PRIMEIRA VOLTA DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE PORTUGAL EM 2026
Ao longo de vinte e poucos anos, desde 2003, quantos dos comentadores aqui no blogue sonharam o que seria possível escrever agora, em Janeiro de 2026...
Eis o que agora se pode escrever - a Extrema-Esquerda, levada ao colo pelos grandessíssimos mé(r)dia desde pelo menos nos anos noventa, está pelas ruas da amargura e... e... e... tã tã tã - tããã, como na quinta sinfonia de Beethoven, «O Destino Bate à Porta»... eis então que o único candidato «racista» e «ciganófobo», anti-imigração, actor de um discurso nacionalista e identitário, ora este gajo venceu nalguns dos locais com mais ciganos, com mais pobreza e com mais crimes - pudera, isto é o povo a reagir à opressão de que é vítima, porque, de momento, o voto é a única arma do povo. Este mesmo candidato, André Ventura, passou à segunda volta das eleições presidenciais, pela primeira vez na História de Portugal. Quando, em 2002, o líder nacionalista Jean-Marie Le Pen passou à segunda volta das eleições presidenciais francesas, a esquerdaria e o sistema capitalista ficou de todo, num pânico político sem precedentes, não só em França mas um pouco por toda a Europa Ocidental. À medida que o Nacionalismo crescia em todo o continente europeu, mais e mais notícias destas se sucederam, nomeadamente com a passagem de um candidato nacionalista à segunda volta das eleições presidenciais austríacas aqui há tempos. O Povo Polaco elegeu depois um governo de Ultra-Direita, o Povo Húngaro fez o mesmo, o Povo Italiano o mesmo fez, e, agora, um candidato a representar, grosso modo, este mesmo sector ideológico, passa à segunda volta das eleições presidenciais da República Portuguesa.
Isto é então o que ando a dizer há décadas - a Democracia é aliada natural do Nacionalismo e quem não percebeu isto é burro que nem um cepo.
Isto é a Democracia a falar.
Isto é o pesadelo dos pesadelos das elites reinantes - a Democracia a ser cada vez mais «racista».
Não sei o que acontecerá na segunda volta das eleições presidenciais; duvido que o candidato nacionalista ganhe, o grosso da elite já manifesta apoio inequívoco ao candidato da Esquerda moderada, António José Seguro, só se surpreende com isto quem tiver estado a dormir desde os anos sessenta, quando já se tornava óbvio que toda a maralha da «Direita» capitalista e cristãmente conservadora mostrava ser partidária das sociedade multirraciais, governo salazarista incluído, em nome do ideal universalista, o credo das elites reinantes por excelência. Ainda é cedo para que, em Portugal, um poder político divergente neste campo ganhe eleições - todavia, aplica-se à Democracia o velho provérbio «hora a hora, Deus melhora», logo se vê o que o Destino tem para dar mais daqui a uns anitos... o trabalho vai-se fazendo diariamente e a nenhum nacionalista coerente e consciente é lícito perder uma única oportunidade que seja de votar. Independentemente dos defeitos que Ventura possa ter, interessa sobretudo o que ele representa - conta pouco se Ventura é oportunista, beato, marciano, venusiano, ele ao fim do dia até pode chegar a casa, tirar a máscara, tirar o fato e ter tentáculos por baixo, pode ser o próprio Cthulhu, tanto faz. Neste momento, tudo o que não seja combater a imigração é andar a brincar com a tropa. O resto são caganças, perdas de tempo e imbecilidades diversas.


4 Comments:
«Independentemente dos defeitos que Ventura possa ter, interessa sobretudo o que ele representa - conta pouco se Ventura é oportunista, beato, marciano, venusiano, ele ao fim do dia até pode chegar a casa, tirar a máscara, tirar o fato e ter tentáculos por baixo, pode ser o próprio Cthulhu, tanto faz. Neste momento, tudo o que não seja combater a imigração é andar a brincar com a tropa.»
Excelente, é isso mesmo. E, mais uma vez, parabéns por teres razão antes de tempo. Infelizmente, ainda houve/há nacionalistas a apelar à abstenção nestas eleições, o que explica porque é que demorámos tantos anos a crescer politicamente. Mantenhamos a distância desses atrasos de vida! Uma grande distância, outra galáxia seria o ideal!
O que ocorreu é realmente histórico, os que andaram a vaticinar que nunca um partido em Portugal que falasse o que se fala da imigração de massas, que falasse abertamente da substituição populacional e que nunca teria parte considerável do país consigo, enganaram-se redondamente. O caminho já foi trilhado, e pelo que parece solidificou eleitorado, tanto que o mesmo é considerado fiel pelos analistas cá do burgo. O texto da Marine Le Pen para o Ventura também diz muito: fala de esperança para o povo Lusitano: https://x.com/MLP_officiel/status/2013166782727573557
O Abascal do Vox: https://x.com/Santi_ABASCAL/status/2012903348697968928
O Geert Wilders da Holanda:
https://x.com/geertwilderspvv/status/2013005223686496544
Salvini: https://x.com/matteosalvinimi/status/2013171715472330858
O grupo parlamentar na UE: https://x.com/PatriotsEU/status/2013023463502487864
E muitos outros
« Uma grande distância, outra galáxia seria o ideal!»
Exactamente, quanto mais distantes melhor, e obrigado pela tua abertura de espírito para pensar livremente sobre o assunto, é virtude rara no seio da militância nacionalista (e de qualquer outra militância, que a maior parte de todos os activistas de todos os tipos é do género ovino). Um gajo olha para o que certas figuras escrevem, gente com responsabilidades e projecção dentro da pequenita área nacionalista, e até sente pele de galinha só de pensar no que seria o Nacionalismo em Portugal se o Chega ainda não existisse, chiça carvalho voda-se abrenúncio, vade retro atrasadinhos, bata-se três vezes na madeira, do que se livrou este País. Estão centenas de milhares de colhões do terceiro-mundo a entrar pelas fronteiras adentro, mais de um (se calhar já são dois) em cada dez habitantes de Portugal é (são) oriundo(s) das Áfricas e/ou do Brasil, e mesmo assim há figurões e parvalhões a dizer que votar Chega não pode ser porque ________ (preencher com uma justificação de merda qualquer, usualmente grandiloquente, a armar ao fino e a modos que aristocrático cheio de desprezo pelo «povinho»), convencidos de que são uns grandes homens de Direita!, e dos valores!!, que nunca valeram a realíssima ponta de um chavelho, e é mesmo o que dizes,
«o que explica porque é que demorámos tantos anos a crescer politicamente»,
pois, pudera, isto é como quando na escola se andava às voltas com uma equação daquelas grandes que não batia certo, depois lá se descobria que um dos x incluído na equação tinha sido mal calculado por lapso, pois assim, pudera, claro que não podia dar certo...
Confirmam, já caricaturalmente, o que eu já ando a dizer sobre este pessoal há alguns anos - não estão realmente preocupados com o estado do País, sentem-se é «disfarçadamente» orgulhosos porque acham que estão «acima disto tudo», e o que realmente queriam era voltar ao Estado Novo, com ou sem africanos, e como sabem que não podem, porque o «povinho» já não vai na fita, o «povinho» já não vai na merda da fita, então nessa altura sentem-se uns «homens de pé no meio das ruínas», como Evola disse que era bom ser. É deixá-los arder nos seus cantos; urge, também, contrariar as suas charlas com mais disseminação de propaganda verdadeiramente etno-democrática...
«que falasse abertamente da substituição populacional e que nunca teria parte considerável do país consigo, enganaram-se redondamente»
Claro que se enganaram - todos. Sozinho, sempre eu disse que os Portugueses são um Povo Europeu como outro qualquer, logo, o que dá lá fora, também dá aqui. Com mais ou menos mistura mourisca, com mais ou menos propaganda universalista africanista que também existe noutros países, com mais ou menos isso tudo, o Povo é o Povo, é gente branca e pacata brotada do meio das rochas à beira de um mar frio, com relativamente pouca educação erudita que só não quer é porcaria em sua casa.
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