terça-feira, outubro 01, 2019

O MAIS FAMOSO ARQUÉTIPO OCIDENTAL DO CAMPEÃO DEFENSOR DO POVO EM VERSÃO MARVEL




Outubro de 1965, apresentação formal ao público na revista Journey into Mystery Annual #1 (1965) da versão Marvel do mais famoso herói clássico, Hércules. 
Surge na esteira de uma outra adaptação da mitologia à b.d. de super-heróis, Thor, Deus nórdico do Trovão, com o qual rivalizou diversas vezes, num dos casos em situação de confronto entre o norte e o sul europeus. São em quase tudo equivalentes, tanto nas mitologias antigas como na b.d. americana. Não me esqueço da pitoresca clareza com que numa dessas histórias o brutamontes grego diz ao loiro de martelo «estou farto de hipocrisias, canalha nórdico». 
De personagem relativamente secundária que era há cinquenta anos, o Hércules da Marvel acabou por se tornar, mais recentemente, num dos super-heróis que mais projecção alcança nas revistas, qualquer dia chega aos filmes, onde o outro, Thor, já faz carreira. Não há nada como os clássicos; a distância espiritual entre a Europa contemporânea e a de há dois mil anos é cada vez menor. Diversos filmes e séries televisivas de relativo sucesso tiveram como centro esta figura mitológica - de resto, os inúmeros heróis do entretenimento popular mediático da actualidade assentam no mesmo molde de Hércules, a saber, o do herói por vezes ligeiramente abestelhado que brilha antes de mais nada pela força hercúlea e pela capacidade de sozinho exercer violência às toneladas, usualmente com recurso a uma arma de efeito esmagador, como o público gostou sempre de ver: um agorilado Schwarzenegger como «Conan» ou «Comando», um Stallone monocórdico e também musculoso como «Rambo» de M-60 à cintura, enfim, manifestações modernas do arquétipo hercúleo.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Este gajo é que sabe lidar com os esquerdistas:

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2 de outubro de 2019 às 22:23:00 WEST  
Blogger Caturo said...

O esquerdalhame está habituado a dominar a «cena» me(r)diática e os seus lacaios julgam que podem ir para todo e qualquer concerto com caganças activistas, como se a Inquisição Anti-Racista lhes desse sempre costas quentes para em toda a parte perseguirem quem não obedece aos donos do «bom pensamento» multiculturalista... desta vez lixaram-se, porque o artista já é grande que chegue para os expulsar dali para fora. Contra essa mentalidade totalitária esquerdista - que em lugar nenhum tolera a simples presença de um «fascista/racista» - há que saber pagar na mesma moeda.
Morrissey volta a mostrar a sua coragem e coerência ideológica.

3 de outubro de 2019 às 01:33:00 WEST  

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