esforço do país no bloqueio de barcos no Mediterrâneo.
  • Outros parceiros com quotas sazonais: Países asiáticos e africanos que assinaram acordos de repatriação e segurança migratória com Roma recebem prioridade nas quotas de trabalho plurianual e sazonal (sectores agrícola e turístico) Portale Integrazione Migranti, de forma a incentivar a migração planeada e formal.
2. A "Quota Ilimitada" para Descendentes (Sete Países)
A mudança mais drástica na política do governo ocorreu com a aprovação de um decreto-lei que retirou por completo o limite anual de vistos de trabalho para cidadãos estrangeiros que comprovem ter ascendência/descendência italiana g1. Esta facilitação sem limites numéricos beneficia exclusivamente cidadãos de sete nações fora da Europa Público:
  • Brasil g1
  • Argentina g1
  • Uruguai g1
  • Venezuela g1
  • Estados Unidos g1
  • Canadá g1
  • Austrália g1
Esta medida funciona como um contrapeso político: ao mesmo tempo que o governo de Meloni tornou mais difícil a obtenção directa da cidadania por sangue para os descendentes g1, abriu as portas escancaradas para que eles entrem imediatamente no país com vistos de trabalho rápidos, facilitando a atracção de profissionais que partilham laços históricos com a Itália.
Gostaria de saber como funciona a comprovação de vínculo familiar exigida para este tipo de visto sem limites ou prefere analisar os sectores de trabalho que mais contratam brasileiros e argentinos na Itália?


Portanto, beneficia o retorno de gente de ascendência italiana.
05:29
Sim, precisamente. O governo de Giorgia Meloni desenhou esta política especificamente para incentivar o "retorno" e a atracção de profissionais que já têm laços culturais, históricos e familiares com Itália [g1].
Esta estratégia responde a uma lógica política e demográfica muito clara do partido Irmãos de Itália:
  • Facilidade de Integração: O executivo assume que os descendentes de italianos (vividos em países como o Brasil ou a Argentina) se integram muito mais rapidamente na sociedade italiana, partilhando frequentemente afinidades linguísticas, religiosas e de costumes [g1].
  • A Solução para o "Inverno Demográfico": Ao abrir uma quota ilimitada de vistos de trabalho para este grupo, a Itália tenta repovoar as suas vilas e cidades e preencher vagas de emprego com trabalhadores que considera mais fáceis de assimilar do que os fluxos migratórios vindos do Médio Oriente ou de África [g1].
  • Alternativa à Cidadania Directa: Como o processo para obter a cidadania italiana por via judicial ou consular se tornou extremamente lento e restritivo, o governo criou este visto como um "atalho" [g1]. Os descendentes já não precisam de esperar anos pela confirmação do passaporte no seu país de origem; podem entrar, viver e trabalhar legalmente em Itália de imediato, pagando impostos e contribuindo para a economia [g1].
É uma forma pragmática de "seleccionar" a imigração, privilegiando o sangue e a herança histórica em detrimento da imigração puramente geográfica.
Gostaria de saber quais são os requisitos de parentesco (até que geração de avós) exigidos por esta nova lei para conceder o visto de trabalho ou prefere saber quais as regiões de Itália que estão a dar mais incentivos à fixação destes descendentes?