terça-feira, maio 20, 2008

GOVERNO DA «MODERADA» MALÁSIA QUER TRAVAR APOSTASIA DO ISLÃO

Na Malásia, uma mulher da comunidade étnica chinesa abandonou o credo de Mafoma para se converter ao de Buda. Tornou-se, assim, numa apóstata da religião muçulmana.
Sucede que o Islão não tolera a apostasia, e os muçulmanos também não, em boa senão maior parte dos casos.

Ora, quando um grupo de cidadãos muçulmanos, religião maioritária do país, se manifestou contra a autorização legal que a senhora obteve para abandonar o Islão, ainda se poderia pensar que, enfim, se tratava de mais uma demonstração do radicalismo islâmico no seio das massas, e que até podia dizer respeito a meia dúzia de fanáticos à margem sócio-política, sem relevância de maior, tanto que nem aqui a noticiei, em parte por falta de tempo, também.

Mas quando o próprio governo da Malásia lançou em tribunal um apelo jurídico para que a liberal decisão fosse revogada, ou seja, para que a transição religiosa da muçulmana que quer ser budista não pudesse efectivar-se aí sim, está-se inequivocamente perante um poder islamista intolerante, tanto mais significativo quanto mais o país tem fama de ser «moderado» e «progressista».

Resta aos politicamente correctos e aos dimiescos islamófilos dizerem se é isto que consideram «Islão moderado»... ou se afinal este episódio só testemunha que uma sociedade de maioria muçulmana acaba, tarde ou cedo, por resvalar para a intolerância religiosa, por mais liberal (por influência ocidental, no caso) que tenha sido a dada altura da sua evolução...

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