quarta-feira, janeiro 31, 2007

TERMINA JANEIRO, MÊS DE JANUS...

Janus, Porteiro Celestial

LENDA DA BATALHA DE LENA, NA SUÉCIA

Odin com a Sua lança Gungnir e acompanhado dos seus dois corvos, Hugin (Pensamento) e Munin (Memória), pairando por sobre a batalha

31 de Janeiro de 1208 fica para a História como o dia da Batalha de Lena, travada em Kungslena, área de Västergötland, Suécia.
Frente a frente estavam o rei Sverker e o príncipe Eric, ambos suecos.
Sverker, amigo da Igreja, trazia consigo um imenso exército dinamarquês (fornecido pelo rei dinamarquês Valdemar o Vitorioso), composto de entre doze e dezoito mil homens.
Eric, por seu turno, liderava uma força militar, que, mesmo incluindo uns quantos auxiliares noruegueses, ficava-se numericamente entre os sete e os dez mil efectivos.


Foi então que, segundo conta a lenda, os Suecos viram subitamente Odin cavalgando o Seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Há várias versões sobre o modo como o Deus ofereceu a vitória aos Suecos; numa delas, Odin cavalgou diante da formação de batalha sueca.

Mais diz a lenda que, nas proximidades do local em que se deu a refrega, avistou-Se um cavaleiro dum só olho com um chapéu de abas largas e um manto azul que pediu a um ferreiro que pusesse ferraduras nos cascos do Seu cavalo. O desconfiado ferreiro perguntou onde é que o estranho tinha passado a noite anterior - em resposta, o estranho referiu sítios tão distantes dali que o ferreiro não acreditou no que ouvia. O enigmático cavaleiro disse que tinha estado durante muito tempo no norte e tomado parte em muitas batalhas, mas que agora ia para a Suécia. Quando o Seu cavalo foi devidamente munido com as ferraduras, o estranho declarou «Sou Odin» e partiu. No dia seguinte, travou-se a batalha de Lena.

UM EPISÓDIO DA PERSEGUIÇÃO CRISTÃ ÀS RELIGIÕES NACIONAIS DO OCIDENTE

Mesmo depois de mais de um século de intensa e mortalmente intimidatória campanha cristã para exterminar os cultos ancestrais da Romanidade e todas as outras estirpes sob o domínio romano, ainda assim a resistência pagã se fazia sentir.
Após a condenação a lei de 435 que condenava à morte quem quer que realizasse rituais pagãos, ainda assim o Paganismo continuava vivo. Por conseguinte, o imperador Teodósio II, fanaticamente cristão, viu-se obrigado em 438 a reforçar a proibição e a ameaça de morte, deixando também claro que toda a propriedade dos pagãos seria confiscada. Vale a pena citar o enunciado desta lei, pois que aí está evidente o facto de que os pagãos continuavam ainda a realizar rituais em honra das suas Deidades Nacionais, apesar da violenta perseguição de que eram vítimas, pois que a lei de 435 incluía a destruição dos templos e a condenação à morte dos magistrados que os não destruíssem.

Eis então o texto da lei:

«Deste modo a nossa clemência entende a necessidade de vigiar os pagãos e as suas enormidades gentias, uma vez que, por natural depravação e teimosia fora da lei, eles esquecem o caminho da verdadeira religião. Eles desdenham em realizar os nefandos rituais de sacrifício e os erros e falsidades das suas nocivas superstições dum modo ou doutro nas solidões escondidas, a menos que os seus crimes sejam publicamente revelados pela profissão dos seus crimes em insultar a majestade divina e em mostrar desdém pela nossa época. Nem o milhar de leis já promulgadas nem a pena de exílio pronunciada contra eles deteve estes homens, para que, se não podem ser corrigidos, ao menos se abstenham dos seus imensos crimes e da enorme quantidade dos seus sacrifícios. Mas a sua audácia insana é continuamente transgressora; a nossa paciência está exaurida pelo seu maldoso comportamento, pelo que se nos quisessemos esquecer deles, não poderíamos ignorá-los.»



Através deste e doutros factos similares se pode constatar que o Cristianismo esteve sempre muito longe de ser acolhido por todos como a exclusiva e definitiva boa nova, e que os líderes cristãos, assim que se apanharam no poder, tudo fizeram para destruir por completo todos os vestígios da identidade religiosa dos povos, tentando sempre substituí-la por um credo universalista e alienígena, de raiz semita e de espírito visceralmente intolerante e totalitário.

AFINAL, O ISLÃO É ISTO OU NÃO?...

Fortalece-se o bastião talibã no Paquistão, o segundo país islâmico mais populoso do mundo e o único que possui armas nucleares.

Um exército privado destes talibãs impôs já um estrito código islâmico em partes do país. Instalaram um governo paralelo, sob o qual a música e os vídeos são proibidos e as pessoas se aproximam dos militantes islâmicos para resolver disputas (isto segundo os ditos militantes), o que dá por adquirido que quem ali exerce autoridade são inequivocamente os talibãs.

Um dos dirigentes deste grupo declara: «Em 480 ocasiões, Alá exorta os muçulmanos a fazerem a jihad. Nós limitamo-nos a cumprir as ordens de Deus. Apenas a jihad pode trazer a paz ao mundo.»

E diz mais, o senhor... «Iremos continuar a lutar até que as tropas estrangeiras sejam expulsas (do Afeganistão). Depois iremos atacá-las nos EUA e na Grã-Bretanha até que eles, ou aceitem o Islão, ou paguem a jizia (imposto que os infiéis submetidos têm de pagar aos muçulmanos).»


Agora é preciso que os «moderados» a viver em solo ocidental se dignem a dizer que esta interpretação do Alcorão é doutrinalmente errada... «estamos todos» à espera... sentados, claro...

AS ESQUERDAS SÃO IGUAIS EM TODA A PARTE... OU TALVEZ NÃO

El fenómeno de la inmigración ha provocado en el Reino Unido una reacción de la izquierda a favor de la defensa de los principios que identifican la cultura británica. Los atentados de Londres, inspirados y cometidos por musulmanes que habían nacido y se habían educado en el país, han abierto un amplio debate en el seno de la sociedad inglesa que pone en tela de juicio la validez del llamado multiculturalismo y reivindica una revalorización de la cultura nacional propia.

El Partido Laborista exige respeto hacia unos “valores británicos” que califica de “no negociables” y que enumera como “libertad, justicia, tolerancia y pluralidad”, valores que deben ser enseñados en clases de “ciudadanía” y de “historia británica” y que también deben oponerse a una “identidad que corroe” los valores democráticos, como la manifestada por una “pequeña fracción” de los musulmanes del país.

El Departamento de educación del gobierno laborista ha realizado un estudio en el que se llegaba a la conclusión de que las escuelas del país no enseñan con suficiente énfasis la historia y la identidad británicas. El máximo responsable educativo, Alan Johnson, se manifestaba a favor de que los colegios “jueguen un papel central en la creación de una cohesión comunitaria”.

Esa misma cohesión en España está amenazada por los separatismos, que son apoyados sin rubor alguno por la izquierda española. De hecho, las reformas educativas emprendidas por el PSOE, dejando al arbitrio de las autonomías el contenido de asignaturas tan importantes como historia, lengua o literatura, implica eliminar del contenido mínimo curricular común aspectos esenciales de la cultura española, que necesariamente se traducirán en una perdida de cohesión social y al final de la propia identidad española.
Francisco Rodríguez Adrados, catedrático de la Universidad Complutense y académico de la Real Academia Española y de la Historia, ha expresado su disconformidad con las iniciativas orientadas a reducir los elementos comunes en la enseñanza española y respecto al Real Decreto de enseñanzas mínimas que se han aprobado el pasado mes de diciembre ha dicho: «No entiendo que el conocimiento de Matemáticas o de Griego de un estudiante de Madrid, Santander o Andalucía sean diferentes. Estoy contra todo esto, porque pienso que tiene que haber una responsabilidad nacional y un contenido también común para todos».
El historiador Julio Valdeón se alarma de que lo que puede suponer “que no se incluya en la instrucción de un alumno el descubrimiento de América” o que se eliminen episodios históricos de “Historia de España de la Edad Moderna o la Edad Media, que es cuando nace nuestro idioma, se forman las universidades y las cortes, entre otras muchas cosas”, lo que hará incompresible la propia nación española en la actualidad.
El catedrático y miembro de la Real Academia de Historia, Carlos Seco Serrano, también se adhiere a estas críticas: «Con franqueza, creo que se rehúye el conocimiento auténtico, el que nos interesa a todos y que es el nuestro, el común». Está de acuerdo en que se enseñe en las aulas los acontecimientos cercanos a nuestros días, pero subraya que «está bien que se contemple la II República. Hay que conocer la Historia próxima. Pero no se puede prescindir de la anterior».
Rodríguez Adrados explica que «es un problema que se ha dejado a las comunidades autónomas. A lo mejor, algunas de ellas mejoran esa carestía, pero de lo que no cabe duda es que el Gobierno está eludiendo su responsabilidad en esta materia. El Ministerio de Educación ha abdicado de la defensa del conocimiento en España».



Dá-me ideia que o artigo castelhano usa o que se passa em Inglaterra para dar um exemplo ao seu próprio povo, como quem apela a que os Castelhanos se envergonhem e tratem de se redimir para não serem mais desgraçados do que os estrangeiros. Trata-se dum método muito usado em Portugal, tendo aqui muitas vezes a aparência de masoquismo.
Ora com esta comparação os patriotas castelhanos que com este artigo se identificam estão talvez a exagerar, conscientemente ou não, o patriotismo da Esquerda britânico. Na verdade, há na atitude do governo inglês uma tentativa de fusão entre patriotismo e valores multicuturalistas, visto que a intenção parece ser a de dar como «tipicamente inglês» um valor que obedece mais a uma agenda universalista do que a um ideário autenticamente nacionalista.

Dum modo ou doutro, a postura desta Esquerda liberal anglo-saxónica, se tomada cum grano salis, parece mais positiva do que negativa - no essencial, consiste numa defesa cultural da Liberdade frente ao pendor cada vez mais arrogante e intencionalmente imperialista da «minoria» muçulmana.

E isto é que tem mais graça, do ponto de vista nacionalista - ver os esquerdistas a braços com o dilema entre apoiarem incondicionalmente as minorias «escurinhas» e defenderem os valores pelos quais sempre se bateram e que são agora ameaçados por essas mesmas minorias não europeias.

terça-feira, janeiro 30, 2007

ARTIGO SOBRE NEO-PAGANISMO PUBLICADO NO «L'INDIPENDENTE» DE ITÁLIA





São quarenta mil os que na Grécia seguem os antigos cultos gregos e que, após uma sentença do tribunal, obtiveram o direito de orar às suas Divindades por entre as ruínas do Parténon. Os gentios helénicos constituem hoje a quarta religião do País.


Séculos depois (de terem sido proibidos), os pagãos voltam a rezar no Templo de Zeus em Atenas.

Pela primeira vez desde que o Império Romano proibiu o culto público dos Deuses, centenas de adoradores dos Doze do Olimpo, trajados com vestimentas militares de há vinte e cinco séculos atrás, reuniram-se em círculo em torno das quinze colunas que se mantém de pé no edifício, resistindo ao avanço do tempo.

Em sinal de paz, colocaram lanças, espadas e escudos à entrada e invocaram Zeus, Hera, Poseidon, Ártemis, Afrodite e Hermes.

«Um punhado de miseráveis ressuscitadores duma religião morta e degenerada», assim os descreveu o padre Efstathios Kollas, presidente da associação dos sacerdotes gregos ortodoxos.

«Somos uma religião legítima e temos o direito de orar», replicou a Alta Sacerdotisa Doretta Peppa, em defesa dos seus adeptos.

Já em 2003 os Gentios Helénicos (é assim que se definem) tentaram realizar um ritual no templo de Hefaístos* na Acrópole, mas os guardas arqueológicos receberam-nos mal.

«Os templos antigos foram construídos para a nossa Fé e temos o direito de os voltarmos a usar», protestaram os Gentios.
Ora em Maio passado deu-se curso à reivindicação: um tribunal deu-lhes razão e apelando à sentença impuseram agora ao Ministério da Cultura a autorização para o culto. Um primeiro passo importante na busca da obtenção de autorização para celebrarem também cerimónias de casamento e funerais.

Os Gentios Helénicos são já quarenta mil: constituem a quarta maior Fé do País, depois dos dez milhões de ortodoxos, o meio milhão de muçulmanos e os duzentos mil católicos. Em qualquer caso, são já bem mais numerosos do que as trinta mil testemunhas de Jeová, os trinta mil protestantes e os cinco mil judeus.

O fenómeno do Neo-Paganismo não é apenas grego, porquanto em Setembro passado o Departamento dos Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos deu finalmente permissão para que nos seus cemitérios fossem colocados símbolos da Wicca, religião cujos seguidores se dizem herdeiros do antigo culto da Natureza praticado na Idade Média sob o rótulo de «Feitiçaria».

Para se resolver o caso levantado pela viúva do sargento Patrick Steward após a morte deste em combate no Afeganistão em 2005, recorreu-se ao escamoteamento de definir o cemitério dos Veteranos como «não subordinados à autoridade federal». Este caso não pode pois ser evocado como precedente para provar um reconhecimento oficial do culto. Trata-se duma situação espinhosa, a dos quarenta mil Gentios Helénicos ou dos cento e trinta e quatro mil wiccanos norte-americanos, se comparada com o amplo beneplácito que o Estado concedeu em Setembro de 2003 ao Forn Sidr da Dinamarca, os quais são apenas quinhentos. Pragmaticamente, o ministro das transacções eclesiásticas limitou-se a pedir aos seguidores do «Antigo Costume» (é este o significado de «Forn Sidr») que não se envolvessem com neo-nazis e com satanistas.

Com efeito, o Forn Sidr não é outra coisa senão a versão dinamarquesa do grupo islandês de adoradores de Odin, que dá pelo nome de Ásatrúarfélagid: «Sociedade Islandesa dos Fiéis dos Deuses», organização fundada em 1972 e oficialmente reconhecida em 1973.
Duas filiações suas foram oficialmente reconhecidas na Noruega em 1999, e uma outra espera obter estatuto semelhante na Suécia. Também neste caso não se trata de grandes números: mil fiéis da islandesa Ásatrúarfélagid e cento e quarenta para o mais importante dos grupos noruegueses.
Odin
Circulando pela Europa, encontram-se os Lituanos que querem restaurar a Religião Báltica apagada na Idade Média pelos Cavaleiros Teutónicos e os Polacos que querem restaurar o Paganismo Paleo-eslavo. E também os Druidas de França e das ilhas britânicas.
Representação pétrea de Perkuns, Deus do Trovão, da Guerra e da Forja dos povos do Báltico, Ferreiro Divino
Símbolo da Romuva, religião nacional da Lituânia

Moderna representação do eslavo Svarog, Deus Celestial do Fogo

Representação medieval de Ogmios, Deus celta da Magia, da Eloquência, da Escrita, da Sabedoria e da Guerra; é também psicopompo, ou seja, condutor dos mortos para o Outro Mundo; foi considerado equivalente ao clássico Mercúrio, daí o aspecto mercurial com que o Deus é figurado nesta gravura.

Finalmente, há os nostálgicos da Religião Romana, que celebram o matrimónio segundo o rito latino da «Confarreatio» (casamento sagrado romano), no qual os noivos comem partes duma mesma fornada de pão.

Concílio dos Deuses Clássicos

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* Hefaistos, Deus do Fogo, da Forja e dos Metais

CRESCE O RADICALISMO ISLÂMICO NA JUVENTUDE

Cresce acentuadamente a minoria de jovens muçulmanos que se inspiram no Islamismo político e sentem que têm menos em comum com os não muçulmanos do que os seus pais.
Uma sondagem recentemente realizada no Reino Unido revelou que elementos do Islamismo tais como a lei islâmica (chária), as escolas islâmicas e o uso do véu em público são significativamente mais importantes para os jovens muçulmanos do que para os seus pais.
Na pesquisa, realizada com mil e três testemunhos, cerca de sessenta por cento dos muçulmanos disseram preferir viver sob a lei islâmica, contra trinta e sete por cento dos indivíduos entre os dezasseis anos e os vinte e quatro, que optariam pela chária, enquanto este número descia para dezassete por cento entre as pessoas com mais de cinquenta e cinco anos. Oitenta e seis por cento dos inquiridos consideraram a religião como a coisa mais importante das suas vidas.

E continua a divulgação dos resultados da pesquisa: cerca dum terço dos jovens muçulmanos apoiavam a pena de morte como punição para os apóstatas (os que abandonassem a sua religião para se converterem a outra); entre os mais velhos, essa percentagem fica-se por menos dum quinto. (Continue a ler)


Ou seja, a verdade vem cada vez mais ao de cima - e, após décadas de suposta e aparentemente pacífica «integração», a hoste muçulmana estacionada em território europeu começa a mostrar a sua verdadeira raiz, para lá das amenidades circunstanciais que caracterizaram a sua relação com o Ocidente quando estas minorias eram muito menos numerosas, logo, muito menos capazes de exaltarem a sua hostilidade contra os infiéis.

JÁ O COMEÇAM A DIZER ABERTAMENTE...

... andam com as costas quentes, os agachados de Alá...

Um dos intervenientes numa conferência islâmica de Sidney afirmou que a revolução ou a guerra civil podia ser necessária para criar o Estado Islâmico ou califado.
Citando o sujeito:
«É importante... que, colectivamente, o mundo muçulmano exija aos seus líderes e pessoas influentes uma alteração, mesmo que isto signifique ir para as ruas fazer uma revolução ou dando um golpe militar.»

Quem assim falou disse à audiência que nesse dia iriam aparecer outros intervenientes a discutir modos de estabelecer um super-estado islâmico.

«Tal como estamos hoje, o que está em jogo não é apenas o destino do mundo islâmico mas também toda a humanidade», adiantou...

O encontro foi organizado pelo grupo Hizb ut-Tahrir, banido em vários países do mundo.



Note-se que o sujeito não se refere apenas aos muçulmanos, mas também à «humanidade»...

segunda-feira, janeiro 29, 2007

FILME - THE WICKER MAN



Fui finalmente ver a por mim tão aguardada nova versão do clássico de culto «The Wicker Man». Em Portugal, recebeu o título de «O Escolhido».

O «The Wicker Man», praticamente desconhecido em Portugal, tem uma legião de fãs no mundo anglo-saxónico. É também o meu filme favorito. Vi-o no ano de 1990, em vídeo, e muito me agradou, pois que já nessa altura me considerava um convicto adorador das antigas Deidades do Ocidente.

Uma das bizarras e belas cenas do filme original
Filme inglês realizado nos primórdios dos anos setenta, conta, em ambiente de suspense e tensão crescente, a história dum polícia típico, homem de sólida formação moral e cristã, que se desloca a uma ilha sita ao largo do norte da Escócia, nas Hébridas, onde a população, pouco hospitaleira, permanece fechada perante o mundo, preservando escrupulosamente os seus costumes ancestrais - incluindo a religião céltica do culto aos antigos Deuses Goidélicos (comuns à Irlanda e à Escócia). Há um crescendo de hostilidade entre, por um lado, o representante da autoridade, de espírito ora positivista ora beato e com os pés bem assentes na terra, e, por outro, a população local, cujas ideias e costumes atingem por vezes uma bizarria folclórica que o agente inglês considera chocante.

Recentemente, os Norte-Americanos resolveram fazer a sua «remake» desta épica e exemplar película. Só que com as suas adaptaçõezitas, claro...
Para começar, ao saber que a acção se passava numa ilha do Oceano Pacífico, fiquei logo de pé atrás. Basta-me ler «Oceano Pacífico» para ficar de imediato enjoado. Vem-me à mente uma chusma de «Américas» sorridentes com camisas pejadas de flores, daquelas havaianas, a dançarem freneticamente e/ou a fazerem o seu «karaoke» de alguma mega-seca de blues ou coisa similar, e a salganharem em barda. Pensei e escrevi - mas porque raio de caralho é que os Ianques têm de abastardar tudo aquilo em que tocam, é mistério para o qual nunca obtive resposta satisfatória. Só sei que não tem conta o número de vezes que agradeci às Parcas pelo facto de «O Senhor dos Anéis» não ter sido feito por um Spielberg ou por qualquer outro americano desse estilo.

Ora, indo ver o filme com «ela fisgada», acabei por ficar agradavelmente surpreendido. O trabalho não é tão mau como se poderia imaginar (e como alguns norte-Americanos o pintaram). A princípio afigura-se deprimente que a acção se passe numa ilha do Pacífico e não no brumoso setentrião da Escócia, tão romântica e fabulosamente exaltado por Júlio Verne em «O Raio Verde». Há todavia que dar o desconto, visto que os Norte-Americanos têm fatalmente de reduzir o mundo a si próprios, porque, para grande parte dos Ianques, senão mesmo para a esmagadora maioria, o mundo é a «América» (logo no uso desta palavra já se observa um abusivo centralismo, dado que o continente americano não se resume aos EUA) e o resto do planeta é «arredores» ou assim. Por conseguinte, para que a película pudesse levar às cadeiras das salas de cinema bastos milhões de toneladas de banha McDonalds, os autores da coisa tinham de situar a acção tão perto dos EUA quanto possível.

Enfim, a justificação para tal transferência intercontinental surge a meio deste novo filme e até está bem gizada - era a que eu esperava: uma população de pagãos das ilhas britânicas fugiu para o Novo Mundo, por causa da perseguição cristã de que era vítima; mas, ao chegar à costa leste da América, esta gente constatou que a perseguição continuava, pelo que resolveu dar prosseguimento à sua caminhada para ocidente, atravessando o território norte-americano duma ponta à outra e acabando por se fixar numa ilha suficientemente longe da costa oeste para que a sua gente pudesse aí viver quase por completo isolada do resto do mundo (tal como os Amish, que, esses sim, existem mesmo e nem sequer precisam de viver numa ilha para se afastarem por completo do sociedade actual).

Outra diferença entre o original inglês e o remake americano é a frequência da nudez feminina no primeiro e a sua total ausência no segundo, o que pode ter a ver com o puritanismo norte-americano.
Mas o facto de na versão britânica haver uma muito maior diversidade de costumes e abundante música «folk», dando à versão ianque um aspecto pobre por comparação, não parece explicada por nenhuma característica específica dos Norte-Americanos.

Ainda outra diferença notória entre o filme norte-americano e a obra original prende-se com a nomeação da Divindade. Pode este pormenor parecer de somenos importância para avaliar o significado da mensagem transmitida, mas na verdade passa-se precisamente o contrário - é, de facto, essencial para compreender o que sucede na versão feita em terras do Tio Sam.

Assim, no filme inglês, o original, a Divindade invocada pelos aldeãos é Nuada. Chamam-Lhe «Nuada, Deus-Sol», o que constitui, aparentemente, uma incorrecção, pois que Nuada é, pelo que se sabe, um(o) Deus da Soberania, da Justiça, da Distribuição, das Batalhas, do Céu também, e nada Nele indica qualquer relação com o Sol. O carácter solar que esta primeira película Lhe atribui deriva provavelmente da ideia, muito disseminada, inclusivamente em círculos académicos, de que a principal Deidade dos povos antigos, Celtas incluídos, era o Sol. Actualmente, percebe-se que tal não seria verdade, pelo menos no que toca às estirpes de raíz indo-europeia. Citando Pierre Levêque, em «Os Indo-Europeus e os Semitas»,
O Sol não parece ter sido um Deus importante entre os Indo-Europeus (o que de facto não é nem na Grécia, nem entre os Germanos, os Latinos, os Celtas, os Indianos, os Bálticos... No Irão, ganha importância devido ao facto de ser aproximado de Mitra, tal como mais tarde na Grécia o culto de Apolo se solariza), mas desempenha um papel muito grande no simbolismo(...). (Fim de citação).

Nuada, o Deus do Braço de Prata, seria pois uma Deidade da Justiça e particularmente da Guerra, assimilável a outro Deus irlandês, Net ou Neit, que por Sua vez é provavelmente o mesmo que o celtibérico Neton (e há em Conímbriga uma inscrição dedicada a um Netus, que deve ser o mesmo; na Lusitânia espanhola encontrou-se entretanto uma ara consagrada a um Netoni).

Ora na versão americana, a Grande Divindade identificada e nomeada é a chamada «Deusa-Mãe». A sacerdotisa refere-se durante o ritual aos «Deuses e Deusas», mas mais nenhum teónimo ou designação particular aflora - e a Deusa-Mãe parece reinar suprema. Tal primazia do Divino feminino reflecte-se na estrutura social da população da ilha, visto que, aí, as mulheres controlam por completo a vida espiritual, política e social, enquanto os homens parecem reduzidos ao papel de procriadores.


Há quem garanta a ausência de base científica para afirmar, como alguns renomados académicos fizeram em tempos, que tenha alguma vez existido na Europa uma sociedade matriarcal assim dirigida. Quanto aos Celtas em particular, eram seguramente patriarcais, mesmo que a Mulher tivesse na sociedade céltica muito mais importância e poder do que tinha na Grécia, em Roma ou em qualquer outra civilização do mundo antigo. O texto antigo que se considera hoje mais fidedigno na descrição dos povos célticos e da sua religião é o «De Bello Gallico» («A Guerra das Gálias») de autoria de Júlio César. César apresenta uma sociedade fortemente controlada pelo pai de família; e, no que toca ao Panteão, o militar romano nomeia as cinco Divindades que a seu ver são as mais importantes para os povos célticos, dando-Lhes contudo nomes romanos (a chamada «interpretação romana»): Mercúrio, Júpiter, Marte, Apolo e Minerva. Nenhuma destas Potências Divinas tem função matriarcal, como é óbvio para quem saiba o mínimo de Mitologia.

Não obstante, outro autor romano, ligeiramente posterior a César, Tácito de seu nome, assinala na sua obra «A Germânia», a relevância central que o culto da «Mãe dos Deuses» tem no seio dos Suevos (povo germânico), e falo aqui neste caso porque, segundo o mesmo autor, pelo menos uma das tribos suévicas assemelha-se pelo idioma aos Bretões (Celtas) - Tácito chega entretanto a afirmar que uma tribo das tribos suévicas, os Sítones, obedece a uma mulher.

Independentemente da solidez das bases historiográficas dos autores do versão norte-americana, o que é facto é que no caso da nova filmagem do «Wicker Man» agarrou-se numa história sobre aldeãos pagãos celtas e produziu-se uma história de pagãs feministas. Tal câmbio deve-se porventura a uma vontade de agradar ao público norte-americano deste tipo de ficção, que será composto, ora de mulheres, ora de liberais com forte pendor para a Wicca (Religião da Deusa) e para o «New Age», subcultura mística especialmente consumida por um público feminino.


De qualquer modo, vale a pena dar uma vista de olhos ao filme, quanto mais não seja porque conta com um colectivo feminino muitíssimo agradável de se contemplar, particularmente a actriz Molly Parker no papel de «Irmã Rose», professora primária; e também Leelee Sobieski, fazendo de «Irmã Honey» - qualquer delas exibe aquela aura de quase divina distância e álgida mas elegante altivez muito típicas das mulheres do tipo físico norte-europeu. Há nos seus semblantes, especialmente no relampejo do seu olhar e nos seus sorrisos sarcásticos, algo de terrivelmente numinoso, um laivo do chamado «tremendum», conforme diria Rudolf Otto no seu clássico «Das Heilige» ou «O Sagrado», obra já antiga mas ainda assim de referência obrigatória em Antropologia e em História das Religiões.


O final do filme é inteligentemente imprevisível e quase apoteótico - o epílogo, embora atire para o lugar-comum, encaixa bem.

Espero, de qualquer modo, que alguém em Portugal aproveite a deixa para lançar no mercado do DVD, ou até exibir na televisão, o original inglês. Para quem quiser ter uma ideia, aqui fica um excerto da parte final (para além da foto acima). Desde já deixo claro que não apoio sacrifícios humanos (excepto aqueles nos quais os sacrificados fossem criminosos, traidores, enfim...). E os gritos dos animais dentro do boneco de palha são realmente revoltantes, tanto como na matança do porco.

A respeito do «Wicker Man« ou «Homem de Palha» em si, trata-se de um elemento religioso cuja existência entre os antigos Celtas aparece documentada apenas numa das fontes clássicas - em «De Bello Gallico», César informa que os Druidas (sacerdotes) costumavam erigir um enorme boneco de palha no interior do qual queimavam criminosos como oferenda aos Deuses (porque os Deuses gostavam mais deste tipo de vítimas), embora sacrificassem inocentes quando não havia criminosos. Pensa-se que o Deus ao qual Se sacrificava o «homem de palha» era Taranis, Deus do Trovão, isto porque, de acordo com o autor clássico Lucano, a Taranis (teónimo proveniente da palavra gaulesa «Taran» que significa «Trovão») ofereciam-Se sacrifícios humanos por meio do fogo.
A maior parte dos actuais celtólogos, porém, considera que houve aqui um tendenciosismo da parte do romano, o qual disseminava deste modo um boato infundado porque tinha todo o interesse em representar os Celtas Gauleses como povo sanguinário que merecia ser conquistado e colonizado pela cultura romana.


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P.S.: Além do mais, não é todos os dias que se consegue ver um filme no qual não aparece um só negro.

COMO BEM RECEBER OS IMIGRANTES MUÇULMANOS

A aldeia de Hérouxville, no Quebec, povoação que não conta muito mais de mil e trezentos habitantes, baniu formalmente o apedrejamento de mulheres, os véus faciais, a mutilação genital feminina e o arremesso de ácido à cara de mulheres sem véu.

A comunidade tomou a iniciativa de fazer tais leis como resposta ao polémico debate sobre a «acomodação razoável» das minorias religiosas, debate este que se tem focado especialmente nos judeus ultra-ortodoxos de Montreal.

Mas não são os Judeus que obrigam as suas mulheres a usarem véu...

A minoria que faz disso é também semita, mas em vez de dar com o crânio no muro das lamentações, opta por se pôr de cócoras perante um cubo negro...

Ora não há adeptos do cubo negro em Hérouxville. O que há é uma política no Quebec de incitação aos imigrantes para se estabelecerem nos arredores de Montreal.

E está praticamente tudo dito, porque os aldeãos são aldeãos mas não são parvos... de facto, um dos conselheiros do município deixa de antemão as coisas em pratos limpos: «Temos de garantir que as pessoas que vêm para cá querem viver como nós. Os muçulmanos que quiseram impor a chária (lei islâmica), se soubessem que não apredejamos mulheres aqui, talvez não tivessem vindo.»

A legislação da aldeia estabelece também que a Árvore de Natal é uma tradição do Quebec, que as piscinas são mistas (ambos os sexos) e que a carne de porco e de vaca são expostas nas mesmas estantes. Quando lhe perguntam se tem medo de ser rotulado como racista, responde que não é racista, está apenas a explicar a sua cultura.



Numa época em que os tentáculo da hoste mafomética se vão estendendo por todo o Ocidente, recebendo a mão e exigindo logo o braço, para depois tomar o corpo todo, é importante perceber-se que toda a cautela é pouca e toda a firmeza necessária.

ZOROASTRIANOS DENUNCIAM DISCRIMINAÇÃO INJUSTA DE QUE SÃO VÍTIMAS... NA SUA PRÓPRIA TERRA

«Olha-me para estes filhadasputa destes muslos, o que eles me fazem à minha gente e ao meu país...»


Kurosh Niknam, deputado que representa os Zoroastrianos no parlamento iraniano, denunciou recentemente as discriminações de que a sua comunidade é vítima.
«A violação dos nossos direitos, a confiscação dos nossos bens, e os maus tratos contra nós infligos tornaram-se costumazes. E os zoroastrianos que denunciam tais abusos às autoridades são completamente ignorados.» disse Niknam ao jornal diário iraniano Khatam Yazd.

Kurosh Niknam queixou-se também do facto de a sua milenar religião, de origem nacional e existente no País há mais tempo do que qualquer outra, ter sido riscada da lista das religiões oficialmente reconhecidas pelo Estado iraniano, lista essa que agora inclui apenas os credos abrahâmicos (Judaísmo, Cristianismo e Islão).

«Temos a impressão de que alguém quer nos gradualmente erradicar da história do país no qual a nossa fé nasceu

O mesmo deputado protestara já, há dois anos, contra um dos conselheiros principais do supremo líder islâmico do Irão, o aiatola Ali Khamenei, conselheiro este que considerou os seguidores de religiões não islâmicas como «animais a vaguear pela terra em pecado e indecência.»



Parece que a súcia islâmica que tomou conta do Irão está agora disposta a aniquilar de vez a religião nacional do País...


Antes da conquista muçulmana do Irão, por volta do século VIII, o Zoroastrismo ou religião de Zoroastro, ou Zaratustra, era a religião dominante no País.
Actualmente, a comunidade zoroastriana é composta por cerca de trinta e duas mil pessoas, embora haja quem pense que este número desceu para metade após a revolução islâmica de 1979. Todavia, há autoridades islâmicas extremamente preocupadas com o facto de que se verificam cada vez mais casos de jovens iranianos que abandonam o Islão para se converterem ao credo dos seus ancestrais zoroastrianos, adoradores do Deus Ahura-Mazda, eminentemente simbolizado no Sol e sobretudo no fogo (daí os seus sacerdotes serem por vezes designados como «padres do fogo»).

Aquando da invasão islâmica, muitos zoroastrianos buscaram refúgio na Índia, país de liberdade religiosa. Aí vivem ainda hoje, sendo conhecidos como «Parses» (porque vindos da Pérsia) - e, embora não incluam mais de cento e oitenta e cinco mil pessoas, têm uma grande influência na economia de Bombaim, principal centro financeiro da Índia.

MUÇULMANO AGRIDE GINECOLOGISTA

Em França, um mouro atacou um ginecologista pelo facto de este ter inspeccionado a esposa do mouro após esta dar à luz...

E porquê?

Porque o mouro tinha exigido que a sua mulher fosse vista por uma ginecologista, ou seja, por uma mulher, e nunca por um homem...

No hospital, acharam que o funcionamento do sistema não podia aceitar privilégios por submissão a regras religiosas. Uns islamófobos, é o que é...

AVISAR OS MUÇULMANOS... ANTES DE OS INVESTIGAR...

A Polícia britânica já considera a hipótese de avisar previamente os líderes da comunidade islâmica antes de lançarem um raide para apanhar terroristas...

Isto parece aquela piada da guerra de Raul Solnado... «Está sim? É o inimigo?... Olhe, é para perguntar se podemos atacar já...».

Mas a bófia bife não quer considerar os líderes da comunidade como parte do inimigo. Pois é...

Mas quando é que alguma vez os ditos líderes se demarcam do radicalismo islâmico - quando é que algum deles condenou por exemplo o teor da mensagem dos manifestantes que, a propósito das caricaturas, ameaçaram a Europa com terrorismo e com assassínios contrários à liberdade de expressão?

PARTIDO SOCIALISTA FRANCÊS EXPULSA QUEM SE ATREVE A DIZER QUE «O REI VAI NU»

O Partido Socialista Francês expulsou hoje um dos seus líderes por ter dito que há muitos jogadores negros na seleção nacional de futebol. Georges Freche, presidente da região Languedoc-Roussillon, no sul do país, membro fundador do partido, apoia a candidata socialista a presidente Segolene Royal. Ela defendeu a sua expulsão do partido, mas o facto vem numa hora ruim para Royal, que enfrenta críticas por uma série de gafes sobre política internacional e assuntos internos.
A decisão foi tomada num encontro de membros duma comissão formada para resolver as disputas internas no partido. "Se ele não tivesse dito o que disse, nós todos iríamos estar numa situação muito mais agradável", disse Patrick Mennucci, director de campanha de Royal. "A situação é muito desagradável e o Partido Socialista não pode continuar a ter nos seus quadros alguém que faz esses tipos de comentários".
Em Novembro, Freche foi ouvido reclamando em um encontro político de que nove dos 11 jogadores da selecção francesa eram negros. "Eu estou envergonhado deste país. Em breve haverá 11 negros", relatou um jornal francês citando a fala de Freche.
Freche também foi multado em 15 mil euros por uma corte francesa, na quinta-feira, por ter chamado argelinos que lutaram ao lado da França na guerra de independência da Argélia de "subumanos".
Ele já havia sido suspenso de algumas funções do partido após ter feito esses comentários no ano passado e enfrentou seis meses de prisão, assim como uma multa por "abuso de um grupo de pessoas por sua etnia, raça ou religião"
.



Não deixa de ser estranho que um indivíduo com esta clarividência fosse militante dum partido da Esquerda militantemente anti-racista. Pode por outro lado tratar-de de alguém que despertou, o que constitui um óptimo sinal. O facto de se dizer «envergonhado» com a constituição racial da sua selecção nacional aponta para uma indignação muito salutar e frontalmente assumida, em vez se pôr com paninhos quentes e pedir desculpa pelo seu próprio sentido crítico.

A «JIHADIZAÇÃO»

Os serviços secretos canadianos estão alarmados com a velocidade estonteante com que os jovens da minoria muçulmana a viver no Canadá se radicalizam e daí passam a ingressar as fileiras da «jihad» ou «guerra santa», num processo ao qual chamam já «jihadização».

Afirmam que os petizes mafométicos se sentem revoltados com a guerra que «em todo o mundo» se move contra o Islão e que por isso se dispõem a combater.

Recentemente, as autoridades canadianas desmantelaram um grupo de jovens criminosos muçulmanos que estava a armazenar armamento para desencadear uma onda de ataques bombistas contra camiões em Toronto; e, seguidamente, preparava-se para atacar o Parlamento, em Ottawa, onde faria reféns, decapitando alguns destes, até que o Canadá retirasse as suas tropas do Afeganistão.


Como bem observa o Jihad Watch, não parece ter passado, ou pela cabeça dos investigadores, ou pelo(s) autor(es) do artigo a singela ideia de que «se calhar» a motivação de tal radicalismo... está no próprio Alcorão (9:5 e 9:29)...

O problema afigura-se o mesmo em toda a parte do Ocidente - os imigrantes muçulmanos e sua prole, mesmo quando social e economicamente integrados, oferecem um elevado potencial de perigo terrorista, que é tanto mais grave quanto mais os referidos alienígenas pareçam «integrados».

A integração de gentes estranhas à Europa, vindas de terras do Islão, constitui pois um perigo de carácter criminal e político, como se não bastasse o facto de que é já à partida a raiz duma catástrofe identitária.

domingo, janeiro 28, 2007

CONFRONTO EM FRONTEIRA COM O ISLÃO

Tropas indianas e paquistanesas trocaram tiros no dia 25 do corrente mês como resultado duma incursão de militantes islâmicos anti-indianos em violação da fronteira entre o território de Caxemira controlado pela Índia e o território de Caxemira controlado pelo Paquistão.

Um militante islâmico foi morto durante a tentativa frustrada, prontamente travada pelas forças militares da Índia.

Os militares do Paquistão, por seu turno, afirmam que os soldados indianos abriram fogo mas negam qualquer envolvimento dos guardas de fronteira paquistaneses.

É costume que a guerrilha islâmica de Caxemira cometa atentados nesta época, quando se aproxima a comemoração do dia da República (data da instauração do regime republicano na Índia).
Com efeito, na semana passada dois militares indianos foram feridos num tiroteio perto da fronteira.

Em Novembro de 2003 assinou-se uma trégua como parte dos esforços de paz entre o Paquistão e a Índia, duas potências nucleares.



Quem for ler o artigo acima lincado, repara que nem por uma só vez se diz que os militantes anti-indianos são, em primeiro lugar, islâmicos... é assim o jornalismo politicamente correcto: evita chamar os bois pelos nomes e faz todos os possíveis para atribuir as atitudes agressivas e ofensivas dos muçulmanos a outro motivo qualquer. Aliás, já tive oportunidade de encontrar gente desta, que, a respeito deste conflito em concreto, tenta contornar a questão dizendo que «é simplesmente uma disputa territorial entre dois países, disputa que se dá a partir da descolonização inglesa», quando o cerne da inimizade mortal entre estes dois países é e sempre foi o Islão. A própria existência do Paquistão deve-se à presença do Islão, ou seja, para se livrarem dos conflitos constantes com os muçulmanos em solo indiano, os Hindus acabaram por oferecer uma parte do seu território aos muçulmanos e é esse território que se chama Paquistão, topónimo no qual cada letra é a inicial de cada uma das regiões cedidas pelos Hindus: P-Punjab, A-Afghania, K-Kashmir, S-Sindh, Tan/Stan-Balochistan/Tokharistan; a junção de todas estas letras significa também «Terra dos Puros».

sábado, janeiro 27, 2007

VI CONGRESSO DA DEMOCRACIA NACIONAL, DE ESPANHA


Cartaz da Democracia Nacional de Espanha

sexta-feira, janeiro 26, 2007

AQUECIMENTO GLOBAL E... TERRORISMO?...

Há-de sempre haver quem queira atribuir as culpas do terrorismo a tudo e mais alguma coisa, desde que nunca aos próprios terroristas em si, ou aos seus inspiradores...

Agora, até já há quem diga que o terrorismo deriva em parte do aquecimento global do planeta...

Especialistas do clima dizem que o aumento da temperatura a nível mundial pode estar a alargar o fosso entre ricos e pobres, o que ajuda a radicalizar as populações, logo, a potenciar o terrorismo nos países mais afectados...


São cientistas que o dizem. E, de facto, é geralmente reconhecido que os climas mais quentes são mais propícios à violência. O mês de Agosto configura-se por isso como o que mais casos de agressão criminal regista, segundo fontes policiais.

Mas o terrorismo não é uma simples questão de violência. Planear um atentado bombista suicida para exterminar milhares de pessoas é substancialmente diferente, em estado de espírito, de provocar uma rixa num bar ou até de fazer um assalto numa qualquer esquina duma grande urbe.

Além disso, verifica-se um nível flagrantemente diferente entre por um lado a criminalidade do sudeste asiático e da Austrália, e, por outro, da criminalidade brasileira ou africana.

«Ah, é uma questão de condições de vida das populações!», dirão os desculpadeiros do costume. Mas a gente da Damaia e dos bairros norte-africanos dos arredores de Paris dá-se muito mais à prática do crime violento do que por exemplo as comunidades de imigrantes portugueses que em França viviam nos miserandos bidonvilles...

E nem é só isso que está em causa neste caso em concreto, o do terrorismo.

A conclusão foi divulgada por cientistas, como acima se disse.
Mas o que está por detrás do seu método e conclusão científicos, é uma pré-disposição ideológica que nada tem de científico, mas sim de exclusivamente doutrinal e dogmático: esta tese segundo a qual o clima influencia significativamente o terrorismo é em suma uma consequência «cientificista» da visão tipicamente esquerdista segundo a qual o cerne do problema do terrorismo está nas questões sócio-económicas.

E porquê?

Porque a propaganda esquerdista pró-terceiro-mundista está de tal modo martelada por toda a comunicação sucial, que acabou por conseguir estabelecer, na mente das elites culturais, a ideia de que o terrorismo acontece por causa da miséria sócio-económica dos países do terceiro mundo que são explorados pelos capitalistas ocidentais.

Trata-se comprovadamente duma aldrabice muito própria da Esquerda, com todos os seus tiques centrais:
- a crença dogmática de que os maiores e mais graves conflitos têm como causa primordial a economia (Marxismo puro);
- a maior culpa do terrorismo islâmico é, em última análise, dos «opressores» ocidentais.

Ora os factos desmentem ambas as opiniões:
- a maior parte dos terroristas empenhados nas mais importantes acções terroristas não são miseráveis a viver em bairros da lata, ou a morrer à fome, mas sim indivíduos de instrução e nível sócio-económico médio ou médio-alto;
- um dos maiores alvos do terrorismo islâmico, a Índia, é odiada pelo Islão radical por motivos que não têm nada a ver com o Ocidente, mas tão somente com o facto histórico de que a resistência hindu ao Islão acabou por triunfar na maior parte do território indiano, sendo por isso que, depois dum longo domínio islâmico, a maioria da população do sub-continente indiano é ainda de religião hindu.


Podem ser cientistas, os «explicadores climatéricos». Mas o rigor científico ao serviço duma ideologia dogmática e venenosa só torna ainda mais enganadora a mentira obscurantista difundida por mesma doutrina.

Já agora, repare-se na «subtileza» da lógica «aquecimento-logo-terrorismo»... não há-de tardar muito para aparecerem por aí «justiceiros» asquerdalhados a juntar esse «argumento» ao seu já de si indigente discurso: «pois, os Ocidentais poluem, causam o aumento não natural da temperatura e depois colhem os frutos quando os oprimidos, encalorados, se revoltam...»...

Para começar, um cientista britânico deu a conhecer que a Alcaida incluiu recentemente os danos ambientais como motivo de ódio aos EUA...

Enfim, confirma-se que os terroristas muçulmanos são de facto «apanhados do clima».

A FACILIDADE DA RADICALIZAÇÃO DOS ALIENÍGENAS «INTEGRADOS» NA SOCIEDADE OCIDENTAL

Numa conferência sobre a islamofobia, ou seja, em clima de «desdramatização», como diria o socialista Jorge Sampaio, sempre com a intenção de negar que esteja a haver um choque civilizacional, o chefe da polícia londrina informou quem o quis ouvir que o grupo bombista suicida suspeito de preparar o atentado falhado de 11 de Agosto contra vários aviões de companhias aéreas norte-americanas é composto de indivíduos que tinham uma vivência normal e que foram radicalizados num espaço de semanas.

Quer isto dizer que num curtíssimo espaço de tempo conseguiu-se agarrar num grupo de alienígenas «bem integrados», alguns nascidos em solo britânico, com as suas profissões e os seus estudos bem desenvolvidos... foi possível agarrar neles e transformá-los em militantes islâmicos capazes de se matarem a si próprios só para exterminarem milhares de pessoas inocentes.

O que faz a religião, dirão alguns... e é bem verdade que algumas religiões, entre as quais seguramente se conta a de Mafoma em primeiro lugar, conduzem facilmente à violência opressiva de obscenas dimensões.

Mas este caso serve também para ver qual é de facto o real valor da tão glorificada «integração das minorias» - vale de facto muito pouco, e o pouco que vale é manifestamente perigoso, porque cria a ilusão de que o alógeno é «um dos nossos» só porque nasceu na mesma maternidade que nós, estudou na mesma escola, viu os mesmos programas de televisão, brincou com os mesmos brinquedos, frequenta os mesmos restaurantes e cafés.

Desnecessário será dizer que tal ilusão constitui um autêntico cavalo de Tróia, a multiplicar o efeito devastador do veneno que os antirras só por si já representam.

Até o próprio Tony Blair, da esquerda-liberal politicamente correcta, que se obstina em negar a evidência do choque civilizacional, até ele já reconhece que as conspirações terroristas são cada vez mais numerosas e graves, o que significa que «a perspectiva extremista dum ramo austero do Islão está a provar que é muito poderosa».

Declarou também a sua preocupação ao tomar conhecimento de que as sondagens sobre o posicionamento dos muçulmanos do Reino Unido (não digo «muçulmanos britânicos» por motivos óbvios) indicam que a acção terrorista encontra substancial apoio no seio dessa comunidade - em cada cem estudantes muçulmanos, há de quatro a seis que acham justo o ataque bombista de 7 de Julho. Em termos percentuais, isto significa que, numa população de um milhão e oitocentos mil muçulmanos, há de oitenta mil a cento e vinte mil potenciais apoiantes do terrorismo islâmico.

Em suma: junta-se o Islão com a imigração e taxa de natalidade alienígena maciças, e obtem-se o extermínio a curto ou médio prazo da Europa.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

CERIMÓNIA RELIGIOSA HELÉNICA REALIZADA NO PASSADO FIM DE SEMANA NO TEMPLO DE ZEUS OLÍMPICO EM ATENAS

Desenho reconstituinte da gigantesca estátua de Zeus de Olímpia, feita em ouro e marfim por Fídias no ano de 440 a.c. e considerada como uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Uma moderna sacerdotisa segura na mão um ramo de oliveira ao participar, juntamente com mais de duas dezenas de oficiantes, numa cerimónia em honra de Zeus no templo de Zeus Olímpico, sito no centro de Atenas. Centenas de curiosos assistiam.
Os praticantes pertencem a uma associação que conta o tempo a partir da primeira Olimpíada, realizada em 776 a.c..



Desafiando uma interdição veiculada pelas autoridades estatais gregas, uma organização pagã helénica concretizou no passado dia 21 de Janeiro o acto ritual público que anunciara previamente.

A associação, denominada Ellinais (Santa Associação de Crentes da Antiga Religião Helénica), ali representada por vinte ou trinta praticantes, celebrou perante centenas de pessoas uma homenagem religiosa dedicada a Zeus, a Afrodite, a Atena e a outros Deuses no templo de Zeus Olímpico, em Atenas, estrutura com cerca de mil e oitocentos anos de existência.

A Ellinais ignorou deste modo uma proibição emitida pelo Ministério da Cultura alegadamente a bem da preservação do monumento. Os participantes do ritual, por seu turno, não tentaram entrar no templo propriamente dito, que estava fechado; e nenhum dos agentes policiais ali presentes tentou travar a cerimónia.


«Somos Gregos e exigimos que o governo nos conceda o direito de usarmos os nossos templos», declarou uma das sacerdotisas.

Acresce que o grupo afirma ter inicialmente obtido permissão para realizar a cerimónia, mas o ministério da cultura mudou entretanto de opinião.
Acompanhados por um advogado, os praticantes tentaram negociar com os guardas do local arqueológico durante cerca de uma hora até que finalmente conseguiram entrar na área com os seus acessórios.
Um magistrado do ministério afirmou por seu turno que as autoridades estavam predispostas a permitirem o acesso ao tempo, mas sem os atavios antigos transportados pelos praticantes, e permitir-lhes-iam cantar, desde que não usassem instrumentos.
«Não queremos reprimir a liberdade de expressão - mas ninguém pode usar os sítios arqueológicos como se fossem teatros privados», disse um arqueólogo que encabeça o departamento do ministério da cultura que supervisiona o local.
«Estas pessoas não são sérias - não são assim tão diferentes dos cristãos ortodoxos fanáticos», continuou.
Em declaração efectuada após a cerimónia, o ministro da cultura alegou que alguns membros do Ellinais atacaram e ameaçaram o supra-mencionado arqueólogo e os guardas, quando estavam já a sair do templo. «Tomar-se-ão medidas para futuramente evitar eventos ilegais deste género», acrescentou.

A Ellinais foi fundada no ano passado e tem trinta e quatro membros, maioritariamente académicos, advogados e outros profissionais. Venceu uma batalha legal pelo reconhecimento estatal da antiga religião grega e exige agora que o governo registe a sua sede como local de culto, uma medida que permitirá ao grupo a realização de rituais tais como o casamento.
A Ellinais pretende reconstruir todos os antigos templos e fazer do Grego Antigo a língua oficial do País.
«Queremos poder realizar cerimónias em templos antigos. Esta obsessão em tratá-los como meros monumentos tem de acabar. O parlamento grego também é um monumento, mas continua a funcionar. O mesmo se deveria aplicar a este templo», declarou Peppa.

Um dos obstáculos a que tal coisa se venha a verificar parece ser o facto de que o Estado Grego, embora tenha reconhecido oficialmente a associação, não reconheceu ainda o direito da Ellinais a realizar práticas religiosas, segundo Peppa.

Vale a pena lembrar, a este propósito, que a Hélada é ainda desmesuradamente controlado pela Igreja Ortodoxa – de facto, até há relativamente pouco tempo, todos os bilhetes de identidade gregos incluíam nos dados expostos a religião do seu portador, o que pode dar uma ideia das discriminações sociais, profissionais, talvez até criminais, que tal estado de coisas permitiria. A maioria dos Gregos é baptizada pela Igreja Ortodoxa, que rejeita as antigas práticas pagãs.

A Cristandade chegou ao poder na Grécia por volta do século IV a partir da conversão cristã do imperador romano Constantino. No mesmo século, o imperador Teodósio acabou oficialmente com o último vestígio da presença cultural dos Deuses quando em 394 d.c. aboliu os Jogos Olímpicos. Persistiram todavia vários bastiões de adoração pagã até ao século IX d.c..
«Os cristãos fecharam as nossas escolas e destruíram os nossos templos», lembrou um dos participantes do ritual, Yiannis Panagidis, de trinta e seis anos.

Já houve na actualidade casos em que representantes oficiais da Igreja se recusaram a estar presentes na cerimónia de ignição da chama em Olímpia, gesto simbólico que marca o início dos Jogos Olímpicos, porque durante a cerimónia invoca-Se Apolo, Deus Helénico da Luz, da Verdade e da Harmonia.

Ao contrário das religiões monoteístas semitas, a saber, o Cristianismo, o Judaísmo e o Islão, a antiga religião grega não tinha uma moralidade escrita; isto não obstava todavia a que os seus Deuses castigassem os mortais que fossem arrogantes ou quisessem humilhar outros (a chamada «hubris»), tema recorrente nas tragédias de Eurípides e noutros textos antigos, como é disso exemplo a história de Aracne, mulher que desafiou Atena para uma competição na arte de bordar - a Deusa ficou de tal modo irada perante a arrogância de Aracne, por esta pensar ser capaz de vencer uma Divindade, que a transformou numa aranha.
«Não acreditamos em dogmas e em decretos, como outras religiões fazem. Nós acreditamos em liberdade de pensamento», diz um dos praticantes entrevistados.



O RITUAL

Trajados com alvas túnicas de modelo antigo, os adoradores dos Deuses Nacionais Helénicos posicionaram-se junto das imponentes colunas coríntias e recitaram hinos dirigidos a Zeus, «Rei dos Deuses e Motor de todas as coisas», pedindo-Lhe que trouxesse paz ao mundo, em particular para as próximas Olimpíadas, que se realizarão na China em 2008.
«Trata-se dum desejo universal para que haja um acolhimento pacífico das Olimpíadas», explicou Doreta Peppa, uma das líderes do grupo, trajada num robe vermelho sacerdotal. «Adoramos a Natureza e honramos os antigos Deuses helénicos. Cerca de três por cento dos Gregos partilha dos nossos pontos de vista, mas têm medo de o assumir publicamente

«A nossa mensagem é a paz mundial e o modo de vida ecológico no qual toda a gente tem direito à educação», disse Kostas Stathopoulos, um dos três sacerdotes supremos a dirigir o evento, que evocou entretanto as núpcias de Zeus e Hera, a Deusa do Amor e do Casamento.


Enquanto isto, uma sacerdotisa levantava os braços ao céu, pedindo a Zeus que trouxesse chuva ao mundo.

Um dos praticantes, desempenhando a função de arauto, segurava um bastão de metal no topo do qual se encontravam duas cabeças de cobra (o Caduceus, símbolo de Hermes, Deus dos Caminhos e Mensageiro dos Deuses, equivalente ao romano Mercúrio) e proclamou destarte o início da cerimónia. Foi então que alguns sacerdotes, trajados em robes azuis e vermelhos, soltaram duas pombas brancas, símbolos da paz. Um outro sacerdote verteu sobre o solo libações de vinho e de água e queimou incenso num trípode de cobre, enquanto um coro de mulheres e homens entoava hinos religiosos.
«Ó Atena, que as próximas Olimpíadas sejam realizadas como devem ser, como os Deuses quiserem», cantou um homem alto de cabelo longo, trajado com uma capa cinzenta e usando óculos de sol, segurando empunhando o ceptro encimado por duas cabeças de serpente.

Sacerdotisa oficiando perante uma plateia de assistentes em frente ao templo de Zeus Olímpico, um dos monumentos mais notórios de Atenas. Foi completado por ordem do imperador romano Hadriano e em tempos albergou uma colossal estátua de ouro e marfim de Zeus, obra de arte que era considerada uma das sete maravilhas do mundo e que acabou por desaparecer, ou por acção de algum incêndio depois de ter sido transferida para Constantinopla, ou por vandalismo cristão, uma vez que esta obra de arte pode ter estado no interior do templo quando o imperador cristão Teodósio II ordenou a destruição dos templos em 426.

Corte transversal do templo de Olímpia, para que se possa ver a estátua no contexto arquitectónico do edifício.

Visão lateral do corte transversal acima descrito.

O templo de Zeus de Olímpia, tal como era visto de frente quando estavam as portas fechadas


E assim progride a restauração do culto aos Deuses ancestrais europeus. E, no que respeita à versão grega desta religiosidade arcaica, até já o servidor yahoo dá conta da grande busca por informações sobre as Divindades Helénicas, apresentando-as por ordem das mais pesquisadas...

PAGANISMO - ALGUNS NÚMEROS, DISTINÇÕES E POTENCIAL

Uma das organizações neo-pagãs mais famosas, o The Witche's Voice, afirma que há cerca de um milhão de praticantes do Neo-Paganismo nos EUA, e cerca de três milhões a nível mundial.
A socióloga de religiões Helen Berger, autora de “Voices from the Pagan Census: A National Survey of Witches and Neo-pagans in the United States” (University of South Carolina Press, 2003), considera que tal cifra é exagerada, preferindo estimar o número de neo-pagãos entre os duzentos e os quatrocentos mil, isto nos EUA.


A este respeito é conveniente ter em mente que há um grupo substancial de pagãos, os chamados reconstrucionistas, apostados num rigor de tipo histórico/étnico, que se demarcam cada vez mais dos neo-pagãos do chamado «New Age», que praticam a Wicca ou mais comumente uma salada religiosa com influências daqui e dali, ao sabor do praticante.

Por conseguinte, os números apurados numa ou noutra sondagem devem sempre ter em conta esta complexidade, que se torna por vezes confusa para os menos avisados.

Dum modo ou doutro, a Paganidade Ocidental vai-se desenvolvendo em todo o Ocidente, porque, como diz uma neo-pagã do artigo acima «linkado», «Compreender quem somos geneticamente permite-nos entender o que é que podemos vir a ser.»

AMEAÇA TERRORISTA NA ESCÓCIA

LE PEN É JÁ O CAMPEÃO DA DIREITA FRANCESA?

Resultado da sondagem mensal do Minute relativa aos candidatos presidenciais franceses de Direita, via Fórum Nacional:



A ver vamos... ainda a procissão vai no adro...

O que não deixa de ser «estranho» é que em Portugal só se fale da senhora Segolene e não se comente sequer o progresso do gordo bretão «xenófobo & racista» nas sondagens que se vão realizando...

Aliás, nem é apenas Segolene Royal que faz soltar a verve analítica dos «opinion-makers» tugas, mas também, de quando em vez, o «xenófobo» inofensivo* Sarkozy. Ora este último parece estar já atrás do líder da FN francesa. E, ainda assim, não há maneira de as vozes da comunicação sucial dizerem qualquer coisita sobre o candidato da extrema-direita...

E, cúmulo da ocultação do Sol com a peneira, até já vi chamar-se a Villiers o «candidato da Direita Nacionalista»...

Ah Cagaço!, que paralisas até mesmo as línguas mais soltas e «críticas»...


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* - A Esquerda chama-lhe «xenófobo», mas até gosta que ele exista, porque, com ele, pode a Esquerda brincar sem se assustar, dado que Sarkozy, bom burguês conservador, serve para desviar as atenções do Povo Francês para longe dos «nazis» da FN...

terça-feira, janeiro 23, 2007

EM PROL DA TRADIÇÃO EUROPEIA

O fundamental é estruturar uma nova base cultural, assente na tradição europeia, na memória do povo que somos, e na realidade que enfrentamos.
E é já longo o tempo que percorremos sem querer arrostar o desafío !
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Com todo o respeito que me merece António Sardinha, não creio que seja com entoações cristãs-católicas que devemos repensar Portugal e a Europa.
A raiz da cultura europeia fundamenta-se no mito de Prometeu, na entrega ao Homem do fogo que ilumina o conhecimento, que transfigura o "Ente" em "Ser".
O mito cristão é de origem forânea, é de subserviência a uma divindade opressora, omnipotente e egoísta, redutora da coragem à caridade e do génio ao igualitarismo mediocre e servil.
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O Homem europeu dirigia-se à divindade, em pé, de cara levantada, de braço erguido com a mão aberta, em sinal de fraternidade.
E essa atitude determinava-lhe o carácter e moldava-lhe o temperamento !
O Homem europeu nunca se arrodilhou perante nada nem ninguém.
E é essa mentalidade corajosa e fraterna que pretendem destruir (mesmo inconscientemente) os crentes no "ungido" profetizado pelo judaísmo.
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A Europa que necessitamos não é somente anterior à revolução maçónica de 1789, mas também anterior ao "sacro império" de Carlos Magno.
Não só anterior ao economicismo de Marx, mas também ao consumismo liberal de Friedman.
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Alguns pretenderão que o nacional-catolicismo de António Sardinha traduz a nossa tradição.
É caso para perguntar onde se inicia a tradição : nos "castros" celtas, ou nas catedrais ? Em Tonsoenabiago ou em S. Saturnino ?
É referido um livro de A. Sardinha "Ao Princípio era o Verbo"…
Como pode um tal enfeudamento às teses da Igreja ser produto de uma mente critica, tal como necessitamos para estruturar a nossa verdadeira cultura europeia ?
Sempre o "jugo" da heresia judaica. Para quando o "torque" celta ?

(...)

Uma mente critica, um pensador não influenciado por culturas alógenas à Europa (cristianismo ou marxismo, curiosamente com a mesma origem) não pode estar intelectualmente arrodilhado perante semelhantes despropósitos dogmáticos.



Tal como fez o camarada Rodrigo N. no seu blogue «Vontade», resolvi trazer ao Gladius um trecho especialmente valioso dum brilhante artigo escrito no fórum Terceira Via por António Lugano, autor do Prometheus

Nas passagens que engrossei, está quanto a mim o essencial do combate identitário, o vértice superior da luta espiritual nacionalista, a verdadeira meta-política no seu sentido mais elevado.

PANORÂMICA DO EXPANSIONISMO RELIGIOSO

segunda-feira, janeiro 22, 2007

ROBERT ERWIN HOWARD, BARDO OSSIÂNICO DO SÉCULO XX


Crom, Deus Supremo da principal personagem de Robert Erwin Howard




Fala-se aqui de Robert Erwin Howard (22 de Janeiro de 1906 – 11 de Junho de 1936).

Num tempo em que reina ao nível das elites intelectuais a pequenez de espírito, feita, por um lado, de utilitarismo, de sanha positivista, e, por outro, de auto-tortura existencialista, angustiante, por vezes nihilista, figuras houve que, no mundo da literatura, remaram contra a maré e, inesperadamente ou talvez não, foram bem sucedidas. Salientam-se aqui diversos nomes, entre os quais se contam John Ronald Reuel Tolkien, Michael Moorcok (autor de «Elric») e Robert E. Howard, criador de algumas das personagens mais famosas da ficção «pop» do século XX e que mais profunda marca deixaram nos imaginários de várias gerações, eventualmente actualizando, verdadeiramente revigorando, arcaicos arquétipos colectivos ainda vivos na mente do homem branco ocidental.

Erwin Howard cedo despertou para as maravilhas da literatura fantástica; correspondendo-se frequentemente com certo grande autor de contos de terror, H. P. Lovecraft, devorou e escreveu incontáveis narrativas de terror e de sobrenatural, publicadas nas revistas especializadas nesse tipo de ficção.

É a Howard atribuída a criação de todo um novo género ficcional - o chamado «Sword and Sorcery», ou, em Português, «Espada e Feitiçaria».
Espada e Feitiçaria é, como o próprio nome indica, um estilo de literatura cujos elementos essenciais são a bruxaria e o belicismo fundado em modelos da Antiguidade e/ou da Idade Média. Trata-se, como é bom de ver, da recuperação duma corrente épica e fundamentalmente arcaica (típico das gestas de Hércules, Jasão, Ulisses, Sigurd, Cuchulain), mas, desta feita, com um pendor marcadamente mais sombrio e mágico, fazendo da Espada & Feitiçaria um produto típico do Romantismo.
Uma característica da Espada e Feitiçaria que confirma este seu enquadramento romântico é a sua gritante (raiando por vezes o kitsch) apologia dum Norte duro e puro contra um Sul decadente e luxuoso, conflito tão absolutamente típico do Romantismo, o qual glorificava o bárbaro germânico e céltico por contraste com o civilizado e tortuoso mediterrânico. Convém a este propósito não esquecer que o Romantismo surge como reacção ao Classicismo, isto é, a extrema valorização da civilização clássica greco-romana.

Pode dizer-se que as principais personagens de Howard se definem assim: bárbaros de modos rudes mas índole justa e aparência mais ou menos setentrional batendo e desprezando os manhosos, cobardes e viciosos homens do sul oriental ou orientalizado.
Há até quem veja nisto uma postura racialista ou mesmo racista...

Bom exemplo deste ambiente estético e mental é a saga do Rei Kull, uma das suas primeiras personagens.
Kull, bárbaro de origem atlante protegido e criado em dada parte da sua infância por tigres, é depois adoptado por outra tribo atlante, levando assim uma vida relativamente normal até ao dia em que, por matar, movido pela compaixão, uma jovem dessa tribo prestes a ser queimada viva, vê-se obrigado a fugir da sua terra, sendo depois aprisionado por traficantes de escravos, tornando-se por isso mesmo num escravo das galés, passando daí a gladiador de arena e depois a soldado e de soldado a oficial de alta patente; mercê da sua ousadia, colabora numa conspiração palaciana para derrubar o monarca de Valúsia, o tirânico Borna, travando com este um rijo e extenuante duelo e acabando por abatê-lo in extremis (muito ao gosto norte-americano quase-milagreiro que não raras vezes se torna enjoativamente previsível, diga-se); mas em vez de ceder a coroa a um dos seus pretensos manipuladores, resolve tomá-la para si, sem que ninguém se atreva a disputar-lha abertamente. A esmagadora maioria das suas histórias decorre a partir daí - e praticamente todas elas são centralmente marcadas pelo contraste entre a rudeza franca e brutal, dir-se-ia germânica, de Kull, e a subtileza ardilosa e conspirativa dos seus conselheiros e dos nobres da sua corte, que o odeiam mas que não têm coragem de o afrontar.


Ora vejamos a panorâmica geral relativa a esta personagem: no trono do mais orgulhoso e civilizado reino do mundo de então, está um bárbaro estrangeiro - primeiro sinal de decadência, à maneira da Romanidade tardia; e, rodeando-o, assistindo-o na tarefa da governação, ajeita-se uma pandilha de bandalhos cobardes e servis - segundo sinal de decadência. Contra isto, e sempre contra o Poder, qualquer que ele seja, ergue-se a voz do menestrel Ridondo, a tudo e todos satirizando.

Fosse por instatisfação com o que tinha já engendrado ou por vontade de ir ainda mais longe, Erwin Howard cria então aquele que viria a ser o seu ex-libris, o seu mais famoso herói, quase que o arquétipo, para a actual cultura pop, do bárbaro guerreiro - Conan da Ciméria.

Conan - guerreiro, mercenário, ladrão, salteador, pirata, soldado e, um dia, rei do maior dos reinos da sua época (Aquilónia); gigante de sombrio semblante, ferozes olhos azuis e longo cabelo negro, correspondendo assim ao tipo céltico, segundo se pensava na altura em que Howard criou esta personagem. De facto, o próprio nome «Conan» é céltico irlandês, bem como o principal Deus por ele constantemente invocado, Crom (Crom Cruaich, na Irlanda). O ferreiro Corin, seu pai, tem igualmente um nome céltico, e, quando em certo episódio Conan regressa à sua fria e enevoada terra natal, o clã que entretanto escravizara a sua família tinha igualmente um nome céltico irlandês (Diarmaid). Outras Divindades célticas irlandesas invocadas ocasionalmente por Conan ou pela gente do seu povo são Morrigan, Macha, Nemain, Badb, tudo Deusas da Guerra, e também Manannan Mac Lir, Deus mágico e guerreiro comum à Irlanda, à Ilha de Man e a Gales (onde é Manawydan Map Llyr).

Howard dá aqui vazão aos seus conhecimentos de História e Mitologia, visto que a época de Conan é incomparavelmente mais rica, diversificada e parecida com a História antiga real do que a do seu antecessor Kull. Neste aspecto, assemelha-se vagamente ao britânico Tolkien, se bem que o mapa por si criado seja mais detalhado e parecido com o da História Antiga do que o do referido autor inglês.



- os reinos negros (Kush, Darfar, etc.);
- os Shemitas, antepassados dos Semitas;
- Stygia, que representa o Egipto;
- Turan, terra dos Turanianos (possíveis antepassados dos Turcos);
- Khitai, que representa a China e o oriente em geral;
- Vendhia, a Índia;
e, a partir daqui, os outros povos são descendentes daquilo a que Howard chama os «Hiborianos», os quais, está-se mesmo a ver, representam os Arianos, como aliás o próprio autor confirma na medida em que, na sua fantasia, o mundo por si criado é directamente antecessor do mundo antigo conhecido pela História científica:
- Argos, que representa os navegadores gregos;
- Corynthia, que representa também os Helenos;
- Zíngara, nação marítima, que representa talvez os Ibéricos;
- Aquilónia, cujo nome está mesmo a dizer «Aquila», símbolo do Império Romano;
- Hirkânia, que representa os povos das estepes da Europa oriental (Citas e afins);
- os Pictos, que representam evidentemente os Pictos históricos;
- os Aesires, que representam os nórdicos loiros; os Vanires, seus inimigos eternos, representam os nórdicos ruivos; ora, na mitologia nórdica factual, os Aesires constituem a principal família de Deuses, enquanto os Vanires são Deuses inimigos (mais tarde, estabelece-se a paz entre estes dois grupos); a leste de Asgard, a mítica Hiperbórea;
- na fronteira a sul destas três nações nórdicas, estão a Nemédia, representando talvez um povo céltico ou germânico, a Britúnia, cuja semelhança onomástica com a Britânia dispensa mais comentários, e a Ciméria.

Ora a Ciméria existiu historicamente, ou seja, independentemente da fantasia de Howard - localizava-se nas imediações do Mar Negro. Os Cimérios eram etnicamente irânicos, estreitamente aparentados com os Citas e com os Alanos (que vieram parar à Lusitânia), e, menos directamente, com os Persas e com os Medos. A Ciméria aparece na «Odisseia» de Homero descrita como terra de sombras e tristeza eternas, local onde se situa a entrada para o Hades ou Mundos dos Mortos. E é assim a Ciméria de Howard: o povo é tétrico, sóbrio e sereno, só exulta quando está em batalha e tem como Deus Máximo o imane Crom, que vive no alto das gélidas montanhas, troça dos fracos, só ajuda os fortes e é tão sombrio e marcial como o povo que O adora. A diferença entre a Ciméria de Homero e a de Howard é essencialmente étnica - porque o norte-americano coloca-a no Ocidente, mais concretamente na porção de terra que mais tarde viria a constituir a Irlanda, e dá-lhe toda uma cultura celta irlandesa. É possível que Howard tenha lido no seu tempo qualquer teoria que fazia os Celtas virem directamente das imediações do Mar Negro.

Pessoalmente, fiquei farto desta personagem quando constatei que as suas histórias batiam sempre nos mesmos lugar-comuns, passavam-se quase sempre no oriente refinado e mui raramente no norte ocidental e, além do mais, o comportamento de Conan fazia dele uma espécie de caubói de espada - viajante solitário, sempre em busca dum tesouro, realista, temendo nada nem ninguém excepto a feitiçaria, odiando bruxos e bruxedos, sempre pronto a comer e especialmente a beber alarvemente, ávido de mulheres de vida fácil que o divertissem pela noite dentro, confiando apenas no aço e acabando depois por se meter numa aventura cheia de sangue na qual salva uma donzela em apuros e acaba por não ganhar fortuna alguma - em tudo isto, continuava ausente, a meu ver, o ideal, a luta por algo mais do que o vil metal. Aliás, há demasiados traços nas histórias das personagens mais famosas de Howard - Conan, Sonja e Kull - que compõem um cenário mental no qual transparece um certo cinismo e desprezo para com tudo aquilo que pertença ao foro da religião ou dos idealismos. Não sei se tal característica terá origem na pena de Howard, ou, mais provavelmente, na dos argumentistas norte-americanos de banda desenhada aos quais estas personagens eram entregues. É neste contexto que brilha, por contraste, a curta história em que Conan, regressando à sua lúgubre e álgida pátria setentrional, constata que o que restou da sua família após a morte do seu pai está escravizada pelo clã dos Diarmaid, gente contra a qual Conan exerce terrível e completa vingança, aniquilando-a por completo por meio da força do seu braço e do aço da espada do seu pai.

Mais tarde, quando a exigência idealista juvenil se me abranda, volta a ser-me possível apreciar as singelas sagas que fazem mergulhar num mundo de encantamento, sem que dele se deva esperar demasiado em matéria de grandes verdades profundas - é que a leitura nem sempre se destina a descobrir o segredo da existência.

Antes e depois de Conan, brotaram da ensombrada mas fogosa imaginação de Howard outras figuras de heroísmo bélico, tais como o justiceiro puritano Solomon Kane (que nada tem a ver com Espada e Feitiçaria mas sim com vampiros, piratas e criminosos do século XVI), o pugilista e marinheiro Steve Costigan e o guerreiro irlandês Cormac Mac Art.

Cormac Mac Art

Cormac Mac Art defende a costa da Irlanda contra os piratas nórdicos e constituiu decerto um campo fértil para que Howard desse asas ao seu gosto pelo épico do noroeste europeu.

Outra das estrelas especialmente cintilantes da constelação forjada na mente de Howard é a ruiva Sonya, que foi mais tarde ligeiramente transformada pela pena de dois autores de banda desenhada, ficando então conhecida como a irascível Sonja que, depois de violada na sua infância, algures nas estepes da sua Hirkânia natal, viu aparecer perante si a feroz Scathach, Deusa das Batalhas (mitologia irlandesa, novamente), que com a jovem Sonja estabeleceu um pacto - a Deusa conduzi-la-ia ao conhecimento das artes da batalha, mas Sonja juraria que nunca se entregaria a homem algum a menos que este a vencesse em combate.


Sonja fez vida de guerreira, de salteadora, de mercenária, em nítido paralelismo com Conan, tendo-se aliás cruzado com ele numerosas vezes, sempre com uma rivalidade amigável, deixando por vezes antever uma possibilidade de romance que nunca se concretiza, dado que a subtil e astuciosa ruiva acaba sempre por se conseguir servir da força bélica do cimério nos seus negócios mas evita depois dispensar-lhe a compensação por ele esperada.


Uma personagem menos famosa mas nem por isso menos bem conseguida é Bran Mak Morn, herói cujas aventuras se passam num cenário espácio-temporal real, ao contrário do que sucede com Conan, Kull e Sonja. E também aqui está presente a noção de decadentismo: Bran Mak Morn é o último dos reis pictos, homem lúcido, sóbrio e taciturno reinando sobre uma população crescentemente estupidificada, em notória regressão, próxima do seu ocaso que a apagaria da História. Bran, homem de arcaica raça mediterrânica, existente na Escócia antes dos Celtas chegarem, obstina-se em unir todos os povos bárbaros do norte contra os invasores romanos. Nesta espinhosa empresa, Bran Filho de Morn tem de combater os preconceitos e desconfianças que dividem as várias estirpes que habitam o norte europeu - Pictos, Celtas e Vikings - sabendo todavia, ou pressentindo, que, faça o que fizer, a decadência final da sua raça não poderá ser evitada. Recordo-me, a propósito, duma fala sua em que diz, a um nórdico aprisionado pela sua tribo picta, qualquer coisa como «A minha gente é imbecil porque odeia mais os nórdicos do que os Romanos».

Nisto, e em tudo o mais que escreveu, Howard imprime a marca do seu carácter taciturno, triste, descrente, cínico, amargo, socialmente marginalizado; Howard alimenta paralelamente uma fé muito especial no poder da força bruta, postura essa que o leva a ingressar no pugilismo e a tornar-se fisicamente muito possante. Recorde-se aqui, mais uma vez, que a sua principal personagem, quando tem de enfrentar os mais hediondos oponentes e os mais aterradores perigos, confia sempre no único segredo que o seu Deus Crom revelou aos Cimérios - o do aço, que tudo resolve e contra o qual nada se sustém.

O desprezo que nutria pelo mundo em geral era nele acompanhado por uma profunda tendência suicida; e, ao mesmo tempo, por um grande apego à mãe - a tal ponto assim era que, quando soube que esta estava às portas da morte, optou ele próprio pelo suicídio, não tendo mais de três décadas quando abandonou um mundo que a seu ver se encontrava repleto de dor, extrema dureza e violência.
Contraditoriamente, ou talvez por compensação, deixou ao mundo uma panóplia de ícones ficcionais mas simbólicos que nada têm de suicidário e que, no seu devido lugar, podem contribuir para que as novas gerações se voltem para o manancial de insuperável e para a maioria insuspeitável riqueza que a sua herança mítica europeia lhes fornece.

E ASSIM SE VAI DESTRUINDO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

El profesor francés de filosofía, Robert Redeker, amenazado de muerte por haber criticado con dureza el Islam y en particular al profeta Mahoma, anunció que se retira de la enseñanza en las aulas para dedicarse a la investigación en un lugar más discreto.
Redeker, de 52 años, que vive escondido y protegido por la policía desde hace cuatro meses, dijo que ha aceptado una propuesta del Ministerio de Educación de que integre la plantilla del Centro Nacional de la Investigación Científica (CNRS). En declaraciones a la radio “France Info”, el profesor aseguró que fue “honesto” al escribir el polémico artículo el 19 de septiembre de 2006 en el diario francés Le Figaro, titulado “Frente a las intimidaciones islamistas, ¿qué debe hacer el mundo libre?”.
En ese artículo, Redeker mantuvo que reflejaba la “realidad” de la “cara sombría del Corán”.
Desde la publicación del artículo, este profesor de un instituto de las afueras de Toulouse no había vuelto a dar clase y está protegido por agentes antiterroristas y del contraespionaje, ya que se detectaron varios llamamientos de grupos islamicos a su asesinato, circulando por Internet fotos del profesor, su dirección personal, la del instituto en el que enseñaba, sus dirección de correo electrónico, su número de teléfono y un mapa de Toulouse.Mientras, en España la Unión de Comunidades Islámicas de España (UCIDE) ha denunciado una campaña consistente en la difusión de pegatinas para llamar a la lucha contra los musulmanes en España y extender con propaganda el temor y el odio hacia ellos, acción que considera 'un acto temerario de llamamiento público al pogromo de los musulmanes' (sic).



Por algum tempo, pareceu que a gravidade deste caso já tinha passado... mas não.
Os agachados de Alá não esquecem o seu ódio fanático nem tampouco a sua inacreditável arrogância, que os leva a quererem impor a sua lei em toda a parte do planeta. Borrifam-se para o facto de que, na Europa, os Europeus podem dizer o que quiserem sobre a religião que lhes apetecer - pois se até das suas já podem fazer troça, quanto mais das dos outros.

Contra tal escumalha, só a força é solução. Porque, se só pela intimidação sabem dialogar, é preciso que com eles se dialogue com base na intimidação. E o mais irritante é que, neste campo, os Ocidentais têm, por enquanto, incontestável vantagem. Mas, cúmulo da ironia, autêntico suplício de Tântalo dos tempos modernos, o Ocidental está incapacitado de assim proceder, não devido a uma força exterior, mas apenas e exclusivamente devido a um veneno que o corrói por dentro.

Quem disse que uma civilização só cai quando por dentro se desmorona, poderia não ter razão relativamente a vários casos, e não a tinha certamente a respeito por exemplo de Celtas, Maias, Incas, Astecas, mas ao que tudo indica está a tê-la no que ao Ocidente diz respeito.

A menos que algum outro elemento venha intervir no desenrolar dos acontecimentos.