sábado, agosto 15, 2026

DIANA - NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO

Diana em anel de oiro datado de 225 a.c., encontrado no Egipto

Na Religião Romana, os dias 13 e 15 de Agosto são assinalados pela Nemorália, celebração em honra de Diana no lago Nemi, em Itália. 

Na Cristandade, 15 de Agosto é dedicado à celebração de Nossa Senhora da Assunção, introduzida pelo bispo Cirilo de Alexandria no século V. A assunção de Maria foi a alegada subida de Maria, mãe de Jesus, ao céu, segundo alguns depois de morrer e, segundo outros, antes de morrer fisicamente. 
Actualmente, é feriado nacional na maioria senão em todos os países católicos, incluindo Portugal, bem como em áreas católicas/ortodoxas da Alemanha, da Suíça, da Eslovénia, da Croácia, da República do Norte da Macedónia, da Bósnia-Herzegóvina e da Roménia. O dia também é celebrado na Rússia, na Bulgária e na Chéquia.

Nalgumas versões da narrativa da assunção, esta parece ter tido lugar em Éfeso, na chamada «Casa da Virgem Maria». Mais tarde, no século V, foi também em Éfeso que a Virgem Maria ficou definitivamente consagrada como Theotokos, ou «Portadora de Deus», por ter dado Jesus à luz... 

Ora Éfeso era nem mais nem menos que a cidade onde se situava o mais famoso templo pagão da Antiguidade, uma das chamadas Sete Maravilhas do Mundo Antigo, que era o templo de Ártemis, conhecido portanto como Artemision. Ártemis, Deusa lunar da Floresta e da Caça, tinha aí uma feição notoriamente maternal e fertilizante, sendo ao mesmo tempo denominada como Virgem, note-se. A grega Ártemis é equivalente à latina Diana 

Por ser considerada como «Portadora de Deus», a Virgem Maria tem na teologia cristã o título de Rainha do Céu. 

Rainha do Céu é designação muito arcaica na história da Religião. Foi atribuída à mais antiga Deusa conhecida na história, Inana, da Suméria, e, posteriormente, à Sua equivalente semita ocidental, Astarte. 
O Antigo Testamento condena expressamente o culto à Rainha do Céu, praticado sobretudo pelas mulheres; a Bíblia censura asperamente este culto como estrangeiro, que provoca a ira de Jeová (o «Deus ciumento» que Se diz único), como se lê em Jeremias 7:18, 44:15-19 e 44:25, passagens nas quais se descreve a adoração desta Deusa com incenso, bebidas e bolos. 

Diana, ou Ártemis, é a única Deusa pagã Cujo nome se lê no Novo Testamento, mais concretamente em Actos 19, que merece especial atenção:
²¹ E, cumpridas estas coisas, Paulo propôs, em espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedónia e pela Acaia, dizendo: Depois de ter ali estado, importa-me ver também Roma.
²² E, enviando à Macedónia dois daqueles que o serviam, Timóteo e Erasto, ficou ele por algum tempo na Ásia.
²³ E, naquele mesmo tempo, houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho.
²⁴ Porque um certo ourives da prata, por nome Demétrio, que fazia de prata nichos de Diana, dava não pouco lucro aos artífices,
²⁵ Aos quais, havendo-os ajuntado com os oficiais de obras semelhantes, disse: Senhores, vós bem sabeis que deste ofício temos a nossa prosperidade;
²⁶ E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são Deuses os que se fazem com as mãos.
²⁷ E não somente há o perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também de que o próprio templo da grande Deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade Daquela que toda a Ásia e o mundo veneram.
²⁸ E, ouvindo-o, encheram-se de ira, e clamaram, dizendo: Grande é a Diana dos Efésios.
²⁹ E encheu-se de confusão toda a cidade e, unânimes, correram ao teatro, arrebatando Gaio e Aristarco, macedónios, companheiros de Paulo na viagem.
³⁰ E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lho permitiram os discípulos.
³¹ E também alguns dos principais da Ásia, que eram seus amigos, lhe rogaram que não se apresentasse no teatro.
³² Uns, pois, clamavam de uma maneira, outros de outra, porque o ajuntamento era confuso; e os mais deles não sabiam por que causa se tinham ajuntado.
³³ Então tiraram Alexandre dentre a multidão, impelindo-o os Judeus para diante; e Alexandre, acenando com a mão, queria dar razão disto ao povo.
³⁴ Mas quando conheceram que era judeu, todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos Efésios.
³⁵ Então o escrivão da cidade, tendo apaziguado a multidão, disse: Homens efésios, qual é o homem que não sabe que a cidade dos Efésios é a guardadora do templo da grande Deusa Diana, e da imagem que desceu de Júpiter?
³⁶ Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aplaqueis e nada façais temerariamente;
³⁷ Porque estes homens que aqui trouxestes nem são sacrílegos nem blasfemam da vossa Deusa.
³⁸ Mas, se Demétrio e os artífices que estão com ele têm alguma coisa contra alguém, há audiências e há pro-cônsules; que se acusem uns aos outros;
³⁹ E, se de alguma outra coisa demandais, averiguar-se-á em legítima assembleia.
⁴⁰ Na verdade até corremos perigo de que, por hoje, sejamos acusados de sedição, não havendo causa alguma com que possamos justificar este concurso.

Ora pelos vistos a multidão tinha bem razão em precaver-se contra os alógenos que ali traziam culto alógeno universalista. Com efeito, os Actos de João do século II incluem um conto apócrifo da destruição do templo: o apóstolo João orou publicamente no Templo de Ártemis, exorcizando os seus demónios e «de repente o altar de Ártemis partiu-se em muitos pedaços ... e metade do templo caiu», convertendo instantaneamente os Efésios, que choraram, oraram ou fugiram. Mais tarde, Cirilo de Alexandria viria a atribuir a destruição do templo ao arcebispo de Constantinopla, João Crisóstomo, referindo-se a ele como «o destruidor dos demónios e o destruidor do templo de Diana». Um arcebispo de Constantinopla posterior, Proclo, observou os feitos de João, dizendo «Em Éfeso, ele saqueou a arte de Midas»... Em suma, vários cristãos regozijaram-se de tal modo com a destruição do templo que até o reivindicaram orgulhosamente, cada qual à sua maneira...

O festival de Ártemis de Éfeso foi amplamente promovido na Antiguidade pagã, incluindo a época da dominação romana. Realizavam-se aí jogos, concursos e peças de teatro em nome da Deusa; Plínio o Antigo descreve a Sua procissão como uma magnífica atracção de multidões, tendo esta sido representada numa das pinturas de Apeles, que retratava a imagem da Deusa transportada pelas ruas e rodeada de donzelas.

É ainda de registar que, na Cristandade católica, o 13 de Agosto é dedicado a Hipólito de Roma, alegado mártir do século III; por coincidência, Hipólito era, antes disso, o nome de uma personagem mitológica que prestava culto a Ártemis. 
Historiadores como
CM Green, James Frazer e outros notaram paralelos entre esses dias de festa e especularam que a Igreja Católica primitiva pode ter adaptado não apenas as datas, mas também o simbolismo da Nemorália. É possível que, como originalmente celebrada, a Nemorália celebrasse uma descida de Diana ao submundo em busca de Hipólito ou Virbius, seguida pela Sua ascensão como Rainha do Céu e da lua cheia no terceiro dia. Celebrações semelhantes foram reconhecidas no mundo antigo envolvendo Deméter e Ísis, com as Quais Diana era frequentemente identificada... 

Diana foi amplamente adorada na Europa romanizada e ficou fortemente associada a diversas tradições folclóricas e locais.
Em Portugal, o templo de Évora é conhecido como Templo de Diana, talvez por influência da importância que teve o templo de Ártemis de Éfeso no mundo antigo; também em Mérida, hoje em Espanha, se diz que determinado templo romano é «de Diana».
Ainda no século VI se prestaria culto a Diana em território hoje português, a avaliar pelo que diz S. Martinho de Dume contra o culto «das Dianas», referido assim, no plural... talvez do nome de Diana derivem as Janas, espécie de espíritos femininos das florestas e das águas no folclore português, sendo nas Astúrias Xanas o Seu nome; na Occitânia (sul de França), «Jana» é «pesadelo», o que pode ter a ver com algum espírito sobrenatural; Yana é «bruxa» na Sardenha, e Diana é, também, uma Deusa das Bruxas; Zâna é, no folclore romeno, uma fada; na Albânia, é Zanë, que, além de fada, também é personagem mitológica que protege os heróis e, tal como Diana e Ártemis, tem um animal acompanhante, que, no caso, é uma javali ou uma cabra.
Na Crónica Geral de Espanha de 1344, é dito que o nome da Lusitânia deriva dos jogos celebrados por Hércules em honra de Diana (Ludi + Diana) quando por aqui passou nas suas épicas andanças...

Podem ler-se aqui mais informações sobre a Nemorália e o culto de Diana no Ocidente, incluindo Portugal: https://gladio.blogspot.com/2025/08/diana-nossa-senhora-da-assuncao.html

26 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Um site interessante sobre a demografia na Europa:

https://replacementclock.org/

provavelmente os números estão vistos por baixo.

15 de agosto de 2026 às 22:10:00 WEST  
Blogger Lol said...

eles consideram mamelucos do cone sul brancos mas sul br nao kk..meio bi de branco metade de hoje..2100..

16 de agosto de 2026 às 22:51:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

https://www.publico.pt/2026/08/17/sociedade/noticia/presidente-camara-chega-albufeira-acusado-incitamento-odio-violencia-2185234

Caturo, ainda chamas a esta coisa na qual vivemos democracia?

17 de agosto de 2026 às 16:29:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

Sem dúvida interessante e mais que isso, aterrador, aquilo que se perspectiva para o futuro.
No entanto o site comete o erro de não considerar Malteses, Cipriotas, Georgianos e Arménios como Europeus.

17 de agosto de 2026 às 22:20:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

E entretanto na Turquia, foi aprovado o perdão aos membros do PKK:
https://balkaninsight.com/2026/08/11/turkish-parliament-overwhelmingly-approves-pkk-disarmament-law/bi/

Desengane-se quem pense que isto é uma boa notícia! Este desarmamento não é nada mais que um acordo de cavalheiros entre turcos conservadores do AKP e curdos conservadores da Turquia, com vista a combater o kemalismo que é inimigo de ambos.
A população curda da Turquia é tribal, consideravelmente mais conservadora que a população etnicamente turca e tem uma taxa de fertilidade superior.

17 de agosto de 2026 às 22:29:00 WEST  
Blogger Lol said...

o pkk nao era comuna com mulheres la?..entao ambos sao anti wokes gulag raiz..

20 de agosto de 2026 às 02:32:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

Os curdos turcos da geração do Ocalan têm sem dúvida uma visão mais secular, mas nos anos recentes viram-se forçados a ceder aos islâmicos a fim de garantir votos sobretudo na Europa. Não convém esquecer que a geração curda que veio para a Europa nos anos 50 e 60, tal como a sua descendência, é bastante conservadora.
Isso das mulheres de cabelo ao vento a lutar com o Daesh era só na Síria e era uma fração apenas.
De resto, tendo em conta as taxas de fertilidade curdas e turcas, penso que a gerência do partido percebeu que não precisará de lutar para obter o domínio num território que poderá mesmo ser maior que o que o PKK reivindicava.

E mais uma vez relembro: os curdos não são mais nativos da Anatólia do que os turcos. Já os turcos tinham estabelecido o Império Otomano na região, ainda os curdos viviam a sul nos montes Zagros. Só depois é que migraram para lá. A ancestralidade dos anatólios de hoje é principalmente helénica, lídia, frígia a oeste e no centro, georgiana, circassiana e arménia a nordeste e por fim irânica a sudeste na região dos curdos. A componente mongólica está cada vez mais diluída, tal como aconteceu com os magiares.

20 de agosto de 2026 às 14:24:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«ainda chamas a esta coisa na qual vivemos democracia?»

Já foi punido?

20 de agosto de 2026 às 15:01:00 WEST  
Blogger Caturo said...

« os curdos não são mais nativos da Anatólia do que os turcos»

Tens a certeza? Já li que uma parte do Curdistão foi anexada pelos Otomanos e contra isto os Curdos revoltaram-se.
De resto, o secularismo tem crescido no seio dos Curdos, sobretudo depois da campanha islamizadora dos Turcos, que chegou ao ponto de persuadir curdos a deixarem de se assumir como muçulmanos, ao mesmo tempo em que lhes dizia que ou eram curdos ou muçulmanos, não podiam ser as duas coisas.
Cresce também o Zoroastrismo, de raiz indo-europeia.

Ora, num contexto tendencialmente menos islamizado, o valor da identidade étnica, pré-islâmica, ganha naturalmente terreno, o que pode facilmente aproximar os Curdos dos seus parentes indo-europeus, mormente dos que estão mais perto, Arménios e Hindus, bem como dos que têm mais poder, os Ocidentais.

20 de agosto de 2026 às 15:43:00 WEST  
Blogger Lol said...

mas o norte da mesopotamia ja teve mitanis e povos aryas entao os curdos so voltaram

20 de agosto de 2026 às 20:29:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

"Tens a certeza? Já li que uma parte do Curdistão foi anexada pelos Otomanos e contra isto os Curdos revoltaram-se."

Basicamente pode ser resumido do seguinte modo:
- 1077, os turcos invadem a parte ocidental helenizada da Anatólia, estabelecendo o Sultanato de Rûm. A parte oriental continua habitada por arménios.
- 1256, o Ilkhanato Mongol conquista a Pérsia e a parte oriental da Anatólia.
- 1299, surge um pequeno estado Otomano na parte ocidental da Anatólia, vassalo dos Mongóis.
- 1335, colapso do Ilkhanato Mongol.
- 1453, queda de Constantinopla, os Otomanos conquistam territórios nos Balcãs e controlam a Anatólia Ocidental.
- 1514, Batalha de Chaldirã, os Otomanos conquistam aos Persas a parte oriental da Anatólia povoada por arménios. Os curdos sunitas, perseguidos pela Pérsia Xiita, migram em massa pelos Zagros até à parte controlada pelos Otomanos, estabelecendo-se no atual Curdistão Iraquiano e no atual Curdistão Turco (este último então povoado por arménios). Os curdos já eram muçulmanos sem que os turcos os tivessem forçado a deixar o zoroastrismo, outros (árabes e persas) fizeram isso antes.
- 1915, Genocídio Arménio no qual os curdos, apoiados pelos otomanos, extinguem a população arménia do atual Curdistão Turco.

Se fossem arménios a reclamar independência do atual território correspondente ao Curdistão Turco, era uma coisa, mas a questão é que os curdos foram mesmo os últimos a chegar lá.

https://dckurd.org/kurds/
https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_the_Kurds#Medieval_Period
https://dckurd.org/2023/01/26/the-kurdish-dilemma-in-turkey-2/

21 de agosto de 2026 às 00:54:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

Em relação à 2ª parte do teu comentário, se me dissesses que apoias um Curdistão zoroastriano e uma Turquia tengriista aí concordaria a 100%. E estas duas religiões estão atualmente a ser revividas quer por curdos, quer por turcos, respectivamente.

Agora temos de ser realistas: não vai ser por magia que os curdos vão migrar todos de volta para os Zagros, que os Arménios vão voltar a povoar a região, e que os turcos vão começar a falar grego e georgiano. Acho que temos de reconhecer que a Turquia e um Curdistão (se existirem) serão nos atuais territórios outrora ocupados por gregos, georgianos e arménios. E se fosse por essa lógica, talvez fosse melhor começarmos a treinar o basco, pois mais dia menos dia vai-se provar que o antigo ibero é no mínimo um antecessor do basco, e geneticamente portugueses, galegos, asturianos, catalães, castelhanos, bascos não passam todos de iberos com alguma influência celta principalmente patrilineal. Língua não implica genética, e genética não implica língua. Os territórios hoje ocupados pelos turcos, outrora falavam línguas helénicas e anatólias, enquanto os territórios ocupados pelos curdos, outrora falavam línguas arménias e irânicas, e talvez seja por isso que os turcos têm mais dna ária que os curdos.

De resto, também não concordo muito na parte da ligação ariana à Índia Hindu. Os indianos têm muita influência dravidiana nos genes e estáo lá longe, enquanto húngaros, bascos e finlandeses, por exemplo, têm mais percentagem de dna caucasóide ou até mesmo indoeuropeu. Outros como os georgianos, não têm quase nada de indoeuropeu, mas olhas para o aspecto de um georgiano e para a sua cultura e comparas com a de um indiano, e eu vejo muito mas muito mais Europa na Geórgia do que na Índia. Essa cultura ariana de que falas, que se estendia da Ibéria à Rússia e da Escandinávia à Índia, já acabou há milénios, hoje o que interessa mesmo é a Europeidade ou o Europeísmo. E o Curdistão, a Índia e o Irão nunca foram europeus, enquanto Finlândia, Hungria, Geórgia, Rússia, Arménia, Chipre sempre o foram e uma Turquia tengriista, pela sua história no continente, também o poderá ser, uma vez que se não se excluir uma Rússia por ter sido outrora comunista, também não se deveria excluir uma Turquia tengriista, por outrora ter sido islâmica.



https://indo-european.eu/maps/yamnaya-steppe-ancestry/

21 de agosto de 2026 às 01:13:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Atenção que é afinal bem possível que os Curdos já estivessem na Anatólia séculos antes dos Turcos:
«By the time of the Islamic conquests in the 7th century, and possibly earlier, the term 'Kurd' was used with a socio-economic meaning to describe nomadic groups on the western edge of the Iranian plateau and, possibly, tribes aligned with Sassanian authority in Mesopotamia.»
https://en.wikipedia.org/wiki/Origin_of_the_Kurds#Name

24 de agosto de 2026 às 11:44:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Seja como for, o que os Turcos mais exigem nem sequer é a recuperação integral do «seu» território anatólico mas sim que os Curdos não tenham soberania em lado algum, nem sequer no Iraque ou na Síria. Se a questão fosse só o território «da» Turquia, pois com esforço utópico poder-se-ia imaginar os curdos de território turco a migrarem para o curdistão iraquiano/iraniano/sírio, mas nem isso se põe...

Sejamos então realistas. Não se vão mover milhões só por pensarmos que não deviam estar ali. Vejamos, portanto, o que está de facto no terreno.

Ora os Turcos são ainda fortemente islamistas e o seu patriotismo é quase sempre fortemente islamista. O Tengrismo seria boa alternativa, mas progride muito mais em dois ou três países túrquicos mais pequenos do que propriamente no maior país túrquico, que é a Turquia. De resto, é outra estirpe, historicamente inimiga do Ocidente e dos Curdos.
Sem religião forte, o que têm eles?, Nacionalismo, qual nacionalismo?, o de uma estirpe asiática.
Eis pois o que está no terreno do lado turco.

E no lado curdo? Zoroastrismo a crescer (muito pouco, mas ainda é cedo) e laicismo a disseminar-se.
Sem religião forte, o que têm eles?, Nacionalismo, qual nacionalismo?, o de uma estirpe indo-europeia.
Num dos sites que aqui trouxeste parece provável que exista neles uma consciência indo-europeia, pelo menos ao nível da classe dirigente, tal como no vizinho Tajiquistão, onde há uns anos se considerou a possibilidade de a suástica ser promovida a símbolo nacional, precisamente devido à raiz árica dos Tajiques, e, sintomaticamente, como alternativa à islamice.
Isto faz com que possam querer alimentar alianças com a Índia, por exemplo - e, claro, com a mais poderosa civilização do planeta, que ainda é o Ocidente. No Ocidente, a religião perde terreno a olhos vistos, mas o Nacionalismo cresce. Ainda que os nacionalismos dos vários países europeus sejam geralmente mesclados de patriotismo limitado, historicista, agarrado muitas vezes a um passado relativamente recente, como, no caso português, por exemplo, os Descobrimentos, pois independentemente disto, o caminho está aberto para o etnicismo, e nem é uma questão de enveredar pela ideia de pureza racial, que é uma armadilha (muito apreciada pelos lacaios do esquerdalhame, que adoram guinchar de imediato «raça pura não existe lololol»), mas sim pela identidade étnica que está ao nosso alcance imediato, que é a estética do povo, ou aparência racial (fenótipo), e a sua língua. Não se muda a língua de milhões de pessoas só porque os testes genéticos de meia dúzia de indivíduos dizem assim ou assado. Bem sei que a genética é incontornável, a ciência ainda não permite mudar de raça, mas o que sabemos da raça da população ao certo?, enquanto não pudermos estudar a genética de cada um dos dez milhões de portugueses, e de cada um dos setecentos milhões de europeus, então o que temos é a nossa aparência colectiva e a língua, que sabemos ser indo-europeia.

Aplica-se o mesmo aos Curdos e aos Turcos. Num dos testes que tens, os Turcos parecem ter mais influência genética indo-europeia que os Curdos, mas turcos de que partes da Turquia?,
enquanto noutros testes, quem tem mais influência genética são os Curdos - e, embora a IA do Google tenha as suas limitações e possa ser traiçoeira, o que é facto é que, a uma primeira pergunta, responde que os Curdos têm mais influência genética da estepe do que os Turcos.
Então, o que é que há de seguro neste caso? A língua, que é a sua língua étnica, não a língua do colono (como no caso cabo-verdiano, por exemplo).

24 de agosto de 2026 às 12:18:00 WEST  
Blogger Caturo said...

A Turquia pode ter um forte substracto indo-europeu, sim - mas o nacionalismo turco tem forçosamente de entrar em linha de conta com a sua identidade étnica, e, como se não bastasse, o seu patriotismo alimenta-se muito da dimensão territorial que a sua raiz étnica lhe pode dar, ou seja, a Turquia como líder natural do mundo túrquico, isto é, dos demais países de língua túrquica: Azerbaijão, Turquemenistão, Quirguistão, Uzbequistão, Cazaquistão... e estes têm uma genética mais marcadamente turca, ou seja, asiática, de raiz amarela, pois que estes descendem essencialmente de gentes da Ásia Central, porque nunca migraram em massa para oeste, ao contrário dos antepassados dos turcos da Turquia. Assim, a Turquia também tem o seu «minho-timorismo», tal como Portugal, tal como a Rússia, só que, enquanto Portugal e Rússia têm um núcleo étnico indo-europeu e podem libertar-se da carga adicional que os seus impérios lhe adicionaram, sucede que a Turquia é ela própria a parte mais mestiça, e então iriam afastar-se dos demais túrquicos em nome de quê?, repara que nós, Portugueses, não temos muitas dúvidas, somos brancos europeus, os africanos não, a maior parte dos brasileiros também não, mas os Turcos?, iam afastar-se da restante turcaria em nome de quê?, de testes genéticos de meia dúzia de indivíduos, ou de cem indivíduos, ou de mil?, e depois, como era?, «eh, pessoal, a nossa religião étnica é túrquica, a nossa língua é túrquica, a religião que ainda manda cá é árabe, mas a malta vai deixar isso tudo de lado porque os testes genéticos de mil turcos, olha, de dez mil turcos, cem mil turcos, já temos os testes genéticos de um milhão de turcos!, agora ainda faltam mais oitenta milhões de testes genéticos, mas estes testes dizem que o nosso pessoal é mistura de gregos e arménios, Povos que a gente odeia (e até houve um turco que se suicidou por descobrir que a sua ascendência genética era em quase tudo igual à dos Arménios), e também temos uma data de gotas de sangue dos Hititas, dos Lícios, dos Cários, dos Frígios!, dos Lídios!!, dos Gálatas!!!! e de mais uns quantos dos quais vocês nunca ouviram falar e cujas línguas já desapareceram e a gente também não sabe quase nada da religião deles... A gente tem de escolher entre o mundo túrquico, desses amarelados que eram parte dos nossos ancestrais, e o mundo europeu, que é mais rico, e do qual também temos sangue, e depois ficamos assim um pessoal mestiço agarrado ao lado que tem mais dinheiro...»

24 de agosto de 2026 às 13:19:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Por isto que disse até agora é que acho que a comparação final que fazes entre Russos e Turcos é equívoca. A Rússia foi comunista durante um curto período de tempo e o maior problema que ofereceu sempre nunca foi o Comunismo propriamente dito mas sim o seu imperialismo. Repara que não há problema nenhum em integrar os demais países europeus que foram comunistas durante o mesmo período - Polónia, Chéquia, Eslováquia... nem sequer com a Ucrânia haveria grande problema, quanto mais...
Tudo nesta gente toda a aproxima dos demais europeus - raça e língua indo-europeia. O Cristianismo é outro ponto em comum, ainda que muito menos relevante e muitíssimo traiçoeiro, até porque entre ortodoxos, católicos e protestantes, o entendimento não é pleno, felizmente que estão todos a morrer.
Agora, com os Turcos? O Islão lá é incomparavelmente mais forte do que o Cristianismo cá, e, claro, muitíssimo mais forte do que o Comunismo algum dia foi na Rússia...
E depois do Islão? Etnia. Túrquicos, asiáticos, gente de raiz não caucasóide. É bem outra essa distância.

24 de agosto de 2026 às 13:52:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Quanto às línguas e genéticas na Hispânia, cuidado, ainda não se provou que o Basco fosse parente do Ibero, mas, mesmo que isto acontecesse, atenção que Ibero não significa ibérico, e, tanto quanto sei, nada prova que o substracto genético do oeste hispânico fosse ibero, atenção que não digo agora «ibérico» mas sim ibero. Resumindo, nada prova que, antes da chegada dos Indo-Europeus à Hispânia, se falasse um idioma semelhante ao Basco, ou semelhante ao Ibero, nas áreas que são hoje Portugal, Galiza, Astúrias, Leão, Andaluzia...

24 de agosto de 2026 às 13:55:00 WEST  
Blogger Caturo said...

No que respeita aos Hindus, não há necessidade de os comparar com os Finlandeses e outros caucasóides não indo-europeus. Com todos estes últimos que não forem islâmicos é possível uma aliança assente na raça e na liberdade, sucedendo o mesmo com Israel, de resto, que também é francamente caucasóide, e com Malta, que não é de língua indo-europeia. Mais parentesco, menos parentesco... é relativo. Interessa reforçar o parentesco óbvio, racial, e político, democrático - tudo o resto se desenvolve a partir daí, depois é ver como se produzem as proximidades. Os Europeus têm muitíssimo a ganhar com uma aliança à Índia, ou Barat, logo a começar porque esta aliança pode servir para acender a consciência étnica europeia mais autêntica, a que assenta na sua língua e na sua herança religiosa étnica.

24 de agosto de 2026 às 15:03:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

Respostas comentários:

»» 24 de agosto de 2026 às 11:44:00 WEST:

Mas a Mesopotâmia e o Planalto Iraniano não fazem parte da Anatólia. A Anatólia geologicamente é definida a sul pelos Montes Taurus e a leste pelo Planalto Arménio.

»» 24 de agosto de 2026 às 12:18:00 WEST

Penso que o governo da Turquia não têm problemas com a Região Autónoma do Curdistão Iraquiano.
De resto, não tenhamos ilusões! O Zoroastrismo e o Tengrismo progridem mas muito lentamente, muito mesmo, sendo que se tivesse de apostar diria que o ateísmo seria a corrente mais capaz de suplantar o islão, caso isso fosse acontecer. Quanto à parte da estirpe asiática, não te esqueças que o helenismo partilha ligações com o hinduísmo que surgiu também na Ásia!
Quanto à parte da genética, todos os estudos que encontrei mostram que os turcos das regiões turcas com mais dna yamnaya possuem mais dna yamnaya que os curdos das regiões curdas com mais dna yamnaya. Claro que os turcos das regiões perto da Geórgia terão sempre menos dna yamnaya que os curdos, mas com os turcos das antigas Frígia e Lídia acontece o contrário.

»» 24 de agosto de 2026 às 13:19:00 WEST

Na verdade a Ásia Central até foi ariana antes de ser túrquica, a urheimat túrquica situa-se na Mongólia Ocidental dos dias de hoje.
Esse minho-timorismo que falas chama-se Turanismo, e chega ao ponto de considerar túrquicos, japoneses, mongóis, coreanos, siberianos, tunguses, húngaros, finlandeses, estónios e lapões como parte da mesma família uralo-altaica. Essa hipótese já foi desconsiderada, e no entanto isso não impede partidos como o Jobbik de quererem meter a Hungria no Conselho Túrquico, o que é completamente ridículo. Mas não vês isso na Finlândia nem na Estónia.
E a bem da verdade, o Conselho Túrquico é um pouco como a CPLP: partilham a mesma língua (mesmo que mal falada) mas são uns sacos de gatos de todo o tamanho, basta ver que nem o Turquemenistão quer fazer parte como membro oficial! Ou seja, Portugal minhotimorista é tão perigoso como a Turquia turanista, e a religião nem para aqui é chamada.
Quanto ao exemplo que deste, obviamente que isso náo vai acontecer! Temos de nos mentalizar que vai existir na Anatólia um povo de nome turco com dna yamnaya que fala uma língua asiática.

»» 24 de agosto de 2026 às 13:52:00 WEST
O imperialismo soviético era sem dúvida impulsionado pelo comunismo.

»» 24 de agosto de 2026 às 13:55:00 WEST
Nada prova, é verdade, ainda não se chegou a essa conclusão. Mas entre o basco ser descendente de um ibero falado em toda a península, e o basco ser uma língua diferente de um ibero só falado na parte oriental da península, eu apostaria mais na primeira hipótese.

8 de setembro de 2026 às 21:50:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Curdos na Anatólia - era esta parte que eu devia ter aqui colocado:
«According to David McDowall, after the fall of the Sassanids, the identity of the Kurds was generally a source of confusion among early Arab and Persian writers due to limited direct contact with Kurds and Kurdistan. Some believed the term "Kurd" referred to the nomads of the Zagros Mountains, while others viewed the Kurds as an ethnic group, although they were uncertain about the origin of these people.[10] During this period, Kurds were also already present in eastern Anatolia.[11]»

9 de setembro de 2026 às 09:20:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«Penso que o governo da Turquia não têm problemas com a Região Autónoma do Curdistão Iraquiano.»
Olha que tem: https://www.theatlantic.com/international/archive/2017/09/turkey-kurds-barzani-iraq-referendum/540909/
«'It’s Never a Good Time for the Iraqi Kurds to Become Independent'
The Turkish government believes that their self-determination represents an existential threat.»

«O Zoroastrismo e o Tengrismo progridem mas muito lentamente, muito mesmo, sendo que se tivesse de apostar diria que o ateísmo seria a corrente mais capaz de suplantar o islão, caso isso fosse acontecer»

Pois então nesse caso é que não haveria obstáculo algum a que as línguas fossem determinantes - uma vez estando postas de lado as alianças equívocas determinadas por religiões universalistas, só restaria a manifestação da etnia que é a língua étnica propriamente dita, e aí, Turcos e Curdos são como água e azeite, distinguem-se bem.

No que respeita à estirpe asiática, e às ligações entre o Helenismo e o Hinduísmo, surgido na Ásia, mais me ajudas - toda a cultura conta mais do que a geografia, pelo que dizer Ásia, Europa ou Américas, tudo isto conta menos.


9 de setembro de 2026 às 09:48:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

Bem, se o McDowall diz que eles já estavam no leste da Anatólia, então convém considerar essa hipótese, até porque o próprio Saladino até seria curdo. Agora penso que não se terão expandido para oeste uma vez que a parte ocidental da Anatólia era grega e foi mais tarde turquificada.

Quanto à parte da reação turca ao referendo do Curdistão Iraquiano, também quando a Catalunha quis declarar independência de Espanha, os países europeus defenderam todos a integridade territorial espanhola! Essa reação turca ao independentismo curdo no Iraque é bastante comum a países que receiam independentismos dentro do seu território, defendendo-se uns aos outros

https://en.wikipedia.org/wiki/Catalan_declaration_of_independence#International_reactions

9 de setembro de 2026 às 18:51:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«Claro que os turcos das regiões perto da Geórgia terão sempre menos dna yamnaya que os curdos, mas com os turcos das antigas Frígia e Lídia acontece o contrário.»

Não achas que tudo isso é um bocado complicado de mais para servir de medida nacional? Disseste para não termos ilusões, pois então sejamos realistas - vai-se escolher um por um, pessoa a pessoa, de acordo com a genética? Criar novos Estados com base no R1B, no R1A, no J2 ou, em vez disso, no ADN mitocondrial? Ou em combinações que nos apeteçam? Tudo isto com base em estudos estatísticos, de laboratório? Ou vamos esperar até ao dia em que todos e cada um das centenas de milhões de indivíduos na área sejam geneticamente identificados e catalogados? E depois, qual será o idioma do Estado R1A, e o do J2? Se se chegasse à conclusão que a maioria dos indivíduos incluídos no País R1AÁsiaCentral eram de língua túrquica, teriam os outros, indivíduos R1A de língua não túrquica, de aprender o Turco e, assim, passar a fazer parte do mundo turcófono, juntamente com os Uigures da China? E a relação com os R1A da Europa, seria mais forte do que a relação dos R1A europeus com os R1B europeus? Cortava-se a Alemanha a meio, visto que a parte ocidental é mais R1B e, a oriental, mais R1A? Ficavam os alemães de leste agarrados aos mui túrquicos Quirguizes (50% a 60% da população do Quirguistão é R1A) em vez de estarem ligados aos alemães ocidentais?

No caso anatólico, cria-se uma Nação de turco-lídios/frígios e outra de turcosmesmoturcos, e diferentes curdos ficam numa ou noutra, consoante os seus resultados genéticos?

Ou não será o idioma um cimento mais sólido? Não o idioma dos colonizados, claro. Um negro que fale português é evidentemente de origem não europeia. Refiro-me aos idiomas de Povos inteiros cujo fenótipo seja caucasóide. Isto sim, é certo, sólido e seguro, tanto quanto o que é humano pode sê-lo. Os Arménios podem ter pouca genética da estepe, mas são de língua indo-europeia, e só indo-europeia, enquanto o seu fenótipo é caucasóide. Se um português tiver filhos com uma mulher arménia, eles saem brancos que provavelmente não diferem visivelmente nem da população portuguesa nem da população arménia, não criando portanto um corte identitário. Poder-se-á dizer que o mesmo sucederia caso a mulher fosse turca, mas isto foi só para mostrar que o fenótipo é identitariamente determinante, além de que o filho seria parcialmente descendente de alguém etnicamente mais distante, essencialmente fora da grande família étnica indo-europeia.

9 de setembro de 2026 às 19:23:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«Agora penso que não se terão expandido para oeste uma vez que a parte ocidental da Anatólia era grega e foi mais tarde turquificada»

Sim, isso nem se põe, o Curdistão só apanha uma parte da Turquia, só que os Turcos querem a Anatólia toda, como era de esperar.


«também quando a Catalunha quis declarar independência de Espanha, os países europeus defenderam todos a integridade territorial espanhola»

Olha que nem tanto... houve na Alemanha e na Bélgica quem mostrasse simpatia por eles, e não me refiro a partidos políticos. Aliás, a Bélgica serviu sempre de refúgio para Puigdemont, por mais que Madrid o quisesse prender.


«Essa reação turca ao independentismo curdo no Iraque é bastante comum a países que receiam independentismos dentro do seu território, defendendo-se uns aos outros»

Sim, o que não altera a sua periculosidade e a facilidade que devíamos ter em cerrar fileiras ao lado dos Curdos.

9 de setembro de 2026 às 23:42:00 WEST  
Blogger Caturo said...

o Conselho Túrquico é um pouco como a CPLP: partilham a mesma língua (mesmo que mal falada) mas são uns sacos de gatos de todo o tamanho, basta ver que nem o Turquemenistão quer fazer parte como membro oficial! Ou seja, Portugal minhotimorista é tão perigoso como a Turquia turanista,»

Só que na lusofonia quem mandaria seria o Brasil, o que evidentemente nunca deveríamos aceitar, ao passo que o líder da turcofonia seria a Turquia, facilmente mais poderoso que qualquer um dos outros países túrquicos, ainda que, ironicamente, seja o menos geneticamente turco.


«imperialismo soviético era sem dúvida impulsionado pelo comunismo.»

Sim, sem dúvida - só que o imperialismo russo já existia antes do Comunismo e continua a existir depois dele.

9 de setembro de 2026 às 23:46:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

«Refiro-me aos idiomas de Povos inteiros cujo fenótipo seja caucasóide. Isto sim, é certo, sólido e seguro»

Ora bem, aqui tocaste num ponto chave! Nem todo o falante de línguas arianas é caucasóide (nigerianos a falar inglês, p.ex) e que nem todo o caucasóide fala línguas arianas (georgianos, p.ex).

Falaste numa medida nacional, por isso defino os seguintes 2 critérios para se considerarem etnias como sendo europeias, iguais entre si e por conseguinte maiores aliados entre si:

1) A génese da sua subfamília linguística ocorreu na Europa, parecem caucasóides (mesmo que geneticamente não o sejam a 100%) e não professam o Islão:
- latinos, celtas, germânicos, eslavos, baltas, helénicos, albaneses *, arménios
- bascos
- georgianos
- fínicos (finlandeses/estónios/carélios), sámis, mordvins (erzyas/mokshas), maris, pérmicos (komis/udmurtes)
- noroeste-caucasianos (circassianos *, abecazes)

* Os albaneses e os circassianos são tão islâmicos como o português médio é cristão, se é que me faço entender, por isso contei-os junto com os que não professam o Islão.

2) A génese da sua subfamília linguística ocorreu fora da Europa, parecem caucasóides (mesmo que geneticamente não o sejam a 100%), não professam o Islão e estabeleceram estados antes do Congresso de Viena de 1814:
- húngaros (Reino da Hungria estebelecido em 895 por Árpad)
- ossetas (Reino da Alânia estabelecido no séc.X)
- malteses (Malta Hospitalária estabelecida em 1530)
- chuvachos (Bulgária do Volga no séc.IX). São cristãos túrquicos ogures geneticamente quase indistinguíveis dos maris, udmurtes e mordvins.

Gostava ainda de dar conta dos seguintes povos que, com o passar do tempo vão ficando cada vez mais caucasóides fruto das assimilações e que estão em vias de cumprir o critério 2 na totalidade.
- Tártaros da Crimeia (Canato da Crimeia estabelecido em 1441)
- Tártaros do Volga: (Canato de Kazan estabelecido em 1438)
- Basquíres: (Canato de Kazan estabelecido em 1438)

De resto:
- os nordeste-caucasianos (chechenos, ingushes, ávaros, lezguinos, darguinos) são nativos da Europa, mas são muito radicais no Islão, por isso ficam de fora.
- os oirates (calmucos) são budistas que vieram da Mongólia para se estabelecerem como nómadas na Rússia, não passam por caucasóides, nunca constituiram estado, por isso ficam de fora.
- os romanis também nunca estabeleceram estado e não passam por caucasóides, por isso ficam de fora.
- os cazaques não entram nas contas porque a parte europeia é escassamente povoada.
- os azeris geograficamente não vivem na parte europeia do país, quem lá vive são os lezguins.
- os gagauzes, os carachais, os balcares, os nogais e os cumiques nunca estabeleceram estados.
- os turcos da Anatólia ainda professam o Islão de forma menos moderada que os albaneses.

10 de setembro de 2026 às 02:18:00 WEST  

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