quarta-feira, janeiro 07, 2026

... ORIGENS PAGÃS DA CELEBRAÇÃO DOS REIS-MAGOS...



(...) Da mesma forma que nos festejos carnavalescos se preserva a figura do respectivo Rei que cabia outrora àquele que no bolo encontrasse a fava ou o feijão dourado, sendo como tal tratado durante o ano inteiro.
Por seu turno, os romanos introduziram tal prática por ocasião das Saturnais que eram as festividades que se realizavam em 25 de Dezembro, em celebração do solstício de Inverno, também eles elegendo um rei da festa escolhido á sorte pelo método da fava. À semelhança do que se verifica com a Coroa do Advento, a sua forma circular remete para antigos ritos solares perfeitamente enquadrados nas festividades solsticiais e nas saturnais romanas.
Com vista à conversão dos povos do Império Romano que preservavam em geral as suas crenças pagãs, o Cristianismo passou a identificar o “bolo-rei” com a celebração da Epifania e, consequentemente, aos Reis Magos. E, assim, aos seus enfeites e condimentos passaram a associar-se as prendas simbólicas oferecidas ao Messias ou seja, a côdea, as frutas secas e cristalizadas e o aroma significam respectivamente o ouro, a mirra e o incenso. Apesar disso e atendendo a que eram três os reis magos, esta iguaria não passou a ser identificada como “bolo dos reis”, conservando apenas a sua designação como “bolo-rei” ou seja, contrariando a sua própria conversão.
Durante a Idade Média, este costume enraizou-se na Europa devido à influência da Igreja a tal ponto que passou a ser celebrado na própria corte dos reis de França e a ser conhecido como Gâteau des Rois. Porém, com a revolução francesa, o mesmo veio a ser proibido em virtude da sua alusão á figura real, o mesmo tendo sucedido entre nós, imediatamente após a instauração da República, tendo alguns republicanos passado a designá-lo por “bolo-presidente” e até “bolo Arriaga”, em homenagem ao então Presidente da República.
Quanto aos seus condimentos e método de confecção, é usual associar-se à tradição da pastelaria francesa a sul do Loire, o que parece corroborar com a informação de que foi a Confeitaria Nacional a primeira casa que em Portugal produziu e vendeu o bolo-rei a partir de uma receita trazida de França, por volta de 1870. Resta-nos saber, até que ponto, também esta não terá buscado inspiração no tradicional bolo inglês. (...)
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Fonte: http://www.folclore-online.com/textos/carlos_gomes/origens-pagas-bolo-rei.html#.VSbYuNzF-9U
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Mais: na celebração da Compitália (usualmente de três a cinco de Janeiro), festividade em honra dos Lares Compitales (espíritos das encruzilhadas), os Romanos ofereciam bolos de mel redondos e dourados, talvez a evocar a ascensão solar; escassos dias mais tarde, na Agonália de Janeiro, celebrada em honra de Jano, Deus dos Inícios, ofereciam-se bolos em forma circular e de cor dourada. A popularidade do costume valeu a Janus a designação de «Deus dos bolos»; ao bolo chamava-se por sua vez «janual». De notar que Jano, além de Deus dos Inícios, é também Deus da Idade de Ouro, época mítica em que Divindades e homens viviam juntos em plena harmonia.
Consta ainda que este dia era o culminar do Iule ou Yule nórdico, celebração de doze noites em que Odin percorria os céus acompanhado pelas Valquírias e pelos Einherjar (guerreiros mortos em combate).
Quanto aos reis magos em si, discute-se se eram persas da religião dos Magos - Magi - sacerdotes que prestavam culto a Ahura Mazda na esteira do profeta Zaratustra ou Zoroastro, ou se eram babilónios, ou judeus, ou se um vinha da Arábia (Baltazar), outro da Pérsia (Melchior) e outro da Índia... 
Certo é que um historiador do Cristianismo, Sebastian Brock, diz o seguinte: «Foi sem dúvida dos conversos oriundos do Zoroastrismo que... se desenvolveram certas lendas em torno dos Magos dos Evangelhos.» Isto pode até indicar que houvesse da parte dos conversos persas ao Cristianismo - isto é, seguidores da religião de Zoroastro que se converteram à de JC - algum intento propagandístico, como que a dizer que o destino final dos «Magos» persas era o de reconhecerem a Divindade suprema do judeu Ieshu...
Outro investigador, Anders Hultgård, afirma que a história dos Reis Magos tem origem numa lenda iraniana a respeito dos Magi e uma estrela, ligada a uma crença persa sobre o erguer de uma estrela a anunciar o nascimento de um líder, além dos mitos que descrevem a manifestação de uma figura divina em fogo e luz.
É por outro lado curioso que a composição do Testamento de Mateus, em que os reis magos são referidos, tenha tido lugar pouco depois do ano 66 da era comum, quando o rei arménio Tiridates I foi a Roma com os seus magos prestar homenagem ao imperador Nero...

terça-feira, janeiro 06, 2026

UM GENERAL RUSSO HERÓI DE GUERRA FALA SOBRE O ACTUAL ESTADO DA RÚSSIA

«O general russo reformado Leonid Ivashov, após assistir ao discurso de Ano Novo de Putin, demonstrou uma clara compreensão da situação da Rússia:
“- Ouçam, sou professor, general e investigador geopolítico com décadas de experiência. Assisti a este espectáculo de quatro horas e não vi um líder, nem um comandante, nem um defensor do povo. Vi apenas um homem a viver num conto de fadas enquanto o resto do país luta para sobreviver com 16000 rublos por mês.”
Ivashov opôs-se à invasão da Ucrânia desde o início e, nesta entrevista, reiterou a sua discordância com os acontecimentos recentes na Rússia. Aqui estão algumas das suas outras declarações notáveis:
“Mesmo antes da chamada ‘operação militar especial’, alertei para as consequências. Os últimos quatro anos confirmaram a precisão e a gravidade destas avaliações”.
“Não obtivemos um único sucesso a nível tático ou operacional e, a nível estratégico, sofremos derrotas em todas as frentes.”
“Todos os ramos da indústria foram destruídos.”
“A ciência está em estado crítico e a educação entrou em colapso total.”
“O aumento dos preços é um sinal alarmante: o povo russo está cada vez mais pobre.”
“O sistema de saúde está em ruínas. Todas as regiões estão a cortar nas despesas com medicamentos.”
“A qualidade dos alimentos está a deteriorar-se; o óleo de palma está por todo o lado; os alimentos na Rússia estão a tornar-se tóxicos”.
“A única área em que a Rússia é ‘líder’ no mundo são os indicadores demográficos. Lideramos na taxa de DESAPARECIMENTO. Mesmo sem a guerra — e a guerra só se intensifica — o número de homens está a diminuir rapidamente.”
“Restam-nos apenas aliados como a Coreia do Norte e a Bielorrússia, mas não nos podem ajudar: só podem drenar as nossas finanças — e as nossas finanças estão a esgotar-se.”
“Trabalhei com os chineses durante muitos anos, e a China não é nossa aliada; isso é uma invenção e propaganda do Kremlin.”
“Um fracasso estratégico (na guerra com a Ucrânia) pode muito bem levar ao colapso da Rússia.”»
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Fontes: 
https://www.facebook.com/photo?fbid=25726127887024934&set=a.136574409740300
https://www.youtube.com/watch?v=dP_hAbpehMM

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Óptimo, se for verdade. Óptimo a curto prazo, bem entendido. Se um dia for preciso contar com a Rússia para fazer frente à China, aí é que pode ser mais chato.

CONSEQUÊNCIAS GEO-ESTRATÉGICAS DA INTERVENÇÃO IANQUE NA VENEZUELA?

A súbita operação norte-americana na Venezuela apanhou moscovo de surpresa e alterou o equilíbrio geopolítico nas Américas. A queda de nicolás maduro não é apenas um abalo interno: marca a maior derrota estratégica da Rúzzia no hemisfério ocidental em décadas - e reconfigura, de forma indireta, o próprio tabuleiro da guerra na Ucrânia.
Nos últimos dias, começaram a circular no espaço informativo da Europa várias teses curiosas - por vezes até abertamente pró‑ruzzas - sobre a situação na Venezuela. Para compreender melhor o que está em jogo, vale a pena uma análise profunda do que realmente aconteceu.
1. Terá moscovo feito um acordo secreto com Washington sobre a operação na Venezuela?
De forma inequívoca, não. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do planeta - um verdadeiro diamante no portefólio de regimes sob a influência ruzza. Nas últimas duas décadas, a presença de moscovo levou a produção venezuelana a colapsar de 3,5 milhões de barris diários para apenas 500 mil a um milhão. No entanto, com tecnologia moderna, Caracas poderia facilmente atingir 10 milhões de barris por dia, o que, no médio prazo, derrubaria os preços globais e minaria a economia ruzza.
A súbita perda de controlo sobre aquele aliado estratégico foi um golpe profundo para o kremlin, que certamente não esperava tamanha facilidade na operação conduzida pelos EUA. Este revés diminui ainda mais o peso das narrativas de "vitória" ruzza e reforça, paradoxalmente, a posição de negociação da Ucrânia.
2. Qual o impacto direto na guerra contra a Ucrânia?
Ao contrário do regime cubano, nicolás maduro nunca chegou a enviar mercenários para o front ucraniano. Contudo, a Venezuela desempenhou um papel logístico crucial para o programa ruzzo‑iraniano de drones. No país funcionavam grandes oficinas de montagem de componentes eletrónicos - placas, processadores e módulos destinados aos chamados "shaheds".
Beneficiando de sanções menos severas e de mão‑de‑obra extremamente barata, Caracas tornou‑se um ponto ideal de produção. Não por acaso, o número de voos entre Caracas e moscovo disparou com o início dessa cooperação. Agora, com o desmantelamento dessa estrutura, é de esperar algum alívio para as defesas antiaéreas ucranianas.
3. Pode isto ser considerado uma derrota militar para moscovo?
Sem dúvida. Trata‑se de uma derrota pessoal de putin e de um desastre para o prestígio militar ruzzo. A lista de perdas materiais é impressionante: dois sistemas S‑300, nove "Buk", quarenta e quatro S‑125, catorze caças Su‑30 e até bombardeiros estratégicos Tu‑160 já tinham operado no país.
Tudo foi neutralizado numa operação americana que durou apenas algumas horas - um golpe cirúrgico que expôs a fragilidade do equipamento de moscovo. Tal como aconteceu na Síria, a lição é clara para os ditadores aliados da rúzzia: nem mesmo a promessa de asilo em moscovo é hoje uma garantia segura.
4. Estariam os Estados Unidos juridicamente e moralmente justificados?
Sim. A analogia com a invasão ruzza da Ucrânia não se aplica. Desde 2002, a Venezuela vive sob uma ditadura criminosa apoiada e treinada pelos serviços ruzzos. Em vinte e quatro anos, cerca de oito milhões de venezuelanos fugiram - número superior ao dos refugiados ucranianos, mesmo com uma população menor.
A repressão foi brutal: execuções extrajudiciais, prisões em massa e uma miséria extrema que levou o governo a incentivar a população a comer coelhos para "não desperdiçar proteína". Maduro, em associação direta com oficiais do FSB, dirigia o chamado "Cartel dos Sóis" - o maior cartel de narcotráfico do mundo. A recompensa anunciada por Washington insere‑se num processo criminal legítimo, tanto moral quanto juridicamente.
5. Por que se esperam protestos na União Europeia?
Há um factor sensível e raramente abordado abertamente: certos partidos socialistas europeus - e até alguns fora da Europa - continuam a ver maduro como um símbolo "progressista" da resistência anti‑imperialista. Essa leitura ideológica cega ignora o sofrimento de milhões de venezuelanos e cria tensões políticas entre os EUA e a UE.
Em contextos hispânicos, essa disputa adquire contornos quase históricos: tanto Cuba como a Venezuela conquistaram a independência da antiga potência colonial espanhola e reagem com desconfiança a qualquer sombra de paternalismo europeu. A simpatia por regimes como os de maduro ou castro é, para muitos, uma provocação direta.
6. E o que vem a seguir?
Para Kyiv, paradoxalmente, o desfecho é favorável. A operação americana neutralizou infraestruturas críticas (e muitas forças ruzzas) sem provocar grande reacção pública de Moscovo - um padrão já visto na Síria em 2018, quando centenas de mercenários ruzzos do grupo "Wagner" foram eliminados após tentarem capturar um campo petrolífero sob protecção norte‑americana.
O silêncio de putin, ontem e hoje, confirma o principal: a Rúzzia deixou de ter meios e credibilidade para proteger os seus próprios aliados - assassinos em massa e criminosos tão sanguinários quanto o próprio putin.
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Fonte: https://www.facebook.com/photo?fbid=32956254767354461&set=gm.32982248688088948&idorvanity=444704098936828

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Curiosa análise... que faz a intervenção ianque parecer menos má...

QUEM É UM DOS ORIENTADORES IDEOLÓGICOS DE PUTIN CONTRA A UCRÂNIA

«Sou um apoiante de negros. A civilização branca, os seus valores culturais, um modelo falso, desumanizante do mundo, construído por eles - não compensou. Tudo vai em direcção ao princípio de perseguições anti-branco a uma escala planetária. A Rúsia salvou-se apenas devido ao facto de que não somos puramente brancos. As corporações multinacionais predatórias, a opressão e supressão de todas as outras, a MTV, gays e lésbicas - isto é o fruto da civilização branca, da qual é necessário ver-se livre. Portanto, sou pelos vermelhos, amarelos, verdes, negros - não pelos brancos. Estou de alma e coração do lado do Povo do Zimbabwe.»
- Aleksandr Gélievitch Dugin por ocasião da explosão de violência negra no Zimbabwe contra os brancos encabeçada por Robert Mugabe.
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Nada do que ele diz é incoerente relativamente ao que Putin e seus capangas estão a fazer na Ucrânia e podem vir a fazer contra os países do Báltico. Bate tudo certo com uma visão imperialista, universalista, anti-europeia. Só os ditos nacionalistas putineiros do Ocidente é que andam armados em parvos, apoiando a violência putineira só porque odeiam a Democracia, e fazerem figura de mentecaptos é o menos mau que se pode dizer a seu respeito, uma vez que, tirando isso, facilmente se tornam traidores ao que têm andado a dizer que defendem e que afinal trocam em nome do seu amor e sujeição moral à lei do mais forte.

HÁ POR AÍ PESSOAL QUE NÃO PERCEBE IRONIA...


... por isso é que não percebe que Zelensky está só a realçar o facto de que Putin é tão criminoso como Maduro, se o não for mais, mas com o ex-KGB o gordo loiro que manda na América é todo mesuras...
Repugnante é o mundo que cowboys e gangsters eurasiáticos transformam numa choldra ou num bar mal frequentado onde não há nada parecido com polícia e reina tão somente a lei da força, quer por não haver poderes que se lhes possam opôr, quer porque os poucos poderes que se lhes podiam opor são minados por quem lança alarmes invertebrados - e palermas - contra a «escalada» que seria fornecer armas de longo alcance à Ucrânia, porque pelos vistos a única escalada aceitável é o Kremlin atingir livremente as partes do território ucraniano que lhe apetece, agora se Kyiv pagar na mesma moeda, eis o que já constitui uma escalada inaceitável. É o tipo de mentalidade que, até recentemente, eu só tinha visto ou no recreio escolar de putos com 11, 12 anos, ou nos fétidos becos dos gangues urbanos ou, também, em argumentos de telenovelas faveladas quando alguém diz «manda quem pódji, 'bedéci quem tem juízo»...

segunda-feira, janeiro 05, 2026

ISRAEL - NOVO «RAIO FÉRREO», CANHÃO LASER, JÁ ESTÁ ACTIVO


Israel tornou operacional o Iron Beam, um avançado sistema de defesa aérea baseado em laser de alta potência, concebido para complementar o já conhecido Iron Dome. Desenvolvido pela Rafael Advanced Defense Systems, em colaboração com o Ministério da Defesa de Israel, o Iron Beam representa um passo significativo na defesa do espaço aéreo do país.
Ao contrário do Iron Dome, que utiliza mísseis interceptores para neutralizar foguetes e mísseis de curto e médio alcance, o Iron Beam opera através de feixes de laser direccionados, capazes de destruir ou desactivar drones, morteiros e foguetes com custos operacionais muito reduzidos. Cada disparo de laser custa apenas alguns dólares, contrastando com os milhares de dólares por cada interceptação do Iron Dome.
O sistema é particularmente eficaz contra ataques em grande volume, permitindo reduzir o custo total da defesa em situações de saturação. No entanto, tem limitações: exige linha de visão directa e a sua eficácia pode ser afectada por condições atmosféricas adversas, como chuva ou poeira.
Embora represente um avanço tecnológico notável, o Iron Beam não substitui o Iron Dome, mas complementa-o, fortalecendo a arquitectura de defesa aérea de Israel, que inclui ainda sistemas como o David’s Sling e o Arrow.
O lançamento do Iron Beam marca uma nova era na protecção do território israelita, destacando-se como uma solução inovadora e económica para enfrentar ameaças aéreas de pequena dimensão e de alta frequência.
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Fonte: https://mznews.co.mz/israel-lanca-iron-beam-novo-sistema-de-defesa-aerea-de-alta-precisao/?fbclid=IwY2xjawPJXs9leHRuA2FlbQIxMABicmlkETBrSE5FdVVyVmZUSjVxRzZPc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHrBk07gFYSZHKhP_hI8iG2ivTIW9-2DPPLBtZMQ-SkmgM_6kPNbunDWWrxpl_aem_h5IKXGT0r5CQ-9wH829dIA

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É o futuro efabulado e romantizado por muitos de nós nas décadas de setenta e oitenta...
É bom que já haja no Ocidente alargado acesso a esta maravilha, pode vir a salvar o coiro de muitos ocidentais num futuro próximo.

domingo, janeiro 04, 2026

POLÓNIA - ESTUDANTE POLACO(?) DETIDO POR PLANEAR ATENTADO MUÇULMANO CONTRA FEIRA DE NATAL

Agentes da Agência de Segurança Interna da Polónia (ABW) detiveram o estudante Mateusz W., acusado de planear um ataque terrorista numa feira de Natal, a 30 de Novembro. As redes sociais já estavam em polvorosa com a possibilidade de um estudante polaco de uma universidade católica estar envolvido em ataque com motivação islamista.
“A filial de Szczecin da ABW está a conduzir uma investigação sobre o assunto sob a supervisão da filial de Szczecin da sede da Polícia”, publicou Jacek Dobrzyński, porta-voz do Coordenador de Serviços Especiais, no X.
O homem foi mantido sob custódia por três meses. O Ministério Público informou que buscas em imóveis nas voivodias de Łódź e Lublin também foram realizadas, durante as quais foram apreendidos dispositivos de armazenamento de dados e itens relacionados com a religião islâmica, que poderiam constituir provas.
“Após recebermos informações do tribunal sobre a sua detenção temporária, os seus direitos de estudante foram imediatamente suspensos”, disse Wojciech Andrusiewicz, porta-voz da Universidade Católica de Lublin, em conferência de imprensa, segundo informações da wPolyce.
O co-líder da Confederação, Krzysztof Bosak, observou que o caso demonstra que, mesmo com o Ocidente a perder a sua religião, o Cristianismo, outras religiões estão a correr para preencher a lacuna: “Começa um fenómeno conhecido nos países ocidentais: a conversão da população local ao Islão e a radicalização em oposição à sua própria cultura, que — na perspectiva dos convertidos — perdeu o seu valor e apelo. Esta é uma simples consequência da crise espiritual que consome o Ocidente. O homem precisa de cultura e precisa de religião”, escreveu Bosak no X. “A negação da identidade polaca e do Cristianismo cria um grupo de pessoas susceptível a todo o tipo de influência externa: desde modas, costumes e cultos estrangeiros até ideologias radicais e fundamentalismo religioso. O vazio e a falta de sentido ferem, e o homem busca respostas para a sua dor nos lugares mais nocivos. Para evitar tais problemas, precisamos de uma renovação da fé, um verdadeiro radicalismo evangélico no bom sentido católico”, continuou ele.
Em X, Dobrzyński forneceu mais detalhes sobre o caso, escrevendo: “Agentes da Agência de Segurança Interna detiveram Mateusz W., estudante da Universidade Católica de Lublin, suspeito de planear um ataque em massa numa das feiras de Natal, que ele pretendia executar utilizando materiais explosivos. Anteriormente, o homem tinha vindo a adquirir conhecimento sobre métodos de produção independente de materiais que seriam usados ​​para realizar actos terroristas. Também planeava juntar-se a uma organização terrorista para obter auxílio na execução das acções pretendidas. O objectivo do crime era intimidar um grande número de pessoas, bem como apoiar o Estado Islâmico.”
Segundo o Ministério Público Nacional, Mateusz W. foi acusado de actos preparatórios para a realização de um ataque terrorista que poderia ter resultado na morte ou em ferimentos graves de muitas pessoas.
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Fonte: https://rmx.news/article/poland-alleged-plan-for-mass-terror-attack-on-christmas-market-foiled-suspect-was-student-inspired-by-islamic-state/

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Ora então mesmo sem imigração já há sinais de radicalização islâmica na Polónia... será verdade? Até que ponto? Quem é que, na população autóctone da Europa, está a aderir ao Islão radical? «Os europeus», como diz o beato Bosak, líder de um parttido de Direita conservadora que aproveita a deixa para fazer a sua propaganda católica? Ou, em vez disso, um ou outro badameco europeu do âmbito da marginalidade de vários tipos, desde os «marrões»/«nerds»/autistas universitários até aos pilha-galinhas islamizados na pildra por presidiários «carismáticos» que os «protegem» ou «persuadem»?
Segundo as estatísticas, o Islão só cresce na Europa através da imigração - não das conversões. Uma doutrina que proíbe bebidas alcoólicas e fêveras tem pouco futuro no seio de uma população habituada a cada vez mais liberdades e saborosos consumos de toda a espécie, pelo que ou surge uma variante «europeia» da doutrina mafomética que permita muita coisa - como a fé da minoria alauíta da Síria - ou então chapéu, não há cá euromuslos para ninguém. Curiosamente, parece que até no mundo islâmico propriamente dito, é que até no mundo islâmico, há sinais de redução da religiosidade. Em meados de 2023 ou perto disso, um alto clérigo iraniano declarou publicamente que havia cerca de trinta e cinco mil mesquitas permanentemente fechadas no Irão, pura e simplesmente porque ninguém lá vai - ora, sabendo-se que, neste país, se regista a existência de setenta e cinco mil mesquitas, chega-se à conclusão de que quase metade dos templos muslos está encerrada a tempo inteiro na maior e mais poderosa teocracia do planeta, ou seja, no mais forte dos menos de dez países teocráticos do globo, um globo com mais de 190 países tem portanto menos de dez teocracias, e a mais forte delas todas nem sequer demonstrou ter grande capacidade bélica em conflito recente com um país do tamanho do Alentejo. Não é a melhor das épocas para as teocracias, até ver. Se, entretanto, os EUA vierem nas próximas décadas a ser substituídos na liderança planetária pela super-potência de Pequim, é provável que a Religião perca ainda mais terreno a nível mundial, dado o carácter predominantemente ateu ou de qualquer modo
irreligioso desse país asiático, bem como dos outros países asiáticos mais desenvolvidos, nomeadamente o Japão e a Coreia do Sul. 
Há, todavia, algum indício de que o século XXI poderá, em vez disso, ser eminentemente religioso, como previam alguns? Na actualidade, o número de ateus parece estar oficialmente a diminuir em termos planetários, porque as populações com mais ateísmo, a saber, as da Europa e do Japão, têm baixa natalidade, enquanto os países com demografia mais rampante, os da África negra, e o Afeganistão, são muitíssimo mais religiosos, e então parte-se do princípio de que os filhos de gente religiosa são igualmente religiosos, sobretudo no que ao Islão diz respeito, o que pode não estar realmente a acontecer em todos os casos, como se leu acima. Verifica-se também um aumento da militância religiosa islâmica, e cristã, o que, de qualquer modo, pode ser um último estertor da Religiosidade, até porque, note-se, uma boa parte da motivação dessa militância é mais política e identitária do que propriamente teológica... Pode acontecer que, nos anos mais próximos, o Islão ganhe de facto terreno na Europa se aumentar a proporção de imigrantes africanos e médio-orientais em solo europeu, mas, para aí de 2050 em diante, é bem possível que todo o culto religioso venha então a despencar no que diz respeito à prática por parte das massas.
Não falo em jeito propagandístico neste caso. Gosto muito de Religião em si e acho no mínimo enfadonho e deprimente que o mundo possa ficar menos ou nada religioso. Pura e simplesmente não alimento o que me parecem ilusões e não ponho a mão no fogo por nenhum entusiasmo relativamente ao aumento da religiosidade que alguns crentes anunciam.


sábado, janeiro 03, 2026

UE - ITÁLIA DE MELONI APERTA IMIGRAÇÃO ILEGAL E LEGAL SEM FREIOS

Um encontro informal realizado à margem do mais recente Conselho Europeu e promovida pela primeira-ministra Giorgia Meloni em parceria com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e os primeiros-ministros da Dinamarca e dos Países Baixos, consolidou a posição central da Itália na definição de políticas para a imigração. Confirma-se assim a análise de vários comentadores, que há meses anteciparam que o apoio de Meloni a von der Leyen na sua tentativa de formar um segundo executivo comunitário tinha uma ‘moeda de troca’. E, como também alguns antecipavam, essa ‘moeda de troca’ era a entrega nas mãos da primeira-ministra italiana da condução da política de imigração do bloco dos 27.
Mas, paradoxalmente, essa condução não está a seguir o ‘libreto’ que se esperava – nomeadamente por parte dos partidos de extrema-direita, como o Chega de André Ventura. Quando todos anteviam que Meloni reforçasse a política anti-imigratória por todas as vias que lhe fosse possível, a primeira-ministra, num acesso de ‘real politik’, como dizem alguns comentadores, abriu as portas do seu país à entrada de alguns imigrantes, que considera essenciais para manter a economia à tona de água.
A abertura segue, contudo, uma parte do roteiro esperado: a imigração ilegal é combatida – ou, na opinião dos críticos, sumariamente combatida. Assim, a nova política de imigração de Giorgia Meloni é dupla: é mais dura com a imigração ilegal e mais aberta à imigração legal para trabalhadores qualificados e descendentes de italianos. A crise demográfica e a falta de mão-de-obra impõe as suas regras – mesmo que com princípios mais restritivos para a cidadania por descendência. Do lado persecutório, Meloni optou por deportações sumárias e acordos com países africanos para controlar as chegadas, o que, dizem muitos críticos, abre as portas a todas as atrocidades. A primeira-ministra firmou acordos com a Líbia e a Tunísia para bloquear as rotas migratórias, reduzindo drasticamente as chegadas pelo Mediterrâneo.
Segundo o ministro italiano para os Assuntos Europeus, Tommaso Foti, o encontro programado com von der Leyen confirma um crescente consenso em torno de uma abordagem pragmática, orientada para medidas concretas e redução da retórica. Foti destacou os progressos alcançados no processo legislativo comunitário, em particular no quadro do ‘Regolamento rimpatri’, e o acordo alcançado sobre a criação de uma lista europeia de países de origem seguros.
A reunião informal promovida à margem do Conselho Europeu – e onde estiveram representados 15 países – “confirma o papel central da Itália no debate europeu sobre a gestão dos fluxos migratórios”, declarou Foti. Para o ministro, os avanços no regulamento de repatriamentos e o entendimento sobre a lista de países de origem são instrumentos essenciais para superar o que classificou como o caos do passado e para acelerar procedimentos, tornando-os mais eficazes.
O acordo sobre a lista europeia de países de origem seguros pretende facilitar e harmonizar as avaliações sobre pedidos de protecção internacional, permitindo que Estados-membros adoptem procedimentos mais céleres para avaliar e, quando apropriado, executar repatriamentos. A expectativa dos Italianos é de que essas medidas contribuam para um “governo sério” dos fluxos migratórios, equilibrando a segurança das fronteiras e o respeito aos direitos fundamentais. Foti também ressaltou o alcance internacional da proposta italiana: “O enfoque promovido pela Itália está a tornar-se referência não só na UE, mas também em arenas multilaterais, desde as instituições europeias até às Nações Unidas. É um sinal de mudança de paradigma em relação a modelos anteriores, que a meu ver se mostraram insuficientes e baseados em acolhimento sem regras”.
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Fonte: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/comissao-europeia-deixa-politica-de-imigracao-nas-maos-de-gorgia-meloni/#goog_rewarded


sexta-feira, janeiro 02, 2026

CELEBRE-SE O CULMINAR DA RECONQUISTA IBÉRICA - A QUEDA DE GRANADA EM 1492

Boabdil entrega Granada à coroa católica. Ilustração para Cristóvão Colombo do Conde Roselly de Lorgues


A dois de Janeiro de 1492 as forças hispânicas tomaram Granada aos Mouros, o que constituiu o corolário da gesta europeia que foi a Reconquista, vasto e longo movimento de resistência ao inimigo externo no seio do qual se forjaram, a ferro, fogo e sangue, os actuais países ibéricos.
É uma memória de grandeza para toda a Hispânia, Portugal incluído, dado que também houve forças militares portuguesas a participar neste derradeiro embate em solo ibérico. Um dia que urge celebrar, não apenas por uma questão do mais elementar brio nacional, europeu, mas também para avivar a consciência do valor que teve o combate para livrar solo europeu de presença inimiga alógena. Merecia bem um feriado europeu, a data, ou pelo menos ibérico.

Alguns pormenores da efeméride podem ser lidos aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tomada_de_Granada
As negociações com o último rei mouro de Granada, Boabdil, começam no Outubro de 1491. Na véspera do dia 1 de Janeiro de 1492 Boabdil envia cerca de 400 mouros como reféns, carregados de presentes para os reis, enquanto um grupo de oficiais toma a colina do Alhambra, a fim de ocupar pontos estratégicos. Na manhã do dia 2, segue Fernando de Aragão e a sua Corte, seguidos por Isabel com o príncipe João e as suas irmãs e, atrás, as tropas, ao encontro do rei mouro. Boabdil entrega as chaves da cidade diante de 100 000 espectadores muçulmanos, judeus, cristãos, castelhanos e estrangeiros e é içada, pela primeira, a bandeira dos reis de Espanha na mais alta torre do Alhambra.
Não houve pilhagem nem saque; a vitória era celebrada por vários dias de festejos e por isto outorgava-lhes o Papa Alexandre VI o título de «Reis Católicos».
Boabdil estava obrigado a aceitar as condições dos vencedores, como a liberdade de culto, a segurança das pessoas, e a liberdade de emigrar levando ou vendendo os bens. Esta opção rapidamente se mostrou inevitável, provavelmente devido às situações constrangedoras em que se veriam os muçulmanos no seguimento da derrota. As pressões acumulam-se — a Inquisição representava uma forte ameaça ao islamismo e os impostos eram insuportáveis — e grande parte dos vencidos decide retirar-se no Outono de 1492, à semelhança de Boabdil.
Rebentam as revoltas, pois as promessas dos Reis Católicos não estavam a ser cumpridas, e a Espanha vê-se vítima de represálias conduzidas a partir do Magrebe em algumas aldeias costeiras. A emigração assume agora um carácter de expulsão — que se coloca em paralelo com a dos judeus — e, com a recente descoberta da América (Índias Ocidentais).

quinta-feira, janeiro 01, 2026

COMEÇA O ANO E O MÊS DE JANUS, PRIMEIRO DOS DEUSES, SENHOR DAS PASSAGENS, PORTEIRO DO CÉU...

Janus, Deus dos Começos, o Primeiro dos Deuses, Porteiro dos Céus, Cuja chave como símbolo foi mais tarde «usurpada» por «São» Pedro, o porteiro do céu na tradição cristã... o Seu nome pode derivar do latim Dianus, do indo-europeu primordial *dia- < *dy-eð2 que por sua vez derivaria da raiz indo-europeia  *dey- , que expressa a ideia de céu brilhante e está por isso na origem dos termos «dies» (dia) e do teónimo Júpiter. Não há de qualquer modo registo histórico do nome Dianus. Outra etimologia proposta faz derivar o nome Janus da raiz indo-europeia *yā- < *y-eð2- tema II da raiz *ey- vai, que originou também o sânscrito "yana-" e o avéstico "yah-", em Latim com "i-" e em Grego com "ei-". Do nome de Janus poderá ter vindo a palavra portuguesa «janela».
Nos rituais era em regra a primeira Divindade a ser nomeada. Não tinha nenhum sacerdote específico, mas o rex sacrorum, o mais elevado dos sacerdotes romanos, levava a cabo os Seus ritos.
As portas do templo de Janus em Roma estavam abertas em tempo de guerra e fechadas em tempo de paz.
A celebração do Ano Novo em Janeiro é claramente de origem pagã, tendo inclusivamente sido combatida pelas autoridades cristãs. Há diversos testemunhos de que as igrejas cristãs a condenaram na Península Ibérica - condenaram o festejo das Calendas (primeiro dia) de Janeiro, festejo este que data do tempo da república romana. Martinho de Braga criticou no século VI o costume de celebrar o Ano Novo durante as calendas de Janeiro («De Correctione Rusticorum» 10, 1-2) e não durante a Páscoa, como mandava a tradição judaico-cristã primitiva. Antes disso, no século IV, o bispo Paciano de Barcino, de Barcelona, lamentou num texto (El Cervulus) que se continuasse a praticar o velho costume hispânico de trajar peles e cornos de animais (cervos, novilhos, touros) para festejar a entrada no Novo Ano durante as calendas de Janeiro, quando a população formava coros, cantava e bailava. O cânone do concílio IV  de Toledo (em 633) predica a dedicação de um dia especial, no início do ano, para jejum e abstinência, em contraposição ao costume pagão de celebrar a data. Esta tradição pagã está igualmente atestada no sul da Gália, segundo Cesareo de Arlés. E ainda hoje sucede que em Los Molinos, povoado da Serra de Madrid, se realizam mascaradas no começo do ano, em que homens se cobrem com peles e cornos taurinos (segundo J.M. Blázquez), o que também acontece noutras áreas da meseta ibérica e ainda nos Pirinéus, mas durante o Carnaval.

Em Portugal não sei, que este texto (a parte a itálico) saquei-o de uma site em Castelhano...


Agora Proclo:

Avé Mãe dos Deuses, de muitos nomes, Cujos filhos são belos
Avé, poderosa Hécate do Umbral
E avé também Tu, Antepassado Jano, Zeus Imperecível
Avé a Ti, Zeus altíssimo
Modela o curso da minha vida com Luz luminosa
E preenche-a com coisas boas
Leva a doença e o mal para longe dos meus membros
Purifica-me pelos Teus rituais
Sim, dá-me a Tua mão, rogo,
E quando eu estiver cansado, leva-me ao paraíso da piedade com os Teus ventos.
Avé, Mãe dos Deuses, de muitos nomes, Cujos filhos são belos
Avé, poderosa Hécate do Umbral
E avé também a Ti, Antepassado Jano, Zeus imperecível,
Avé a Ti, Zeus altíssimo

Proclus Diadochus (410-485 AD)

quarta-feira, dezembro 31, 2025

ITÁLIA - GOVERNO DE MELONI RENOVA APOIO MILITAR À UCRÂNIA


O Conselho de Ministros aprovou na sua última reunião do ano o decreto que prolonga mais uma vez a autorização para enviar materiais e armas para a Ucrânia, um dia antes de expirar o texto que o permitiu prestar essa ajuda àquele país, em guerra com a Rússia, ao longo de todo o ano de 2025.
A medida, que deverá ser validada pelo Parlamento no prazo de 60 dias, não especifica a quantidade de armas ou equipamentos que a Itália fornecerá aos Ucranianos, limitando-se a permitir que o continue a prestara ajuda militar ao país  até 31 de Dezembro de 2026.
O decreto deveria ter sido aprovado há um mês, mas sofreu vários atrasos devido às dúvidas de Salvini, o membro da coligação de direita de Meloni mais relutante em apoiar Kiev. No entanto, desta vez a exigência de Salvini era meramente semântica, já que simplesmente pedia para eliminar a referência ao apoio "militar" do título do decreto e incluir uma referência à assistência logística e à população civil: "O nosso pedido é que se tenha em conta que nos últimos três anos algo mudou. Agora, há uma negociação aberta e, portanto, mais do que enviar armas para atacar ou destruir, apostamos na estratégia defensiva e na protecção dos civis", manifestou Salvini em entrevista à emissora 'Radio Libertà'.
O comunicado do Conselho de Ministros, divulgado no final da tarde de hoje, refere que Itália apoia "a autorização para ceder meios, materiais e equipamentos militares" às autoridades ucranianas, mas "com prioridade para os logísticos, sanitários, de uso civil e de protecção contra ataques aéreos, míssil, com drones ou cibernéticos".
Após a aprovação do decreto, fontes da Liga, o partido de Salvini, expressaram a sua "satisfação" com um texto que, disseram, "prioriza os instrumentos defensivos, logísticos e sanitários".
Por outro lado, o decreto-lei renova até 4 de Março de 2027 as autorizações de residência por protecção especial aos ucranianos que tenham fugido da guerra e se encontrem em Itália.
Além disso, o texto introduz normas para a protecção dos repórteres 'freelancer' ou autónomos que fazem a cobertura do conflito no terreno, obrigando os seus editores a segurá-los, e destina um fundo estatal de 600000 euros para cursos de formação bélica para jornalistas.
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Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2911165/meloni-prolonga-ajuda-militar-a-ucrania-apesar-de-divergencias   (artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico de 1990 mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa).

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Pelo sim pelo não, ainda bem que o primeiro-ministro já não é Salvini... enquanto Meloni se destaca cada vez mais pela excelência com que defende muito do que deve ser salvaguardado na Europa, incluindo, neste caso, a sua consciência democrática e autenticamente europeia, bem como a sua prudência estratégica. Uma Ucrânia que se transformasse num Estado fantoche de Putin constituiria ameaça brutal à Europa democrática, que é o que muitos putineiros e demais inimigos da Democracia estão mortinhos por ver acontecer... melhor era que estivessem mortinhos antes, para não chatearem...

terça-feira, dezembro 30, 2025

PARA PARAR REALMENTE DE MENTIR SOBRE O QUE PUTIN SIGNIFICA DE FACTO PARA O OCIDENTE BRANCO


Este cada vez diz mais barracadas, é cada uma pior que a anterior. Salta à vista que
- Putin é abertamente contra o Nacionalismo étnico e contra o «racismo», declarando formalmente a intenção de «desnazificar» a Ucrânia,
- o seu projecto imperial é manifestamente anti-racista, assemelhando-se nisto ao Estado Novo, cujo slogan era «muitas raças, uma só Nação»,
mas esta espécie de jornalista ianque põe-se com estas tiradas azeiteiras de um ridículo atroz. Nem sequer há no Cristianismo qualquer base doutrinal para defender uma Nação branca, pelo que dizer «Nação branca e cristã» tem tanto nexo como dizer «Nação quente que joga hóquei», é tão somente uma descrição exterior que nada tem de intrínseco; chega inclusivamente a revelar-se ainda pior que isso, uma vez que o Cristianismo é eminentemente universalista, logo, contrário a zelos étnicos e, seguramente, incompatível com qualquer política anti-imigração como aquela que o público para o qual Carlson fala quer ver implementada no seu país.
A Rússia é uma Nação branca, sim, mas não graças a Putin - a Federação Russa é, por seu turno, multirracial, e, já agora, tem proporcionalmente mais muçulmanos do que a União Europeia...
Diga-se o que se disser, a melhor maneira de um ocidental branco ser religioso enquanto defende a identidade étnica é prestar culto ao Deus do Céu da herança etno-religiosa indo-europeia, sem qualquer referência ao carpinteiro crucificado no Médio Oriente, e, também, já agora, louvar Término, Deus das Fronteiras... e adorar Vesta, Deusa do Fogo Sacro do Lar e da Pátria...

ITÁLIA - DONO DA FLOTILHA PARA GAZA PRESO POR FINANCIAR O HAMAS


Nove pessoas foram detidas em Itália por suspeita de angariar fundos para o grupo extremista Hamas. Através de três associações humanitárias, os suspeitos terão enviado cerca de sete milhões de euros ao Hamas nos últimos dois anos. Entre eles está Mohamed Hannoun, de 63 anos, administrador de duas das organizações humanitárias envolvidas no engodo e grande apoiante da Flotilha Sumud, a mesma onde Mariana Mortágua esteve.
Nove pessoas foram detidas no Sáturnes, 27 de Dezembro, em Itália, por serem suspeitos de angariarem milhares de euros para financiar o grupo extremista palestiniano Hamas. Segundo o jornal “Corriere della Serra”, em causa está um esquema complexo de angariação de fundos através de três associações humanitárias, que diziam estar a ajudar o Povo Palestiniano, com sede em Milão e Génova.
Segundo as autoridades italianas, Mohamed Hannoun, – que as autoridades acreditam pertencer à ala estrangeira do Hamas e que seja, na realidade, o líder da sua célula em Itália – e outros oito indivíduos terão usado três instituições de caridade como fachada para angariar milhões de euros destinados ao Hamas, grupo militante que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e é classificado como organização terrorista por diversos países ocidentais.
Mohamed Hannoun, de 63 anos, arquitecto residente em Génova há quase quarenta anos, é uma figura proeminente no activismo pró-Palestina em Itália. Cidadão jordano, é presidente da Associação de Palestinos na Itália e fundador, em 1994, da Associação Beneficente de Solidariedade com o Povo Palestiniano (ABSPP).
Em 2023, o Departamento do Tesouro dos EUA incluiu Hannoun e a ABSPP na sua lista negra, acusando-os de envolvimento em financiamento do terrorismo. O activista negou consistentemente qualquer irregularidade, mantendo a natureza exclusivamente humanitária das iniciativas da associação. Mas as investigações sugerem que, sob o pretexto de auxílio humanitário, os fundos eram canalizados para actividades militares do Hamas, expondo a fragilidade dos mecanismos de controlo sobre transferências internacionais de dinheiro.
Em Agosto passado, ao comentar as acusações de que seria o líder do Hamas, classificou-as como uma “farsa”, descrevendo-se simplesmente como um palestiniano comprometido com a defesa dos direitos do seu Povo há décadas. Na ocasião, argumentou que o Hamas, tendo obtido mais de 70% dos votos em Gaza e na Cisjordânia, representa legitimamente uma parcela do Povo Palestiniano, declarando-se simpatizante de todas as facções que, na sua perspectiva, lutam por esses direitos.
O jornal italiano, “Affar 1 Taliani” avança que, após o ataque de 7 de Outubro, Hannoun participou em inúmeras manifestações de solidariedade com o povo de Gaza e foi particularmente activo no apoio à Flotilha Sumud, que também partiu de Génova com o objectivo de desafiar o bloqueio israelita, e onde participaram os portugueses Mariana Mortágua, Sofia Aparício e Miguel Duarte.
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Fonte: https://24horas.pt/dono-da-flotilha-preso-acusado-de-financiar-hamas/?fbclid=IwY2xjawPBTwlleHRuA2FlbQIxMABicmlkETBHMG0wMXA1cjA3Snd5cERRc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHobJOiFLyBTE2Z77T3zGpjZTtIO-3PTpbSHTSGaQ2Tejuuh80KM3dfD0B2xT_aem_0rcQM3bUGGEX5LgBUaJPCg

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Que surpresa do camandro, os «islamófobos» tinham toda a razão sobre quem financiava a obscenidade flotilheira...
Resta saber o que comentarão os tugas que embarcaram nessa barracada marítima, mais especificamente Mariana Mortágua, que, à data, era deputada da Nação. Resta, aliás, saber se algum jornalista se lembrou de lhe ir perguntar alguma coisa... inclusivamente para averiguar até que ponto pode Mortágua estar envolvida com gente com financia o terrorismo islamista... 
Imagine-se que a flotilha ia apoiar um Povo de raiz europeia e que era financiada por terroristas de Ultra-Direita, e que um deputado do Chega tinha sido um dos tripulantes dessa aventura. Pode-se só imaginar o que seria o cagaçal histérico de ódio antifa canalizado de forma séria e profissional na investigação de toda a formação partidária de cima a baixo...

A DEMOCRACIA A ACTUAR - CHEGA CRESCE A OLHOS VISTOS


QUEM É O PRIMEIRO-MINISTRO TUGA - É QUEM DIZ QUE OS IMIGRANTES DEVEM SER VISTOS COMO «NOVOS PORTUGUESES»


A notícia é de há mais de um ano mas merece ainda registo, para que se perceba o que ainda é o PSD e o grosso da «Direitinha» parlamentar, com raras exceções. Há poucos portugueses?, metem-se mais imigras pelo país adentro, dá-se-lhes um bilhete de identidade nacional e pronto, aí está, é como quem tem uma garrafa de água do Luso pela metade, enche o que falta com vinagre e continuar a dizer que «é água do Luso porque o rótulo diz que é água do Luso, e não interessa que a cor já não seja a mesma, às vezes também há água amarela dos canos!» Para além do abaixamento dos salários das classes baixas, o que sempre agradou à «Direitinha» do grande capital, isto é, efectivamente, colaborar com uma substituição étnica, condizendo assim com os ditames morais da elite reinante, que oscila entre o anti-racismo militante e o pensamento a-racial, indiferente às identidades étnicas, o que deixa bem à vista que, neste momento, só há um partido na Assembleia da República a defender, na medida do possível, os Portugueses propriamente ditos, e este partido, custe o que custar a muitos, não é outro senão o Chega, que tem andado a ser favorecido, até ver, pela Democracia.

NOTICIA-SE QUE OS PORTUGUESES SÃO UM DOS POVOS EUROPEUS QUE MAIS APOIAM A UCRÂNIA

«Os Portugueses são os europeus que mais apoiam o esforço da Ucrânia para sobreviver»
Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: https://tvi.iol.pt/noticias/videos/os-portugueses-sao-os-europeus-que-mais-apoiam-o-esforco-da-ucrania-para-sobreviver/694675c70cf28fe430488b42

Entretanto, Portugal é também (ou pelo menos era, em 2024) o segundo país europeu - a seguir à Suécia - em que mais se apoia a entrada da Ucrânia na UE; outros países favoráveis a esta integração são os bálticos, a Polónia, o Reino Unido e a Dinamarca.
Por acaso andava com a impressão de que havia por cá muito «boa» gente que simpatizava com Putin, mas isso se calhar é porque vejo demasiado pessoal online de um certo sector ideológico que só respeita a lei do mais forte... Viva Portugal, Slava Ukraina



segunda-feira, dezembro 29, 2025

FRANÇA - CANDIDATA LÉSBICA DE PARTIDO ECOLOGISTA RETIRA A SUA CANDIDATURA MUNICIPAL «TALVEZ» PORQUE OS HABITANTES LOCAIS (MOUROS?) NÃO VOTASSEM NELA...

Sabrina Decanton, vereadora do partido Ecologistes (Partido Verde) em Saint-Ouen, França, anunciou que irá desistir da candidatura nas eleições municipais marcadas para Março de 2026. Entre os motivos que listou estão os comentários homofóbicos dentro do seu próprio grupo local, os Ecologistas, que afirmavam especificamente que ela era um “alvo de homofobia”, de acordo com o texto do seu anúncio publicado no X por Fdesouche“A minha orientação sexual é mencionada como obstáculo à minha candidatura e a uma possível vitória, alguns acreditando que seria incompatível com o apoio dos bairros da classe trabalhadora – uma posição que considero estigmatizante e discriminatória”, escreveu Decanton.
Vale destacar que o seu partido está provavelmente a ceder à pressão da população local de Saint-Ouen, conhecida por abrigar muitos imigrantes africanos e do Médio Oriente, aos quais [alguns] franceses chamam "classe trabalhadora". Por outras palavras, os residentes pertencentes a minorias, especialmente aqueles que são em grande parte imigrantes muçulmanos, não aceitarão uma lésbica como candidata. 
Decanton também menciona ter sofrido pressão para assinar um documento ilegal e antiético, caso fosse eleita, que teria relegado as decisões municipais a um “grupo restrito e secreto”. Um comentarista no fórum X observou que tais acordos são conhecidos por serem "relativamente comuns" em cidades com grande número de imigrantes, embora ele nunca tivesse ouvido falar de algum caso em que fossem colocados por escrito. 
Situada nos arredores de Paris, nos subúrbios do norte, Saint-Ouen-sur-Seine tem uma população de cerca de 47000 habitantes, dos quais 40% são estrangeiros, segundo estimativas do INSEE para 2023. O departamento de Seine-Saint-Denis, ao qual pertence Saint-Ouen, abrigava 7,8% dos imigrantes da França metropolitana, segundo dados do Ministério do Interior de 2021.
“Acredito profundamente que outra forma de fazer política é possível, mas recuso-me a comprometer os meus valores e a minha integridade”, acrescentou Decanton no seu anúncio.
Em publicação recente no Instagram, ela parece congratular Zohran Mamdani pela sua eleição como autarca da cidade de Nova York, chamando-lhe "um autarca multicultural para a cidade global que é Nova York".
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Fonte: https://rmx.news/article/france-green-party-lesbian-withdraws-municipal-candidacy-due-to-local-populations-inability-to-accept-homosexuals/

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Pode ser que venha a sofrer (mais?) efeitos dessa multiculturalidade que tanto aprecia... e, se assim for, há-de merecê-los...