quarta-feira, março 25, 2026

CELEBRAÇÃO RELIGIOSA PAGÃ DO ANO NOVO NA ARMÉNIA




Em 21 de Março, Arordis e os arménios que vivem a vida arménia enfrentaram o nascer do Sol pela manhã e à tarde participaram no ritual e evento festivo do Ano Novo e do nascimento de Vahagn
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Fonte: https://www.facebook.com/arordiner.ukht/posts/pfbid037PCGpPtqKPtUi4YvZmLe1GbtW6eGukDcj3WgoCdNSos2WfEomqyg8pB7m9fdcgaZl

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Vahagn, Deus do Raio e da Guerra, talvez ígneo, talvez solar, foi na época helenística identificado com Héracles ou Hércules. Parece ser a versão arménia do iraniano Verethragna e, também, do indiano Vŗtrahan, um dos nomes de Indra, que é, garantidamente, Deus do Raio e da Guerra na Índia ariana. Antes da conversão do reino arménio ao Cristianismo, parecia formar uma tríada com Aramazd, versão arménia do iraniano Ahura Mazda, e com Anahit, versão arménia da iraniana Anahita, Deusa das Águas. Depois da conversão cristã, o líder da igreja cristã arménia, Gregório, dirigiu-se ao templo de Vahagn em Ashtishat para o destruir, sendo depois construída no lugar do templo a sé matriz da Igreja da Arménia, a catedral mais antiga do mundo. Antes deste panteão arménio análogo ao irânico, as Deidades adoradas na Arménia seriam urartianas, o que me faz recordar o que um anónimo comentou neste blogue há coisa de dias sobre a coincidência de a Arménia passar a ser indo-europeia depois da invasão persa, ainda que, note-se, o idioma arménio não pertença ao ramo irânico da família indo-europeia.
De notar que também o ano romano arcaico começava em Março, mês consagrado a Marte, Deus da Guerra, Ao qual Vahagn é equivalente. O dia da celebração de Vahagn é 27 de Março, segundo a Wikipedia.



12 Comments:

Anonymous Anónimo said...

https://observador.pt/2026/03/26/leiria-psp-identifica-adepto-por-comentarios-xenofobos-e-crimes-contra-a-integridade-fisica-de-arbitro/ Portugal completamente tomado de assalto pelas forcas wokes e politicamente correto, a seguir o caminho auto-destrutivo da Inglaterra. E juram que a direita esta no poder lol

26 de março de 2026 às 13:44:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

Gladius, a título de informação, a Armênia já era indo-européia antes da invasão dos medos e dos persas, pois que os Armênios, em sua origem, são aparentados dos Frígios, sendo que aqueles se deslocaram do centro-oeste da Anatólia, onde viviam junto aos Frígios, para a região de Urartu, no leste da ásia menor, após a destruição do Reino Frígio pelos Cimérios, esse último um povo originário do norte do Mar Negro. Após a chegada dos Armênios em Urartu, acabaram por eclipsar os Urartianos, sendo que esses últimos já se encontravam na época da referida migração Armênia em franca decadência.

27 de março de 2026 às 19:28:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

A massive victory in the European Parliament

«Yesterday, the European Parliament voted to approve the mandate for the new EU Return Regulation. And it’s not just the usual EU bureaucrat decision, no, this is a historic victory for the right in Europe!»

https://www.instagram.com/reel/DWZT7nYg6y9/
https://x.com/actionradareu/status/2037575378462539783

28 de março de 2026 às 15:32:00 WET  
Blogger Lol said...

sim palavras sao graves açoes nao uma menina foi morta pelo estado woke que abriu limes pra bandidos aliens pra esses nao ha pena alguma so pra quem criticar..essa direita e woke..

30 de março de 2026 às 05:57:00 WEST  
Blogger Lol said...

a direita daqui ajudou a destruir mais ainda emenda um com pretexto de genero ou seja nesse hemisferio so tem ator..

30 de março de 2026 às 05:58:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

Precisamente, o arménio pode ter sido criado através de um "language shift" por parte de urartianos devido à invasão persa. A nova língua (arménio) adotou muito léxico iraniano e preservou ainda elementos urartianos.

E assim, tal como existe um sub-ramo balto-eslavo e um sub-ramo celto-itálico, cada vez mais me convenço que na árvore indo-europeia deverá haver um ramo arménio-irânico, até porque o arménio possui muito léxico irânico:
https://www.ilimvemedeniyet.com/yabanci-dil/relations-between-armenian-and-persian

É só mais um exemplo dos muitos "language shifts" que terão havido pela Eurásia, até porque o que não faltam são substratos hipotéticos nas línguas indoeuropeias:
- O substrato vascónico (https://en.wikipedia.org/wiki/Vasconic_substrate_hypothesis) presente nas línguas celtas continentais e no castelhano
- O substrato goidélico (https://en.wikipedia.org/wiki/Goidelic_substrate_hypothesis) presente no gaélico
- O substrato germânico (https://en.wikipedia.org/wiki/Germanic_substrate_hypothesis) presente no alemão
- O substrato pré-grego (https://en.wikipedia.org/wiki/Pre-Greek_substrate) talvez de origem pelasga
- O substrato pré-fino-úgrico (https://en.wikipedia.org/wiki/Pre-Finno-Ugric_substrate) nas línguas sámi
- O substrato pré-vedda (https://en.wikipedia.org/wiki/Substratum_in_Vedic_Sanskrit) no sânscrito, talvez via línguas dravidianas.

Aliás, o hurrita (língua de Mitanni) que é parente confirmado do urarta, cada vez mais possuía influência indo-europeia com o passar do tempo.

31 de março de 2026 às 15:00:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

Ainda em relação às línguas desconhecidas/não classificadas do Cáucaso/Anatólia/Arménia, há muita coisa curiosa:
- o elamita tem sido ligado às línguas dravidianas, que segundo uma teoria estender-se-iam desde o Irão até à Taprobana antes da expansão ária.
- o gútio é um mistério, mas W. B. Henning sugeriu que era uma língua indoeuropeia tochariana.
- o hatita, que foi substituído pelo hitita (autodenominado "neshita") de origem indoeuropeia, tem sido ligado ao abecásio e ao circassiano. E curiosamente os vizinhos dos neshitas continuaram a tratá-los como se fossem o povo que conquistaram, até mesmo pela sua capital ter mantido o nome de Hattusha
- o hurrita (língua de Mitanni) foi classificado como sendo parente do urartiano (família hurro-urarta)
- o kashkita é muito controverso: houve quem o classificasse como parente do trácio e do frígio indoeuropeus, enquanto outros o ligaram ao circassiano/abecásio ou mesmo ao georgiano.
- o cassita terá sido substituído pelo elamita nos Zagros (terra de origem dos curdos) e foi proposta uma ligação às línguas hurro-urartas.
- o sumério (autodenominado "emegir"), que foi substituído pelo acadiano (semita), talvez por ser a língua que é, já foi ligada a quase tudo o que é idioma. Desde o basco ao turco, desde o indoeuropeu ao dravidiano, já foram hipotetizadas muitas teorias para o "parente perdido" dessa língua misteriosa.

https://emekurnet.wordpress.com/2017/06/11/essays-on-the-history-of-writing-ii-the-isolates-of-the-fertile-crescent/

31 de março de 2026 às 15:21:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Violent crime plummets across major U.S. cities”
https://www.whitehouse.gov/releases/2026/02/icymi-violent-crime-plummets-across-major-u-s-cities/

E parece que o crescimento da Afd está a surtir algum efeito:

"Germany's Merz says 80 percent of Syrian immigrants should return home"
https://www.france24.com/en/europe/20260330-germany-s-merz-says-80-percent-of-syrian-immigrants-should-return-home

1 de abril de 2026 às 16:23:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«O substrato goidélico (https://en.wikipedia.org/wiki/Goidelic_substrate_hypothesis) presente no gaélico
- O substrato germânico (https://en.wikipedia.org/wiki/Germanic_substrate_hypothesis) presente no alemão»

Substrato como, se são de facto essa mesma língua, respectivamente?
Goidélico ou Gaélico tem o mesmo significado, só que a segunda variante é resultado da influência anglo-saxónica na palavra, ou seja, o termo mais propriamente goidélico é mesmo este, goidélico, do galês «Gwydel» (que, ironicamente, não é uma língua goidélica mas sim britónica, é o nome que o missionário Patrício, bretão, deu aos Irlandeses).
Quanto ao Alemão... é essencialmente uma língua germânica, tal como o Inglês e o Sueco.

4 de abril de 2026 às 02:19:00 WEST  
Blogger Caturo said...

« o sumério (autodenominado "emegir"), que foi substituído pelo acadiano (semita), talvez por ser a língua que é, já foi ligada a quase tudo o que é idioma.»

Acho que pode ser mais que uma grande coincidência o facto de o nome sumério para dizer «Deus» é «Dingir», que tem um significado celestial, o que o assemelha, tanto na forma como no significado, ao «Deiwos» indo-europeu (raiz do «Deus», obviamente...) e ao túrquico Tengri, que é, precisamente, o Deus do Céu do Turcalhame e dos Mongóis, tudo muito extenso...

4 de abril de 2026 às 03:31:00 WEST  
Blogger Lol said...

e jiroft pre elao?

4 de abril de 2026 às 20:26:00 WEST  
Anonymous Zédias said...

Isso do "Dingir" ser semelhante a "Deiwos" e a "Tengri" costuma ser usado como argumento a favor da existência de uma família de línguas que englobaria as línguas indoeuropeias, túrquicas, mongólicas, urálicas, tungúsicas e mais umas quantas, a chamada família Nostrática.

E mesmo que essa família nunca tenha existido, não é de pôr de parte a hipótese de que as palavras Dingir/Deiwos/Tengri tenham surgido nas respectivas famílias que mencionaste a partir de uma única palavra de uma família completamente diferente, provavelmente já extinta, que terá coexistido com as famílias supracitadas ou mesmo surgido antes delas, e que as influenciou.

Em relação aos substratos, são apenas hipóteses.
Ou seja, há características (léxico, sintaxe, palavras específicas) que o gaélico irlandês e o alemão têm que fogem à(s) regra(s) que as outras línguas indoeuropeias seguem. Por exemplo, o ramo germânico pode ter uma característica que os outros sub-ramos não têm. Idem para o sub-sub-ramo goidélico (manês, gaélico irlandês, gaélico escocês).

Há quem justifique a existência dessas características como sendo evidência da existência de um substrato, isto é, uma língua não-indoeuropeia (neste caso) que terá sido substituída ou assimilada pelos árias que chegaram ao território em questão, e que conservou algumas das suas características na nova língua indoeuropeia que surgiu nesse território.

E não faltam exemplos disso na Europa:
- no grego temos a palavra "thalassa", que significa mar, provavelmente herdada da língua dos pelasgos, talvez parentes dos minoicos.
- no gaélico irlandês temos a palavra "partán", que significa caranguejo, provavelmente com origem numa língua não indoeuropeia falada na Irlanda antes do advento dos árias.
- no castelhano temos a palavra "izquierda", que veio do basco "esker". E mais uma vez, voltamos à conversa que tivemos no outro dia acerca da hipótese de certos bascos terem adotado o latim transformando-o no castelhano enquanto que outros perservaram a sua língua.
- no latim temos a palavra "arena", proveniente do etrusco.
- no alemão também há alguns exemplos a nível léxico e sintático que sugerem a existência de uma língua (Bell-Beaker?) não IE.

E tendo em conta que os indoeuropeus tiveram a expansão que tiveram, não é de descartar, na minha opinião, a existência dessas línguas faladas por povos que foram conquistados ou assimilados.

6 de abril de 2026 às 22:09:00 WEST  

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