ESPANHA - ULTRA-DIREITA APOIA GREVES NACIONAIS CONTRA AMNISTIA EM MASSA PARA IMIGRANTES; EM PORTUGAL, VENTURA DIZ QUE SE IRÁ OPÔR A QUALQUER TENTATIVA DE REGULARIZAÇÃO DE ALÓGENOS ANÁLOGA À DE ESPANHA
O candidato nacionalista português à presidência, André Ventura, afirmou que vetaria qualquer tentativa do parlamento português de seguir o exemplo da vizinha Espanha na regularização de um grande número de imigrantes ilegais, visto que a imigração se tornou num tema central nos últimos dias da campanha presidencial.
Durante o último debate televisionado antes do segundo turno das eleições, em 8 de Fevereiro, Ventura criticou o governo socialista espanhol liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez pela decisão de legalizar cerca de 500 mil imigrantes. Afirmou que simplesmente “não pode haver uma entrada em massa de pessoas desta forma”, alertando que Portugal não deve replicar o que descreveu como a abordagem de Espanha.
O opositor socialista de Ventura, António José Seguro, não descartou uma política semelhante em Portugal. Argumentou que a imigração precisava de ser gerida de forma pragmática, sublinhando a importância da supervisão estatal. Afirmou ser necessário “controlar e regular a entrada de imigrantes” e assegurar a organização “ao nível do acolhimento e da integração”. Seguro acrescentou que as realidades económicas não podiam ser ignoradas, questionando: “Se existe uma necessidade e uma emergência, no sentido de que a nossa economia requer mais mão-de-obra e que essa mão-de-obra não existe no país, qual é a solução? O país fecha?”. Apontou também para o papel fiscal dos imigrantes, alegando que “os imigrantes em Portugal dão um contributo indispensável, por exemplo, para a Segurança Social”.
Conforme noticiado pelo Entrerios, Ventura afirmou que as declarações de Seguro “mostram claramente o quão despreparado ele está para o cargo”. O líder do Chega acusou o seu rival de não entender o papel constitucional da presidência, acrescentando que Seguro não sabia “o que deveria fazer se isso acontecesse. Se deveria promulgar ou não, se deveria vetar, se deveria reanalisar, se deveria devolver ao parlamento”.
O debate em Portugal coincidiu com uma discussão política cada vez mais acirrada em Espanha, após o anúncio de Sánchez. A medida provocou uma forte reacção dos nacionalistas espanhóis, particularmente do partido de Direita Vox, que acusou o primeiro-ministro de tentar promover uma mudança demográfica, ou substituição populacional, para obter ganhos políticos. O líder do Vox, Santiago Abascal, disse aos seus apoiantes que Sánchez era “odiado pelos Espanhóis” e afirmou: “O próprio povo o odeia, então ele decide que eles precisam de ser substituídos. Dão-lhes alguns benefícios para mantê-los felizes, e então eles estão prontos para votar na Esquerda.”
Abascal afirmou que o Vox apoiaria uma greve nacional em resposta ao plano de regularização. Relacionou a decisão com alegações mais amplas de corrupção contra o governo socialista, a quem culpou pelas falhas na rede ferroviária espanhola após uma série de acidentes fatais de grande repercussão no último mês.
“Após 46 mortes, imediatamente após 46 vítimas fatais da corrupção deste governo, Sánchez anuncia o processo de regularização de meio milhão de imigrantes ilegais”, disse Abascal. “A corrupção mata, como vimos. A máfia de Sánchez está directamente implicada no horror e no caos da rede ferroviária. E a invasão também mata.” “Essas 500 mil regularizações levarão a milhões mais, o que agravará ainda mais o colapso da saúde, da habitação e da segurança. Nós, Espanhóis, temos de reagir”, acrescentou.
Ventura é um crítico ferrenho do actual governo espanhol. Em comício do grupo Patriotas pela Europa, realizado em Setembro do ano passado, o candidato à presidência portuguesa pediu que Sánchez fosse "preso" por trair a sua pátria em questões económicas e de imigração, e por facilitar a alegada corrupção em curso.
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Fonte: https://rmx.news/article/spains-abascal-backs-national-strikes-over-mass-migrant-amnesty-as-portuguese-presidential-hopeful-ventura-vows-to-veto-any-similar-move/* * *
Claro que o candidato presidencial das elites tinha de dizer que a imigração é necessária caso contrário «o País fecha», como se não houvesse centenas de milhares de desempregados em Portugal e como se pelo menos trinta por cento deles não fossem alógenos...
De resto, é o costume, a fartar vilanagem habitual. Alea jacta est, já não há dúvidas do que se joga actualmente em toda a Europa Ocidental.

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