segunda-feira, março 23, 2026

FRANÇA - RN SOMA E SEGUE, CONQUISTANDO NICE E AUMENTANDO A VOTAÇÃO EM GERAL

Resultados das eleições municipais de 2026: a Esquerda perde terreno para a Direita e o Centro, mas mantém Paris, Lyon e Marselha; a Reunião Nacional continua a sua conquista de cidades de médio porte.
Em Lille, Rennes e Nantes, os socialistas Arnaud Deslandes, Nathalie Appéré e Johanna Rolland foram reeleitos. Thomas Cazenave deu à Renascença a sua primeira grande cidade em Bordéus, enquanto François Bayrou foi derrotado por uma pequena margem em Pau.
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Fonte: https://www.lemonde.fr/politique/live/2026/03/23/en-direct-resultats-des-municipales-2026-la-gauche-cede-du-terrain-face-a-la-droite-et-au-centre-mais-sauve-paris-lyon-et-marseille-le-rn-poursuit-sa-conquete-des-villes-moyennes_6673595_823448.html


A Reunião Nacional (RN) obteve um aumento de apoio sem precedentes, mas desigual, durante o segundo turno das eleições municipais.
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Fonte: https://www.lemonde.fr/politique/article/2026/03/23/le-rn-realise-une-progression-inedite-mais-inegale-lors-du-second-tour-des-municipales_6673842_823448.html

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É notório como a grande maioria dos cabeçalhos desta notícia apresenta um tom triunfalista em prol da Esquerda, porque as forças esquerdistas coligadas conseguiram não perder em Paris e em mais algumas cidades grandes... 
Mais: «embora a RN tenha apresentado um número recorde de listas (cerca de 650), o sistema eleitoral de duas voltas nas municipais tende a favorecer coligações de "frente republicana" que barram o partido em muitas cidades no segundo turno.
Portanto, enquanto o RN é uma força política dominante em eleições de âmbito nacional (como as europeias ou legislativas), nas municipais de 2026, o maior volume de votos e de cidades permaneceu dividido entre a Esquerda (nas metrópoles) e a Direita Tradicional (no interior e cidades médias).»
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Reagrupamento Nacional (RN) teve um crescimento expressivo em relação às eleições municipais de 2020, embora o sistema eleitoral francês torne difícil a comparação em números absolutos totais.
Aqui estão os principais pontos desse crescimento nas eleições de Março de 2026:
  • Número de Listas: O RN apresentou um recorde de aproximadamente 650 listas em todo o país, um aumento considerável face a 2020, o que por si só gera um volume total de votos mais elevado.
  • Conquista de Cidades: O partido passou de controlar cerca de 11 municípios em 2020 para uma projecção de cerca de 60 cidades em 2026.
  • Vitórias Estratégicas: Conseguiu uma vitória histórica em Nice através do seu aliado Éric Ciotti e manteve bastiões importantes como Perpignan.
  • Crescimento em Cidades Médias: Em cidades como Lens, o voto no RN subiu de 22,7% em 2020 para 46,5% em 2026.
  • Aumento de Conselheiros: O partido multiplicou por treze o seu número de conselheiros municipais eleitos em comparação com o acto eleitoral anterior.
Apesar deste crescimento, o RN continua a enfrentar dificuldades nas maiores metrópoles (como Paris e Lyon), onde as coligações de esquerda e de centro conseguiram barrar o seu avanço no segundo turno.
Em suma, as elites têm os seus caciquismos locais bem estabelecidos - nem isso impede o avanço lento mas visível das forças nacionalistas, como mais uma vez se constata.


5 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Boas noticias.
E o partido do Ruppert Lowe - Restore Britain, com apenas um mês de ter sido criado, já vai em 3º nas sondagens no Reino Unido e em 1º está o Nigel Farage

https://www.instagram.com/restorebritain_/p/DWOaOVCF6WA/?hl=en
https://www.instagram.com/restorebritain_/p/DWOT5ECF1eV/?hl=en

Acho que o Reino Unido vai dar uma volta como nunca se viu em toda a sua história está tudo completamente farto de imigração. O Ruppert Lowe diz que quer enviar milhões e milhões de pessoas (imigração) para fora do Reino Unido

23 de março de 2026 às 21:15:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

A língua portuguesa tem na sua base mais fechada e fria as línguas célticas? há quem garanta que sim, com base em comparações linguísticas, mesmo com o francês e línguas gaélicas
https://www.youtube.com/watch?v=EIwU7Aq_ROc

24 de março de 2026 às 00:26:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

O ideal é conquistar as cidades do sul mediterrâneo e os interiores

24 de março de 2026 às 03:35:00 WET  
Blogger Caturo said...

Muitíssimo obrigado, já tinha visto um vídeo a dizer essencialmente o mesmo, da autoria de um galês, mas com isto a história enriquece-se, e é engraçado que eu desde a infância que tenho esta impressão, mesmo sem perceber nada de línguas, mas sempre achei que havia na sonoridade portuguesa uma frieza de cal, sóbria, fechada e rochosa como um castro enevoado à beira do Atlântico Norte, que foi aí que a língua nasceu, ora uma língua nascida aí dificilmente teria o «salero» torneado, volteado, bailarino e bronzeado do Mediterrâneo espanhol e italiano. Claro que, quando um castelhano diz «fuerte», com aquele volteio mediterrânico do «ue» e depois um sonoro e ensolarado «é» final, um português diz «forte», com um «ó» seco e um «e» final todo feito de sombras. Não aprecio tauromaquia alguma, mas até nisso há uma diferença clara - a malta castelhana inventou os volteios do «torero» cheio de jogo de cintura a soltar o seu estridente «olé!», ao passo que os portugueses estão de frente para o toiro e aguentam o embate a direito quando se juntam nos forcados. Os Castelhanos dizem um doirado «guardia», nós dizemos «guarda», com esta terminação prateada. Entretanto, vamos «engolindo» cada mais vogais. Como disse o imitador Fernando Pereira, «de cada vez que vou a Portugal, constato que os meus conterrâneos engoliram mais uma vogal». Sobre este hábito, a IA do Google diz isto:

«The reduction, weakening, or omission of unstressed vowels (often described as "swallowing" vowels) is a characteristic feature of many Atlantic Celtic (or Insular Celtic) languages, particularly in the Goidelic branch (Irish, Scottish Gaelic, Manx).

Key points regarding this feature include:
Vowel Reduction (Schwa): In Irish Gaelic, short vowels in unstressed positions are often reduced to a schwa (/ə/), making them sound "swallowed" to non-native speakers.
Orthographic vs. Spoken Difference: Gaelic orthography often retains vowels for grammatical purposes (e.g., to indicate surrounding consonant quality as "broad" or "slender") that are not actually pronounced, or are highly reduced in speech.
Specific Examples: In words like bualadh (striking), the second 'a' might be pronounced simply as a slight vowel sound or reduced entirely. Similarly, in Scottish Gaelic, unstressed vowels can disappear in spoken dialects.
Consonant Influence: This phenomenon is part of a broader tendency in Insular Celtic to focus heavily on the consonant-vowel interaction, where consonants can be "slender" (palatalized) or "broad" (velarized), influencing the quality of adjacent vowels and leading to their reduction.

While not necessarily "swallowed" in every context, the "hiding" of vowels behind grammatical spelling rules and the reduction of unstressed syllables is a standard, defining feature of these languages.»

Isto continua a ser verdade também cá neste extremo sudoeste, apesar das misturas de milénios desde a ocupação romana, e desde essa altura que nunca mais houve nenhuma invasão céltica...

25 de março de 2026 às 16:35:00 WET  
Blogger Caturo said...

«quer enviar milhões e milhões de pessoas (imigração) para fora do Reino Unido»

Pode ser que seja desta, logo se vê...

25 de março de 2026 às 16:38:00 WET  

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