Os pais de um estudante de 22 anos, assassinado em Trier, pediram o desmantelamento da "barreira" política alemã contra o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), argumentando que os políticos devem estar preparados para trabalhar com o partido a fim de garantir maiorias para políticas de imigração mais rigorosas.
Marius Dick foi esfaqueado até à morte por volta das 10h da manhã do dia 15 de Julho, quando voltava das compras na Robert-Schumann-Allee. Segundo relatos, o solicitante de asilo afegão Sajad M., também de 22 anos, saiu de trás de uma cerca viva e esfaqueou-lhe o peito com uma faca de cozinha, atingindo-lhe o coração. Os dois homens não se conheciam. O suspeito teria sido declarado doente mental por um agente de saúde pública, apesar de anteriormente ser considerado bem integrado e descrito como um vizinho e colega agradável.
Três semanas após a morte do filho, Thomas e Elke Dick disseram ao jornal Welt que os partidos tradicionais da Alemanha devem abandonar a recusa em cooperar com o AfD: “É preciso procuar maiorias para encontrar maiorias. Isto também significa sentar-se à mesa com o AfD e conversar sobre pontos em comum”, disseram eles. O casal alertou que imigrantes e refugiados perigosos estavam a circular pela Alemanha sem que as autoridades soubessem onde estavam eles e exigiu que os políticos agissem “finalmente” para impedir a série contínua de ataques violentos. Disse que a violência continuou mesmo após o assassínio de Marius, citando o ataque subsequente no Christopher Street Day, em Berlim.
A intervenção é particularmente significativa porque ambos os pais são membros da CDU. A liderança do partido continua a rejeitar a cooperação parlamentar com a AfD, em virtude do antigo impasse político. Após as últimas eleições federais, a AfD tornou-se no segundo maior partido no Bundestag, mas, devido a este impasse, não conseguiu chegar a um acordo para formar um governo de coligação com a CDU, de Centro-Direita, abrindo caminho para mais uma Grande Coligação entre a CDU e os Social-Democratas (SPD).
Os Dicks afirmaram ter perdido a confiança na vontade e na capacidade dos partidos governantes de deter a imigração ilegal e a violência dos imigrantes. Perguntaram também se o seu próprio partido tinha realmente a intenção de agir, afirmando que a cooperação com o AfD era agora uma necessidade, e não uma questão de simpatia política.
O chanceler Friedrich Merz contactou a família cinco dias após o assassínio, mas os pais disseram que não houve consequências políticas significativas.
O apelo surge num momento em que a pressão das instituições para que sejam tomadas medidas contra o AfD continua a aumentar. No início desta semana, a Associação Republicana de Advogados afirmou que 1051 advogados, juízes e procuradores assinaram uma petição instando as instituições federais alemãs a procurarem uma proibição constitucional do partido, um aumento significativo em relação aos cerca de 500 signatários registados em meados de Julho.
Entretanto, o AfD continuou a ganhar apoio, tornando-se no partido mais popular em Berlim numa sondagem do Insa publicada no mês passado. Obteve 19%, à frente da CDU e do Partido da Esquerda, ambos com 18%. Os Verdes registaram 16% e os Social-Democratas 13%.
A co-líder do AfD, Alice Weidel, tem exigido continuamente regras de naturalização mais rígidas, deportações mais rápidas e leis de asilo mais severas, em consonância com o que, segundo ela, as agências de aplicação da lei têm clamado: “Leis de naturalização restritivas, regras de deportação mais rígidas, endurecimento da lei de asilo: o que o Sindicato da Polícia Alemã exige em vão de Merz já é política do AfD há muito tempo”, escreveu ela no X. “Com um governo do AfD, a mudança na política migratória está a caminho!”
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Fonte: https://rmx.news/article/murdered-students-parents-call-for-firewall-against-afd-to-be-lifted/
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É no que dá quando as tragédias acontecem a gente das elites ou com elas relacionadas, como se verifica no caso deste casal militante do maior partido do lado direito do sistema. Uma vez que estes dois europeus, embora tenham talvez andado iludidos, ainda são basicamente saudáveis, descobrem que afinal os «racistas» é que tinham razão. Outros casos há em que, mesmo diante de uma tragédia na própria família, o indivíduo, clérigo ou fiel da «igreja» do anti-racismo, continua a dizer que é muitabom ver o seu país a ser iminvadido a partir do terceiro-mundo.
2 Comments:
como se brown black precisasse de laudo pra ser fail ate normies dessas raças sao fail..
Ah teve que acontecer ao filho deles para acordarem... se calhar quando era aos filhos dos outros, se os outros se queixassem era racismo e fascimo.
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