A ameaça vazia de Trump pode ter consequências muito além da República Islâmica.
Quando o Povo Iraniano se levantou contra os seus opressores em 2009, Barack Obama fez vista grossa. Quando o Povo Iraniano se levantou contra os seus opressores em 2022, o velho Joe Biden enviou biliões de dólares para os seus opressores. Mas Donald Trump foi diferente. A 2 de Janeiro, Trump escreveu: “Se o Irão disparar e matar violentamente manifestantes pacíficos, como é de costume, os Estados Unidos da América virão em seu socorro. Estamos prontos para agir. Obrigado pela atenção a este assunto! Presidente DONALD J. TRUMP.” A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão e outras entidades começaram a matar manifestantes pacíficos impunemente, o que levou Trump a escrever a 13 de Janeiro: “Patriotas iranianos, CONTINUEM A PROTESTAR – OBTENHAM AS VOSSAS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassínio sem sentido de manifestantes PARE. A AJUDA ESTÁ A CAMINHO. MAGA!!! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP.” O Povo Iraniano confiava nele. Continuaram a protestar, mesmo enquanto os desumanos guardiões da República Islâmica os massacravam em números cada vez maiores, chegando a 20000. Renomearam ruas em sua homenagem. Sabiam que ele enviaria a ajuda prometida. Sabiam que ele os ajudaria a ver o fim do regime sanguinário e demoníaco que assassinou tantos iranianos desde 1979. Sabiam que finalmente tinham alguém que ouvia os seus clamores. Alguém com quem podiam contar. Mas na tarde de Mércores, algo tinha mudado. Trump disse: “Fomos informados de que as mortes no Irão estão a parar, pararam, estão a parar. E não há planos para execuções, ou ex-execuções. Portanto, disseram-me isto de uma fonte confiável, vamos descobrir mais sobre isto.” Não havia motivos para acreditar nisso, e não estava claro se o próprio Trump acreditava nisso. A República Islâmica erige-se sobre o terror e preserva-se por meio dele, pois, como governo islâmico, segue a orientação do Alcorão sobre como lidar com os seus oponentes: “semeie o terror nos inimigos de Alá” (8:60). A República Islâmica continuará a matar manifestantes enquanto existir uma República Islâmica.
E apesar da estranha declaração de Trump na tarde de Mércores, naquela noite parecia que a República Islâmica finalmente estava a chegar ao fim. Os aiatolás esvaziaram o espaço aéreo iraniano em antecipação de ataque. Os manifestantes iranianos vislumbravam a hora da sua libertação. O mundo prendeu a respiração.
E a noite e a manhã passaram, e nada aconteceu. A República Islâmica permaneceu no poder. O espaço aéreo iraniano foi reaberto. Os mulás respiraram aliviados.
Na manhã de Joves, Trump tentou demonstrar um tom triunfal: “FoxNews: 'Manifestante iraniano já não será condenado à morte após os alertas do presidente Trump. O mesmo vale para outros.' Isto é uma boa notícia. Espero que continue assim!” A menos que se trate de uma manobra estratégica, como muitos afirmam, e o ataque prometido ainda esteja em andamento, aparentemente a República Islâmica também continuará a agir, escondendo os seus assassínios à porta fechada em vez de exibi-los ao mundo. A promessa de ajuda de Trump provou-se, até agora, vazia. O seu incentivo aos manifestantes resultou apenas na morte de 20000 deles.
Pior ainda, há relatos de que Trump cancelou um ataque no último minuto a pedido da Turquia, do Catar e da Arábia Saudita, três Estados sunitas que há muito consideram a República Islâmica do Irão xiita como inimiga, mas cuja preocupação com o bem-estar dos Estados Unidos não deve ser dada como certa.Na Joves, Reza Amiri Moghadam, embaixador da República Islâmica do Irão no Paquistão, afirmou que Trump tinha dito ao governo iraniano que os Estados Unidos não atacariam o Irão. Se isto se confirmar e nenhum ataque ocorrer, a promessa de Trump de ajudar os manifestantes e seu apelo para que fossem às ruas serão considerados uma das traições mais covardes da história mundial. Isto também terá consequências que vão muito além da mera existência do regime maligno em Teerão. Se nenhum ataque acontecer, Trump terá finalmente entregado aos seus oponentes uma arma que poderão usar para destruí-lo. Depois de tentarem incriminar Trump por crimes que ele não cometeu, e até mesmo de tentarem assassiná-lo, os esquerdistas, cujos planos e agenda foram tão prejudicados por Trump, poderão apontar para as suas promessas ao Povo Iraniano e dizer simplesmente que Trump não é confiável. Ele é um homem de palavras vazias. E, neste caso, as suas ameaças vazias levaram ao assassínio de 20000 pessoas. Trump pode ter acabado de dar aos seus inimigos, cujos empreendimentos malignos ele frustrou em tantas áreas, a arma de que finalmente precisam para derrotá-lo, e também o seu movimento. As ameaças vazias de Trump podem resultar na vitória final nos Estados Unidos dos autoritários socialistas internacionalistas, cujo plano de transformar o país num inferno socialista de fronteiras abertas Trump combateu de forma tão abrangente. No fim, ele pode não ter traído apenas os Iranianos.
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Fonte: https://jihadwatch.org/2026/01/iran-the-great-betrayal
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Eu quando Trump prometeu que não atacaria caso as execuções fossem suspensas, vi logo a desgraça que isso significaria para a continuidade e sucesso da revolução iraniana em curso. E guincham os anti-sionistas e quejandos apanhadinhos das conspirações que o movimento de rebelião nas ruas iranianas foi organizado pela CIA e pela Mossad... era bem bom que isso fosse verdade, de uma forma competente, a ver se Trump não dizia o que disse sobre a condição do fim das execuções, e se o porta-aviões necessário ao ataque ianque já lá estava a postos em vez de ainda demorar dez dias a lá chegar...
Queira o Destino que um ataque ianque à República Islâmica do Irão ainda esteja na calha, agendado para breve, para muito breve, ou então esta foi talvez a mais grave barracada de Trump em matéria de política externa, não apenas porque traiu um Povo inteiro, mas também devido à importância que este Povo pode ter em termos geoestratégicos, nomeadamente como aliado da China e da Rússia de Putin, e como força islamista contrária à existência de Israel, que constitui uma das fronteiras entre a Europa e o mundo islâmico. Resta ver.
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